março 2006 Archives

Karaokê

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O Digitaldubs liberou os instrumentais do disco Brasil Riddims Vol. 1 (que ainda nem saiu) para baixar. Quem for cantor, MC, rapper, etc, pode adicionar seus próprios vocais e depois mandar de volta para a rapaziada.

A versão original do disco trará participações de BNegão, Mr. Catra, Jimmy Luv, Ras Bernardo e vários outros.


Cidadão Instigado, crepe com borda de queijo, Banda Só Bonecos, Wado... Um passeio visual pelo FMI.


Seguindo o caminho de outras cidades do Nordeste (Recife e o Abril Pro Rock, Natal e o Mada, etc.), o Festival da Música Independente de Maceió chegou decidido a colocar Alagoas no circuito nacional.

Qualquer eventual pensamento negativo despertado pela sigla infeliz do festival (FMI), se desfez com bons shows e boa organização.

Festivais como esse são importantes para fortalecer a cena. Não apenas no que se refere aos músicos e bandas, mas também as outras funções que cercam o assunto, da produção ao jornalismo.

Por exemplo, são sempre uma boa oportunidade para reencontrar e conhecer coleguinhas de outras paradas. Estavam lá o comparsa Matias, o pernambucano Xico Sá, os paulistas Marcelo Costa, Chris e AD Luna, os mineiros Mariana e Terence, além do carioca Julin. E assim as pontes vão se formando e as idéias circulando.

Misturando atrações locais (15 no total) com atrações de outros estados, o FMI reuniu 24 nomes com o objetivo de exibir e amplificar a produção alagoana e também outros estados do Nordeste (por isso tantos convites para jornalistas de fora), origem da maioria absoluta das bandas envolvidas.

Faz sentido, afinal, se o objetivo é fomentar uma cena local -- motivação declarada pelo idealizador do festival, André Frazão -- é necessário artistas locais. 24 nomes, no entanto, talvez tenha sido demais, tornando a maratona de três dias um pouco cansativa. Nada grave, é a sede de mostrar serviço, compreensível em se tratando do primeiro evento de música independente desse porte em Maceió.

Na noite de abertura, Tom Zé, que havia tocado em Maceió apenas uma única vez, em 1962, foi a atração principal no centenário Teatro Deodoro, utilizado apenas na estréia do evento. Reformado em 1998, o lugar é uma beleza, com frisas e camarotes em estilo neoclássico.

O cenário de ópera caiu bem para Tom Zé e sua opereta rock sobre as mulheres, do disco “Estudando o pagode”. Depois de ensinar o público a cantar cada uma das músicas, fazer piadas e desconcertar os presentes com comentários ácidos, o baiano enfileirou seus clássicos (“Augusta, Angélica e Consolação”, “Fliperama”, etc.), muitas vezes parando no meio para começar a próxima, como que tirando o atraso de 40 e tantos anos em visitar Maceió.

Antes dele teve o forró do Chau do Pife (AL) e depois Bonsucesso Samba Clube (PE) e Tororó do Rojão (AL), anunciado como o “tsunami do forró”. Bacana mesmo era a Banda Só Bonecos, que tocava na entrada do teatro. É o Kraftwerk brasileiro.

Disfarçada pelos bonecos do nome, trata-se de uma engenhoca de tocar forró, baião e guitarrada mecanicamente. Robôs de verdade tocando música (e sem laptop!). Programar seus pandeiros, agogôs e teclados, sem falar no leitor ótico, foi trabalho de mais de dez anos de um senhor de idade. Valeu a pena, o troço é genial.

Durante os shows que se seguiram, Tom Zé atendeu pacientemente a fila de fãs que se formou para cumprimentá-lo e pedir autógrafos nos discos e livros que compravam. É parte do trabalho do artista, claro, mesmo assim a paciência com que ele conversava com cada um, sem pressa de fazer a fila andar, significa muito para um fã que praticamente não tem chance de acompanhar seu ídolo de perto, pelo menos não em casa.

Os ingressos mais caros e o lugar pequeno da primeira noite (e que mesmo assim não lotou) deram a impressão de que o festival seria morno. Errado. Os segundo e terceiro dias, no Armazém Uzina (com capacidade para 4 mil pessoas) foram de casa cheia, ainda que, aparentemente, todas as entradas não tenham sido vendidas.

Foi nesses dias que deu pra notar a boa produção do evento. Não faltou nada. Eram dois palcos funcionando alternadamente (o principal, num espaço com ar condicionado, parecia o palco Lab), ambos com boa qualidade de som e luz, projeções, sala de imprensa equipada e praça de alimentação com frozen de cajá e um inacreditável crepe com borda de queijo.

Wado e Cidadão Instigado, as atrações mais aguardadas (fora o Tom Zé, cuja apresentação foi praticamente um evento paralelo), tocaram no sábado, segunda noite do FMI. Antes deles vieram Basílio Sé (AL), Experiência Apyus (RN), Duofel (AL/SP), e Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda (AL), fazendo bons shows para um público ainda pequeno (Xique Bartainho -- o Jethro Tull de Alagoas, Cícero Flor e Beto Batera encerram a noitada).

O Cidadão Instigado fez valer a viagem de 2 mil quilômetros de alguns -- ou o preço do ingresso para outros. Catatau e sua trupe fizeram um show enxuto por conta do tempo, o que acabou privilegiando as melhores músicas do repertório. Melhor ainda foi a sorte de ter presenciado (e capturado) um momento especial no camarim, antes do show.

Conversávamos (Matias, Marcelo e eu) com o Régis Damasceno, enquanto ele afinava seu violão, quando o Catatau entrou no camarim. Ele queria passar “O tempo” com o músico que iria tocar rabeca na música. Geralmente tímido, Catatau ignorou nossa presença e o que se seguiu foi uma versão acústica de uma das melhores músicas do disco "CI e o método túfo de experiências". No final, todos estavam cantando junto, até que Catatau percebeu, deu uma risada envergonhado e se retirou (tem um trecho disso no vídeo acima).

Se tudo acontecer como tem que acontecer e o trabalho de Catatau receber o reconhecimento que merece, o FMI poderá dizer que teve em seu primeiro ano um dos principais nomes da música brasileira atual. Aliás, mesmo que a consagração não venha, azar de quem não tiver a oportunidade de conhecer o som. Vai sair perdendo.

Sem tocar na sua cidade “natal” (ele nasceu em Florianópolis e cresceu em Maceió) há dois anos, Wado conseguiu uma boa reação do público, que participou, pediu bis, o escambau. Pra resumir: mais um ótimo show do Wado, só que dessa vez com uma recepção a altura. Deu gosto de ver. Coisa que, infelizmente, nunca se viu no Rio, onde Wado morou nos últimos dois anos, se apresentando e tentando, sem sucesso, fazer o jogo virar.

Há duas semanas Wado voltou para Maceió. Descolou uma casa na praia da Guaxuma (onde fica o comentado Bar Brasil) e está tocando a vida de lá. Cansou do Rio, da apatia cultural da cidade, da dificuldade que é realizar qualquer coisa por aqui. Nas conversas com outros músicos nos bastidores do evento, a impressão era a mesma. O Rio hoje, por incrível que pareça, é considerado nulo para a maior parte das bandas.

Não dá pra deixar de pensar: como é que no Rio, supostamente uma das pontas do eixo cultural, nunca se vê um festival independente com uma estrutura dessas? Sim, há muita coisa boa por aqui, mas em geral são eventos com bons nomes, porém sem algo maior, um conceito ou o que valha, na maior parte das vezes por falta de recursos.

O Ruído costuma ter escalações interessantes, mas depende da estrutura do lugar onde estiver acontecendo (o que, no Rio, quase sempre é receita pra desastre) e ainda não conseguiu se transformar num evento de porte nacional. O Humaitá pra Peixe é o mais bem estruturado, mas sofre com o horário e tamanho do Espaço Cultural Sergio Porto, com os humores dos modismos cariocas e, conseqüentemente, com o desinteresse do público.

O público. Esse deve mesmo ser um fator determinante. Pode até ser que, depois de anos renegado, o público do Nordeste (como foi em Maceió) seja mais interessado. Ou mesmo que ter ficado fora rota dos grandes shows tenha servido de impulso para o surgimento de cenas locais. Mas é simplista afirmar que é apenas isso. Porque banda boa e gente se mexendo o Rio tem. O que não tem -- e isso fica cada vez mais claro -- é um público curioso. Porque, é complicado dizer. Talvez por ser uma cidade diurna. Difícil explicar.

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fotos: eu memo

Aproveitando a viagem, deu para conhecer um pouco das redondezas durante o dia. Maceió deve ser a maior cidade de 900 mil habitantes do mundo. Tudo é longe. A cidade se move verticalmente, ao longo da costa, como se evitasse ir em direção ao interior e ser obrigada a encarar a dureza do sertão.

Parti com Marcelo e Matias para uma turnê relâmpago pelo litoral. No som, a trilha oficial da viagem (“chá lá lalalá, chá lá lalalá, chá lalá...”) e na janela praias, lagoas e visuais incríveis sem nenhuma máquina fotográfica pra registrar.

A primeira parada foi na Praia do Francês e seus coqueirais, cartão postal da cidade. Estava imunda. Pinicos, tampas de privada e toneladas de garrafas pet se espalhavam pela areia. Embora, verdade seja dita, a Barra de São Miguel também não estivesse limpa, é difícil acreditar que seja desse jeito sempre. Deve ter acontecido algo fora do normal.

De lá, seguindo a dica de uma das produtoras do FMI, fomos para Massagueira, um povoado de pescadores em torno de um lago, com vários restaurantes de frutos do mar. O escolhido foi o Bar do Pato, com uma escada que leva ao lago, para tomar cerveja curtindo o pôr-do-sol. Uma tristeza mesmo...

Na volta pro hotel, gravamos um algunspara o podcast do Matias, o Vida Fodona.

No domingo, a última noite do evento começou com Santa Máfia (CE/RJ), Vibrações Rasta (AL), Projeto Cru (SP), o auto-explicativo Negroove (RE), Vitor Pirralho (AL) e Pedra do Raio (PE/AL).

O primeiro show a ter atenção total do público foi a psicodelia do Mopho (AL), ovacionado pela torcida local. Depois vieram Jackson Envenenado (PB) e, fechando a tampa, a sequência Sonic Junior (AL), Autoramas (RJ) e a lenda alagoana Living in the Shit, retornando aos palcos depois de anos.

O Sonic Junior mostrou produções bem interessantes. Agora sozinho (antes era uma dupla) e após derrapadas como o projeto PR5, com Paulo Ricardo, Juninho deu a volta por cima. O som totalmente voltado pra pista, com toques de db, breaks e percussão, bem poderia estar no Skol Beats.

O Autoramas fez o de sempre, arrancando pulos e gritos as 3h da manhã de uma turma que estava vendo shows desde as 19h. Encerrando o festival, o Living in the Shit tocou pra um Armazém Uzina vazio. Com apenas três músicas, a última van partiu e até mesmo a imprensa teve que ir embora. Ano que vem tem mais.

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O URBe viajou a convite da produção do festival.

BPM, abril/2006

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Alguns textos que escrevi para a matéria de capa sobre funk da revista americana BPM: uma página sobre o DJ Marlboro e várias mini-entrevistas (Mr. Catra, DJ Sandrinho, MC Xana, Dj Edgar, DJ Mavi, Sany Pitbull) que acompanham a matéria principal.

Virando a página

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Mantida pela Benneton, a Fabrica é uma espécie de faculdade de comunicação visual ultra-exclusiva -- só entram alunos selecionados pela instituição, não se pode pagar para estudar lá. É de lá que vem esse saite simples e bem sacado, o Flipbook.

É um programinha on line para fazer animações quadro a quadro, como aquelas feitas no canto das páginas de cadernos que ganham movimento quando viradas bem rápido (gerando várias orelhas de burro no processo).

Qualquer um pode desenhar uma animação e adicionar à galeria do saite. Algumas são bem boas, outras bem toscas.

Estágio

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A MTV e a Rolling Stone se juntaram para produzir um reality show sobre jovens tentando uma vaga nessa que é uma das mais famosas revistas de música do planeta.

Durante três meses, os estagiários terão seu dia-a-dia registrado para o programa e o ganhador leva um emprego de um ano na revista. As inscrições começaram nessa semana.

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LCD Soundsystem

Anhembi (São Paulo)
Skol Beats
13 de maio
16h
preços ainda não divulgados

SKOL LIVE STAGE

16h30 - Drumagick (live)
17h30 - Renato Ratier
18h30 - Julio Torres - Crossover (live)
19h15 - Gui Boratto
20h - The Bays (live)
21h - Bungle
21h - DJ Patife & Bocato Brazilian Allstars, participação de Cleveland Watkiss (live)
22h - Gil Barbara
23h - LCD Soundsystem (live)
0h15 - Vitor Lima
01h - Prodigy (live)
2h30 - Renato Lopes
3h30 - Spitifire (live)
4h30 - Plump DJs
6h - Renato Cohen (live)
7h às 9h - Anderson Noise & Mau Mau

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Rock

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Rockz e Cooper Cobras

O tal do "novo rock", de nomes como Strokes, Franz Ferdinand e Arctic Monkeys, voltado mais para pista do que para o pogar, vai ganhando espaço no Rio. Além do Moptop, duas outras bandas começam a se destacar e merecer a sua atenção.

Formado por Diogo Brandão (voz), Gabriel Muzak (guitarra - BNegão e os Seletores de Frequência), Nobru Pederneiras (guitarra - A Filial, Lobão), Daniel Martins (baixo) e Pedro Garcia (bateria - Planet Hemp), o Rockz só tem figura conhecida da cena alternativa carioca. Ouça "Confesso que errei".

O Cooper Cobras tem uma pegada mais retrô, enfileirando Fu Manchu, Turbonegro e MC5 na lista de influências. Hell Victor (voz e guitarra, também do Hill Valleys), Pedro Svensson (bateria) e Luiz Menezes (baixo) são fissurados em stoner rock. Baixe "Até o fim do show" e confira.

Pop

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"Baranga", um hit. É uma versão demo e, dizem, já foi parar na mão do Latino (Seu Jorge serviria também). Imagina o estrago.

De volta

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De Leve está de volta com saite e disco novos. Chacotando a marca do Marcelo D2 (Manifesto 33 1/3), em "Manifesto 1/2 171", o estilo continua o mesmo, a fala rápida, disparando pra todos os lados.

Dessa vez, De Leve conseguiu equilibrar melhor o humor escrachado da sua carreira solo com o perfil mais consciente que apresentava no Quinto Andar. Três músicas estão disponíveis no novo endereço, por enquanto apenas para ouvir, mas conhecendo sua filosofia, logo mais o disco todo tá lá pra baixar.

"México" avisa: Mulher, você quer um papo cabeça, liga pro Pedro Bial / Não me formei na PUC, fugi da federal. "Pode queimar" é uma homenagem aos honrados homens públicos, misturando o cavaquinho de "Essa é pros amigos" e a batida inna dancehall style de "Babilônia queima". "Diploma" manda um recadinho pros coleguinhas:

você é jornalista
a família acha lindo
exemplo pros irmãos, pela mãe sempre bem vindo
tira maior onda no chopinho da sexta
mas o que ninguem sabe é que cê trabalha no Extra
o jornal é uma bosta
você tem assessoria nas costas
o que você escreve é deprimente
mas tira onda quando tá com a gente

pega o diploma e limpa a sua bunda
não tem emprego hoje, vê se tenta na segunda

Segura.

Pródigo

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Prodigy no Skol Beats 2006. É daqueles show que ninguém dá nada ("isso já era!") até a hora que começar. Quando tocar "Out of space", versão da crássica "Chase the devil" (Max Romeo, produzida por Lee Perry), então...

O Prodigy é Liam Howlett, o resto dos músicos é contratado. Nem a dupla de cantores Keith Flint e Maxim, que por muito tempo foram a cara do grupo, são fixos. A banda já passou por aqui em 1998 e em 1999.

Recapitulando, por enquanto temos: LCD Soundsystem, Plump DJs, Prodigy e Tiga. Fala-se ainda em DJ Malboro, Cansei de Ser Sexy e Nação Zumbi. Tá ficando bom.

Blog boom

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É a "nova febre" -- um tanto atrasada, como em geral são as febres quando chegam no Brasil.

Até bem pouco tempo visto como coisa de adolescentes e meia dúzia de geeks, os blogs chegam a veículos de massa como o jornal O Globo ou o canal Multi Show.

Na grande imprensa, pipocam reportagens sobre o assunto, até a Playboy falou disso, algumas sugerindo que blogs podem te deixar rico.

O fenômeno tem nome, blog boom, e tem agência de publicidade especializada no assunto, como a Blogads. Por enquanto, desse dinheiro, aqui, chegou muito pouco, quase nada. Provavelmente, como são as febres .com importadas, na hora do bem bom a bolha estoura.

Mesmo assim, com e enxurrada de reportagens, o que não vai faltar é gente querendo começar um blog com a motivação equivocada de ganhar dinheiro. E tome porcaria. Resta torcer que da quantidade, venha também qualidade.

Promo

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Promoção relâmpago:

Os dois primeiros que enviarem uma mensagem para falaurbe@gmail.com levam um par de ingressos para os shows do Leela e Jimi James nessa quarta, no Sergio Porto (+ infos na "Agenda", aí do lado).

A temporada da Pilastra Produções continua nas semanas seguintes -- e o sorteio de ingressos por aqui também. Dia 22 de março tem Gram; 5 de abril tem Nervoso e Canastra e no dia 18 um artista ainda não definido.

JJ

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Parece que ainda é segredo, mas a Dream Factory conseguiu o que vários outros tentaram em vão (dizem que o cara não liga pra dinheiro e não gosta muito de viajar) :

Jack Johnson toca em São Paulo (Anhembi) e no Rio (Apoteose), dias 7 e 8 de abril, respectivamente.

Por enquanto, é só o que se sabe.

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Concebido por Hermano Vianna, o Overmundo é também fruto de um encontro de jornalistas que aconteceu em agosto de 2005, durante dois dias, num hotel em Copacabana.

Reunindo um representante de cada capital brasileira (o escriba aqui pelo Rio), o objetivo era discutir o jornalismo cultural brasileiro, mas serviu também para encontrar amigos (Alexandre Matias, SP), conhecer outros pessoalmente (Cardoso, RS) e fazer a ponte com novos colegas (Renato L, PE; Patrick, BA; Omar, PR e tantos outros)

O resultado é o primeiro saite de cultura do Brasil com ao menos um representante por Estado (acabei tendo que abandonar o projeto). Como se isso não fosse novidade o suficiente, o formato é igualmente inovador por essas bandas.

Os próprios leitores geram e editam o conteúdo (a exemplo da Wikipedia e do jornal coreano Oh my news), de maneira colaborativa, participativa, totalmente em sintonia com a realidade atual de descentralização dos meios e da própria informação.

Funcionando desde o final do ano passado em versão beta, essa semana começou pra valer. Quanto mais gente participar, melhor fica. É pra cair dentro.

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Assista esses vídeos e saiba mais sobre Web 2.0 e o funcionamento da Wikipedia.

Discoteca

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A pilha de discos estava acumulada. Pra alegria das assessorias de imprensa, que gentilmente mandam as bolachinhas nessa direção, a fila vai andar.

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Vindo de Salvador, Ronei Jorge e os ladrões de bicicleta se destacou no concurso de bandas novas Claro que é Rock. Não levaram o prêmio, mas arrebanharam bastante fãs, tocando também em festivais importantes como Goiânia Noise, Mada e até no ultra-comercial Festival de Verão de Salvador.

O disco homônimo foi lançado de maneira independente. Rock com influência de samba, quebras de andamento psicodélicas e letras esquisitas, tudo bem amarrado pela produção caprichada de Luiz Brasil (Cássia Eller). Pra baixar: "Sete sete".


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A Slag Records sai na frente outra vez. Depois de lançar o disco do Arcade Fire no Brasil e, dizem, assegurar a versão nacional da excelente estréia do Artic Monkeys, a gravadora paulista põe na rua "Everything ecstatic", do Four Tet.

Experimental, estranho em alguns momentos, ensolarado em outros (ouça "And the patterns"), Kieram Hebden e seu Four Tet é um dos principais nomes da música eletrônica atual. Enquanto ninguém acorda, o catálogo da Slag vai crescendo. Em quantidade e em importância.


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A Deck Disc dá sequência ao seus (re)lançamentos de reggae com esse disco de 2003, finalmente em versão nacional. Dub Side of the Moon é um clássico. Simples assim.


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Ska, rocksteady e dub são os principais ingredientes de "On the move" (Deck Disc), dos paulistas do Firebug (originalmente lançado pela independente Radiola Records). Tudo muito bem tocado e produzido, contando com o diferencial de ter Victor Rice como integrante e produtor do disco. De olho no mercado internacional, as letras da banda são em inglês.

A preocupação em agradar quem está lá fora conduz a banda por um caminho preocupante, do denominador comum, fazendo o Firebug soar como qualquer outra boa banda de ska, rocksteady e dub que se encontra na Europa ou nos EUA (o que, se não é pouca coisa, não é o bastante).

Uma pena. Basta ouvir a "Injustiça", com a participação de BNegão, para constatar que injetar o mínimo de brasilidade, ao invés de emular a gringolândia, faz toda diferença no balanço. A opção bem podia ter sido essa. De qualquer maneira, um ótimo disco.


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Ao começar a rodar, "Reggae a vida com amor" (Deck Disc), do Ponto de equilíbrio, promete. Os clichês do reggae iô iô estão ausentes da parte musical, com bons timbres, levadas e produção bem feita.

Infelizmente, esses mesmos clichês estão presentes nas letras e temáticas das músicas, a começar pele trocadilho infame do título do disco. Seria excelente, se fosse instrumental. Resta torcer por uma dub version


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Apadrinhados pelo baterista Barba, do Los Hermanos, os mineiros do Latuya não negam as origens. Embora soe promissor, a mistura de rock, samba, latinidates e metais de "Alegorias gratuitas" ainda remetem muito a banda do padrinho.

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Centro Cultural Telemar
File (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica)
20 de março a 20 de abril

"O File, em sua primeira edição no Rio de Janeiro, contribuirá para uma reflexão atual sobre as principais questões do universo eletrônico-digital contemporâneo: teorias das redes, obras hipermidiáticas, ações telemáticas, inteligências artificiais, cinemáticas interativas, realidades expandidas, a nova cultura das interfaces e as imaterialidades tangíveis.

"[Haverá] também a edição do File-Rio-Symposium, com o intuito de estabelecer um espaço internacional de discussão e problematização dos meios digitais e eletrônicos. Esse espaço será criado na sala multi uso do Centro Cultural Telemar, envolvendo a rede de pesquisadores relacionada à cultura digital em suas conexões com as artes, as ciências e as tecnologias. O simpósio será conduzido por meio de palestras, debates e mesas redondas."

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Abril Pro Rock
21, 22 e 23 de abril, em Recife
preços e horários ainda não divulgados

ESCALAÇÃO:

dia 21 (sexta):

Diplo (EUA)
Montage (CE)
Stereo Total (Alemanha)
Bloco Mega hits (PE)
Kook and Roxxy (alemanha)
Dj joão gordo (SP)
DJ Igor CAvalera (SP)

Dia 22 (sábado):

Forgotten Boys (SP)
Cólera (SP)
Angra (SP)
Atrocity (Alemanha)
Leaves Eyes (Alemanha)
Terraprima (PE)
Ungodly (BA)
Lou (BA)
Medulla (RJ)

dia 23 (domingo):

Cidadão Instigado (CE)
Lafayte os Tremendões (RJ)
Orquestra Imperial (RJ)
Frank Jorge + Volver (RS/PE)
Cachorro Grande (RS)
Camille (França)
Parafusa (PE)
Carfax (PE)
Lupi (PE)
Maquinado (PE)

FMI, 24 a 26/03

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Festival da Música Independente, em Maceió (AL)
24, 25 e 26 de março

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PROGRAMAÇÃO:

24 de março (sexta)
Teatro Deodoro, 20h
R$ 50, R$ 25 (meia entrada)

Chau do Pife (AL)
Tom Zé (BA)
Bonsucesso Samba Clube (PE)
Tororó do Rojão (AL)

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25 de março (sábado)
Armazém Usina, 20h
R$ 30, R$ 15 (meia entrada)

Basílio Sé (AL)
Experiência Ápyus (RN)
Duofel (SP)
Marcelo Cabral e trio Coisa Linda (AL)
Cícero Flor (AL)
Cidadão Instigado (CE)
Beto Batera e convidados (AL)
Xique Baratinho (AL)
Wado e Realismo Fantástico (AL)

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26 de março (domingo)
Armazém Usina, 18h
R$ 30, R$ 15 (meia entrada)

Santa Máfia (CE)
Vibrações Rasta (AL)
Projeto Cru (SP)
Negroove (PE)
Vitor Pirralho e Unidade 3,14 (AL)
Pedra de raio (AL)
Mopho (AL)
Jackson Envenenado (PB)
Sonic Junior (AL)
Autoramas (RJ)
Living in the Shit (AL)

Gram, 22/03

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* Os dois primeiros a escrever para falaurbe@gmail.com ganham um par de ingressos.

Sergio Porto
Gram
(abertura: Bezouro Zorah)
22 de março (quarta)
19h
R$ 20 ou R$ 15 (com filipeta)

Javé remix

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Ninguém melhor que o autor das músicas para falar. Com a palavra, DJ Dolores (texto impresso na contra-capa):

"Em 2002 fui convidado para participar do projeto “Narradores de Javé”, um delicado filme dirigido por Eliane Caffé, que trata da memória coletiva, da cultura oral, da subjetividade do passado... O personagem central é o cabuloso Biá, malandro e preguiçoso mas também carismático e, acima de tudo, um contador de casos, um remixador de histórias.

"Minha contribuição se limitava a uma trilha sonora que foi composta originalmente para esse projeto. Pronto o material, surgiu a idéia de fazermos um disco mas não um mero disco de trilha sonora. Deixei os temas com o coletivo Instituto para que tudo fosse remixado, recortado, recontado, tal qual fariam os personagens do filme, para que tivéssemos vários pontos de vista, às vezes, sobre a mesma música.

"O resultado final é uma visão múltipla do ambiente sonoro do filme de um modo não linear e coletivo."

Os integrantes do Instituto convidaram Kassin, Mauricio Takara, BNegão, Fernando Catatau, Flu e outros para participarem da sessão de corta/cola.

versotico.jpg

Teatro Odisséia
roNca roNca
discotecagem de Maurcio Valladares + show d'A Filial
24 de março (sexta)
22h
R$20, R$ 15 (com filipeta)

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Depois da primeira edição (realizada em agosto de 2005 na Minima Galeria), o projeto Visões continua a mostrar a
interpretação artística de gêneros musicais através de trabalhos exclusivos de designers, diretores de arte, artistas plásticos, videomakers e fotógrafos. Mais uma vez, o universo sonoro contemplado é o dub, um dos gêneros musicais mais importantes do século passado.

Espaço Repercussivo (Av. Gastão Senges 185 Lj. 129)
Visões Dub.2
25 de março a 25 de abril

dalua_frente.jpg

Teatro Odisséia
Tranquilo Sound System com Marcelinho da Lua
abertura: iSamba
07 de abril (sexta)
23h
R$20, R$16 (com filipeta)

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Modern sound ((Rua Barata Ribeiro, 502 D, Copacabana)
Festival Deckdisc
Terças de Abril
19h
Grátis (250 lugares)

Programação

04 - Orlandivo
11 - Pedro Miranda
18 - Cris Delanno
25 - Fábio Souza

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O Echo Sound System finalmente vem ao Rio lançar o disco "Tempo vai dizer", com uma apresentação no Fosfobox. Escreva para falaurbe@gmail.com para concorrer a 5 pares de ingresso e 5 bolachas da banda.

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Fosfobox
Echo Sound System (SP)
1 de abril (sábado)
23h
R$ 20, R$ 15 (com filipeta), RS 10 (até 0h30, com filipeta)

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ATUALIZAÇÃO: Promoção encerrada! Segue a lista dos ganhadores:

PAR DE INGRESSOS:
a organização do evento informa que os ingresso tem quer ser retirados na bilheteria, na noite do evento, até 0h30

Marcelo Machado
Adriana Volkmerf
Lene Sacani
Letícia Novaes
Clarissa Pivetta

DISCOS:
por favor, os que já não o fizeram, enviem seus endereços completos por e-mail

Daniel Ferreira (RJ)
Leticia Ferreira de Brito (RJ)
Guilherme T. Gimenez (SP)
Bruno Dorigatti (RJ)
Eduardo Fontes (RJ)

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