Música: abril 2008 Archives


Liam Finn, "Second chance"
obs: onde está Wally?

Conferir, in loco, a gravação do "Later... with Jools Holland", programa semanal de música da BBC 2 em que (geralmente) cinco (ou mais) bandas tocam ao vivo, é uma alegria.

Em outras circunstâncias, é quase impossível assistir tantos shows diferentes em um espaço de tempo tão curto. Como não há troca de palco -- o programa é filmado num estúdio que funciona em 360°, com um espaço montado para cada artista -- a música flui continuamente.

Como naquela proganda de celular em que o sujeito se perde dentro da própria agenda de contatos, é como se você caísse dentro de um iPod. No shuffle.

A escalação, como é característica do programa, estava eclética: do rock madchester do James ao folk do Petangle, do dance-rock um tanto histérico da sensação Operator Please! ao pós-grunge do The Gutter Twins (Mark Lanegan, ex-Screaming Trees + Greg Dull, ex- Afghan Whigs), da diva soul Mable John ao r&b jazzeado da Melody Gardot (com o timbre lembrando a Maria Rita, mas num tom mais grave) ao neo-folk experimental do Liam Finn (filho do Neil Finn, do Crowded House). E ainda teve uma mini-entrevista com Eddy "walk right through Electric Avenue" Grant.

A Globo tentou algo parecido recentemente, com o seu "Som Brasil", mas errou o alvo.

A estrutura era boa, mas além do programa ser temático, engessando justamente a mistura (os convidados têm que fazer versões de um homenageado), a peridiocidade não existe e o horário, pra lá de duas da manhã, é até desrespeitoso com os artistas e com o público. O "Later... with Jools Holland" vai ao as terças, ar ao vivo, as 22h, na TV aberta, com reprise, em versão extendida, as 23h35 as sextas).

Pena não existir algo assim no Brasil. Não pode ser por falta de variedade e de bons nomes.

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O Skol Beats divulgou hoje sua nova data e formato.

O festival será no segundo semestre e o público poderá participar da escolha do local , sem, no entanto, ter a palavra final. O Camilo Rocha conta os detalhes.

The finger

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Esquentando para o lançamento do seu segundo disco, "Donkey", o primeiro após o sucesso mundial, o CSS (ex-Cansei de Ser Sexy) liberou a primeira faixa, "Rat is dead (rage)", para ser baixada de graça no seu saite.

Lamentável é ver a banda alimentando a suposta rixa com o seu próprio país.

Para baixar a música, é preciso preencher um cadastro e responder de onde você é. Como normalmente essas listas de países estão em ordem alfabética, é uma prática comum, para facilitar o preenchimento dos dados por fãs dos principais mercados, alguns nomes aparecem em destaque, logo no começo da lista.

O Brasil não está nessa lista. Gesto totalmente desnecessário e gratuito.

Ah, sobre a música, é legal. Mais rock e menos eletrônico do que de costume, soando mais como o CSS ao vivo.

Likke Li

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Likke Li, "Little bit"


Likke Li, "I'm good, I'm gone"

Muito interessante a sueca Likke Li, dica do Berna Ceppas.

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Likke Li - "Youth novels"

Show muito bacana ontem, abrindo para o Sebastien Tellier. Logo mais tem resenha e vídeo, enquanto isso vai ouvindo o disco.

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Em vez da tradicional tríade disco-turnê de lançamento-disco ao vivo, Caetano Veloso resolveu fazer diferente (mas nem tanto), segundo o comunicado oficial divulgado ontem.

Seu novo show, "Obra em progresso", irá misturar as músicas do último disco, "Cê", grandes sucessos e composições inéditas. Depois da turnê e de muitos testes, Caetano fechará o repertório do novo trabalho.

Derretendo

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Festival londrino anual, sempre com a curadoria de algum artista convidado, o Meltdown 2008, de 14 a 22 de Junho, está sendo capitaneado pelo Massive Attack.

Entre shows de Grace Jones, George Clinton, Adrian Sherwood, Gang of Four e Johnny Clarke + Horace Andy + Earl 16 (!!!), haverá uma sessão com a trilha de Blade Runner sendo tocada ao vivo pela Heritage Orchestra enquanto é mixada pela dupla de curadores, que também se apresenta no evento.

Lennon falou

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Documentário feito a partir de nove horas de imagens inéditas de John Lennon, a vontade, em casa pode ser lançado. Ou não.

Assistindo o vídeo da campanha da Nokia "Get out and play" (aparentemente filmado no Brasil pelo que dá pra ler nas placas das ruas), lembrei de uma idéia antiga de transformar o disco do João Brasil em uma ópera rock, fazendo clipes interligados de todas as músicas.

O vídeo da "Cobrinha fanfarrona" seria um stop-motion, remetendo ao jogo da cobrinha que tem em alguns celulares, com nosso herói "comendo" algumas meninas, que se tranformariam então no corpo da dita cuja.

Essa campanha da empresa islandesa finlandesa é tão parecida que deu vontade de colocar as imagens sobre a música, só pra ver como é que ficaria. Pode chamar de rascunho.

Pensando bem, daria uma boa trilha pra quando a campanha da empresa chegar no Brasil (o país, no caso).

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Essa tava lá no Diginóis: "Japan Pop Show", nova bolacha do Curumin está pra jogo.

O disco está cheio de participações bacanas. O multiistrumentista pede a benção a Marku Ribas ("Dançando no escuro"), recebe os rappers Blackalicious e Lateef ("Kyoto"), Christopher "fique tranquilo" Lover ("Mal estar card"), a combinação inusitada de Lucas Santtana e BNegão ("Caixa preta") e seu melhor parceiro, Tommy Guerrero ("Sambito").

Dando continuidade em suas misturas de samba, funk e hip-hop, desde que fechou a ponte São Paulo-São Francisco e se aproximou da turma da Quannum, Curumin tem cavado seu lugar no exterior.

Atualmente excursionando com a cantora CéU, o paulistano teve até faixa selecionada por Natalie Portman para coletânea do iTunes.

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Celebrando o aniversário de 30 anos do histórico show Rock Against Racism a Love Music Hate Racism organizou um "carnival", gratuito, no mesmo Victoria Park, com apresentações de The Good The Bad and The Queen, Hard-Fi, Don Letts, Get Cape.Wear Cape.Fly, Dennis Bovell, Skream & Benga e mais uma pancada de nomes.

Com forte divulgação em diversas línguas (inclusive em português), os shows acontecem faltando apenas uma semana para as eleições locais.

Parada

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Uma parada musical baseada não em vendas de disco, mas em audições feitas on line, mapeando em tempo real os saites como Bebo, MySpace, Last.FM, iTunes, Google e YouTube e apontando os 1.000 discos mais tocados nas últimas seis horas.

Conheça o BBC Sound Index.

Dia do disco

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Hoje é o Record Store Day, iniciativa das lojas de de disco independentes da Inglaterra.

A iniciativa é ótima, mas o apoio do Metallica e suas visões tortas sobre o assunto, não soa legal.

"Vem um cara muito louco tocar com a gente, parece um cearense".

Hermeto entortando o gringo.

Estatística

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Esse e outros dados igualmente relevantes sobre o Coachella 2008 podem ser encontrados na matéria do LA Weekly.

Irmãs

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erasmocarloscarloserasmo_capa.jpg MombojoHomemEspuma_capa.jpg

Quando a influência da Jovem Guarda nas bandas atuais é comentada, geralmente fala-se bastante do Rei e poucos outros nomes são citados.

Esses dias, escutando "Masculino, feminino", dueto do Tremendão com Marisa Fossa no disco "Carlos, Erasmo" (vai que é quente), "Tempo de carne e osso", participação da CéU no disco "Homem-espuma", do Mombojó, (vai que é quente também), veio a cabeça.

Ouve só:

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Ellen Allien - "Boogybites Vol. 4" (set contínuo, não está separado por faixas)

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01. AGF - "Liniendicke"
02. Vera - "In the nook"
03. Ricardo Villalobos & Patrick Ense - "Fizpatrick"
04. Melon - "Nitzi (In my mind, so fine)"
05. Andres Zacco & Lucas Mari - "Carbonela” (Seph's Vidrionela rmx)
06. Konpiщta - "Christmas Fairytale” (Moessap edit)"
07. Sozadams - "Eyes forlon"
08. Richard Seeley - "Juicy vermin"
09. Lucio Aquilina - "My cube"
10. Melchior Productions - "Don Juan"
11. Friendly People - "Music is improper” (Martin Buttrich rmx)
12. Sascha Funke - "Double checked"
13. Gaiser - "Withdrawal"
14. Kassem Mosse - "A1"
15. Little Dragon - "Twice"

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DJ Yoda - "Fabric 39" (Rapidshare -- set contínuo, não está separado por faixas)

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01.Thunderclaps - "Judgement Day" (Donkey work re-edit)
02. Violent Femmes - "Blister In The Sun"
03. Skibadee - "Tika Toe"
04. Handsome Boy Modeling School - "Holy Calamity" (Bear Witness II)
05. Ice Cube - "Jackin' For Beats"
06. Ghost - "It's All Love"
07. Jurassic 5 - "Swing Set"
08. Hot 8 Brass Band - "Sexual Healing"
09. D Nice - "Crumbs On The Table"
10. Gang Starr - "Just To Get A Rep"
11.01. Jean Jacques Perry - "EVA"
11.02. Herve - "Bonus Beats"
12. Chemical Brothers - "Salmon Dance"
13. Coral - "In The Morning"
14.01. Bell Biv Devoe - "Poison"
14.02. Tittsworth - "Bonus Beats"
15. Run DMC - "It's Tricky"
16.01. Salt N Pepa - "Push It"
16.02. Scottie B - "Bonus Beats"
17. DJ Class - "Tear Da Club Up"
18. Bondo Do Role - "Marina Gasolina"
19.01. Minnie Ripperton - "Lovin' You"
19.02. Bamabounce - "Bonus Beats"
20. Collie Buddz - "Come Around"
21. Sway - "Chatterbox"
22. Adam F - "Circles"
23. DJ Zinc - "Super Sharp Shooter"
24.01. Wiley - "Gangsters"
24.02. Skream - "Make Me"
24.03 DJ Yoda - "Tip-Toe"
25. Lord Kitchener - "London Is The Place For Me"
24. Wiley - Gangsters /Skream - Make Me
25. Lord Kitchener - "London Is the Place for Me"

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Ao enfileirar uma sequência de músicas sampleadas por gente como Beastie Boys, J-Dilla, De La Soul, Tribe Called Quest, Dr. Dre e outros, a renomada gravadora de jazz Blue Note condensa seu papel na evolução do hip-hop nos anos 90 com a coletânea "Droppin' Science: Greatest samples from the Blue Note lab".

O foco é no jazz funk lançado pela Blue Note nos anos 70, de David Axelrod a Lou Donaldson, oferecendo ao mesmo tempo um belo passeio para quem gosta de rap e um excelente disco de jazz para quem não gosta.

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Gabriel Thomaz

O vocalista e guitarrista do Autoramas, Gabriel Thomaz, na época do lançamento do disco "Teletransporte", concedeu uma longa entrevista para o URBe, acompanhado por Bacalhau e Selma.

Aqui, ele falar um pouco sobre se apresentar como DJ, como o que fará na festa de cinco anos do URBe.

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A quantas anda o Autoramas após o lançamento do "Teletransporte"?

Gabriel Thomaz - Estamos com baixista nova, Flavinha Couri [da banda carioca
Doidivinas, a terceira após Simone e Selma], está muito legal. Estamos fazendo muitos shows, o próximo é dia 12 em Recife, Abril Pro Rock.

Conhecendo sua hiperatividade, quais outros projetos tem rolado, além do próprio Autoramas e o Lafayettes?

Gabriel Thomaz - Tenho o meu selo, Gravadora Discos. Mas quero parar por aí, muita coisa pra fazer! Eu fazia também o Ruído Festival, mas infelizmente nunca conseguimos um centavo de patrocínio, tivemos que parar de fazer.

E tem também o trabalho como DJ. O que você gosta de tocar?

Gabriel Thomaz - Rock and Roll, daquele que funciona em pista de dança mesmo. Gosto muito de tocar rock do mundo todo: Suécia, Argentina, Uruguai, Japão, Brasil, Bélgica...e também os americanos e britânicos.

Como começou a pintar esse tipo de "show solo"?

Gabriel Thomaz - É muito legal colocar um monte de músicas e a galera dançar. Não sou DJ profissa, não tenho as manhas dos caras, mas dá pra gente se divertir.

Deixe um top 5 do que você deve tocar na festa.

Gabriel Thomaz - Lá vai:

Plastic Bertrand - "Ça Plane Pour Moi"
The Hives - "Tick Tick Boom"
The Bunnies - "Pokey Lou"
Fred Banana "Combo - Yesterday"
Thee Headcoatees - "Have Love Will Travel"

Meia hora

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O The Twelves colocou uma mixtape com alguns dos seus remixes pra jogo, entre eles o ótimo de "I’m not gonna teach your boyfriend how to cance with you", feito para o Black Kids.


Saia Justa

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As músicas de João Brasil continuam se espalhando, chegando agora, ainda que discretamente, ao programa de sua musa. E ainda é só o começo.

Em sua passagem pelo Aleatório FM (entra a vinheta, com voz de veludo: "com Bruno Maia") o mito fez versão acústica do hit "Mônica Valvogel".

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Diogo Reis
foto: Joca Vidal

Um dos responsáveis pela bem sucedida festa carioca Moo, o DJ Diogo Reis também cozinha para fora e vai tocar na festa de cinco anos do URBe. Prepare-se para uma viagem espacial.

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Explica aê: que diabos é space disco?

Diogo Reis - Space disco era aquela música que tocava na versão da Corrida Maluca no espaço, do Zé Colméia, quando eles paravam na discoteca para dar uma relaxada.

Qual diferença entre os seus sets "solo" e o que vc toca na Moo?

Diogo Reis - Meus sets dependem muito da minha pilha na hora, e isso varia bastante com o lugar onde eu esteja tocando. Na Moo é sempre uma grande responsabilidade, porque além de tocar, também produzo a festa. Em outras situações estou bem mais relaxado.

Faz tempo que não surgem novos DJs na cena carioca. Alguém em especial chamou sua atenção recentemente?

Diogo Reis - Não sei. Ainda sou novato para responder essa pergunta.

Porque você acha que bons eventos de música eletrônica estão se tornando cada vez mais raros no Rio?

Diogo Reis - Não sei. Acho que várias frentes de produção de eventos estão surgindo e novos clubes estão abrindo, mas é fato que estamos passando por um processo de falência cultural na cidade.


Deixe um top 5.

Diogo Reis - Lá vai:

"Trouble Vacation" (original mix) – Pejota
"Flok I Farta" – Diskjokke
"Music Is The Wine" (Joakim Mix) - Seventeen Evergreen
"Music is The Answer" - Colonel Abrams
"Mars" (Nightdog's Lunar Launch) - Nitedog
"Life After Sundown" (12") – Glass Candy

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Lucas Santtana

Atração da festa de cinco anos do URBe, Lucas Santtana fala sobre sua faceta DJ, disco novo e comenta o cenário carioca.

Tabelando, eu respondo as peguntas do Lucas no seu Diginóis.

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O Diginóis, seu saite, anda cheio de notícias curtas, falando simplesmente "gravando". O que vem por aí?

Lucas Santtana - Estou gravando disco novo. E todo dia que tenho gravação coloco esse post, assim, quando o disco estiver pronto saberei todos os dias em que trabalhei nele. Uma espécie de obsessão, mais um caso patológico, hahahaha.

O lançamento do seu último disco repercutiu bastante, sempre positivamente. Esse deve seguir o mesmo caminho do download gratuito?

Lucas Santtana - Com certeza, essa experiência foi muito positiva tanto para o disco quanto para o Diginóis. As duas coisas se fortaleceram juntas. Esse ano sai pelo Diginóis o disco do Guizado (Guilherme, trompetista da Seleção Natural, Curumin and the Aipins, etc.) e também irei disponibilizar o disco de estréia do Buguinha Dub.

Suas apresentações ao vivo são um tanto raras. Porque isso? É complicado fazer show no Brasil?

Lucas Santtana - É mais raro no Rio de Janeiro né? Eu vivo de música, então só saio de casa para tocar se pagarem meu cachê. No mais não é assim tão raro, só esse mês em São Paulo tem cinco shows.

Enquanto o disco novo não chega, você ataca como DJ. Qual a diferença para você entre estar no palco e tocar como DJ? Como são as apresentações normalmente? As vezes rolam uns lances ao vivo, né?

Lucas Santtana - Bem diferente. No show com a banda rola um repertório próprio onde demonstro o que quero dizer através da música. Tocar junto com os amigos é que nem jogar futebol. Quando discoteco penso mais na diversão das pessoas que saíram de casa com o intuito de paquerar, dançar, beber, enfim...

Deixe um Top 5 do que vai tocar na festa de cinco anos do URBe.

Lucas Santtana - Lá vai:

Beck - "Black tambourine" (South Rakkas remix)
50 cent- "Pimp x El Bombon" (Pixie Cumbia mash-up)
Maderito e Joe - "Passageiros da nave"
Comunidade Nin- Jitsu - "Sem vacilar
The Black Ghost – "Any way you choose to give it" (Boy-8-bit remix) - sou fanático por esse remix!

Cegueira

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O vocal de Antony Hegarty (do Antony & The Johnsons), a linha de baixo lembrando "Girls and boys", do Blur (tenho quase certeza que eles também chuparam essa linha de algum outro lugar, alguém sabe?) e um belo remix da lenda Frankie Knuckles. Não falta mais nada pra "Blind", do Hercules and Love Affair.

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Pedro Zila

Responsável por pensamentos antológicos e um dos mestres CALZONE, Pedro Zila fala um pouco sobre sua vida particular, sua coleção de carros esporte, faz fofoca e entrega um pouco do que vai tocar na festa de cinco anos do URBe.

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O que é o "espírito CALZONE"?

Pedro Zila - A CALZONE nasceu como uma festa feita por amigos para os amigos. Mas como um tsunami foi ganhando força, virou uma seita e agora um estilo de vida. Espero que todos causem bastante da Festa do URBe.

Mas você não era um executivo de gravadora, chamado de "dono da música brasileira"? Como você foi virar animador de festa?

Pedro Zila - Pois é a Terra gira e o mundo da voltas. Mas agora estou mais feliz. Pena que o Palhaço Carequinha morreu, senão podia ter alguém para formar uma dupla comigo. No entanto pode ser que eu volte a atuar nesse mercado com um ou outro projeto.

Dado seu histórico de anos na gravadora Biscoito Fino, você só deve tocar MPB. É isso mesmo?

Pedro Zila - Estou preparando um set especial para a Festa URBe, caso você apareça só vou tocar mpb para você matar as saudades de casa. Muito violão.

Essa é a quinta edição da festa do URBe. Porque só agora você nos agraciará com seus dotes musicais?

Pedro Zila - Nas outras edições eu estava presente como espectador e tinha que tomar conta do anfitrião, acalma-lo, ir no Bob's comprar sanduíche... Nessa edição que você está longe poderei relaxar.

Deixe um top 5 do que você tem tocado.

Pedro Zila - Aqui em casa:

"Kids" - MGMT
"Commercial Breakdown" - Sunshine Underground
"Sunrise" - Yeasayer
"Underdog" - Spoon
"Weird Fishes" - Radiohead

Nas Pistas:

"I'm not gonna teach" - Black Kids (Twelves remix)
"Sound of violence" - Cassius
"A cause des garçons" - Yelle
"Bonafied Lovin" - Chromeo
"Harder Better Faster Stronger" (ao vivo) - Daft Punk

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Luciano, Flu e De Leve: Banda Leme

Iniciando a série de cinco perguntas com cada uma das atrações da festa de cinco anos do URBe, o rapper niteroiense De Leve fala de seu novo projeto, formado com Flu e Luciano, a Banda Leme. O grupo já tem um hit na carteira, "Nadadora".

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O que é a Banda Leme?

De Leve - A Banda Leme foi um motivo que tivemos pra nos reunir e fazer música, pra matar o tempo livre que tínhamos e que se tornou numa diversão muito maneira. É muito bom criar coisas novas, sem limites e sem rótulos. Só pra fazer o povo dancar e cantar. Bonzão.

Eu tô adorando fazer show pra outros públicos, mesmo que isso seja estranho ainda pra mim, que não estou muito acostumado em ser vocal de banda sozinho, sem rap, sem gesticular muito... É diferente... estranho ainda.

Isso significa que você está dando um tempo na carreira solo?

De Leve - Não, significa que eu tô buscando novas formas de me expressar e fazer música, juntamente com o hip hop. Tanto é assim que meu disco novo, "De Love", está sendo feito ao mesmo tempo que a Banda Leme, então não tem porque pensar assim.

Os dois estão caminhando lado a lado. Não tem como dar um tempo no que me sustenta. Meu filho tá vindo aí, se eu der um tempo ele não vai ter leite.

NE: De Leve acaba de lançar o clipe da música "Feipa", do seu disco mais recente, "Manifesto 1/2 171". Assista abaixo:

Como anda o hip hop atualmente no Brasil? Estagnado, evoluindo...

De Leve - Eu não sei muito. Nunca fui muito envolvido com cena hip hop e tudo que eu falo é, relativamente, de fora.

O rap ainda reune muita gente em torno de batalhas de freestyle e coisas assim no Brasil, mas eu não ando muito interessado nisso, nao me empolgo muito com isso, como a maioria. E nem sei explicar porque.

Mas isso acaba ajudando o pessoal que não conhecia o rap, mais gente faz rap. Agora, fazer rap não significa viver de rap, o que faz a maioria se desiludir com a carreira, já que no Rio é quase impossível viver de musica sem um 2º, ou melhor, 1º emprego.

Você anda bem ativo no seu blog, Di Camelim. Como é sua relação com a internet, tirando o uso profissional, para sua divulgação como artista?

De Leve - É uma relacao de vício. Eu acesso sempre que posso e quando não posso, me coço. Rs. Tô sempre tentando fazer e manter contato e vendo o que de novo surgiu. Gosto também de ler, fazer pesquisas, discutir, conversar, debater. Tô sempre no Observatório da Imprensa, já escrevi alguns artigos pra lá, no Overmundo também... Tô sempre fuçando esta ferramenta infinita.

Depois da Banda Leme, o que vem por aí?

De Leve - Eu tô descobrindo a música latina. Não sei se vou levar isso pra "minha praia" ou se vou tentar outra coisa, mas, se é que posso falar sobre alguma coisa que eu nem pensei ainda, pode ser isso. Vamos ver!

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