O goleiro norte-americano do Manchester United

O goleiro norte-americano do Manchester United

Apesar de nunca ter sido um dos 5 melhores goleiros do mundo, o francês Fabien Barthez sempre esteve em destaque. Campeão europeu pelo Olympique Marseille e mundial pela seleção francesa, era o goleiro mais confiável que o Manchester United tivera desde a saída do dinamarquês Schmeichel. Até o desconhecido Tim Howard aparecer e mandar o francês para o banco. Preterido, Barthez já acertou sua volta a Marselha para o fim do ano. Mas e esse Tim Howard? Quem é? De onde veio?

O fato de surgir repentinamente para tirar a vaga no gol dos red devils não foi o único fenômeno incomum na carreira de Howard. Na verdade, foi uma das coisas mais comuns perto de outras situações vividas pelo jogador de 24 anos.

O primeiro fato que salta aos olhos é a nacionalidade de Howard. Por mais que os Estados Unidos já tenham uma pequena tradição em goleiros – Keller e Friedel não são estrelas, mas têm carreiras sólidas no futebol europeu –, ainda causa estranhamento ver um jogador daquele país defendendo a meta de um grande clube inglês. Ainda mais se lembrarmos que Howard sequer foi convocado para a Copa de 2002 (o treinador Bruce Arena chamou Keller, Friedel e Meola).

Mas não foi apenas o passaporte norte-americano que Howard teve desde nascer. Ele é portador da síndrome de Tourette, um distúrbio que provoca tiques motores e vocais e que se manifesta pela primeira vez antes dos 21 anos. No caso do jogador, o grau de intensidade da síndrome é fraco, não atrapalhando a prática do futebol.

A trajetória do novo goleiro do Manchester United começou aos 12 anos com o treinador Tim Mulqueen. Após um período em equipes de ligas menores, Howard conseguiu uma vaga na equipe do New York / New Jersey Metrostars. Para isso, teve uma atitude pouco usual no soccer norte-americano: ir do colegial (o high school) direto para as ligas profissionais, “pulando” as competições universitárias. Outra decisão tomada foi a de desistir definitivamente do basquete, seu segundo esporte preferido.

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Um lugar na MLS estava assegurado, mas a vaga de titular no Metrostars demorou a chegar, pois Meola tinha se eternizava no posto. E 2001, com a saída do goleiro da seleção norte-americana nas Copas de 90 e 94, Howard finalmente pôde jogar continuamente. Atenção para o detalhe: isso faz apenas 2 anos.

A partir daí, a ascensão foi rápida. Nos dois anos seguintes foi considerado o melhor goleiro da temporada da MLS, chamando a atenção dos observadores dos red devils. Foi contratado nesse verão, em tese, para ser reserva. Estreou coincidentemente nos Estados Unidos, em um amistoso de pré-temporada contra o Barcelona (vitória inglesa por 3×1). Aos poucos Howard foi ganhando espaço nos jogos da Premiership, até se estabilizar como goleiro titular do Manchester United. Para azar de Barthez. *

Howard pode até estar iniciando pelo alto sua trajetória na Europa, mas é perceptível como o Manchester United dessa temporada já não tem a mesma força que tinha há dois anos. O que não tira dos red devils a condição de um dos candidatos a qualquer título que disputarem. *

O Campeonato Italiano mal começou, mas a Juventus está com um jeito de time campeão. *

Na Espanha vale um destaque para o Atlético de Madrid. Os colchoneros começaram muito mal o campeonato, tomando goleadas em casa (0x3 Valencia) e fora (1×5 La Coruña). Mas, depois dessa última derrota, os madrilenhos ganharam todos os 5 jogos que disputaram. Já estão em 4º, a 4 pontos de Valencia e Real Madrid. O mais interessante é que não é difícil que o Atlético vença os próximos dois jogos (Valladolid fora e Málaga em casa) e chegue para o clássico da capital espanhola com uma série de 7 vitórias em seqüência. *

Iarley fez um golaço e foi o principal jogador na vitória do Boca Juniors no superclássico contra o River Plate, vencendo as desconfianças e sendo chamado de irmão de Pelé pela torcida xeneize. Mais informações sobre o cearense que faz a alegria dos boquenses aqui.