Author (#4)abril 2008 Archives
Liam Finn, "Second chance"
obs: onde está Wally?
Conferir, in loco, a gravação do "Later... with Jools Holland", programa semanal de música da BBC 2 em que (geralmente) cinco (ou mais) bandas tocam ao vivo, é uma alegria.
Em outras circunstâncias, é quase impossível assistir tantos shows diferentes em um espaço de tempo tão curto. Como não há troca de palco -- o programa é filmado num estúdio que funciona em 360°, com um espaço montado para cada artista -- a música flui continuamente.
Como naquela proganda de celular em que o sujeito se perde dentro da própria agenda de contatos, é como se você caísse dentro de um iPod. No shuffle.
A escalação, como é característica do programa, estava eclética: do rock madchester do James ao folk do Petangle, do dance-rock um tanto histérico da sensação Operator Please! ao pós-grunge do The Gutter Twins (Mark Lanegan, ex-Screaming Trees + Greg Dull, ex- Afghan Whigs), da diva soul Mable John ao r&b jazzeado da Melody Gardot (com o timbre lembrando a Maria Rita, mas num tom mais grave) ao neo-folk experimental do Liam Finn (filho do Neil Finn, do Crowded House). E ainda teve uma mini-entrevista com Eddy "walk right through Electric Avenue" Grant.
A Globo tentou algo parecido recentemente, com o seu "Som Brasil", mas errou o alvo.
A estrutura era boa, mas além do programa ser temático, engessando justamente a mistura (os convidados têm que fazer versões de um homenageado), a peridiocidade não existe e o horário, pra lá de duas da manhã, é até desrespeitoso com os artistas e com o público. O "Later... with Jools Holland" vai ao as terças, ar ao vivo, as 22h, na TV aberta, com reprise, em versão extendida, as 23h35 as sextas).
Pena não existir algo assim no Brasil. Não pode ser por falta de variedade e de bons nomes.
Lykke Li, "Beating it up"
vídeos e fotos: eumemo
É sempre uma grata surpresa quando o show de abertura é melhor que a atração principal. Quando isso não se deve ao fato da estrela da noite ser uma decepção, mas por méritos próprios do convidado, é ótimo. Se você nunca tiver escutado o artista antes, melhor ainda.
Essas três coisas aconteceram ontem, no Scala, em Londres, quando a sueca Lykke Li tocou antes do francês Sebastien Tellier (e antes dos dois, com a casa praticamente vazia, Bridgette Amofah)
Sebastien Tellier, "Divine"
Mesmo que parte gráfica do seu lançamento mais recente, "Sexuality", entregasse a cafonice bem humorada do trabalho, as credenciais do Sebasiten Tellier -- disco produzido por Guy-Manuel de Homem-Christo (Daft Punk), elogios de Nicolas Godin (Air) -- não davam a dica do que estava por vir.
Para construir um Sebastien Tellier brasileiro, seria preciso imaginar o João Brasil, preso no corpo do Paulo César Peréio, tocando o repertório de uma parceria imaginária entre Fausto Fawcett e Reginaldo Rossi. Ou algo assim.
Dançando totalmente desajeitado, o sujeito fez amor com o piano, com o pedestal do microfone, com a guitarra, se apalpou como se fosse o Michael Jackon, ignorou os pedidos para que falasse em inglês e fez piadas em francês, para alegria dos seus muitos conterrâneos presentes e se esbaldou no temas soft-porn, revezando-se entre o piano e a guitarra, com direito a solo de metal.
É até difícil não se distrair com o personagem criado por Tellier, totalmente embuído do tema do seu disco, levando a canastrice ao limite. Prestando atenção a parte musical, percebe-se que a piada tem conteúdo. O recheio é de boas melodias, teclados oitentistas, ecos de Jean Michel Jarre e instrumentos bem tocados por uma bom trio de apoio (baixo no sintetizador, bateria repleta de pads eletrônicos e teclados).
Divertido e engraçado, sem ser engraçadinho.

Lykke Li
A loucura orgasmástica promovida por Sebastien Tellier não parece, nem de longe, relacionada com o nome escolhido para tocar antes dele. A atitude, cada um a seu modo, talvez seja o elo entre os dois.
Com disco foi produzido por Björn (do Peter, Björn and John) e tocando pelo mundo com Shout out Louds e El Perro del Mar, aos 22 anos a sueca está enturmada na cena de seu país. Aos poucos, vai ampliando seu território, arrastando um público considerável (e atento) para quem era a banda de abertura.
Lykke Li não faz o estilo menininha-de-voz-rouca que tem inundado o mercado atualmente. Apesar de baixinha e loirinha, se coloca no palco sem se preocupar exatamente se o cabelo vai estar despenteado -- não estava.
Ainda que soe minimalista em diversos momentos, o som é cheio de detalhes e nuances, com elementos de folk e eletrônica, sem ser exatamente uma mistura disso.
Ao vivo, acompanhada por bateria, guitarra e teclado, os graves ganham mais peso. Além de cantar, Lykke brinca com um kazoo, batuca em tamborim e agogôs e arrisca umas pancadas na bateria.
No show, durante as músicas do disco em que seu vocal é dobrado, ela usa trechos pré-gravados para produzir o mesmo efeito. O curioso é que, em alguns casos, ela escolhe fazer o vocal de apoio ao vivo, em vez da voz principal.
Vestida de preto e dançando de maneira desconpasada, o foco é mesmo na sua voz, doce e angelical, quase infantil. Com essa descrição, poderia ser um desastre, rapidamente desmentido por faixas como "Little bit", "I'm good, I'm gone" ou "Dance dance dance".
Tem tudo pra decolar e o hype em torno do seu nome parece estar apenas começando, após passagens pelo festival americano SXSW e pelo programa de TV inglês "Later... with Jools Holland".
Até onde vai, é com ela mesmo. Como disse o Berna, ao passar a dica, "ela tem onda".

O Skol Beats divulgou hoje sua nova data e formato.
O festival será no segundo semestre e o público poderá participar da escolha do local , sem, no entanto, ter a palavra final. O Camilo Rocha conta os detalhes.

Esquentando para o lançamento do seu segundo disco, "Donkey", o primeiro após o sucesso mundial, o CSS (ex-Cansei de Ser Sexy) liberou a primeira faixa, "Rat is dead (rage)", para ser baixada de graça no seu saite.
Lamentável é ver a banda alimentando a suposta rixa com o seu próprio país.
Para baixar a música, é preciso preencher um cadastro e responder de onde você é. Como normalmente essas listas de países estão em ordem alfabética, é uma prática comum, para facilitar o preenchimento dos dados por fãs dos principais mercados, alguns nomes aparecem em destaque, logo no começo da lista.
O Brasil não está nessa lista. Gesto totalmente desnecessário e gratuito.
Ah, sobre a música, é legal. Mais rock e menos eletrônico do que de costume, soando mais como o CSS ao vivo.
Likke Li, "Little bit"
Likke Li, "I'm good, I'm gone"
Muito interessante a sueca Likke Li, dica do Berna Ceppas.
Show muito bacana ontem, abrindo para o Sebastien Tellier. Logo mais tem resenha e vídeo, enquanto isso vai ouvindo o disco.

Em vez da tradicional tríade disco-turnê de lançamento-disco ao vivo, Caetano Veloso resolveu fazer diferente (mas nem tanto), segundo o comunicado oficial divulgado ontem.
Seu novo show, "Obra em progresso", irá misturar as músicas do último disco, "Cê", grandes sucessos e composições inéditas. Depois da turnê e de muitos testes, Caetano fechará o repertório do novo trabalho.

Festival londrino anual, sempre com a curadoria de algum artista convidado, o Meltdown 2008, de 14 a 22 de Junho, está sendo capitaneado pelo Massive Attack.
Entre shows de Grace Jones, George Clinton, Adrian Sherwood, Gang of Four e Johnny Clarke + Horace Andy + Earl 16 (!!!), haverá uma sessão com a trilha de Blade Runner sendo tocada ao vivo pela Heritage Orchestra enquanto é mixada pela dupla de curadores, que também se apresenta no evento.

- Descubra porque o lançamento do jogo Grand Theft Auto 4, amanhã, será um marco para indústria do entretenimento.
- Saiba porque torpedos são coisa do passado
- Conheça a nação Meme.

Casa da Matriz
Digitaldubs Sound System recebe Tippa Irie (UK)
07 de maio (quarta-feira)
23h

Documentário feito a partir de nove horas de imagens inéditas de John Lennon, a vontade, em casa pode ser lançado. Ou não.
É HOJE!

Há muito tempo, numa galáxia distante, existia uma festa. Desanimada com o verão chuvoso, ela desapareceu.
Agora, ela está de volta. A CALZONE tem a força, cavalheiro de Jedi.
Vai ser coisa de cinema. Ou no cinema. Tanto faz. O que importa é que vai ter festa.
Venha explodir a estrela. E lembrem-se: a CALZONE não é seu pai.
--
CALZONE - O império contra-ataca
Espaço de Cinema (Rua Voluntários da Pátria, 35, Botafogo)
25 de abril (sexta-feira)
23h59
R$ 30 (com nome na lista, cheguecalzone@gmail.com, com a filipeta impressa ou com fantasia completa do Jabba The Hutch), R$ 40 (preço cheio)
SOMENTE DINHEIRO
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TEAM CALZONE COLOCADORES DE SOM SOUND SYSTEM EQUIPE CREW
"Cottom Luci" (songs from Leia)
Satta "The Silver Gorilla" (Yoda rhythms)
Lucas "Skywalker" Bori (Topless body rocking)
Pedro "Umbú Carcará" Seiler (Death Star set)
Filipe "Mustache" (Chew-Disco-Bacca)
"Juan Brasil Iglesias" (Starmade mashups)
+
VJ Felipe Astolphi (Porn-Galaktik images)
Assistindo o vídeo da campanha da Nokia "Get out and play" (aparentemente filmado no Brasil pelo que dá pra ler nas placas das ruas), lembrei de uma idéia antiga de transformar o disco do João Brasil em uma ópera rock, fazendo clipes interligados de todas as músicas.
O vídeo da "Cobrinha fanfarrona" seria um stop-motion, remetendo ao jogo da cobrinha que tem em alguns celulares, com nosso herói "comendo" algumas meninas, que se tranformariam então no corpo da dita cuja.
Essa campanha da empresa islandesa finlandesa é tão parecida que deu vontade de colocar as imagens sobre a música, só pra ver como é que ficaria. Pode chamar de rascunho.
Pensando bem, daria uma boa trilha pra quando a campanha da empresa chegar no Brasil (o país, no caso).
Geração YouTube: a prioridade é do câmera.
Gol de falta do goleiro Bruno, Flamengo 2 x 0 Bolognesi.

Essa tava lá no Diginóis: "Japan Pop Show", nova bolacha do Curumin está pra jogo.
O disco está cheio de participações bacanas. O multiistrumentista pede a benção a Marku Ribas ("Dançando no escuro"), recebe os rappers Blackalicious e Lateef ("Kyoto"), Christopher "fique tranquilo" Lover ("Mal estar card"), a combinação inusitada de Lucas Santtana e BNegão ("Caixa preta") e seu melhor parceiro, Tommy Guerrero ("Sambito").
Dando continuidade em suas misturas de samba, funk e hip-hop, desde que fechou a ponte São Paulo-São Francisco e se aproximou da turma da Quannum, Curumin tem cavado seu lugar no exterior.
Atualmente excursionando com a cantora CéU, o paulistano teve até faixa selecionada por Natalie Portman para coletânea do iTunes.

Celebrando o aniversário de 30 anos do histórico show Rock Against Racism a Love Music Hate Racism organizou um "carnival", gratuito, no mesmo Victoria Park, com apresentações de The Good The Bad and The Queen, Hard-Fi, Don Letts, Get Cape.Wear Cape.Fly, Dennis Bovell, Skream & Benga e mais uma pancada de nomes.
Com forte divulgação em diversas línguas (inclusive em português), os shows acontecem faltando apenas uma semana para as eleições locais.

Aproveitando o gancho da data redonda, o saite do festival de música eletrônica Skol Beats fez uma lista com os blogues de música mais relevantes do Brasil.
Divulgar isso como auto-promoção é besteira. Porém, como o Matias bem apontou, nesse caso três dos listados tem um futuro (próximo) em comum.
De todo modo, a lista tá cheia de blogues legais. Alguns já estão linkados no URBe faz tempo, outros são novidades.
"10 anos de Blog no Brasil: confira a lista do blogs musicais mais relevantes".Faz uma década que alguém postou pela primeira vez num blog aqui na terrinha. Para celebrar, fizemos uma lista dos blogueiros essenciais na cena musical brasileira.
Esqueça os colunistas e editores de revistas de música. Quem define quais são as melhores músicas, bandas e álbuns agora são os blogs. Em meio a todo o catastrofismo que é falado sobre o mercado da música e dos discos nos dias de hoje, pouco é lembrado o fato de que atualmente os artistas são obrigados a uma aproximação maior com seus fãs (mesmo que ela seja por uma tela de computador e por meio de algum assessor responsável por sua página na internet ¬- leia-se blogs). Mensagens para o público, diários de turnê, notícias sobre os planos futuros, tudo isso virou peça quase obrigatória no mundo pop de hoje. E, mais do que isso, como no passado nas rádios e na TV, as bandas precisam mostrar a sua música nos meios de hoje - leia-se blogs.
Na internet, o blog é instrumento para um tom mais pessoal e de informalidade na abordagem dos temas a que se dedicam. E isso ocorre também nas páginas de blogs relacionados a música, que estão ganhando importância como veículos para espalhar as novidades da área.
O fenômeno blog causou algumas revoluções, a maior delas, a possibilidade de escrever sobre assuntos com os quais se tem maior afinidade. Um dos temas prediletos dos blogueiros nacionais é a música. Nem é possível fazer qualquer estatística sobre quantos são, tamanha a velocidade com que são criados e abatidos na rede.
Dentro deste vasto universo, é possível identificar dois tipos de tendência. Uma é a dos "blogs de fã", nos quais se prestam homenagens a um artista, uma banda ou um estilo específico. A outra, a dos "blogs de resenhas e novidades/hypes", em prevalece uma visão de jornalismo sem compromisso - e, às vezes, funcionam também como núcleos de festas e de artistas.
No ano passado, os blogs tiveram seu boom particular e alguns deles ganharam status de fonte confiável de informação, mas a cena ainda está começando a ver quais são os reais efeitos deles. Acesse os links abaixo e dê você mesmo a opinião final.
http://lucioribeiro.blig.ig.com.br
Lúcio Ribeiro, um dos nomes mais comentados do jornalismo brasileiro de cultura pop, é mais conhecido hoje pela Popload, seu blog de música.http://ilustradanopop.folha.blog.uol.com.br
Repórter de música do caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, Thiago Ney é responsável pelo blog Ilustrada no Pop da Folha Online.http://discopunk.blogspot.com
Música eletrônica é o assunto preferido desse blog.http://www.penetrationclub.blogspot.com
Um dos mais promissores. Fique de olho.http://movethatjukebox.wordpress.com
Administrado por 4 jovens, dois de 15, um de 16 e outro de 18 anos. Alex Correa, Cédric Fanti, Gabriel Zorzo e Marçal Righi. Molecada antenada.http://dubstrong.blogspot.com
Hip hop, reggae, ragga/dancehall, jazz, downtempo, funk, drum'n'bass, tudo amarrado por uma forte influência que o DJ Dubstrong tem do dub jamaicano.http://site.rraurl.com/blogs/bateestaca
Na ativa desde os primórdios da cultura eletrônica no Brasil, o DJ, produtor e jornalista Camilo Rocha não escreve apenas sobre dance music em seu blog.http://site.rraurl.com/blogs/tododjjasambou
Claudia Assef é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet e sempre dá furos em seu blog.http://site.rraurl.com/blogs/musicness
No cultuado blog, Diogo Dreyer, João Anzolin, Raul Aguilera escrevem sobre indie rock e eletrônica.http://www.gardenal.org/urbe
Editado pelo jornalista carioca Bruno Natal, cobre música, cultura e urbanidades.http://www.popup.mus.br/secao/blog
O jornalista Bruno Nogueira, de Recife, posta boas matérias e notícias locais fresquinhas.http://conector.blogspot.com
Gustavo Mini é publicitário e guitarrista/vocalista da banda gaúcha Walverdes. Ele equilibra essas duas facetas com muita habilidade em posts informativos e divertidos.http://www.nemo.com.br/elcabong
O el Cabong integra o Nordeste Independente, uma comunidade focada no mercado independente nordestino que busca contribuir para shows, turnês, circulação de informação etc. É escrito pelo jornalista Luciano Matos.http://www.pedroalexandresanches.blogspot.com
Blog do jornalista da revista Carta Capital e crítico de música Pedro Alexandre Sanches, que discorre sobre assuntos como política e a cena musical brasileira.http://www.gardenal.org/trabalhosujo
Alexandre Matias é editor do Link, o caderno de tecnologia e internet do Estadão. O Trabalho Sujo é uma das maiores referências jornalísticas para o circuito musical independente do Brasil.http://prztz.blogspot.com
Blog de produção de música eletrônica do produtor Dudu Marote.http://tomze.blog.uol.com.br
O músico Tom Zé partilha suas idéias e composições em um blog divertido e inteligente.
Rapadura é doce mas não é mole não.

Uma parada musical baseada não em vendas de disco, mas em audições feitas on line, mapeando em tempo real os saites como Bebo, MySpace, Last.FM, iTunes, Google e YouTube e apontando os 1.000 discos mais tocados nas últimas seis horas.
Conheça o BBC Sound Index.

Hoje é o Record Store Day, iniciativa das lojas de de disco independentes da Inglaterra.
A iniciativa é ótima, mas o apoio do Metallica e suas visões tortas sobre o assunto, não soa legal.

Ao ser assaltado, o cidadão agora tem a opção de marcar o local e modalidade do crime num mapa no saite Wikicrimes, criado por Vasco Furtado, acadêmico da Universidade de Fortaleza.

Após criar uma página no Flickr, o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, surge no Twitter.
As curtíssimas notícias em tempo real estreiaram essa semana, relatando todos os passos do residente de Downing Street em sua visita aos EUA.

foto: eumemo
Soltando seu bordão favorito, seu tradicional "ô, sorte!", Wilson das Neves foi recebido sob aplausos durante a passagem do seu Ipanemas pelo Barbican.
Fundador e único remanescente da formação original, atualmente Wilson está sendo acompanhado por uma banda de bambas: Mamão (bateria) e Alex Malheiros (baixo), ambos do trio Azymuth, Tiago Martins, filho do Mamão (percussão), José Carlos (violão), Vitor Santos (trombone). Não tem como dar errado.
Mesmo com essa formação, o show é do Wilson. Entre músicas do Ipanemas, sambas de sua carreira solo e da Orquestra Imperial, ele canta, samba, toca bateria, berimbau, pandeiro e tamborim, faz piadas e leva a platéia na palma da mão.
Bonita noite de música brasileira pra deixar gringo babando. Sorte foi de quem estava lá.
Ska Cubano, "Big Bamboo"
vídeo: eumemo
Cuba e Jamaica, ambas mundialmente conhecidas por sua música, são tão próximas fisicamente, que é até estranho que seus caminhos sonoros não tenham se cruzado muitas vezes.
O auto-explicativo Ska Cubano é uma dessas misturas. O contra-baixo acústico, os timbales da percussão e as letras em espanhol são mescladas a batida sincopada do ska como se nunca tivesse sido diferente.
Em disco a mistura soa mais tradicional e respeitosa, talvez a timbragem cubana com mais destaque do que a estrutura jamaicana. No show, é o contrário, uma pulação alucinada.

O Globo deu um belo exemplo do que não é jornalismo com sua matéria (panfleto?) sobre a Marcha da Maconha 2008.
A chamada é "Leitores ficam divididos sobre realização da Marcha da Maconha e legalização da droga", mas no texto só se ouve opiniões contrárias (incluindo o tradicional "isso devia ser proibido", típico de um Brasil que cresceu na censura e parece não ter aprendido nada)
Essa é a posição de costume do jornal quando esse é o assunto (embora um tempo atrás, numa edição de final de semana, tenha dado uma página falando sobre legalização com uma abordagem no mínimo surpreendente). É direito deles.
Não se trata de defender qualquer um dos lados, o ponto aqui não é esse. Mas é preciso, no mínimo, ouvir os dois lados da história, como a manchete inclusive indicava que seria feito.
"Vem um cara muito louco tocar com a gente, parece um cearense".
Hermeto entortando o gringo.

Esse e outros dados igualmente relevantes sobre o Coachella 2008 podem ser encontrados na matéria do LA Weekly.
vídeo: eumemo
Com tantas músicas boas -- "Bonafied lovin", "Needy girl", "Tenderoni" -- do divertido disco "Fancy footwork", é uma decepção descobrir que o Chromeo não consegue transpor para o palco suas camadas de sintetizadores oitentistas de maneira convincente.
Resumindo bastante, o show no Koko foi praticamente um playback. A dupla simplesmente despe suas produções de alguns elementos para poder reproduzi-los ao vivo, para assim ter o que fazer no palco.
Um riff de guitarra, uma batucada no agogô, um tecladinho e o vocal é tudo que eles tem a oferecer. O resto é base pré-gravada e apertar play (no caso do Chromeo, saindo sem pressão nenhuma). Ah, com longas interrupções entre todas as músicas.
Não tem uma virada diferente, uma mudança e, principalmente, não tem carisma nenhum. Pode botar a culpa na conta dessa mistura -- praticamente obrigatória atualmente -- entre rock (ou os preceitos de um show de rock) e eletrônica.
Parece que hoje todo artista de música eletrônica tem que ter um live pa, uma formação de palco minimamente semelhante a de uma banda (segurar uma guitarra ajuda bastante), maquiados com um cenário esperto, para justificar um show.
Está dando saudades de ver alguém simplesmente levando uma pista, sozinho (o que é não tarefa fácil).
Nem tudo se encaixa nesse formato. Ou melhor, nem todos conseguem se encaixar nesse formato. O Chromeo não consegue, talvez porque levem a brincadeira a sério demais.

Quando a influência da Jovem Guarda nas bandas atuais é comentada, geralmente fala-se bastante do Rei e poucos outros nomes são citados.
Esses dias, escutando "Masculino, feminino", dueto do Tremendão com Marisa Fossa no disco "Carlos, Erasmo" (vai que é quente), "Tempo de carne e osso", participação da CéU no disco "Homem-espuma", do Mombojó, (vai que é quente também), veio a cabeça.
Ouve só:

Ellen Allien - "Boogybites Vol. 4" (set contínuo, não está separado por faixas)
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01. AGF - "Liniendicke"
02. Vera - "In the nook"
03. Ricardo Villalobos & Patrick Ense - "Fizpatrick"
04. Melon - "Nitzi (In my mind, so fine)"
05. Andres Zacco & Lucas Mari - "Carbonela” (Seph's Vidrionela rmx)
06. Konpiщta - "Christmas Fairytale” (Moessap edit)"
07. Sozadams - "Eyes forlon"
08. Richard Seeley - "Juicy vermin"
09. Lucio Aquilina - "My cube"
10. Melchior Productions - "Don Juan"
11. Friendly People - "Music is improper” (Martin Buttrich rmx)
12. Sascha Funke - "Double checked"
13. Gaiser - "Withdrawal"
14. Kassem Mosse - "A1"
15. Little Dragon - "Twice"

DJ Yoda - "Fabric 39" (Rapidshare -- set contínuo, não está separado por faixas)
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01.Thunderclaps - "Judgement Day" (Donkey work re-edit)
02. Violent Femmes - "Blister In The Sun"
03. Skibadee - "Tika Toe"
04. Handsome Boy Modeling School - "Holy Calamity" (Bear Witness II)
05. Ice Cube - "Jackin' For Beats"
06. Ghost - "It's All Love"
07. Jurassic 5 - "Swing Set"
08. Hot 8 Brass Band - "Sexual Healing"
09. D Nice - "Crumbs On The Table"
10. Gang Starr - "Just To Get A Rep"
11.01. Jean Jacques Perry - "EVA"
11.02. Herve - "Bonus Beats"
12. Chemical Brothers - "Salmon Dance"
13. Coral - "In The Morning"
14.01. Bell Biv Devoe - "Poison"
14.02. Tittsworth - "Bonus Beats"
15. Run DMC - "It's Tricky"
16.01. Salt N Pepa - "Push It"
16.02. Scottie B - "Bonus Beats"
17. DJ Class - "Tear Da Club Up"
18. Bondo Do Role - "Marina Gasolina"
19.01. Minnie Ripperton - "Lovin' You"
19.02. Bamabounce - "Bonus Beats"
20. Collie Buddz - "Come Around"
21. Sway - "Chatterbox"
22. Adam F - "Circles"
23. DJ Zinc - "Super Sharp Shooter"
24.01. Wiley - "Gangsters"
24.02. Skream - "Make Me"
24.03 DJ Yoda - "Tip-Toe"
25. Lord Kitchener - "London Is The Place For Me"
24. Wiley - Gangsters /Skream - Make Me
25. Lord Kitchener - "London Is the Place for Me"

Clandestino

Banda Leme


Lucas Santtana e Gabriel Thomaz


Pedro Zila



Diogo Reis
E lá se foi a festa de 5 anos do URBe.
Eu não fui, mas o Joca Vidal foi e disse que foi sensacional! Fala aê, Joca!
--
URBe, 5 anos
fotos e texto por Joca Vidal
A chuva londrina que começou a cair as 18h30 anunciava que estava chegando perto da hora da festa. Afinal, festa do URBe sem chuva não é festa URBe!
E como já está virando tradição (não por nossa culpa), o início também deu uma atrasadinha de leve e cada DJ teve 15 minutos a menos de discotecagem. Além disso, não foi possível a participação do VJ João Simi por problemas técnicos.
Falando em "de leve", foi o próprio que abriu os trabalhos às 23h10, com sua Banda Leme, junto dos boa-praças Flu e Luciano. De Leve já havia feito uma participação na festa do ano passado, no show de estréia do João Brasil.
Mostrando suas novas composições, o trio estava bem a vontade na pequena pista do Clandestino. Talvez seja o fato de estarem quase tocando "em casa", já que o local é bem perto da divisão entre Copacabana e Leme. Fazendo jus ao recente destaque na revista Rolling Stone, a Leme botou a galera para dançar, principalmente com seu hit "Nadadora".
Em seguida, Gabriel Thomaz entrou na cabine e só saiu depois de aquecer a pista com uma deliciosa mistura de rock oldies de várias partes do mundo, chegando até a flertar com electro e breakbeats. A pegada continuou com Lucas Santtana, que aprofundou seu set na música eletrônica e mashups em geral, culminando sua apresentação com uma falta sentida na noite, a de João Brasil (lembrado com "Quero fazer amor").
Pedro Zila fez a transição com a "Dança do Quadrado" e manteve o pique no melhor espírito CALZONE de ser, misturando rock com eletrônica, soul e funk. Impressionava pelas boas mixagens, arrancando gritinhos na pista (rarara!). Diogo Reis finalizou com chave de ouro o agito, com seu repertório único de space disco e grooves diversos. Agradou quem aguentou dançar até ás 4 e pouco da matina.
Gostaria de agradecer as pessoas que enfrentaram a chuva e forma prestigiar a festa. Os comentários na pista foram 100% positivos! Que venha 2009 e os seis anos do URBe!
Do Pedro Doria, via Trabalho Sujo:
"A Justiça brasileira quer tirar o Wordpress.com, domínio sob o qual estão uma penca de blogs, do ar.
"A ordem judicial, assinada pelo juiz Maury Ângelo Bottesini, da 31a Vara Cívil de São Paulo, no último dia 19 de março, pede à Abranet – Associação dos Provedores de Acesso do Brasil – que execute o bloqueio de um blog no portal Wordpress.com.
"Lá esteve publicado um vídeo de sexo explícito veiculado pelo YouTube e já retirado do ar. Era um caso de violação de privacidade típico da rede. A moça foi filmada, alguém veiculou o filme.
"O problema é que os provedores, que oferecem acesso à Internet no Brasil, só podem bloquear o site pelo seu IP – o endereço numérico. Isto representaria tirar uns bons mil blogs do ar.
"Por enquanto, os provedores de acesso estão se fazendo de mortos. Como não foram citados como réus no processo, nada fazem.
"É evidente que a situação é delicada. Há uma pessoa que foi vítima da estupidez de um sujeito sem caráter. O juiz não sabe que, ao bloquear um blog, bloqueia também outros mil. O que deve prevalecer? O direito de uma pessoa à sua privacidade ou o da sociedade a ter acesso a informação? É o direito da sociedade.
"Neste caso em particular, o acusado pela divulgação do vídeo é conhecido – e, se julgado culpado, deve ser punido.
"Mas este é mais um caso em que a Justiça brasileira mostra não compreender a Internet."






fotos e vídeo: eumemo e Zarapas
Dez anos depois, o Portishead fez seu retorno aos palcos londrinos no bacana Hammersmith Apollo, abrindo com o mesmo sample non-sense em português da nova "Silence".
Um problema técnico nas primeiras músicas, fez a banda interromper o show logo após "Mysterons". Acompanhados por um baixista e um baterista cascudos, Geoff Barrow (produção, programação e toca-discos), Adrian Utley (guitarra) e ela, Beth Gibbons (vocal), voltaram rapidamente para hipnotizar a grande massa de trintões saudosos.
A banda estava toda vestida de preto, mas mesmo assim, ao vivo, pareceu de certa maneira menos dark. Ou, no mínimo, menos pesado. Pode ser por conta da maior ênfase na guitarra e na bateria atualmente.
As músicas do novo disco, "Third", se misturam com o repertório dos outros dois de maneira mais natural do que se poderia esperar numa primeira audição. É uma evolução, novos caminhos, apesar de ter havido críticas quanto a uma certa massive attackzação do som.
Agarrada ao microfone, e sem poder fumar (hoje em dia, na Inglaterra, é proibido fumar em lugares fechados e isso se extende ao palco), Gibbons não disse uma palavra ao público, deixando sua interpretação sofrida e voz perfeitas darem o recado.
"Wandering Star" foi tocada apenas pelo trio central, em formato acústico, e as radiofônicas "Glory box" e "Sour times", intercaladas no meio do repertório, sem maiores destaques, mataram a vontade de quem estava lá só pra isso.
Cercada por telões com efeitos digitais com tudo pra parecerem ultrapassados, antes de virarem estética (esse assunto está se tornando recorrente), a banda conseguiu mostrar que continua relevante.
Se o som é datado, certamente é num bom sentido. Talvez seja mais justo falar em uma sonoridade que marcou uma época, não o contrário.
--
Repertório:
Silence
Hunter
Mysterons
The rip
Glory box
Numb
Magic doors
Wandering star
Machine gun
Over
Sour times
Nylon smile
Cowboys
-
Threads
Roads
We carry on
Assistir ao filme U23D na tela gigantesca do IMAX, apesar dos muitos defeitos (um deles a chatice da banda e as malices do Bono, mas isso é outro assunto), é impressionante.
Antes do início da sessão, a caprichada apresentação do equipamento do cinema, uma tiração de onda com o sistema de som, como num baile funk , ainda é a melhor parte. Lá está o melhor que a tecnologia pode produzir, abusando de imagens geradas por computação gráfica, como "Sea Monsters".
As pessoas riem sem parar, tentam tocar nos peixes nadando a sua frente e se abaixam quando um dinossauro passa por cima de suas cabeças. Uma ingenuidade que lembra os relatos das primeiras sessões de cinema, promovidas pelos irmãos Lumiére no século retrasado, quando as pessoas corriam do trem que vinha na direção da câmera.
Nos primeiros minutos, nos planos feito do meio da platéia, tem-se a nítida impressão de que as pessoas estão levantando o braço na sua frente, fazendo você mexer a cabeça pra desviar, como se estivesse num show. Produzir um efeito assim no espectador não é pouca coisa.
A massa pulando filmada de cima, a profundidade dos planos, o volume da luz, os closes, as novas possibilidades de se utlizar fusões (algo que, normalmente, pode cair na cafonice facilmente), tudo isso conta a favor.
Nos melhores momentos, é sim como se estivesse vendo ao vivo, principalmente nos enquadramentos mais próximos ao tamanho real das pessoas e objetos, como os feitos das laterais do palco.
Muitas vezes em um show "de verdade", quando se está assistindo de longe, parece mesmo que se está vendo uma tela. Nesse sentido, o efeito 3D é parecido, pois as imagens tem profundidade que emulam essa sensação. Replica algo que está acontecendo "lá".
A estrada até algo menos artificial ainda é longa. Os movimentos de câmera atrapalham o efeito, closes não funcionam bem e gráficos vetoriais ainda produzem um resultado mais realista.
Atualmente, o desconforto causado pelos óculos não é maior do que o fato de que você não pode mover a cabeça e ver o que quiser. É preciso manter o olhar fixo no centro da tela e permanecer passivo, recebendo as imagens como e na ordem em que são apresentadas.
Para tornar a experiência mais ativa, seria preciso inserir o expectador num verdadeiro ambiente de três dimensões, com visão 360°, podendo ficar no meio do palco e escolher o que ver. Virar para trâs para ver o baterista, para o lado e ver o guitarrista, editando nós mesmo, pelo olhar, o filme que assistimos.
Isso aplicado a filmes de ficção pode revolucionar a maneira de se fazer e se atuar para o cinema. Em vez do telespectador ser guiado, ele mesmo escolherá o que acompanhar, gerando conversas depois de um filme como :
-- Você viu a cara do assassino na hora do tiro?
-- Não, eu estava virado para refém, atrás da prateleira.
-- Caramba, nem vi que ela estava lá também!
Voltando a música, no dia que essa tecnologia estiver suficientemente disseminada, nenhuma apresentação será realmente exclusiva. Se a cópia será tão boa quanto o original é outra história, pra fazer Walter Benjamin querer escrever outro ensaio direto do seu túmulo.
Integrante do System of a Down, Serj Tankian falou recentemente sobre shows holográficos, turnês mundiais feitas em um dia.
Hoje as pessoas chamam de papo de maluco. Amanhã podem estar assistindo um desses shows.
Vamos lá Rio! Rumo ao caos total!
Opa, já estamos lá. Ou passamos. Já nem sei.
O que você vai fazer pra mudar isso? É, depende só da gente. Vai sair por aí agredindo os outros (verbalmente nclusive) e jogando lixo pela janela ou vai começar a fazer a sua parte?
Quantas perguntas...
É HOJE!
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Clandestino Bar (Rua Barata Ribeiro, 111)
Festa URBe, 5 anos
Escalação:
22h30 - Banda Leme (show)
23h10 - Gabriel Thomaz (Autoramas)
0h30 - Lucas Santtana (DJ set)
1h45 - Pedro Zila (CALZONE)
3h - Diogo Reis (Moo)
+ VJ João Simi
10 de Abril (quinta)
22h
R$ 10 (na lista-amiga: urbe5anos@gmail.com); R$ 15 (inteira); Grátis (até 22h30)

A festa de 5 anos do URBe está chegando. É amanhã!
Meu xará do Sobremusica, Bruno Maia, fez uma mini-entrevista comigo sobre os cinco anos do URBe, com boas perguntas como essa aqui:
"Em vez do 'como começou', vamos radicalizar. Por que continuar um blog depois de cinco anos e ainda comemorar?"

Ao enfileirar uma sequência de músicas sampleadas por gente como Beastie Boys, J-Dilla, De La Soul, Tribe Called Quest, Dr. Dre e outros, a renomada gravadora de jazz Blue Note condensa seu papel na evolução do hip-hop nos anos 90 com a coletânea "Droppin' Science: Greatest samples from the Blue Note lab".
O foco é no jazz funk lançado pela Blue Note nos anos 70, de David Axelrod a Lou Donaldson, oferecendo ao mesmo tempo um belo passeio para quem gosta de rap e um excelente disco de jazz para quem não gosta.

Gabriel Thomaz
O vocalista e guitarrista do Autoramas, Gabriel Thomaz, na época do lançamento do disco "Teletransporte", concedeu uma longa entrevista para o URBe, acompanhado por Bacalhau e Selma.
Aqui, ele falar um pouco sobre se apresentar como DJ, como o que fará na festa de cinco anos do URBe.
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A quantas anda o Autoramas após o lançamento do "Teletransporte"?
Gabriel Thomaz - Estamos com baixista nova, Flavinha Couri [da banda carioca
Doidivinas, a terceira após Simone e Selma], está muito legal. Estamos fazendo muitos shows, o próximo é dia 12 em Recife, Abril Pro Rock.
Conhecendo sua hiperatividade, quais outros projetos tem rolado, além do próprio Autoramas e o Lafayettes?
Gabriel Thomaz - Tenho o meu selo, Gravadora Discos. Mas quero parar por aí, muita coisa pra fazer! Eu fazia também o Ruído Festival, mas infelizmente nunca conseguimos um centavo de patrocínio, tivemos que parar de fazer.
E tem também o trabalho como DJ. O que você gosta de tocar?
Gabriel Thomaz - Rock and Roll, daquele que funciona em pista de dança mesmo. Gosto muito de tocar rock do mundo todo: Suécia, Argentina, Uruguai, Japão, Brasil, Bélgica...e também os americanos e britânicos.
Como começou a pintar esse tipo de "show solo"?
Gabriel Thomaz - É muito legal colocar um monte de músicas e a galera dançar. Não sou DJ profissa, não tenho as manhas dos caras, mas dá pra gente se divertir.
Deixe um top 5 do que você deve tocar na festa.
Gabriel Thomaz - Lá vai:
Plastic Bertrand - "Ça Plane Pour Moi"
The Hives - "Tick Tick Boom"
The Bunnies - "Pokey Lou"
Fred Banana "Combo - Yesterday"
Thee Headcoatees - "Have Love Will Travel"
O The Twelves colocou uma mixtape com alguns dos seus remixes pra jogo, entre eles o ótimo de "I’m not gonna teach your boyfriend how to cance with you", feito para o Black Kids.




