Author (#4)fevereiro 2008 Archives

Cutting

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Trecho do documentário "Sound business" (1981), primeiro da canadense radicada na Inglaterra Molly Dineen, que depois veio a se consolidar como um dos principais nomes do gênero no Reino Unido. O filme, feito ainda como estudante, é raro, sequer consta da maior parte das suas filmografias encontradas on line.

Ranchera

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A dupla Shawn Reynaldo e Oro11, argentinos responsáveis pela Bersa Discos, fez um set de cumbia portenha, via Kingston, para revista The Fader.

A dama de ferro

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Tal e qual o virtuose do violão Yamandú Costa, que já declarou seu amor diversas vezes, Teresa Cristina confessa que gosta mesmo é de Iron Maiden.


Racional 3

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Na minha breve passagem pela terrinha, em dezembro, pra todo lado que se olhava tinha alguém lendo "Vale-Tudo, o som e a fúria de Tim Maia", de Nelson Motta (leia a boa entrevista do xará com o autor).

O verão do Síndico trouxe também uma outra surpresa: cinco faixas inéditas da fase Racional apareceram na rede, o Matias contou.

Um dia depois, o produtor Dudu Marote, envolvido diretamente no ressurgimento das faixas, explicou melhor essa história em seu blogue.

Tanta novidade

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Canastra

Com a saraivada de novas e insuportáveis bandas feitas na medida para MySpace, folologs e afins, a onda retrô musical segue adiante.

Influências oitentistas de duos eletrônicos, afrobeat-rock petergabrieliano do Vampire Weekend, chega a vez do próximo resgate salvador: o rock & roll, dos anos 50, por bandas como o Vincent Vincent and the Villains.

No ritmo do hype, daqui a pouquinho o Canastra, nessa há sei lá quantos anos, vai ter que ficar explicando que não é influenciado por nada disso.

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Cornwall

Pacotes de cocaína colombiana, equivalentes a 7 milhões de libras esterlinas (até agora), estão pipocando na costa sul inglesa.

Depois do Verão da Lata carioca, a Primavera do Saco na Inglaterra.

* Dia da rua

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14 bandas e um artista plástico espalhados por 15 esquinas da Zona Sul do Rio, do início da Ataulfo de Paiva até o fim da Visconde de Pirajá, apresentando-se simultaneamente.

Segue a lista. Clique na imagem para visualizar o mapa.

1. Montanha Russa (Praça Cazuza)
2. VulgoQinho&OsCara + Freddy Ribeiro + Línox (Quadrilátero das Vaidades)
3. Matheus Von Kruger (General Venâncio Flores com Ataulfo de Paiva)
4. Bhang e Vulkano (Praça Antero de Quental)
5. Do Amor (José Linhares com Ataulfo de Paiva)
6. 3a1 (Carlos Góis com Ataulfo de Paiva)
7. Lacuna (Afrânio com Ataulfo de Paiva)
8. Bonde Som (Henrique Dumont com Visconde de Pirajá)
9. Binário (Anibal de Mendonça com Visconde de Pirajá)
10. Rafael Inácio, performance plástica (Garcia D'Ávila com Visconde de Pirajá)
11. Solana Star (Maria Quitéria com Visconde de Pirajá)
12. Os Outros (Joana Angélica com Visconde de Pirajá)
13. Ronin (Vinícius com Visconde de Pirajá)
14. Rodrigo Bittencourt (Farme com Visconde de Pirajá)
15. Zarvoleta Blues Band (Jangadeiros com Visconde de Pirajá)

Funk

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DJ Marlboro no Clube Canto do Rio, tocando de costas para o
público, como era antigamente.

foto: Hermano Vianna

O livro o "Mundo fundo carioca", estudo pioneiro sobre os bailes de subúrbio cariocas e fora de catálogo há anos, foi disponibilizado pelo próprio autor, Hermano Vianna, para ser baixado gratuitamente no Overmundo. As fotos feitas durante a pesquisa, como esta acima, também estão lá.

Omara & Bethânia

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O documentário que dirigi, "Bethânia & Omara", mostrando as gravações de "Omara Portuondo e Maria Bethânia" e que será encartado em formato DVD no lançamento do disco, sai no começo de março, pela Biscoito Fino. Enquanto o disco (bom de doer) o filme e o show não chegam, assista o trailer.

A equipe é a mesma dos recentes trabalhos da parceria Videograma e Mellin Videos: Bruno Natal (produção, direção, roteiro e imagens), Pedro Seiler e Renata Mader (produção executiva), Rafael Mellin e Daniel Ferro (edição), Adriano D'Aguiar e Juarez Escosteguy (arte) e Lontra Music (áudio).

Dinamismo

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A festa do Oscar, em 60 segundos. Pescado no Diginóis.

Fotochopando

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A turma do arco-íris, inconformada com mais um título rubro-negro, apela para o Photoshop para tentar incriminar o juiz. Quem quer que tenha feito a montagem, não imaginava a repercussão.


Cinquentões

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Jobim Gilberto e Tom Jobim


Pelé

"Chega de saudade", o primeiro campeonato mundial... Há 50 anos exatos o Brasil decolava rumo ao futuro. Até agora não chegou.

Fofo

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"Casse-toi, alors pauvre con". Com essa delicadeza, traduzida livremente como "sai fora, seu idiota", proferida a um cidadão durante um corpo-a-corpo na França, filmada e espalhada pela internet, o presidente Nicolas Sarkozy angaria cada vez mais antipatia.

É um francês tão chulo e coloquial que as variedade de traduções para o inglêes são motivos de discussão em vários jornais. O Guardian recorda que a última polêmica desse tipo envolveu o mesmo Sarkozy.

A calma com que Nicolas esculhamba o sujeito, sem deixar transparecer seu sentimento verdadeiro, é coisa de profissional. Dos piores.

Reggae na tela

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Dois filmes interessantes a caminho:
"The Upsetter", sobre Lee "Scratch" Perry, e "Musically Mad", sobre os sound systems ingleses.

Atualização: Faltou mencionar o lançamento em DVD do "Word, sound and power" (1980).

Jamaica, Sverige

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Essa semana "Dub Echoes" foi exibido na Jamaica, como parte do primeiro Reggae Film Festival.

Nesse final de semana ainda tem duas apresentacoes na Suecia, no Festival Music Doc Festival.

Sexy

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Produzido por Guy-Manuel de Homem-Christo, do Daft Punk, o disco de Sebastien Tellier brinca com os clichês franceses e se diz inspirado no ato de fazer amor.

Logos

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foto: O Globo

Enquanto São Paulo varreu a publicidade do seu horizonte de maneira bem rápida, no Rio, cidade (também) conhecida por suas belezas naturais, ainda se discute se o mesmo será feito.

Aproveite que ainda é verão e vá ali curtir o pôr-do-sol de frente para o outdoor da sua empresa favorita. Nunca se sabe, vai que algum louco resolve proibir algo tão agradável...

Pirata oficial

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"Contexto"

O usuário identificado como d2oficial despejou, entre outras coisas, o DVD "Acústico MTV - Marcelo D2", lançado pela Sony-BMG, inteirinho no YouTube.

Interessante é que aos 4 minutos e 05 segundos do clipe de "Contexto", o som desaparece e, sobre as imagens, entra o aviso em advoguês: "Citação da obra 'Mentira' na faixa 'Contexto' retirada por ausência de autorização autoral da EMI Publishing do Brasil".

Não dá pra entender se foi tudo oficialmente pirateado ou piratamente oficializado.

Deditos

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MP3, podcasts, sets... Se esbalde no Love Fingers.

Amusia

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Vai ter gente apontando a amusia, distúrbio que impede a pessoa de reconhecer tons e ritmos, como epidemia crônica atacando indiscriminadamente críticos e músicos.

Lá vem o sol

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"Vôo sobre o horizonte", Azymuth

Lá vem? Tá é frio pacarái. Um clipe repeto de imagens bregas, pra esquentar.

De volta

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Roni Size Reprazent
foto: eumemo

Enquanto o retorno do Portishead monopoliza a mídia e o Massive Attack promete trabalho novo para esse ano, outra banda de Bristol corre por fora na disputa por atenção.

Comemorando dez anos do lançamento do clááássico "New Forms" (na verdade faz 11 anos, o disco é de 1997), o Roni Size Reprazent está de volta aos palcos, numa mini-turnê pela Inglaterra que pousou no Scala, em Londres.

Parece que foi ontem. E vai ver foi mesmo. Hoje em dia basta parar dois anos para já falarem em reunião.

Estão cantando essa bola há um tempo: o drum 'n' bass irá ressurgir. Não que tenha ido muito longe, não faz tanto tempo assim que o gênero estava no topo de qualquer lista. Na apresentação dessa terça (a melhor da estada londrina desse escriba, até aqui), Roni Size relembrou porquê.

Com o Reprazent de volta, pode ser mesmo que algo esteja borbulhando no submundo do drum 'n' bass.

Cana

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Um dos maiores nomes do drum 'n' bass, Grooverider foi condenado a quatro anos de prisão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por posse de cannabis.

Corta copia

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Cut Copy
foto: eumemo

É o New Order? É o Hot Chip? É uma rave dos anos 90? Não, é o Cut Copy. Bem mais pesados ao vivo do que em disco, os australianos se apresentam tocando instrumentos e não samplers, diferente do que o som das gravações ou o convite para mixar uma coletânea para série FabricLive podem fazer parecer. Bom show, divertido, um tanto "chovendo no molhado", mas tudo certo.

Depois deles, um dos grupos com os melhores nomes da atual leva tomaram conta do palco do Koko: Hadouken! -- grito do Ryu ao soltar sua magia no jogo Street Fighter. Falta agora uma banda brasileira chamada Ataque das Corujas, para celebrar aquela voadora em rodopio do mesmo herói.

Pena que a criatividade pára por aí. O início do show com anúncio do vocalista de que iria "começar uma festa new rave", desembocando num repertório de um sub-Klaxons (e isso não pode ser bom) com toques de Limp Bizkit afundam qualquer banda.

Herói

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Todos os super-heróis em um só documentário: "Confessions of a superhero".

G1, 18/Fev/2008

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A íntegra da entrevista em vídeo que fiz com o Friendly Fires está publicada no G1.

O poço é fundo

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É razoável pensar que, após cantar "I believe I can fly" com o Perna Longa, dificilmente o sujeito conseguiria superar no quesito apelação. Eis que uma vez no fundo do poço, R. Kelly resolveu cavar.

Sua hip-hopera "Trapped in the closet", novelinha musical em que todas as ações são narradas, ou melhor, cantadas por R. Kelly, é de chorar.

Assista por sua conta e risco. Grandes chances de passar o resto do dia cantando suas frases como um cantor de R&B.

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As vésperas de lançar seu terceiro disco, entitulado simplesmente "Third", o Portishead concedeu uma entrevista para o jornal Guadian falando sobre a volta após dez anos separados.

A matéria traz uma descrição detalhada da faixa que abre o disco, a inédita "Silence", tocada no show da volta, em dezembro passado. A gravação inclui a parte falada em português logo no início da música.

Segue a lista das músicas de "Third":

Silence
Hunter
Nylon Smile
The Rip
Plastic
We carry on
Deep Water
Machine Gun
Small
Magic Doors
Threads

Pancadas

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Late of the Pier
vídeo e fotos: eumemo

Depois de abrir para o Chemical Brother e para Klaxons em suas duas últimas passagens pela cidade, finalmente o Justice fez um show como atração principal em Londres. O curioso é que, justo esse, foi o mais estranho dos três. Quem se destacou foi a molecada do Late of the Pier.

A banda já havia sido citada por um dos integrantes do Digitalism, em entrevista pro URBe", no final do ano passado. Pouco depois, apareceram na coletânea Kitsuné Maison 5, com um remix do Fairy Lights para boa "Broken".

Com integrantes na média de 21 anos, o Late of the Pier faz um rock dançante e sombrio, com fortes referências oitentistas, metal e uso de sintetizadores e, claro. No palco, o quarteto utiliza bateria, guitarra, baixo (esses dois se alternando seus intrumentos com sintetizadores Mini-Korg, com vocoder) e um sampler (MPC 1000) sendo tocado, em vez de simplesmente soltar bases e efeitos.


Late of the Pier

Totalmente alucinados, ao vivo o LOTP soa melhor que nas gravações. Talvez porque o grosso do que saiu até agora (com excessão de dois singles) são versões demo. O disco cheio está previsto para o primeiro semestre desse ano e está sendo produzido por Erol Alkan.

O evento era parte da NME Shockwave Tour, organizado pela revista mais desesperada em lançar candidatos a mais-nova-maior-banda-de-todos-os-tempos (no mínimo, uma por semana). Muito lida por adolescentes, estes eram maioria esmagadora do público.

A turma da frente não parecia simplesmente estar simplesmente esperando o Justice começar. Cantando as letras e pulando sem parar, a coisa beirava o tumulto. Principalmente por conta de uns óculos distribuídos de papel distribuídos antes do show (fazendo propaganda do próximo lançamento, "The bears are coming"), semelhantes aqueles de 3D.

As lentes produziam um efeito caleidoscópico, multiplicando os integrantes, distorcendo as luzes e as cores. A foto logo acima foi tirada utilizando os óculos como filtro e dão uma leve noção. Ninguém via nada direito, desorientação total.


Justice

Pra os que (ainda) acreditam que apresentações de artistas de música eletrônica são todas iguais -- "o cara aperta play no computador e depois fica vendo e-mail" -- uma sequência de shows do Justice mostra que não é bem assim.

Ainda que as variações possam ser sutis, com diferentes citações ou remixes, especialmente no caso da dupla francesa, barulhenta por natureza, um outro elemento pode fazer diferença: o peso.

Fechando a noite no Astoria, o Justice sentou a mamona, no que deve ter sido uma de suas aparições mais, hmm..., metálicas. Podreira pura. Tanta, que em muitos momentos só dava pra se defender da chuva de cotovelos. Seria bom se tivesse sido um pouco mais dançante.

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A levada Jackson 5 de "D.A.N.C.E." normalmente já vai para o espaço mesmo, via remix do MSTRKRT. Dessa vez, não sobrou nada, todas as músicas foram soterradas pelas pancadas. Coitado de quem vai parar no show levado por "D.A.N.C.E.".

Não por acaso, o encerramento foi com um remix de "Master of puppets", do Metallica. Vendo os dois de jaqueta de couro preta, cercados por pilhas de amplificadores Marshall, estava totalmente dentro do contexto.

Arcade Fire vs Fox

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O anúncio em questão

"Uso efêmero". Esse é o nome do dispositivo legal (nos EUA) pelo qual a rede de televisão Fox estaria autorizada a utilizar, sem pagar e sem pedir oficialmente, um trecho da música "No cars go", do Arcade Fire, em uma de suas chamadas para o Super Bowl, como vem sendo comentado.

A grande final do futebol americano é conhecida por ter o minuto comercial mais caro do mundo, chegando a 100 mil dólares cada segundo de transmissão.

Resumindo bastante, a lei permite o uso de um trecho desde que não seja intencional ou fundamental na peça audio-visual, somado ao fato do trâmite legal tornar inviável para o produtor realizar seu trabalho.

Exemplo: repórter grava entrevista ao vivo na rua e, no fundo, um sujeito com um rádio a pilha toca alguma música protegida por direito autoral. Nesse caso, seria impossível, em tempo real, conseguir autorização para transmitir a música. E de qualquer maneira, a música estava lá, não foi um uso premeditado.

No caso da Fox, em se confirmando a história, a música do Arcade Fire foi utilizada na edição de um clipe, montado previamente e exibido diversas vezes na rede de TV para divulgar a transmissão da temporada de futebol americano. Está longe de ser um uso inocente.

Fui parar nessa história, um tanto atrasado, via SobreMusica. O assunto já havia repercutido no chatonildo Pitchfork e na afetada NME.

Não é o primeiro caso desse tipo, o Minor Threat já passou por algo parecido. Alguns artistas também roram incluídos, a revelia, em um úncio da empresa de ônibus norte-americana Greyhound. Há bem pouco tempo algo semelhantes se passou com bandas brasileiras.

Até agora, a banda não se manifestou oficialmente. Ao que parece, a conclusão de que trata-se de uso não-autorizado é baseado na crença de que a banda não permitiria esse uso. Pode ser que tenham sim negociado os direitos de uso, o que certamente vai despertar outra discussão em torno dos canadenses.

Fala-se que Arcade Fire deve processar a Fox, invertendo o fluxo que acompanhando até aqui, em que as grandes corporações processam os nanicos. Interessante os caminhos do mundo.

Se a história for exatamente essa que está circulando e houver de fato um processo, qualquer que seja a solução desse caso abrirá uma jurisprudência fundamental para os assuntos digitais.

Literal

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Levando praticamente ao pé-da-letra o título do disco, o novo do DJ Dolores, "1 Real", caiu na rede.

Videolândia

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O Metallica bota peso na pérola de Beto Barbosa, "Adocica".


O órgão marítimo de Zadar, na Croácia.


Da série "Matinês do Resumo da Ópera, Noel e o crááássico de "Silent morning". Tem "Like a child" também.

Sangue

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O uso da trilha sonora em "Sangue negro" ("There will be blood") é um dos pontos fracos do filme de Paul Thomas Anderson -- "Onde os fracos não têm vez" ("No country for old man"), clássico instântaneo dos irmãos Coen, deve varrer o tal do Oscar.

Exageradamente alta e intrusiva, em vez de ajudar, as músicas atrapalham a ambientação. Surpresa foi descobrir, após assistir, que a trilha é assinada por Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead.

Vale por um bifinho

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A Handle with care (Manuseie com cuidado) é uma campanha mundial para tentar acabar com o transporte cruel de animais a caminho do abate.

Alguns, como as vacas brasileiras em direção ao Líbano, chegam a viajar sete dias espremidas em navios antes de encontrar a ponta da faca do outro lado do oceano.

O sol

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Uma seleção de curtas do Sundance 2008, é só clicar e assistir.

Errata: é só PAGAR e assistir. Agora sim soa mais como algo relacionado a Sundance.


CFC mini mix

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Ilustração: Tony Minister

Mini-mix to Carioca Funk Clube, capitaneado por Sany Pitbull.

Músicas:

Sany Pitbull - "Amazônia"
Phabyo DJ - "Jungle Bass"
MC Xana & Rio Ba$$ Commando - "Seduzir Você"
MC Loura & Sany Pitbull - "Troca-Aplica"
MC Funkero & DJ Juninho Carioca - "Piloto de Fuga"
Phabyo DJ - "Electro Base
Phabyo DJ - "One Dos Quatro"
Sany Pitbull - "Faroeste"

100, 99, 98, 97...

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Uma contagem regressiva cinematográfica, de 100 até 01, utilizando somente trechos de diálogos de filmes bem conhecidos e alguns clássicos.

Quem ficar curioso, pode dar uma olhada na lista completa dos títulos utilizados.

Vale-tudo

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Todo o sadismo de um grupo de crianças crescidas em playground condensado em um programa: Japanese Bug Fights.

Vem fazendo tanto sucesso no Japão que já começam a surgir similares, como o Gladiator Bugs.

Nintendo power

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Cuidado com o telefone do Abobo Verde!

Pronto, nem bem o ano começou e já acabou. Daqui até dezembro vai faltar tempo pra jogar praticamente todos os jogos do Nintendo 8 bits, o glorioso Nintendinho, on line.

Visão interna

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"Perdemos os talheres e voltamos a comer com as mãos. Temos de nos educar, pois assim fica feio."
Wado, falando sobre downloads

Catarinense radicado em Maceió, Wado recentemente disponibilizou toda sua discografia para download gratuito no seu saite. Agora, indo além, faz o lançamento do seu novo disco, "Terceiro mundo festivo", da mesma maneira.

O trabalho também será vendido fisicamente, por R$ 5 (em SMD) e espera-se que, quem baixar e gostar, compre sua cópia. Não é barato produzir cultura e vai chegando a hora do público se conscientizar que participar ativamente do processo digital não se resume a simplesmente usufruir de suas vantagens.

Aproveitando o lançamento, reproduzo abaixo a entrevista que Lucas Sattana fez com Wado para o seu próprio saite, o Diginóis.

A conversa entre os dois é interessante porque Lucas Santtana lançou seu disco mais recente, "3 sessions in a greenhouse", da mesma forma (é só baixar). Não é todo dia que se pode conferir papo de dois dos músicos mais bacanas da cena atual.

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LUCAS SANTTANA ENTREVISTA WADO:

Lucas Santtana - Quanto tempo de produção até finalizar o disco?

Wado - Este disco começou quando voltei a morar em Maceió, eu fechei um time (banda) por volta de março do ano passado dai aos poucos fomos arranjando as canções buscando a sonoridade. O processo de gravação envolve muitas ferramentas midi mas ao mesmo tempo quase tudo foi tocado e arranjado nos ensaios.

Considero este um disco mais ensolarado, por consequência de estarmos aqui. Ná prática eu Pedro Ivo Euzébio e Dinho Zampier concebemos e captamos e a bolacha foi mixada e masterizada pelo Sérgio Soffiatti em São Paulo.

LS - Esse título dá a impressão de um disco temático. Há realmente um conceito que amarra o disco? E se existe, como você chegou a ele?

W - Existe um conceito que é como o terceiro mundo lida com a música eletrônica, é um disco do hemisfério sul, desses ritmos subversivos e destas linguagens subversivas, tem muito de funk carioca e reggaeton, mesmo quando as referências vão pra Timbaland, MIA e Afrika Bambaataa é a forma como estes caras estão diluindo a África e as Américas.

LS - Como será feita a distribuição?

W - O disco é independente e poderá ser downloadeado sem restrições. Fora isso prensei [uma tiragem] em SMD, mídia que tem o preço final pro consumidor a R$ 5. Estou conversando com a Tratore pra ver se rola de distribuir e manter este precinho.

LS - A questão da distribuição digital já é uma realidade positiva para essa geração, pois aumenta o público ouvinte. Por outro lado gasta-se algum dinheiro para se produzir um disco. Como fazer para despertar no público a consciência de que, no mundo digital, só comprando o disco haverá esse retorno?

W - Eu acho que agora é um momento de transição em que perdemos os talheres e voltamos a comer com as mãos, temos de nos educar pois assim fica feio. Acho que todo trabalho deve ser remunerado, e acredito que aos poucos isso vai se reestabelecer.

LS - Esse disco não é mais com a banda Realismo Fantástico, quem participa dele?

W - O disco foi gravado pela banda que me acompanha a quase um ano: Dinho Zampier (teclados) Rodrigo Peixe (bateria) Bruno Rodrigues (baixo) e Pedro Ivo Euzébio (eletrônicos). Já viajamos bastante e a liga tá linda, Estivemos nesse tempo duas vezes em Brasília, três vezes em Pernambuco, Salvador, Ceará, Paraíba e São Paulo, fora os shows aqui em Alagoas. A cantora Cris Braun, que se radicou aqui em Alagoas, também participa no disco, com voz emocionante.

Aquela hora

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A dupla de comediantes da Nova Zelândia Flight of the Conchords transforma observações do dia-a-dia em piadas em forma de música. Ficaram conhecidos pelos clipes, parte do seu programa de TV nos EUA.

E pra eles, quarta-feira a noite é a hora.

Entrevista exclusiva com a banda-da-vez-da-semana eleita pela volátil imprensa inglesa, o Friendly Fires.

Após o show gratuito em Londres, no 93 Ft. East -- mesmo lugar onde o Radiohead também tocou de graça no começo do ano, do tamanho do Teatro Odisséia, no Rio -- a banda se expremeu no banheiro e falou sobre o hype, Brasil e sobre apresentações grátis.

Ilha solitária

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Animação feita pelo trio The Lonely Island, saite de comédia onde o atual queridinho do Saturday Night Live, Andy Samberg, começou.

O degolador de Londres atacou novamente. Dessa vez a ação foi registrada em vídeo e o alvo foi um pouco diferente.

Em vez de outdoors e anúncios em pontos de ônibus, The Decapitator escolheu um anúncio do London Paper, jornal de grande circulação e distribuído gratuitamente todo final de tarde nas entradas das estações de metrô.

O interessante é que uma das pessoas que recebeu uma cópia do jornal aleatoriamente, reconheceu o trabalho, guardou, tirou uma foto e publicou no seu Flickr no mesmo dia, antes mesmo do autor.

Charque

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Depois da versão dub dos nova-iorquinos do Easy Star All Stars, os paraenses do La Pupuña aparecem com esse The Charque Side of The Moon, versão guitarrada do clássico do Pink Floyd.
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Via Trabalho Sujo.

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O nome é em inglês, mas o programa, no final-de-tarde na Lagoa, é muito bom.

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Quiosque Khanta Galo (Lagoa)
Sunset Beats - DJs, Satta, Hazan, Lucíola e Filipe Mustache (CALZONE)
17 de fevereiro (domingo)
17h
Grátis (o local só aceita dinheiro ou cheque para as bebidas)

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