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      <title>URBe</title>
      <link>http://www.gardenal.org/urbe/</link>
      <description>por Bruno Natal</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2007</copyright>
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         <title>Dub matéria</title>
         <description><![CDATA[<img alt="" src="http://www.gardenal.org/urbe/void_capa.jpg" width="227" height="178">

<a href="http://www.avoid.com.br/interna.php?cont_id=743" target="_blank">Matéria sobre o "Dub Echoes", na revista Void</a>.

]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Urbanidades</category>
        
        
         <pubDate>Tue, 31 Jul 2007 18:19:23 -0300</pubDate>
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         <title>Som Brasil</title>
         <description><![CDATA[<img alt="lucassanttana_sombrasil.jpg" src="http://www.gardenal.org/urbe/lucassanttana_sombrasil.jpg" width="255" height="191">
<strong>Lucas Santtana</strong>
<em>foto: divulgação</em>

Na sexta passada (27 de julho), foi ao ar na TV Globo o Som Brasil dedicado a Noel Rosa. Nessa edição, Lucas Santtana & Seleção Natural, Orquestra Imperial, Maria Rita e Marcos Sacramento foram os convidados para recriar as canções do artista homenageado.

Com um formato copiado do programa do inglês Jools Holland, as bandas tocam de frente uma para as outras, numa roda. Cada uma toca três músicas, uma por vez, num rodízio.

A produção do cenário é exagerada, tornando o ambiente artificial. Chega-se ao ponto de tentar camuflar as caixas de retorno que ficam no chão, em frente aos artistas, revestindo-as com espelhos e um acabamento semelhante ao do piso. A iluminação também tem cara de programa de auditório, com luz pra todo lado, nenhuma nuance, nenhuma sombra.

Apesar da costumeira tendência ao exagero da emissora, é bacana ver um programa dedicado à música, ao vivo, com verba de produção e coragem de chamar nomes desconhecidos do grande público. Afinal, se não aparecerem em lugar nenhum, isso não muda nunca.

Pena que se coloque tudo a perder com a escolha pra lá de infeliz do horário de exibição, iniciada as duas horas da manhã. Não dá pra entender uma coisa dessa.]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Música</category>
        
        
         <pubDate>Tue, 31 Jul 2007 14:35:27 -0300</pubDate>
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         <title>Festival Indie Rock, dia 2</title>
         <description><![CDATA[<img alt="" src="http://www.gardenal.org/urbe/lucio%20maia_circo_2007.jpg" width="207" height="276">
<strong>Lúcio Maia</strong>
<em>foto: eu memo</em>

Tudo borrado. Assim foi o show da Nação Zumbi, ontem no Circo Voador. Em uma situação pouco usual, como banda de abertura da noite, os recifenses fizeram, sem a menor dúvida, a melhor apresentação do festival.

A situação se explica. Originalmente, a Nação Zumbi não participaria do festival. Vieram substituir o Mombojó, que cancelou sua participação devido a morte de um dos integrantes, o flautista O Rafa.  A noite também contou com os catárticos Móveis Coloniais de Acaju e com o The Rakes.

Os poucos que chegaram cedo tiveram a chance de assistir um show da Nação bem perto do palco sem ter que ficar espremido na multidão. Diferente de outra clássica apresentação da banda no Rio -- <a href="http://www.gardenal.org/urbe/2003/11/tim-fest-ultimo-dia.html" target="_blank">a esporrenta e enxarcada apresentação no TIM Fest 2003</a> -- o show foi pra trás. Denso. Bem enfumaçado.

<object width="320" height="240"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Bm9TL3kup4M"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Bm9TL3kup4M" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="320" height="240"></embed></object>
<strong>Nação Zumbi,
"Maracatu atômico" + "Quando a maré encher"</strong>


Os clássicos da banda surgiram em arranjos diferentes do que costumam ser tocados, a maior parte em andamentos bem mais lentos que o normal.

"Rios, pontes e overdrives" ganhou intermissões de uma guitarra carimbó, "Maracatu atômico" surgiu com uma linha de baixo totalmente diferente. A tradicional participação de Toca Ogan nos vocais veio em forma de um dub acelerado, com ecos e delays pra todo lado.

É a banda se despedindo da auto-entitulada "psicodelia em preto-e-branco" de "Futura", seu mais recente trabalho. Foi um show especial não apenas por isso, mas também por ter sido uma escapulida do estúdio, onde estão gravando o novo disco (já batizado, mas ainda segredo), com produção de Mario Caldato Jr.

Enquanto a banda deixava o palco, Lúcio Maia, como se estivesse à frente do seu Maquinado, fuçou a pedaleira até transformar uma nota de guitarra em uma sirene hipnótica.

É o aviso. A Nação provavelmente está prestes a confirmar, novamente, porque é a melhor banda do Brasil.]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Resenhas</category>
        
        
         <pubDate>Fri, 27 Jul 2007 15:01:10 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Vespeiro</title>
         <description><![CDATA[<img alt="" src="http://www.gardenal.org/urbe/discotecabasica10.jpg" width="150" height="225">

Faz algum tempo (nem lembrava mais disso), o <a href="http://www.radiolaurbana.com.br" target="_blank">Radiola Urbana</a> convocou mais de 100 nomes, entre músicos, jornalistas e DJs, a fazer uma lista com os 10 melhores discos de todos os tempos, seguindo somente critérios pessoais.

<a href="http://www.radiolaurbana.com.br/index.asp?Fuseaction=Conteudo&ParentID=9&Menu=16&Materia=1336" target="_blank">Tanto a lista geral</a> (feita com base no somatório dos votos), quanto as individuais (a minha <a href="http://www.radiolaurbana.com.br/index.asp?Fuseaction=Conteudo&ParentID=4&Menu=4&Materia=1507" target="_blank">está aqui</a>) foram finalmente divulgadas.

Listas serão sempre discutíveis. Tem uma galera de discografia bem dispersa, como Lee Perry e Fela Kuti, que merecia uma menção honrosa pela quantidade de vezes que teve seus nomes citados, por diferentes trabalhos.

De qualquer forma, as listas se tornam também um ótimo baú de dicas. É download pro resto do ano todo.]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Música</category>
        
        
         <pubDate>Fri, 27 Jul 2007 14:46:10 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Festival Indie Rock, dia 1</title>
         <description><![CDATA[<object width="320" height="240"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u21qX6jx86g"> </param> <embed src="http://www.youtube.com/v/u21qX6jx86g" type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="240"> </embed> </object>
<strong>Lucas Santtana & Seleção Natural,
"Pela orla dos velhos tempos" (Nação Zumbi)</strong>


<object width="320" height="240"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/P1p3DPGvwxY"> </param> <embed src="http://www.youtube.com/v/P1p3DPGvwxY" type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="240"> </embed> </object>
<strong>Hurtmold,
"Música política para Maradona cantar"</strong>


<object width="320" height="240"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2DHjtG5Lk4Q"> </param> <embed src="http://www.youtube.com/v/2DHjtG5Lk4Q" type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="240"> </embed> </object>
<strong>Magic Numbers, "Forever lost"</strong>

A primeira noite do Festival Indie Rock levou um bom público ao Circo Voador, sem lotar a casa. Ruim para os produtores, ótimo para quem estava lá e pode curtir o show com mais tranquilidade e sem apertos.

Lucas Santtana abriu a noite, seguido pelo Hurtmold, mostrando muitas músicas inéditas ("Hali vascar", "Olvecio bica", "Sabo", "Deni", "Smootz da police" e "Xurumba"). Os muito simpáticos Magic Numbers botaram a tampa.

A qualidade do som dos gordinhos impressionou, somando-se a alegria de ver bandas como Lucas Santtana e Hurtmold -- fazendo seu melhor show no Rio -- tocando em condições tão boas, fato infelizmente tão raro.

Bastante gente reclamou do preço dos ingressos, considerando caro. Ouvia-se esse comentário mesmo entre quem pagou os R$ 50 da meia-entrada (boa parte do público). Pessoalmente, R$ 50 para assistir três shows, sendo um deles internacional, numa casa bem estruturada, parece bastante razoável.

Nesses tempos de MP3, quando cada vez menos pessoas aceitam pagar o preço proposto por um disco, é tentador concluir que a desvalorização da música ameaça se alastrar, incluindo shows. Ou então, numa explicação mais simples, as bandas não despertaram tanto interesse assim.

Hoje tem Móveis Coloniais de Acaju, The Rakes e Nação Zumbi.]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Resenhas</category>
        
        
         <pubDate>Thu, 26 Jul 2007 04:54:15 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Canautoramas</title>
         <description><![CDATA[<object width="320" height="240"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aDSIJLL5L6s"> </param> <embed src="http://www.youtube.com/v/aDSIJLL5L6s" type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="240"> </embed> </object>

Assista a trechos dos shows do Canastra ("Motivo de chacota") e Autoramas ("300 Km/h"), ontem, na Sala Baden Powell, no Rio.]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Música</category>
        
        
         <pubDate>Wed, 25 Jul 2007 03:42:19 -0300</pubDate>
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         <title>x 3</title>
         <description><![CDATA[<img alt="" src="http://www.gardenal.org/urbe/you3b.jpg" width="170" height="89">

Seguindo a filosofia das <a href="http://www.lomography.com" target="_blank">câmeras da Lomo</a>, o saite <a href="http://www.you3b.com" target="_blank">YouThreeb</a> permite que usuários combinem três vídeos (iguais ou de alguma maneira relacionados, mesmo que aleatoriamente) em uma <a href="http://www.you3b.com/index.php?page=watch&id=20
" target="_blank">exibição simultânea</a>.

Pra quê? É, pra quê?



]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Urbanidades</category>
        
        
         <pubDate>Tue, 24 Jul 2007 03:48:48 -0300</pubDate>
      </item>
      
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         <title>Fase Las Vegas</title>
         <description><![CDATA[<object width="320" height="240"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yx08NmRlao8"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yx08NmRlao8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="320" height="240"></embed></object>

O que acontece quando, vinte anos depois de experimentar o sucesso, o vocalista de uma banda alternativa se entrega aos excessos da vida de rock star e toca o fundo do poço? Quem esteve na festa de dois anos do saite <a href="http://smusica.blogspot.com" target="_blank">Sobremusica</a> semana passada, presenciou essa visão do futuro.

Barbado, sem guitarra, com um copo de whisky em uma das mãos e microfone na outra, Gabriel Marques, sem seus colegas de Moptop e acompanhado pelo Ordinário Groove Combo, apresentou uma versão piano-bar de "Bem melhor", para um Cinematéque semi-vazio no final da madrugada.

De rasgar o coração.]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Resenhas</category>
        
        
         <pubDate>Mon, 23 Jul 2007 16:46:50 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>MIA x 12</title>
         <description><![CDATA[<object width="320" height="240"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W9a1hGwWRP8"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/W9a1hGwWRP8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="320" height="240"></embed></object>

Melhor que a versão original de "Boyz", da M.I.A., é <a href="http://getweirdturnpro.blogspot.com/2007/07/twelve-by-twelve.html" target="_blank">o remix feito pelos cariocas do The Twelves</a>.







]]></description>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Música</category>
        
        
         <pubDate>Wed, 18 Jul 2007 13:59:34 -0300</pubDate>
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         <title>Na contramão</title>
         <description><![CDATA[<img alt="lh_pausa.jpg" src="http://www.gardenal.org/urbe/lh_pausa.jpg" width="354" height="237">
<em>foto:</em> <a href="http://www.flickr.com/photos/carolinebittencourt/sets/72157600451257628" target="_blank">Caroline Bittencourt</a>

<em>Esse texto sobre a pausa do Los Hermanos foi originalmente escrito para Rolling Stone, assim como uma resenha do três shows de despedida na Fundição Progresso. Como a revista, por achar suficiente, decidiu publicar apenas a crítica, disponibilizo o texto no <strong>URBe</strong>.</em>

--

A biografia do Los Hermanos é repleta de marcos e rupturas. O “recesso por tempo indeterminado” é somente mais uma dessas decisões quixotescas (ou românticas ou polêmicas) que parecem acompanhar a trajetória da banda.

Criada num período de mudanças e transições na indústria fonográfica, do sucesso nas rádios à internet, o Los Hermanos se destacou nas duas realidades.

Uma das últimas bandas a estourar via fitas-demo, em cassetes (hoje extintas, substituídas por CD-Rs e MP3), o Los Hermanos também protagonizou o primeiro grande vazamento de músicas de um artista brasileiro na internet, quando os ensaios do que viria a ser “Ventura” caíram na rede sob o nome “Bonança”, título do disco à época. 

O quarteto sempre andou na contramão. Esse é um dos principais motivos da banda colecionar tantos seguidores, encantados com a postura independente, quanto desafetos, enfezados com a rebeldia calculada. Fazia tempo que um grupo não despertava sentimentos tão díspares e intensos no público. 

Dispostos a construir uma carreira, optaram pelo caminho mais difícil. “Anna Julia”, sucesso responsável pelas 350 mil cópias vendidas do primeiro disco, foi sacada do repertório dos shows, numa escolha até hoje mal interpretada como renegar a música. 

Arriscaram-se novamente no segundo disco, o cultuado “Bloco do eu sozinho”. De sonoridade pouco comercial e sem o apoio da gravadora na divulgação por considerá-lo “difícil”, “Bloco...” reconstruiu e catalisou o atual fiel público da banda.

Durante dez anos, as escolhas se provaram corretas. Se nunca mais atingiram a vendagem da estréia (marca raramente obtida no mercado de lá pra cá), ganharam respeito. Tudo isso enquanto compunham canções de letras de fácil identificação e arranjos originais, aproximando o rock e a mofada MPB.

O terceiro disco, “Ventura”, mais palatável, expandiu a base de fãs, levando o Los Hermanos, entre outras coisas, a ser atração principal num dos palcos da primeira edição do internacional Tim Festival, com os norte-americanos do Lambchop fazendo o show de abertura, prática pouco comum no Brasil.

O contemplativo “4”, outra guinada artística, recebido com ressalvas pela crítica, de acordo com os números divulgados pela gravadora, vendeu mais que o antecessor.

Agora a história se repete. As vésperas de entrar em estúdio para gravar seu quinto trabalho, contrariando as expectativas, o Los Hermanos desiste de cumprir a cartilha mercadológica que pede um disco de carreira a cada dois anos, puxa o freio de mão e pára pra repensar a carreira.

Embora a pausa anunciada, com direito a shows especiais de despedida, possa soar contraditória, os motivos dessa decisão foi tratado som sigilo, somente entre os integrantes e seu círculo de amizade. Para os fãs, restou a surpresa.

O quarteto, já pouco afeito a aparições na imprensa, coerentemente calou-se, deixando muita gente sem entender nada. A pergunta mais repetida nos últimos meses foi: o Los Hermanos acabou de vez? A resposta oficial é “não”.

Como os integrantes da banda, fora uma ou outra declaração frisando que “recesso é recesso”, se esquivaram de se aprofundar no assunto, criou-se margem para especulações, quase todas de cunho negativo. “Recesso é eufemismo para o fim”, “deixaram a janela propositalmente aberta para voltar com um Acústico”, “Camelo e Amarante brigaram, por isso não querem falar”, “crise criativa”.

Alheios às adivinhações, os integrantes seguem caminhos separados. Em se tratando de Los Hermanos, qualquer previsão é furada.

Para Rodrigo Amarante, o futuro começou dois dias depois, na estréia da temporada de lançamento do primeiro disco da banda de baile da qual faz parte, a Orquestra Imperial. Fala-se ainda em uma participação no disco de Devendra Banhart.

Gravado como compositor por Maria Rita e produtor do disco do seu tio, o ex-Tamba Trio Bebeto Castilho, Marcelo Camelo participou da gravação Acústico MTV de Sandy & Junior, pouco antes dos shows de despedida.

O baterista Rodrigo Barba entrou em turnê com a banda de hardcore carioca Jason, além de tocar com o Latuya, enquanto o tecladista Bruno Medina segue escrevendo em seu blogue. O tempo dirá se as músicas da banda serão tratadas como “Anna Julia” em eventuais carreiras solo dos quatro músicos.

Se não é o fim da banda, é o final da primeira fase. Com tanta gente tentando chegar lá, o Los Hermanos resolve parar. No último show, Barba vestia uma blusa do Autoramas, o que remete a renovação.

Talvez, esse refluxo gere espaço para outras bandas, com potencial para agradar o mesmo público. De Mombojó e Moptop, aos ex-Acabou la Tequila Nervoso & os Calmantes, Kassin e seu projeto +2, passando por Móveis Coloniais de Acaju, Wado, Cidadão Instigado e Lucas Santtana. Herdeiros não faltam.

Longevidade nunca esteve diretamente ligada a qualidade musical, a história está cheia de exemplos pra comprovar. Ser grande também é saber a hora de se sair de cena. Seja um gesto calculado ou uma decisão sincera. Depende de quem está interpretando.]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/urbe/2007/07/na_contra_mao.html</link>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Música</category>
        
        
         <pubDate>Tue, 17 Jul 2007 14:01:40 -0300</pubDate>
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         <title>Rolling Stone, Jun/2007</title>
         <description><![CDATA[<img alt="rasbernardo_jaheluz.jpg" src="http://www.gardenal.org/urbe/rasbernardo_jaheluz.jpg" width="249" height="245">

Resenha do disco do Ras Bernardo que escrevi para a Rolling Stone Brasil 09.

Com a edição fora das bancas, seguem os textos.

--

Ras Bernardo
“Jah é luz” (Muzamba)
cotação: três estrelas e meia

<em>Sem obviedades</em>
 
Não se deixe enganar pelo título do disco, no melhor estilo reggae iô-iô. “Jah é luz”, segundo lançamento do vocalista original do Cidade Negra, Ras Bernardo (11 anos após sua estréia solo) passa longe de (mais uma) emulação frustrada de Bob Marley, dessas que distorcem o entendimento de um dos mais criativos estilos musicais por aqui. 
 
As linhas monstruosas do baixista e co-produtor do disco (em conjunto com Ricardo Barreto), Nelson Meirelles, os efeitos sonoros e a mixagem, colocando baixo e bateria à frente dos outros instrumentos, à cargo de Marcus Paulo Cientista (do Digitaldubs), mostram que a proposta aqui foi diferente. Fugindo do óbivio, "Jah é luz" mescla sonoridades setentistas jamaicanas à batidas stepper do reggae inglês e do dub eletrônico europeu.
 
A metaleira de “Pedido de Jah” e os momentos dubwise de a “A lei” e “Mártires” são alguns dos destaques disco. Arranjos de metais, percussão e vocais de apoio adicionais seriam bem vindos e poderiam ter enriquecido outras faixas. Perfeita para atender as expectativas das rádios que desejam mais do mesmo, “Só pra te provar” destoa do resto de um repertório pouco preocupado com isso.

A seleção musical da infinidade de festas dedicadas ao reggae atualmente, mostram que há um público interessado em conhecer outros caminhos do gênero. E como canta o próprio Ras, "se não derem, vão revindicar". Ras já se adiantou.]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/urbe/2007/07/rolling_stone_jun2007.html</link>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Imprensa</category>
        
        
         <pubDate>Mon, 16 Jul 2007 12:47:55 -0300</pubDate>
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         <title>Docs</title>
         <description><![CDATA[<embed width="320" height="261" src="http://www.ifilm.com/efp" quality="high" bgcolor="000000" name="efp" align="middle" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" flashvars="flvbaseclip=2797189&"> </embed>

Nesse curta, vencedor do concurso MTV Desktop Shorts, John Pugh, baterista do !!! (chk, chk, chk), explica uma de suas técnicas de criar loops próprios sampleando.

<object width="320" height="240"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rWpBfJLQ_p4"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/rWpBfJLQ_p4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="320" height="240"></embed></object>

Documentário sobre a prisão de Tommy Chong, metade da enfumaçada dupla Cheech & Chong.]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/urbe/2007/07/dois_trailers.html</link>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Urbanidades</category>
        
        
         <pubDate>Fri, 13 Jul 2007 13:43:47 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>* Festival Indie Rock, Julho</title>
         <description><![CDATA[<img alt="indie_flyer_01.jpg" src="http://www.gardenal.org/urbe/indie_flyer_01.jpg" width="283" height="276">

Circo Voador (RJ)
<a href="http://www.festivalindierock.com.br" target="_blank">Festival Indie Rock</a>
25 de julho (quarta) - <strong>Hurtmold</strong>, <strong>Lucas Santtana</strong> e <strong>Magic Numbers</strong>
26 de julho (quinta) - <strong>Móveis Coloniais de Acaju</strong>, <strike>Mombojó</strike> <strong>Nação Zumbi</strong> e <strong>The Rakes</strong>
21h30
R$ 100, R$ 50 (meia-entrada)

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Via Funchal (SP)
<a href="http://www.festivalindierock.com.br" target="_blank">Festival Indie Rock</a>
26 de julho (quinta) - <strong>Hurtmold</strong>, <strong>Moptop</strong> e <strong>Magic Numbers</strong>
27 de julho (sexta) - <strong>Móveis Coloniais de Acaju</strong>, <strike>Mombojó</strike> <strong>Nação Zumbi</strong> e <strong>The Rakes</strong>
21h30
R$ 100, R$ 50 (meia-entrada)]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/urbe/2007/07/_festival_indie_rock_julho.html</link>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Agenda</category>
        
        
         <pubDate>Thu, 12 Jul 2007 22:12:09 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Perdido</title>
         <description><![CDATA[<object width="320" height="240"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IvNkGm8mxiM"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IvNkGm8mxiM" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="320" height="240"></embed></object>

O criador da série "Lost" preparou um passatempo para os fanáticos pelo seriado, que mal podem esperar até a próxima temporada para tentar desvendar mistérios aparentemente indecifráveis. 

Sob o nome temporário de "Cloverfield", o novo projeto de J.J. Abrams é um filme cercado de mistérios. O trailer, que estreiou sendo exibido antes das sessões de "Transformers", não revela muita coisa e os três saites criados para promover o filme (um <a href="http://www.1-18-08.com" target="_blank">semi-oficial</a>, <a href="http://www.ethanhaaswasright.com" target="_blank">"Ethan was right"</a> e <a href="http://ethanhaaswaswrong.blogspot.com" target="_blank">"Ethan was wrong"</a>), assim como <a href="http://youtube.com/results?search_type=search_videos&search_query=ethan%20haas&search_sort=video_date_uploaded&search_category=0&search=Search&v=" target="_blank">os vídeos escondidos por lá</a>, também confundem mais do que explicam.

Se você tem paciência pra esse tipo de coisa, depois me explica. Tenho saco não.]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/urbe/2007/07/perdido.html</link>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Urbanidades</category>
        
        
         <pubDate>Thu, 12 Jul 2007 15:56:21 -0300</pubDate>
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         <title>VP Brasil</title>
         <description><![CDATA[<img alt="vp records.jpg" src="http://www.gardenal.org/urbe/vp%20records.jpg" width="120" height="120">
 
Uma das maiores gravadoras de reggae do mundo, a VP Records abriu uma filial no Brasil. Isso deve tornar mais fácil encontrar alguns discos por aqui, principalmente os de dancehall, especialidade da casa.
 
Pra comemorar, <a href="http://www.fotolog.com/vpbrasil/14030708" target="_blank">tem um sequência de festas de lançamento com os cariocas do Digitaldubs</a>, em São Paulo, no Hangar 110. É, no Hangar 110.]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/urbe/2007/07/vp_brasil.html</link>
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          <category domain="http://www.sixapart.com/ns/types#category">Música</category>
        
        
         <pubDate>Thu, 12 Jul 2007 00:07:55 -0300</pubDate>
      </item>
      
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