Nós também temos os melhores do ano

Nós também temos os melhores do ano

Final de ano é tempo em que pipocam listas de melhores/piores. Melhor banda, melhor música, pior show, pior festa etc – aqui no CG optamos por fazer somente com os melhores. Enquanto o Tércio é um entusiasta das listas, o Luiz prefere passar longe. Mas, diferenças à parte, colocamos aí embaixo nossas predileções de 2006. Concorde, discorde, nos xingue, mande a sua lista…

– Melhor Provedor de MP3

Luiz – Tramavirtual. Por um simples motivo: os MP3 estão realmente disponíveis, ao contrário do MySpace. Além disso, o site tem uma equipe que garimpa e entrevista os destaques. Tudo isso de forma legal, dentro da lei.

 

– Melhor Loja de Música

Luiz – Trezeta e Sensorial. Dou empate para as duas lojas mais antenadas de São Paulo. Sim, existem outras, mas essas duas são as que eu mais freqüento.

 

– Melhor balada

Luiz e Tércio – CB. Ali nas ruas escuras e esquecidas do bairro paulistano da Barra Funda raízes baladeiras foram plantadas. O destaque fica por conta do CB, que consegue ser uma casa rocker, na maioria dos dias da semana, com boas apresentações ao vivo de bandas do cenário independente e com um hambúrguer com bacon e queijo roquefort delicioso. Sim, roqueiro bebe e também gosta de comer.

 

– Melhor festa

Luiz – Peligro no Milo Garage. É possível dançar a noite inteira sem conhecer a maioria das músicas e adorar grande parte. Fora isso, tem clima de garagem mesmo, com um monte de amigos, preço justo, ótima programação de bandas e a tentadora barraquinha de cd’s do Gui.

 

– Melhor festival

Luiz – Eu poderia dizer que foi o Tim no Rio de Janeiro. Mas em termos de festival eu opto pelo Terruá Pará em São Paulo. Pela primeira vez foi traçado um panorama da produtiva, e um pouco relegada pela grande imprensa, cena musical paraense. Da MPB Amazônica de Nilson Chaves e Lucinha Bastos, passando pelas guitarradas, pela cultura popular tradicional do Manari, o rock do La Pupuña e o tecnobrega de Gabi Amarantos e DJ Iran, estava tudo lá.

 

– Melhor DJ

Luiz – Bezzi. Considero aqui a versatilidade de tocar em diversas festas com públicos bem distintos.

 

– Melhor revista

Tércio – Próxima Viagem e Rolling Stone. Duas revistas distintas, tanto no tema tratado como no público, mas ambas são equivalentes em qualidade. Em um mercado editorial tão incógnito como o brasileiro a Próxima Viagem mudou a parte gráfica, linha editorial e despontou como a melhor revista de viagem do Brasil. Não são matérias de turismo predatório, mas de turismo inteligente.

A Rolling Stone chegou com apetite e, ao que parece, está se lambuzando. No mínimo há dois anos o Brasil já precisava de uma revista assim e há três meses os leitores, finalmente, a tem. Não deve nada para a edição gringa. POPular, alternativa e de comportamento.

Luiz – Piauí. Grandes reportagens com temas inusitados. Esse é um dos tabus nas revistas mais recentes e a Piauí teve coragem de fazer isso. O resto, para mim, foi só decepção.

 

– Melhor site

Luiz e Tércio – G1. É da Globo, mas nem por isso significa que é a mesmice do que o canal de TV faz com novelas e programas. É um portal de notícias com tudo que você precisa para ficar bem informado. Da bizarrice aos assuntos mais rotineiros. Tem blogs, vídeos, áudios, opinião e notícias. É o portal brasileiro que melhor entende e utiliza os recursos da Internet.

 

– Melhor show nacional

Tércio – Zefirina Bomba. O hardcore brasileiro precisava desse sopro de novidade. E os rapazes dessa banda são os responsáveis por isso.

Luiz – Hurtmold. Na estrada há alguns anos, o grupo paulistano consegue se superar na maioria das apresentações, mesmo em situações aparentemente adversas como no show durante o evento hardcore Verdurada.

 

– Melhor show internacional

Tércio – Franz Ferdinand. Apesar de 2006 não ter sido tão bom quanto 2005, muita coisa se salvou por essas bandas: Prodigy, Beastie Boys, New Order, TV On The Radio, o messiânico U2 e tantos outros deram o ar da graça. Mas nenhum deles bateu em som e simpatia o show do Franz Ferdinand.

Luiz – Daft Punk. O duo francês deixou embasbacado o público do Tim em SP e no Rio. A parafernália de luzes e eletrônica não ofusca nem um pouco a tonelada de hits que eles despejaram na cabeça da galera. Imperdível.

 

– Melhor música

Tércio – Difícil escolher uma só música diante da enxurrada de novidades que recebemos e ouvimos por conta da Internet. Fico com a música Crazy, do Gnarls Barkley, que quando ouvi pela primeira vez retumbou por mais duas semanas no meu mp3 player.

Luiz – Esse ano teve várias: Se ela dança, Crazy, Sexyback e muitas outras. Mas a música que eu mais curti nesse ano foi ‘Love me or Hate me’ da londrina Lady Sovereign. Rap bem produzido e não essas babas chatas que tocam nas rádios brasileiras e vendem que nem água nas banquinhas piratas. Fazia um bom tempo que eu não me interessava tanto por um rap gringo novo. Viva o grime.

 

– Melhor cd nacional

Tércio – Noisecoregroovecocoenvenenado. Esse cd é da mesma banda que protagonizou o melhor show nacional na minha opinião, o Zefirina Bomba. Gosto de comprar cds que não é preciso pular nenhuma música e esse trabalho é um exemplo.

Luiz – Velha Guarda 22 do Mamelo Soundsystem. Grande parte do rap nacional ainda segue o estigma de ser uma cópia mal feita dos Racionais MC”s. Porém, tem uma galera que está pensando em fazer seu próprio som, com diversas influências: samba, música africana, jazz etc. O Mamelo é o grupo que encabeça essa legião.

 

– Melhor cd internacional

Tércio – Broken Boy Soldiers. Jack White provou que não é homem de uma banda (ou dupla) só. Mesmo carregando o White Stripes nas costas, o rapaz mostrou que também funciona beleza quando se está numa banda formada seguindo as tradições do que manda o rock, nesse caso, o Racounteurs.

Luiz – Return to Cookie Mountain do TV On The Radio. Os nova-iorquinos lançaram em 2004 um disco com Blues, doo-wop, spirituals, rock e post-rock, e foi, sem dúvida, um dos melhores discos daquele ano. Mas e a sina do segundo disco? Eis que o disco lançado neste ano conseguiu ser tão bom quanto o primeiro.

 

– Melhor dvd de música

Tércio – Franz Ferdinand Live. Com uma pancada de apresentações ao vivo, making of e bastidores a cereja do bolo desse DVD é o documentário sobre a turnê do grupo, que mostra, além de entrevistas, o show surpresa que os rapazes fizeram num pub inglês.

Luiz – Queens of The Stone Age. Eu gosto de DVD’s em que o show é contínuo, e não de pedaços, como é o do FF. E esse show do QOTSA está insano, só faltou ‘In My Head’.

 

– Melhor filme

Luiz e Tércio – Little Miss Sunshine. Não foram os nerds, dessa vez, os losers que conquistaram a América. Uma história simples recheada com atores batutas, improvisos, humor e um roteiro ágil. Quem não viu esse filme com certeza vai terminar o ano sentindo que faltou algo.

 

– Melhor livro

Tércio – O Cheiro do Ralo. Difícil escolha para alguém que compra mais livros do que a capacidade de leitura agüenta. Olho para a mesa e vejo alguns livros na fila para serem lidos. Mas entre os que li esse ano, o melhor é “O Cheiro do Ralo”, relançado por conta do filme que faturou a Mostra de Cinema.

Luiz – A Última Casa de Ópio. Assim como o Tércio, eu também compro cd’s e livros acima da minha capacidade de ouvir/ler. Esse livro eu ganhei e li em poucos dias, pois, é bem curtinho. Porém, a busca por um lugar para fumar ópio e toda a análise da sociedade atual dá de 10 em diversos tratados do assunto.