fevereiro 2006 Archives

VÃdeo do Arctic Monkeys tocando ao vivo na rádio KCRW, de Los Angeles, em novembro de 2005. Meio morno, mas vale o registro.

Circo Voador
Mundo Livre S.A.
(abertura: 3a1 e Bois de Gerião)
24 de março (sexta)
22h
R$ 30, R$ 25 (com filipeta) e R$ 15 (estudantes)

Circo Voador
Cachorro Grande e Canastra
(abertura: Cascadura)
25 de março (sábado)
22h
R$ 30, R$ 15 (estudantes)
Franz Ferdinand: Take me out!
Quando entrou no palco para o primeiro show em São Paulo, o líder do U2, Bono, agradeceu ao Franz Ferdinand pelo show de abertura e disse, em tom de brincadeira, "ano que vem, nós abriremos para vocês". Os fãs do U2 acharam que Bono estava sendo gentil. Quem esteve no Circo Voador e viu a única apresentação completa do FF no Brasil deve estar pensando diferente.
É difícil uma banda estrangeira passar pelo Brasil no auge, enquanto ainda é uma das atrações principais em festivais mundo afora. Mais raro ainda é esse conjunto, quando vem, tocar num lugar para 2.500 pessoas sem ser parte de um evento maior, dividindo a noite com outras atrações.
O Franz Ferdinand aceitou receber um cachê bem abaixo do usual para possibilitar a apresentação carioca. Apesar da vontade da banda de tocar no Rio, eles não sabiam o que os esperava. O público surpreendeu os integrantes, que se entreolhavam e riam quando a platéia cantava músicas inteiras. Parecia show do Los Hermanos (que, aliás, estavam lá assistindo).
Em 1h30 de show, iniciado com pontualidade britânica às 23h, o Franz Ferdinand tocou os dois discos praticamente inteiros e ainda enfiaram uma inédita no repertório. "Do you want to", "Take me out", "Jaqueline" e "Tell her tonight" foram algumas das mais bem recebidas. A balada "Walk away" foi cantada em coro de ponta a ponta e a excelente "Outsiders" teve direito a três bateristas tocando ao mesmo tempo, emendando numa versão monstruosa de "This fire".
No estilo agro-boy (de blusa social vermelha para dentro da calça jeans branca e bota), o vocalista Alex Kapranos, figuraça, comandou a catarse. Pulou, fez coreografias bizarras, bateu os pés com força para marcar o tempo e rodopiou no chão solando sua guitarra. Colados no palco, alguns fãs tocavam nos músicos, para entregar cartazes ou receber palhetas.
Os que não gostavam da banda tanto assim, saíram do show gostando bem mais. A mistura de rock, punk, pós-punk e a pegada Disco funciona que é uma beleza. O Franz Ferdinand é melhor ao vivo do que em disco. É um show seco, sem firulas, direto e não por isso menos dançante. O Circo Voador sacolejou a noite toda.
Depois do show, os integrantes do Franz Ferdinand ficaram conversando, autografando capas de disco e tirando fotos com os fãs do lado de fora do Circo, na saída de serviço. O riso continuava na cara deles, de orelha à orelha.
O documentarista Don Letts ("Punk the movie", "Punk: attitude", "Westway to the world", etc.) registrou o show para um DVD da banda que está preparando (nos anos 70, Letts era o DJ do Roxy Club, principal palco das bandas punks. Descendente de jamaicanos, é o grande responsável pela ponte punk-dub entre Brixton e Kingston). Pelo que se viu, essas imagens devem ocupar boa parte do disquinho.

O Quinto Andar acabou. A notícia foi dada pelo integrante De Leve em seu blog.
O fim do grupo de Niterói era, de certa maneira, previsível, natural até. O primeiro a descer para o térreo foi o MC Marechal, que se juntou a trupe de Marcelo D2 e prepara (faz tempo...) um disco próprio. De Leve também já tinha dado umas voltinhas de elevador, pra lançar seu disco solo "O estilo foda-se" (Segundo Mundo).
Na comunidade do Quinto Andar no Orkut, as explicações são conflitantes. Enquanto o MC Shawlin diz que "só o De Leve saiu, mas ele levou o nome junto porque ele era o último fundador do bagulho" (os fundadores, na verdade, foram o DJ Castro e Marechal), Castro explica:
"(...)Há algum tempo, muito depois da saída do Marechal, por motivos que não vêm ao caso, começamos a ter problemas de relacionamento interno no grupo (paradas normais quando um monte de macho fica muito tempo junto, nada muito sério), que com o tempo estava influenciando no clima do trabalho. O De Leve, por conta disso, me falou que queria sair do grupo e, depois de pesar os prós e contras, achei que era hora de dissolver o coletivo, antes de se descaracterizar, da galera brigar de vez ou pior, virar um emprego burocrático. Todos concordaram (...)".
O grupo foi um dos primeiros fenômenos musicais da internet brasileira, conquistando fãs através da distribuição de MP3, como o clássico "A lenda". Ano passado, o Quinto Andar lançou seu único disco oficial, "Piratão" (Tomba Records).
Como no caso do Planet Hemp e seus integrantes (BNegão, Black Alien e D2), o fim do Quinto Andar deve resultar em diversas carreiras solo interessantes. Shawlin e De Leve já estão com os seus prontos, Lumbriga herdou as bases que seriam do segundo disco do Quinto. As vezes, menos é mais.

Fosfobox
Jamaica Hi Fi
Chico Dub convida: Calbuque, Mauricio Valladares e urcasônica Sound System
14/03 (terça_
23h
R$20, R$15 (com filipeta)

"Sound Systems e DJs do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, vão se reunir pra comemorar um Carnaval diferente. Ao invés dos tradicionais samba e marchinhas: reggae, dub e ragga. Ao invés de surdos, repiques, chocalhos e agogôs: pick-ups, discos de vinil, efeitos e frequências subgraves."
Faltou só o Digitaldubs, sabe-se lá porque.
Circo Voador
Sound System Attack Carnaval 2006
25 de fevereiro (sábado) - praia de Ipanema, em frente ao coqueirão
26 de fevereiro (domingo) - Lapa, ao lado do Circo Voador
27 de fevereiro (segunda) - Lapa, ao lado do Circo Voador
28 de fevereiro (terça) - praia de Ipanema, em frente ao coqueirão
14h
Grátis

foto: Ivo Gonzalez (O Globo)
1 milhão e 200 mil pessoas se espremeram na praia de Copacabana para assistir o maior show de rock da história. Fora os outros milhões que viram pela televisão mundo afora e os outros milhares que ainda vão conferir nos cinemas e em DVD, até o final do ano.
De graça não foi. Além do patrocínio de uma empresa telefônica, a prefeitura do Rio desembolsou R$ 1.600.000, fato bastante questionado na imprensa. Cada um dos presentes pagou, via impostos, cerca de R$1,33 pelo show, barato até. E um bom investimento, considerando-se o retorno de imagem conseguido pela Cidade Maravilhosa.
O caos aguardado (ansiosamente por alguns), não veio. Cheguei faltando uns 30 minutos para o show e consegui ficar relativamente bem posicionado, junto a primeira torre de som. O que não significa que chegar até ali tenha sido fácil.
Depois de ser convidado a sair do táxi ainda na Lagoa ("amigão, daqui pra frente é melhor você ir andando"), caminhei pela orla da Rodrigo de Freitas e cruzei a praia de Copacabana praticamente de ponta-a-ponta. Como os pinguins do documentário francês, milhares de pessoas faziam caminho igual, indo na mesma direção quase que instintivamente.
Faltava encontrar os amigos. Pra você ter uma idéia do clima que imperava, enquanto estava concentrado no celular, mandando torpedos para diversas pessoas na esperança de encontrar alguém, fui interrompido pelo seguinte diálogo:
-- Cumpadi, você é daqui?
-- Sou.
-- Você conhece esse cara de gola laranja, atrás de você?
-- Qual?
-- Esse aí. Ele tá contigo?
-- Não.
-- Então se liga que ele tá te marcando.
-- Opa, valeu.
Camaradagem total. Show que é bom, deu pra ver pouco. As caixas ao meu lado não funcionavam e, tirando a hora que o palco deslizou para frente, a boca de cena estava encoberta por estruturas metálicas de som, luz e TV. O lance era entrar no clima, jogar cerveja pro alto, gritar rolitóne!, essas coisas.
Ao final da apresentação, a meia-noite, o público literalmente voltou no tempo. Não aos anos 70, como queriam fazer crer a tonelada de reportagens no estilo freak show (idosos, um deles alcóolatra, fazem show de rock em Copacabana, você não pode perder!) que precederam o show. Foi só o fim do horário de verão, obrigando os relógios serem atrasados em uma hora.
Apenas rock and roll, e eu gosto. Não dava pra perder.

O nova-iorquino (do Brooklyn) Matthew Miller é um judeu praticante do judaísmo hasídico. Até aí, nada de anormal, Nova York é repleta de judeus ortodoxos.
As coisas começam a ficar interessantes quando Matthew, rebatizado Matisyahu, pega um microfone e começa a cantar... reggae. Seguindo a linha nu-roots, Matisyahu combina bases instrumentais e letras de pregação político-religiosa, típicas do reggae dos anos 70, com o vocal falado do dancehall e o beat box do hip hop, para exaltar a cultura hasídica.
Emulando de Eek-a-mouse a Sizzla, com um pé e meio no dub e substituindo o patois jamaicano pelo idiche, o reggae man, veja só, prega contra a maconha. Saca o refrão de "King without a crown":
Me no want no sinsemilla
That would only bring me down
Burn away my brain no way my brain is to compound
Torah food for my brain let it rain till I drown
Thunder!
Let the blessings come down
(Eu não quero maconha / isso iria apenas me predudicar / Queimar meu cérebro, de jeito nenhum, meu cérebro tem que se intensificar / Torah é alimento para meu cérebro, deixe chover até eu me afogar/ Trovão! / Deixe as bençãos chegar)
Parece piada, mas é papo sério. Vestido nos trajes de um judeu ortodoxo, de chapéu e capa preta, blusa branca, longa barba e um par de trancinhas -- não são dreadlocks -- Matisyahu tem recebido atenção crescente desde que lançou "Shake off the dust... Arise" (JDub records), em 2004.
A combinação não é tão absurda quanto parece, o rastafarianismo tem muitos paralelos como o judaísmo. Ambas as crenças seguem o Velho Testamento. Jah é uma contração de Jehovah e o Leão de Judah também tem suas origens no Velho Testamento.
Assim, temos o improvável encontro entre Bob Marley e Shlomo Carlebach, em "Close your eyes". Um belo exemplo de tolerância.
Close my eyes and take a ride inside
Feel the breeze blow by yo I'm getting' you high
Bob Nesta said it best everything will be all right
Introspect connect the sect's and let this music make you fly
(Fecho os olhos e faço uma viagem interior / Sinta a brisa passar, estou te elevando / Bob Nesta bem disse, tudo vai ficar legal / Fique instrospectivo, conecte-se e deixe a música te fazer voar)
O novo disco de Matisyahu, "Youth", previsto para sair dia 7 de março, foi produzido por Bill Laswell. Coloca o capacete, lá vem pedrada.
Em "Match Point", Woody Allen retrata Londres da mesma maneira que faz com Nova York, mostrando cenas corriqueiras e lugares cotidianos da cidade, extraindo a realidade do lugar.
Mesmo não tendo resistido a mostrar obviedades como o prédio 30 St. Mary Axe ou o London Eye, o diretor mostrou estar atento ao que acontece hoje em dia na cidade.
Numa passagem filmada na bancada sul do rio Tâmisa, Allen compôs a cena com um desenho pintado na parede, de uma menina soltando um balão de gás em forma de coração, como que abandonando o amor. Trata-se de um stencil do onipresente Banksy.
Só não dá pra saber se o grafite estava lá e Allen resolveu filmar ali por isso (esse mesmo desenho aparece em vários pontos da cidade) ou se encomendou a peça especiamente para cena.

Rock instrumental, hip hop, prováveis temas para filmes de ação, cheerleaders, samples, funk, soul e sujeirada indie: The Go! Team, de Brighton, Inglaterra.
Originalmente lançado em 2004, "Thunder, lightning, strike" chegou as prateleiras internacionais somente em outubro de 2005, quando diversos samples não autorizados foram, finalmente, limados do disco. Por aqui, nem sinal ainda.
Pra ouvir, você sabe o caminho.

Dando continuidade ao seu interesse pelas relações entre as indústrias das comunicação e do entretenimento e a política, já retratada em sua estréia como diretor em "Confissões de uma mente perigosa" ("Confessions of a dangerous mind"), George Clooney retorna ao tema em "Boa noite e boa sorte" ("Good night, and good luck").
O filme se passa nos anos 50, quando o senador Joseph McCarthy promoveu uma cruzada contra comunistas e cidadãos americanos simpatizantes à causa -- mesmo sem provas -- conhecida como operação "Caça as bruxas". Edward R. Murrow (David Strathairn), apresentador da rede CBS, com a ajuda do produtor Fred Friendly (Clooney), foi um dos poucos a protestar contra a caçada publicamente.
Num momento em que a imprensa dos EUA passa por um momento delicado, de poucos questionamentos, divertindo mais do que informando, Clooney (co-roteirista) pinçou essa passagem da história política dos EUA para falar do presente.
Mesclando imagens de arquivo do senador com reconstituições do que se passou na redação do programa "See it now", apresentado por Murrow, o recado é tão direto quanto as imagens em preto-e-branco fazem parecer: a imprensa não tem o direito de se omitir.
Em certos momentos os diálogos podem interessar mais a quem é do ramo. Nada que comprometa a qualidade do filme. Continua excelente, tanto do aspecto técnico (fotografia, direção, atuações) quanto na mensagem proposta pelo roteiro.
O filme é um alerta, assim como um apelo por mudanças. Tanto é que se desdobrou no saite Report it now, dedicado a instigar a participação da sociedade nas questões de imprensa. Com "Boa noite e boa sorte", Clooney está fazendo a sua parte.

Teatro Odisséia
Ruído Festival
10, 11 e 12 de março
21h
R$ 20 (R$16 com filipeta), R$ 30 (passaporte para os 3 dias)
PROGRAMAÇÃO
10 de março (sexta)
palco de baixo:
Canastra
Jumbo Elektro (SP)
Zefirina Bomba (PB)
Irmãos Rocha! (RS
palco de cima:
Charme Chulo (PR)
Dead Rocks (SP)
11 de março (sábado)
palco de baixo:
Graforréia Xilarmônica (RS)
The Pop’s
Nervoso e os Calmantes
Sapatos Bicolores (DF)
palco de cima:
Headphone (SP)
Vanguart (MT)
12 de março (domingo)
palco de baixo:
MQN (GO)
Drosóphila (SP)
Rádio de Outono (PE)
Lava (SP)
palco de cima:
Violentures (SP)
Tchopu
* Primeiro evento como filiado da ABRAFIN, Associação Brasileira dos Festivais Independentes, que reúne os maiores festivais do país.

Sergio Porto
Ressaca do HPP
19h
R$ 15 ou R$ 12 (com filipeta)
PROGRAMAÇÃO:
7 de março (terça)
Digitaldubs e convidados
8 de março (quarta)
Benflos
Autoramas
15 de março (quarta)
Jimi James
Leela

Documentário dinamarquês sobre o Fiel.
Dono de um estúdio em Santa Tereza, o produtor americano Maga Bo montou o saite Sambacana. Nele, hospeda um programa de rádio dedicado a música brasileira.
Cada edição segue um tema, como "DNA brasileira jamaicana", "Sambasoulfunk" e "Eletrô Brasil", todos disponíveis para baixar. Por enquanto, nada de RSS.

Espaço Constituição (Rua da Constituição, 34, Centro)
Vitamina-U
11/02 (sábado)
22h
R$ 20, R$ 15 (com filipeta), R$ 10 (até às 23h)
ATRAÇÕES:
Dubstrong (Echo Sound System - SP)
Nepal (Apavoramento Sound System)
Lucas Santtana e David Cole (Sensorial Sistema de Som)
Chicodub (Jamaica Hi-Fi)
Banzai e Nobru (Urcasônica Sound System)
+
MCs Dom Negrone e Lápide

Centro Cultural Telemar
Geração Eletrônica
17 de janeiro a 12 de março
Exposição, de terça a sexta, das 11h às 20h - os shows começam às 19h30
Entrada franca, mediante retirada de senhas 30min antes do horário
PROGRAMAÇÃO
Dia 19/01, quinta-feira
19h30 – Apresentação DJ Leo Janeiro (RJ) + VJ Trilux (BSB)
Dia 02/02, quinta-feira
13h30 - Workshop: B.U.M. – DjHomeStudio
17h - Debate: Experiências eletro-acústicas, com Rodolfo Caeser (UFRJ)
19h30 – Apresentação José Roberto Mahr + VJ Azóia
Dia 09/02, quinta-feira
13h30 – Workshop: Dj Renato Bastos - Final Scrath
17h - Debate: Profissão Dj, com K-Milla + Maurício Lopes + Roger Lyra + Tom Leão/Dj Ziggy
19h30 - Apresentação DJ K-Milla + VJ Spetto (SP)
Dia 16/02, quinta-feira
17h - Debate: Produzindo a Noite Eletrônica, com DJ AJ Crypt + Cabbet Araújo + DJ Du Serena + Ronald Villardo
19h30 – Apresentação DJ Du Serena + VJ Spetto (SP)
Dia 23/02, quinta-feira
19h30 – Apresentação DJ BTK + VJ Lahbora (RJ)

O Mamelo Sound System, sob o comando de Rodrigo "Audiolandro" Brandão, chamou alguns amigos para remixar seu segundo disco, "Urbália".
O resultado é Operação: Parcel ou Remixália, disco com versões alternativas riscadas por Hurtmold, Tejo (Instituto), Parteum e Basa, entre outros. Parece bom.

Depois de passar por Los Hermanos, Rodox, Biquíni Cavadão e Medulla, o baixista Patrick Laplan finalmente montou uma banda pra chamar de sua, o Eskimo. O grupo resume-se a uma dupla, completada pelo vocalista Henrique Zumpichiatti (ex-Infierno).
Sozinhos, gravaram um EP homônimo e partiram para a luta. O som é pesado, mas não tanto quanto o passado de ambos possa sugerir. A música "A curva", por exemplo, parece um Queens of the Stone Age com groove.
A idéia dos dois é preencher as vagas da bandas com convidados, transformando o som a cada apresentação. "É como se metade da banda mudasse a cada disco. E na prática é bem por aí. É uma liberdade que pouca banda pode ter", explicam no texto de apresentação.

Kanye West x Beach Boys. Confronto proposto por Lush Life.

Saiu a escalação do Coachella 2006, 29 e 30 de abril. Ainda não está oficialmente fechada, podem aparecer mais nomes. Essa edição está mais "fraca" do que anteriores. E está faltando o Arctic Monkeys.
DIA 1:
Depeche Mode
DAFT PUNK
Franz Ferdinand
SIGUR ROS
DAMIAN "JR. GONG" MARLEY
Common
Atmosphere
Carl Cox
My Morning Jacket
TV ON THE RADIO
Ladytron
Clap Your Hands Say Yeah
TOSCA
Cat Power
Animal Collective
HARD-Fi
Derrick Carter
Devendra Banhart
She Wants Revenge
The Walkmen
The Juan Maclean
Imogen Heap
Audio Bullys
Lady Sovereign
Deerhoof
The Duke Spirit
Eagles of Death Metal
Lyrics Born
Matt Costa
The New Amsterdams
The Zutons
Platinum Pied Pipers
White Rose Movement
Chris Liberator
Colette
Joey Beltram
Hybrid
Living Things
Wolfmother
The Like
Nine Black Alps
Celebration
The Section Quartet
Shy FX & T Power
Infusion
DIA 2:
TOOL
Yeah Yeah Yeahs
BLOC PARTY
Paul Oakenfold
Scissor Sisters
MATISYAHU
James Blunt
Sleater-Kinney
Mogwai
Coheed and Cambria
Wolf Parade
Coldcut
Phoenix
Digable Planets
Amadou & Mariam
Little Louie Vega
Mylo (DJ Set)
Seu Jorge
Gnarls Barkley
The Go! Team
Kaskade
Metric
Editors
Art Brut
Dungen
The Dears
Jamie Lidell
The Magic Numbers
Los Amigos Invisibles
Jazzanova
Stellastarr
Michael Mayer
Murs featuring 9th wonder
Mates of State
Gilles Peterson
Infadels
Gabriel & Dresden
The Subways
Minus the Bear
OneRepublic
Be Your Own Pet
Youth Group
Giant Drag
Kristina Sky
The Octopus Project

Cansado da vida? Mude.
O saite é um pouco previsível, mas ainda assim, bem feito. Como dizia Zeca Pagodinho, "tá ruim, mas tá bom".

MC Beleza vs. MC Andre Ramiro
foto: Joca Vidal
Lá veio a chuva, mais uma vez tentar atrapalhar o Humaitá pra Peixe, na noite de encerramento. Não conseguiu. O Sergio Porto ficou cheio -- ainda que não tenha lotado -- para conferir a Liga dos MCs.
Organizada pela Brutal Crew, os mesmos da Batalha do Real, a Liga dos MCs é uma disputa entre rappers, improvisando ao vivo para mostrar quem é o melhor rimador. Várias etapas são disputadas ao longo do ano e o MC que somar mais pontos, leva o caneco.
A festa foi adaptada para o HPP. Para amenizar o clima de competição, além das batalhas, houve apresentações dos convidados Marechal, Bacon e dos MCs que se enfrentaram.
Aori cumpriu o papel de mestre de cerimônias, ditando as regras e conversando com o público, que é quem escolhe o vencedor de cada fase. Os DJs Babão (parceiro de Aori no Inumanos) e Tamempi se revezaram nas bases. Um a um, os rappers foram caindo, inclusive Gil, primeiro campeão da Liga, em 2004.
Os MCs não se contentam em esculhambar um aos outros apenas com palavras. A encenação, repleta de gestual, atitude e caras de deboche, conta tanto quanto uma boa rima e é uma das partes mais divertidas do evento.
A final entre Beleza e Ramiro foi apertada, sendo necessário um terceiro round para o desempate. O campeão de 2005 da Liga dos MCs, Beleza, confirmou a boa fase e ficou também com título da edição especial HPP.
Os esculachos ficam somente no palco, do lado de fora a camaradagem entre os participantes é evidente. Puro reflexo da organização dos representantes dessa cena. Na hora de se juntar para crescer, o improviso passa longe dessa rapaziada.

