Música: fevereiro 2008 Archives

Cutting

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Trecho do documentário "Sound business" (1981), primeiro da canadense radicada na Inglaterra Molly Dineen, que depois veio a se consolidar como um dos principais nomes do gênero no Reino Unido. O filme, feito ainda como estudante, é raro, sequer consta da maior parte das suas filmografias encontradas on line.

Ranchera

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A dupla Shawn Reynaldo e Oro11, argentinos responsáveis pela Bersa Discos, fez um set de cumbia portenha, via Kingston, para revista The Fader.

A dama de ferro

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Tal e qual o virtuose do violão Yamandú Costa, que já declarou seu amor diversas vezes, Teresa Cristina confessa que gosta mesmo é de Iron Maiden.


Racional 3

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Na minha breve passagem pela terrinha, em dezembro, pra todo lado que se olhava tinha alguém lendo "Vale-Tudo, o som e a fúria de Tim Maia", de Nelson Motta (leia a boa entrevista do xará com o autor).

O verão do Síndico trouxe também uma outra surpresa: cinco faixas inéditas da fase Racional apareceram na rede, o Matias contou.

Um dia depois, o produtor Dudu Marote, envolvido diretamente no ressurgimento das faixas, explicou melhor essa história em seu blogue.

Tanta novidade

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Canastra

Com a saraivada de novas e insuportáveis bandas feitas na medida para MySpace, folologs e afins, a onda retrô musical segue adiante.

Influências oitentistas de duos eletrônicos, afrobeat-rock petergabrieliano do Vampire Weekend, chega a vez do próximo resgate salvador: o rock & roll, dos anos 50, por bandas como o Vincent Vincent and the Villains.

No ritmo do hype, daqui a pouquinho o Canastra, nessa há sei lá quantos anos, vai ter que ficar explicando que não é influenciado por nada disso.

Omara & Bethânia

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O documentário que dirigi, "Bethânia & Omara", mostrando as gravações de "Omara Portuondo e Maria Bethânia" e que será encartado em formato DVD no lançamento do disco, sai no começo de março, pela Biscoito Fino. Enquanto o disco (bom de doer) o filme e o show não chegam, assista o trailer.

A equipe é a mesma dos recentes trabalhos da parceria Videograma e Mellin Videos: Bruno Natal (produção, direção, roteiro e imagens), Pedro Seiler e Renata Mader (produção executiva), Rafael Mellin e Daniel Ferro (edição), Adriano D'Aguiar e Juarez Escosteguy (arte) e Lontra Music (áudio).

Reggae na tela

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Dois filmes interessantes a caminho:
"The Upsetter", sobre Lee "Scratch" Perry, e "Musically Mad", sobre os sound systems ingleses.

Atualização: Faltou mencionar o lançamento em DVD do "Word, sound and power" (1980).

Sexy

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Produzido por Guy-Manuel de Homem-Christo, do Daft Punk, o disco de Sebastien Tellier brinca com os clichês franceses e se diz inspirado no ato de fazer amor.

Pirata oficial

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"Contexto"

O usuário identificado como d2oficial despejou, entre outras coisas, o DVD "Acústico MTV - Marcelo D2", lançado pela Sony-BMG, inteirinho no YouTube.

Interessante é que aos 4 minutos e 05 segundos do clipe de "Contexto", o som desaparece e, sobre as imagens, entra o aviso em advoguês: "Citação da obra 'Mentira' na faixa 'Contexto' retirada por ausência de autorização autoral da EMI Publishing do Brasil".

Não dá pra entender se foi tudo oficialmente pirateado ou piratamente oficializado.

Deditos

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MP3, podcasts, sets... Se esbalde no Love Fingers.

Amusia

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Vai ter gente apontando a amusia, distúrbio que impede a pessoa de reconhecer tons e ritmos, como epidemia crônica atacando indiscriminadamente críticos e músicos.

Lá vem o sol

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"Vôo sobre o horizonte", Azymuth

Lá vem? Tá é frio pacarái. Um clipe repeto de imagens bregas, pra esquentar.

O poço é fundo

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É razoável pensar que, após cantar "I believe I can fly" com o Perna Longa, dificilmente o sujeito conseguiria superar no quesito apelação. Eis que uma vez no fundo do poço, R. Kelly resolveu cavar.

Sua hip-hopera "Trapped in the closet", novelinha musical em que todas as ações são narradas, ou melhor, cantadas por R. Kelly, é de chorar.

Assista por sua conta e risco. Grandes chances de passar o resto do dia cantando suas frases como um cantor de R&B.

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As vésperas de lançar seu terceiro disco, entitulado simplesmente "Third", o Portishead concedeu uma entrevista para o jornal Guadian falando sobre a volta após dez anos separados.

A matéria traz uma descrição detalhada da faixa que abre o disco, a inédita "Silence", tocada no show da volta, em dezembro passado. A gravação inclui a parte falada em português logo no início da música.

Segue a lista das músicas de "Third":

Silence
Hunter
Nylon Smile
The Rip
Plastic
We carry on
Deep Water
Machine Gun
Small
Magic Doors
Threads

Literal

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Levando praticamente ao pé-da-letra o título do disco, o novo do DJ Dolores, "1 Real", caiu na rede.

Videolândia

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O Metallica bota peso na pérola de Beto Barbosa, "Adocica".


O órgão marítimo de Zadar, na Croácia.


Da série "Matinês do Resumo da Ópera, Noel e o crááássico de "Silent morning". Tem "Like a child" também.

Sangue

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O uso da trilha sonora em "Sangue negro" ("There will be blood") é um dos pontos fracos do filme de Paul Thomas Anderson -- "Onde os fracos não têm vez" ("No country for old man"), clássico instântaneo dos irmãos Coen, deve varrer o tal do Oscar.

Exageradamente alta e intrusiva, em vez de ajudar, as músicas atrapalham a ambientação. Surpresa foi descobrir, após assistir, que a trilha é assinada por Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead.

CFC mini mix

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Ilustração: Tony Minister

Mini-mix to Carioca Funk Clube, capitaneado por Sany Pitbull.

Músicas:

Sany Pitbull - "Amazônia"
Phabyo DJ - "Jungle Bass"
MC Xana & Rio Ba$$ Commando - "Seduzir Você"
MC Loura & Sany Pitbull - "Troca-Aplica"
MC Funkero & DJ Juninho Carioca - "Piloto de Fuga"
Phabyo DJ - "Electro Base
Phabyo DJ - "One Dos Quatro"
Sany Pitbull - "Faroeste"

Visão interna

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"Perdemos os talheres e voltamos a comer com as mãos. Temos de nos educar, pois assim fica feio."
Wado, falando sobre downloads

Catarinense radicado em Maceió, Wado recentemente disponibilizou toda sua discografia para download gratuito no seu saite. Agora, indo além, faz o lançamento do seu novo disco, "Terceiro mundo festivo", da mesma maneira.

O trabalho também será vendido fisicamente, por R$ 5 (em SMD) e espera-se que, quem baixar e gostar, compre sua cópia. Não é barato produzir cultura e vai chegando a hora do público se conscientizar que participar ativamente do processo digital não se resume a simplesmente usufruir de suas vantagens.

Aproveitando o lançamento, reproduzo abaixo a entrevista que Lucas Sattana fez com Wado para o seu próprio saite, o Diginóis.

A conversa entre os dois é interessante porque Lucas Santtana lançou seu disco mais recente, "3 sessions in a greenhouse", da mesma forma (é só baixar). Não é todo dia que se pode conferir papo de dois dos músicos mais bacanas da cena atual.

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LUCAS SANTTANA ENTREVISTA WADO:

Lucas Santtana - Quanto tempo de produção até finalizar o disco?

Wado - Este disco começou quando voltei a morar em Maceió, eu fechei um time (banda) por volta de março do ano passado dai aos poucos fomos arranjando as canções buscando a sonoridade. O processo de gravação envolve muitas ferramentas midi mas ao mesmo tempo quase tudo foi tocado e arranjado nos ensaios.

Considero este um disco mais ensolarado, por consequência de estarmos aqui. Ná prática eu Pedro Ivo Euzébio e Dinho Zampier concebemos e captamos e a bolacha foi mixada e masterizada pelo Sérgio Soffiatti em São Paulo.

LS - Esse título dá a impressão de um disco temático. Há realmente um conceito que amarra o disco? E se existe, como você chegou a ele?

W - Existe um conceito que é como o terceiro mundo lida com a música eletrônica, é um disco do hemisfério sul, desses ritmos subversivos e destas linguagens subversivas, tem muito de funk carioca e reggaeton, mesmo quando as referências vão pra Timbaland, MIA e Afrika Bambaataa é a forma como estes caras estão diluindo a África e as Américas.

LS - Como será feita a distribuição?

W - O disco é independente e poderá ser downloadeado sem restrições. Fora isso prensei [uma tiragem] em SMD, mídia que tem o preço final pro consumidor a R$ 5. Estou conversando com a Tratore pra ver se rola de distribuir e manter este precinho.

LS - A questão da distribuição digital já é uma realidade positiva para essa geração, pois aumenta o público ouvinte. Por outro lado gasta-se algum dinheiro para se produzir um disco. Como fazer para despertar no público a consciência de que, no mundo digital, só comprando o disco haverá esse retorno?

W - Eu acho que agora é um momento de transição em que perdemos os talheres e voltamos a comer com as mãos, temos de nos educar pois assim fica feio. Acho que todo trabalho deve ser remunerado, e acredito que aos poucos isso vai se reestabelecer.

LS - Esse disco não é mais com a banda Realismo Fantástico, quem participa dele?

W - O disco foi gravado pela banda que me acompanha a quase um ano: Dinho Zampier (teclados) Rodrigo Peixe (bateria) Bruno Rodrigues (baixo) e Pedro Ivo Euzébio (eletrônicos). Já viajamos bastante e a liga tá linda, Estivemos nesse tempo duas vezes em Brasília, três vezes em Pernambuco, Salvador, Ceará, Paraíba e São Paulo, fora os shows aqui em Alagoas. A cantora Cris Braun, que se radicou aqui em Alagoas, também participa no disco, com voz emocionante.

Entrevista exclusiva com a banda-da-vez-da-semana eleita pela volátil imprensa inglesa, o Friendly Fires.

Após o show gratuito em Londres, no 93 Ft. East -- mesmo lugar onde o Radiohead também tocou de graça no começo do ano, do tamanho do Teatro Odisséia, no Rio -- a banda se expremeu no banheiro e falou sobre o hype, Brasil e sobre apresentações grátis.

Charque

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Depois da versão dub dos nova-iorquinos do Easy Star All Stars, os paraenses do La Pupuña aparecem com esse The Charque Side of The Moon, versão guitarrada do clássico do Pink Floyd.
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Via Trabalho Sujo.

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