dezembro 2005 Archives

Digitaldubs tocando.jpg
Digitaldubs
fotos: Jaqueline Felicíssimo

Ao contrário do que a maior parte das bandas de reggae iô iô que dominam a cena no Brasil faz parecer, a música jamaicana não é (apenas) paz e amor ou aquele ritmo pra ouvir na queda de uma cachoeira, cercado de amigos numa roda de violão.

Prova disso é que o Bukowski e a Casa da Matriz se tornaram campos de batalha quando as principais equipes de som dedicadas ao gênero no Rio, o Digitaldubs Sound System e o Urcasonica Sound System, se enfrentaram, terça e quarta passadas.

Calma, calma. Não houve pancadaria nem nada parecido, a camaradagem imperou nas duas noites. O que aconteceu foi o primeiro sound clash do Rio – talvez do Brasil – um acontecimento histórico.

Sound clashes são disputas entre equipes de som (os sound systems), uma tradição jamaicana que se espalhou pelo mundo e que só agora desembarca por aqui. Como nas batalhas de MCs, tradição do hip hop em que rappers competem para ver quem rima melhor, as equipes de som ficam frente a frente com um objetivo simples: descobrir quem tem a melhor seleção musical pra sacudir a pista. A decisão, claro, é do público.

O que muda são as armas. Ao invés de palavras, cacetadas de grave. Quer dizer, as palavras também fazem parte da disputa, através de músicas feitas especialmente para a competição, conhecidas como specials. As equipes de som convidam ou contratam um cantor/MC (geralmente um nome conhecido) para gravar faixas exclusivas exaltando a própria equipe ou, no caso dos clashes, atacar os rivais.

Os dois principais clashes atualmente são o World Cup Clash, que acontece anualmente em Nova York, e o UK Cup Clash, em Londres. Desafiando a lógica, as grandes sensações desses eventos não são sound systems jamaicanos, mesmo com o bom desempenho do Black Kat ou do Bass Odissey nessas competições. Quem tem levado tudo são os japoneses do Mighty Crown e o atual campeão mundial, o Sentinel, da Alemanha.

Alinhados com as novas sonoridades de reggae, tanto o Digitaldubs quanto o Urcasônica passam longe de discos manjados de Bob Marley. Claro que clássicos de produtores como Bunny Lee, King Tubby e Lee Perry têm espaço – e muito. Mas Sizzla, Burro Banton e Buju Banton, Capleton e Morgan Heritage e outros destaques do reggae contemporâneo também tem vez.

Felipe DB e Ivan Cozac, Urcasonica.jpg
Felipe DB e Ivan Cozac

O primeiro round foi na casa do Urcasônica, no Bukowski, na terça. Após um aquecimento de 30 minutos, cada equipe teve 15 minutos pra mostrar seu repertório e o Urcasônica levou.

No dia seguinte, o Digitaldubs recebeu o adversário na Casa da Matriz para o segundo round e dessa vez eles ganharam. O 1x1 no placar forçou o desempate, disputado imediatamente.

Lencinho, DJ da equipe Solzales Dub, cumpriu bem o papel de apresentador e juiz, explicando as regras, domando as torcidas organizadas que lotaram a Casa da Matriz e apurando os votos entre muitos gritos e braços levantados. Apesar do ineditismo do evento, o público entrou no clima e participou bastante.

No desempate, cada equipe tinha direito a tocar uma música de até 3 minutos, alternadamente. Ambas equipes foram preparadas para o combate. O Urcasônica mostrou seus specials com a participação do Manu Chao (“Resistência”) e a dobradinha Don Negrone e Mario Z em “Campeão”.

Digitaldubs escolhe.jpg
Qual vai ser a próxima?

O Digitaldubs tocou praticamente apenas faixas exclusivas e specials do seu sound system, contando com participações de respeito. Teve BNegão (num remix dubwise de “Prioridades”), Mr. Catra (“Lucro”), M7 (“Pretinho babylon”) Pato Banton (uma versão de "No worries"), Stranjah ("Soundclash part 2", sobre o riddim “Ali Baba”), Sylvia Tella (versão de "Brothers unite") e Jeru Banto, exaltando a equipe sobre outro riddim clássico, o “Stalag”.

Na última música, o Urcasônica cometeu um erro fatal. Em dúvida sobre qual seria a melhor música pra encerrar sua apresentação, Ivan Cozac, Bruno LT, Javier Posada e Felipe DB deixaram a pista quase dois minutos em silêncio e passaram mais 30 segundos pedindo barulho, restando apenas outros 30 segundos pra soltar o som.

Não deu. Vitória do Digitaldubs de MPC, Nelson Meirelles e Cristiano Dubmaster, os campeões do primeiro sound clash carioca. Falta agora um evento que reúna outros sound systems, como DubVersão (SP), Bumba Beat (SP) e Echo Sound System (SP), Confronto (Brasília), Solzales (RJ), Calminho (RJ) e Sensorial Sistema de Som (RJ).

DigitalUrca2.jpg
Na amizade

Na comemoração, o Digital soltou um special que dizia que “o Urcasônica já era!”. Será? Literalmente batalhando por seu espaço, o Urcasônica pediu revanche, dessa vez em campo neutro, o Digital aceitou. O bicho vai pegar.

Skol Beats

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logo_skol beats.jpg

Depois de muito boato sobre o fim do festival, o Skol Beats 2006 está confirmado. O principal evento de música eletrônica do Brasil -- que deixou MUITO a desejar na última edição -- acontecerá dia 13 de maio, fugindo do tradicional mês de abril, novamente no Anhembi, em São Paulo.

Começou bem. A dupla de breakbeat Plump DJs foi anunciada como uma das atrações.

Liberê

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egalite.jpg

Segundo o link deixado nos comentários do texto abaixo, o parlamento francês votou a favor da troca de arquivos na rede.

Shh!

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shh.jpg

Não satisfeitos com o fracasso da caçada para tentar impedir troca de arquivos de música na internet, a RIAA (Associação da Indústria Fonográfica da América) agora quer impedir que pessoas simplesmente indiquem bandas e músicas uma para as outras. Isso mesmo.

"Iremos processar agressivamente aqueles indivíduos que tentem piratear nossa propriedade gerando burburinho sobre qualquer música, filme ou software particular ou que desfrutem desses na companhia de qualquer pessoa além deles mesmos", diz o texto divulgado pela RIAA.

Isso que é um tiro no pé.

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Digite uma frase e "eles" cantam pra você, através de colagens que utilizam um banco de samples bem grande.

Ok rasta

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radiodread3.jpg

"Radiodread". Esse é o nome da nova experiência do Easy Star All Stars, a turma responsável pela versão dub do clássico do Pink Floyd "Dark side of the Moon", o "Dub Side of the Moon".

O disco em questão é o não menos clássico "Ok Computer", dos ingleses do Radiohead. A versão reggae conta com participações de Horace Andy, Morgan Heritage, Frankie Paul, e Kirsty Rock e está programada pra sair só em setembro de 2006.

Michael G, produtor do disco (e co-produtor do "Dub side..." com Victor "Ticklah" Axelrod), falou no saite da gravadora Easy Star sobre "Ok computer" e da expectativa em torno de qual seria o sucessor de "Dub side...":

"Conceitualmente e tematicamente nós sabíamos que o disco era um forte candidato, mas não tínhamos certeza se os arranjos iriam funcionar. Por um lado, 'Ok computer' possui melodias marcantes, dinâmica intensa e atmosferas viajantes, por outro, tem mudanças de tempo e de acordes e coisas que não são típicas do reggae. Quanto mais análisavamos, mais tínhamos certeza de que era um disco que tínhamos que fazer."

Será uma longa espera.

Ok rasta

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"Radiodread". Esse é o nome da nova experiência do Easy Star All Stars, a turma responsável pela versão dub do clássico do Pink Floyd "Dark side of the Moon", o "Dub Side of the Moon".

O disco em questão é o não menos clássico "Ok Computer", dos ingleses do Radiohead. A versão reggae conta com participações de Horace Andy, Morgan Heritage, Frankie Paul, e Kirsty Rock e está programada pra sair só em setembro de 2006.

Michael G, produtor do disco (e co-produtor do "Dub side..." com Victor "Ticklah" Axelrod), falou no saite da gravadora Easy Star sobre "Ok computer" e da expectativa em torno de qual seria o sucessor de "Dub side...":

"Conceitualmente e tematicamente nós sabíamos que o disco era um forte candidato, mas não tínhamos certeza se os arranjos iriam funcionar. Por um lado, 'Ok computer' possui melodias marcantes, dinâmica intensa e atmosferas viajantes, por outro, tem mudanças de tempo e de acordes e coisas que não são típicas do reggae. Quanto mais análisavamos, mais tínhamos certeza de que era um disco que tínhamos que fazer."

Será uma longa espera.

Rrrrock!

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autoramas_logo.jpg

Depois de varrer a premiação da MTV, o Autoramas prepara o quarto disco. Segundo o vocalista Gabriel Thomas, a gravação está sendo feita no estúdio Monoaural, da dupla Berna Ceppas e Kassin.

No show no último domingo no Circo Voador (com as bandas Leela e Moptop), o trio mostrou duas músicas novas, "300 km/h" e "Mundo moderno", ambas muito boas.

Rrrrock!

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autoramas_logo.jpg

Depois de varrer a premiação da MTV, o Autoramas prepara o quarto disco. Segundo o vocalista Gabriel Thomas, a gravação está sendo feita no estúdio Monoaural, da dupla Berna Ceppas e Kassin.

No show no último domingo no Circo Voador (com as bandas Leela e Moptop), o trio mostrou duas músicas novas, "300 km/h" e "Mundo moderno", ambas muito boas.

O ano não acabou

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Parece que listas de melhores do ano sempre são fechadas antes ha hora. Tá certo que faltou essa categoria alguns textos abaixo, mas se tivesse sido perguntado "qual foi o melhor set de 2005", a pergunta teria vindo cedo demais. Sexta a noite, espremido entre as apresentações do Turbo Trio, Instituto e Guru, praticamente ignorado por boa parte do (pouco) público, tomando cerveja do lado de fora, Mike Relm fez o melhor DJ set de 2005.

Para resumir, pode-se dizer que Relm mistura hip hop underground com rock, boas doses de turntablismo e referências cinematográficas. O japinha americano exibiu uma técnica pefeita no comando de três toca-discos (um deles plugado num laptop, via Final Scratch ou similar) e um DVJ, fazendo colagens absurdamente bem ensaiadas e uma seleção musical de encher qualquer pista.

No melhor estilo "DJ de casamento" (se esses conseguissem avançar no repertório), as pedradas eram variadas e vinham de todos os lados. Quem foi a Circo Voador ouviu versões de Jimmy Hendrix ("Fire"), White stripes ("Seven Nation Army"), Chemical Brothers ("Let forever be")acapela da Björk sobre um pancadão, tema do desenho animado Snoop, Dr. Dre ("Nuthin' but a G thang"), Led Zeppelin, Rage Against The Machine ("Bulls on parade"), The Cure, Outfield ("Your love", aquela do refrão I just wanna use your love, toniiight...) e uma versão MONSTRA de "Billie Jean", do Michael Jackson, num back-to-back assustador.

Essas versões são a base do trabalho de Relm, tendo inclusive sido lançadas na compilação "Radio Fryer" e mostradas ao vivo no DVD "Suit yourself". Tudo, aparentemente, sem autorização. Em seu saite oficial, o repertório do disco vem acompanhado de um aviso: "a maior parte dos nomes foram alteradas para proteger os inocentes", antes de títulos como "Seven Nation Billie", "Looking for a New Order", "Jimi Handtrix" ou "Bust This Teen Spirit".

Utilizando um DVJ (equipamento que toca DVDs como se fossem discos, possibilitando, por exemplo, scratches na imagens), Relm dá conta ainda do telão, utilizando trechos de filmes (como a clássica cena do espancamento da impressora de "Office space", pro aqui traduzido porcamente para "Como enlouquecer seu chefe), clipes das músicas tocadas e mensagens em através de cartelas escritas a mão, inspirado no clipe de "Subterranean homesick blues", do Bob Dylan.

Encerrando, Relm tocou uma versão de "Imagine", pedindo pra platéia levantar isqueiros e acompanhar a letra no telão. Meio mela-cueca, porém dentro do contexto.

Ah, sim, teve o tal do Guru também. Deve ser aquele cara fanfarrão que tocou por último, cheio da marra, chamando gente da platéia pra porrada e que foi vaiado sem parar. Papelão.

SOUNDCLASH DEZ 2005.jpg

SOUNDCLASH DEZ 2005.jpg

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Canecão
Los Hermanos
13/01 (sexta), abertura: Nervoso
14/01 (sábado), abertura: Hurtmold
15/01 (domingo), abertura: Cidadão Instigado
22h
R$ 50 (pista), R$ 25 (meia-entrada)
ou
R$ 100 (frisa central), R$ 90 (balcão nobre), R$ 80 (mesanino), R$ 70 (poltrona numerada)

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Canecão
Los Hermanos
13/01 (sexta), abertura: Nervoso
14/01 (sábado), abertura: Hurtmold
15/01 (domingo), abertura: Cidadão Instigado
22h
R$ 50 (pista), R$ 25 (meia-entrada)
ou
R$ 100 (frisa central), R$ 90 (balcão nobre), R$ 80 (mesanino), R$ 70 (poltrona numerada)

APJ

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Manja a Área de Proteção do Joca?

Pois se você mora no Rio, entre a entrada do túnel Rebouças (no Humaitá) e o Shopping Downtown (na Barra), você vive dentro dela. O pior é, por uns instantes, achar bom.

APJ

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Manja a Área de Proteção do Joca?

Pois se você mora no Rio, entre a entrada do túnel Rebouças (no Humaitá) e o Shopping Downtown (na Barra), você vive dentro dela. O pior é, por uns instantes, achar bom.

* Hurtmold, 15/01

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hurtmold_divulg.jpg

Audio Rebel (Rua Visconde Silva, 55, Botafogo)
Hurtmold (pocket show)
15/01 (domingo)
18h30
R$12 (R$10 antecipado) - ingressos limitados
info: 2527-2692

* Hurtmold, 15/01

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hurtmold_divulg.jpg

Audio Rebel (Rua Visconde Silva, 55, Botafogo)
Hurtmold (pocket show)
15/01 (domingo)
18h30
R$12 (R$10 antecipado) - ingressos limitados
info: 2527-2692

Melhores do ano

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O termo interatividade, em muitos casos, pode ser confundido com preguiça. Não é o caso aqui. Apenas sou MUITO ruim de listas mesmo. Com a perda dos arquivos do URBe, então, piorou. Não tenho nem onde me basear.

A votação está aberta. Quais foram os melhores discos e shows de 2005?

---------

Pra começar, uma listinha sem pensar muito:

Shows:

Orquestra Manguefônica (aliás... foi esse ano mesmo?)
Iggy Pop
Pearl Jam
Strokes
Moacir Santos apresenta Choros e Alegria.

Discos:

"Cidadão Instigado e o método túfo de experiências" (Cidadão Instigado)
"Futura" (Nação Zumbi)
"Piratão" (Quinto Andar)
"Tempo vai dizer" (Echo Sound System)
"Beneath the boardwalk" (Arctic Monkeys)

Melhores do ano

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O termo interatividade, em muitos casos, pode ser confundido com preguiça. Não é o caso aqui. Apenas sou MUITO ruim de listas mesmo. Com a perda dos arquivos do URBe, então, piorou. Não tenho nem onde me basear.

A votação está aberta. Quais foram os melhores discos e shows de 2005?

---------

Pra começar, uma listinha sem pensar muito:

Shows:

Orquestra Manguefônica (aliás... foi esse ano mesmo?)
Iggy Pop
Pearl Jam
Strokes
Moacir Santos apresenta Choros e Alegria.

Discos:

"Cidadão Instigado e o método túfo de experiências" (Cidadão Instigado)
"Futura" (Nação Zumbi)
"Piratão" (Quinto Andar)
"Tempo vai dizer" (Echo Sound System)
"Beneath the boardwalk" (Arctic Monkeys)

O vencedor

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O Canastra foi o vencedor do festival "Oi tem peixe na rede".

Uma banda boa e muito diferente levar esse tipo de concurso é algo difícil de se ver. Louvável.

O vencedor

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O Canastra foi o vencedor do festival "Oi tem peixe na rede".

Uma banda boa e muito diferente levar esse tipo de concurso é algo difícil de se ver. Louvável.

nacaozumbi01.jpg

Circo Voador
Nação Zumbi (lançamento do disco “Futura”)
20/01 (sexta-feira)
22h
R$ 30, R$ 15 (estudante)

nacaozumbi01.jpg

Circo Voador
Nação Zumbi (lançamento do disco “Futura”)
20/01 (sexta-feira)
22h
R$ 30, R$ 15 (estudante)

* Cabaret, 21/01

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paradiso_site_fev.jpg

Paradiso (Casa da Matriz)
Cabaret (ao vivo)
21/01 (sábado)
23h
R$ 20, R$ 18 (com filipeta)

* Cabaret, 21/01

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paradiso_site_fev.jpg

Paradiso (Casa da Matriz)
Cabaret (ao vivo)
21/01 (sábado)
23h
R$ 20, R$ 18 (com filipeta)

joyce_2006.jpg

Fosfobox
Joyce Muniz e Gü-Mix
21/01 (sábado)
23h
R$ 20, R$ 15 (com filipeta)

------------

RELEASE:

Joyce Muniz tem apenas 23 anos mas é bem experiente nas picapes. Viajando pelo mundo, essa paulista acabou se fixando em Viena, Áustria, no meio dos anos 90. Com raízes no reggae roots e no hip hop, Joyce logo se conectou com a cena de música eletrônica local. Aos 16 anos, ela comprou o seu primeiro 12’ e logo se tornou uma das mais jovens DJs da cidade, se destacando em clubs como Flex, Volksgarten e WUK (Austria), Central Station (Alemanha) e Das Kiff, Das Schiff (Suiça), entre vários outros. Paralelamente á sua carreira de DJ, Joyce também desenvolveu habilidades como MC (mestre de cerimônias) e cantora. Ela já gravou com artistas locais como Shanti Roots (Vienna Scientists) e I-Wolf (Sofa Surfers/Klein Rec.). Seu último trabalho foi com Stereotyp, um dos mais talentosos produtores da Europa e deve sair em breve. Desde 2002 ela promove festas em diferentes locações por Viena. Joyce também toca freqüentemente com ícones da música eletrônica européia como Gümix, Scheibosan, Shanti Roots, Jürgen Drimal, Richard Dorfmeister, Inverse Cinematics, Duplex Inc., Ramilson Maia (com quem está trabalhando nesta passagem pelo Brasil), Rodney Hunter, Heinz Troningger, Sweet Susi, Megablast, entre outros. Seu som cobre todos os diferentes estilos que fazem você dançar na pista de dança: do “sweaty minimal house” ao “exotic percussive funk”, todas as músicas que ela toca têm o toque exclusivo de seu bom gosto.

Gu-Mix é um DJ veterano e um dos produtores / DJs da melhor noite de Viena, o Dub Club, que acontece todas as segundas-feiras no club Flex. O Dub Club é famoso por dois motivos: tem o melhor sound system da Europa (bom, é o que dizem...) e lá tocam os mais interessantes DJs que passam pela Austria. O DJ Gu-mix é o idealizador do Dub Club, que começou em 1995 em parceria com Sweet Susie e o MC Sugar B (MC da dupla Kruder & Dorfmeister). A lista de DJs que já passou pela festa é tão grande que é recomendável dar uma espiada no site http://www.dubclub-vienna.com/ para ficar por dentro. KRUDER & DORFMEISTER, DJ.MARKY & XRS FEAT. STAMINA MC, LTJ BUKEM & MC CONRAD, SOFASURFERS, PATIFE, DA LATA, BASEMENT JAXX, LAMB, STEREO MC'S, AFRIKA BAMBAAATA, HEXSTATIC, DJ. SHADOW, DR. ISRAEL, STEREOTYP, MAD PROFFESOR, ADRIAN SHERWOOD, FAUNA FLASH, URSULA RUCKER, MATHEMATICS, D-KAY, ROCKERS HIFI, OVERPROOF SOUNDSYSTEM, DUBLEX INC, IAN SIMMONDS, DJ DSL, UP, BUSTLE AND OUT e TERRANOVA são alguns deles.

joyce_2006.jpg

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Joyce Muniz e Gü-Mix
21/01 (sábado)
23h
R$ 20, R$ 15 (com filipeta)

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RELEASE:

Joyce Muniz tem apenas 23 anos mas é bem experiente nas picapes. Viajando pelo mundo, essa paulista acabou se fixando em Viena, Áustria, no meio dos anos 90. Com raízes no reggae roots e no hip hop, Joyce logo se conectou com a cena de música eletrônica local. Aos 16 anos, ela comprou o seu primeiro 12’ e logo se tornou uma das mais jovens DJs da cidade, se destacando em clubs como Flex, Volksgarten e WUK (Austria), Central Station (Alemanha) e Das Kiff, Das Schiff (Suiça), entre vários outros. Paralelamente á sua carreira de DJ, Joyce também desenvolveu habilidades como MC (mestre de cerimônias) e cantora. Ela já gravou com artistas locais como Shanti Roots (Vienna Scientists) e I-Wolf (Sofa Surfers/Klein Rec.). Seu último trabalho foi com Stereotyp, um dos mais talentosos produtores da Europa e deve sair em breve. Desde 2002 ela promove festas em diferentes locações por Viena. Joyce também toca freqüentemente com ícones da música eletrônica européia como Gümix, Scheibosan, Shanti Roots, Jürgen Drimal, Richard Dorfmeister, Inverse Cinematics, Duplex Inc., Ramilson Maia (com quem está trabalhando nesta passagem pelo Brasil), Rodney Hunter, Heinz Troningger, Sweet Susi, Megablast, entre outros. Seu som cobre todos os diferentes estilos que fazem você dançar na pista de dança: do “sweaty minimal house” ao “exotic percussive funk”, todas as músicas que ela toca têm o toque exclusivo de seu bom gosto.

Gu-Mix é um DJ veterano e um dos produtores / DJs da melhor noite de Viena, o Dub Club, que acontece todas as segundas-feiras no club Flex. O Dub Club é famoso por dois motivos: tem o melhor sound system da Europa (bom, é o que dizem...) e lá tocam os mais interessantes DJs que passam pela Austria. O DJ Gu-mix é o idealizador do Dub Club, que começou em 1995 em parceria com Sweet Susie e o MC Sugar B (MC da dupla Kruder & Dorfmeister). A lista de DJs que já passou pela festa é tão grande que é recomendável dar uma espiada no site http://www.dubclub-vienna.com/ para ficar por dentro. KRUDER & DORFMEISTER, DJ.MARKY & XRS FEAT. STAMINA MC, LTJ BUKEM & MC CONRAD, SOFASURFERS, PATIFE, DA LATA, BASEMENT JAXX, LAMB, STEREO MC'S, AFRIKA BAMBAAATA, HEXSTATIC, DJ. SHADOW, DR. ISRAEL, STEREOTYP, MAD PROFFESOR, ADRIAN SHERWOOD, FAUNA FLASH, URSULA RUCKER, MATHEMATICS, D-KAY, ROCKERS HIFI, OVERPROOF SOUNDSYSTEM, DUBLEX INC, IAN SIMMONDS, DJ DSL, UP, BUSTLE AND OUT e TERRANOVA são alguns deles.

* Cabruêra, 25/01

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fotoP_cabruera.jpg

Teatro Odisséia
Cabruêra
25/01 (quarta)
23h
R$ 15, R$ 12 (com filipeta)

* Cabruêra, 25/01

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Teatro Odisséia
Cabruêra
25/01 (quarta)
23h
R$ 15, R$ 12 (com filipeta)

* The Slackers, 29/01

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slackers_rio.jpg

Teatro Odisséia
The Slackers
Abertura: Firebug, La Bamba e Coquetel Acapulco
29/01 (domingo)
17h
R$ 15 (antecipado), R$ 18 (até as 20h), R$ 20 (após as 20h)

* The Slackers, 29/01

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Teatro Odisséia
The Slackers
Abertura: Firebug, La Bamba e Coquetel Acapulco
29/01 (domingo)
17h
R$ 15 (antecipado), R$ 18 (até as 20h), R$ 20 (após as 20h)

MTV Brasil?

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Mais uma pancada na agonizante cena musical/cultural carioca: a MTV decidiu fechar a sucursal de jornalismo que mantinha no Rio há mais de uma década.

Como uma gravadora multi nacional (e o paralelo não é à toa) -- que teima em não aceitar as novidades, lutando contra os avanços tecnológicos -- ao se tornar definitivamente uma emissora paulista, a MTV vai na contra-mão do mundo.

Em plena era da descentralização e democratização da informação, dos blogs, flogs, vlogs, câmeras digitais, podcasts, etc, a MTV se fecha ainda mais em São Paulo, falando de lá para o Brasil, ignorando o formato muitos para muitos que substitui o tradicional um para muitos imposto pelos grandes grupos de comunicação.

As pessoas querem suas regiões bem cobertas, suas notícias mostradas na TV e nos jornais, não apenas receber informações de fora pra dentro. Com o fechamento da sucursal carioca (embora, provavelmente, ainda vá continuar cobrindo a praça de alguma maneira), a MTV se distancia ainda mais da cidade e do seu público.

Talvez a opção seja exatamente focar em São Paulo, embora, para o telespectador, esse não pareça a intenção da emissora. Só aguardando pra saber.

É uma grande perda para o Rio. Mesmo trilhando caminhos duvidosos recentemente, a MTV já comprovou que pode cumprir um papel determinante e positivo, quando se propõe a isso.

1994 -- e o estouro simultâneo de Planet Hemp, Rappa, Raimundos, Skank e outros -- não deixa dúvidas disso. Sempre houve a esperança de que isso se repetisse e foi acreditando nisso que passei pela sucursal, hoje extinta, em 2002.

É uma pena ver o Rio cada vez mais esvaziado, deixando de ser importante até para o próprio Rio.

O terceiro disco do The Strokes, "First impressions on earth" vazou. Várias comunidades dos Strokes no orkut estão disponibilizando links e mais links pra baixar o disco inteiro, zipado. Fácil, fácil.

O terceiro disco do The Strokes, "First impressions on earth" vazou. Várias comunidades dos Strokes no orkut estão disponibilizando links e mais links pra baixar o disco inteiro, zipado. Fácil, fácil.

Suspeito

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vedder_xpress_terra.jpg
Eddie Vedder
foto: Xpress/Terra

Foram 15 anos de espera e, depois do massacre presenciado na Apoteose, pode-se dizer que valeu cada minuto. Tudo bem, a banda está longe do auge, os discos estão cada vez piores. Entretanto, com o repertório construído nesses anos, com a qualidade técnica e com a cancha de palco adquirida, não deu outra: o Pearl Jam fez um dos shows do ano.

Cantando como se o tempo não tivesse passado -- a voz intacta -- e falando com o público em português, entornando garrafas e mais garrafas de vinho, Eddie Veder parecia uma espécie de Jim Morrison domesticado, a rebeldia contida pela índole de bom moço.

Disse o quanto estava feliz de finalmente estar no Brasil, beijou e se enrolou na bandeira verde-e-amarela, deu bordoadas em George Bush ("da próxima vez que viermos aqui o mundo será um lugar melhor, pois Bush não será mais presidente dos EUA"), pediu para a platéia cuidar um dos outros durante o show e puxou um corinho ramônico adaptado, cantando "hey, ho, Rio!".

O resto da banda reproduziu exatamente o que se ouve nos discos, nem mais, nem menos. O baixo de Jeff Ament estalando, a segurança de Stone Gossard na guitarra base e as eventuais presepadas de Mike McCready na guitarra solo. O Pearl Jam disparou hits atrás de hits, músicas obscuras e covers, mostrando que a geléia da vovó Pearl não perdeu o ponto.

Lembro quando ouvi "Alive" pela primeira vez, chegando da praia, com 14 ou 15 anos, tocando na MTV. Era época pré-internet, pré lojas de discos importados decentes até. Fiquei fissurado, queria ouvir aquela música de novo, queria saber como era o resto do disco.

Passei dias ouvindo "Mother's Milk", do Red Hot, forçando semelhanças onde não havia porque -- sabe-se lá por quais associações livres de idéias ou puro desespero -- era a fitinha com sonoridade mais próxima daquilo que tinha na minha coleção de TDKs. Demorou um bocado até uma amiga que morava fora fazer uma cópia e me mandar pelo correio.

Por isso foi engraçado ver adolescentes, com a mesma idade que eu tinha na época que conheci o Pearl Jam, lotando a Apoteose. Uma geração que nasceu junto com o PJ e que hoje pode baixar a discografia completa de qualquer banda do planeta em meia dúzia de cliques, estavam lá, entregues aos coroas. O que não é a força do rádio, que toca a mesmíssima "Alive" até hoje, como se fosse novidade.

Pearl Jam foi a banda da minha adolescência, daquelas de acompanhar de perto mesmo, assinar zine do fã clube oficial. Sou totalmente suspeito pra fazer uma análise distanciada do show. Mesmo atrasado, era uma apresentação que eu não queria passar a vida sem ver, então o que viesse, pra mim estava bom.

Cheguei a assisti-los em 1994, em São Francisco, num mini show acústico, seis músicas apenas, quando a banda participou do tributo anual organizado por Neil Young pra arrecar fundos pra escola do seu filho, deficiente mental, o Bridge School Benefit. No final do evento, no show do Neil Young, Eddie Vedder ainda voltou ao palco pra cantar "Keep on rocking on the free world". Tava de bom tamanho, mas faltava um show inteiro, longo, plugado.

A apresentação privilegiou músicas do primeiro ("Ten") e segundo disco ("Vs."), além de uma ou outra canção de todos os outros, como os ótimos "Vitalogy", "Yield" e "Binaural". Os discos podem ter ficado para trás, porém, pelo que se viu, as músicas continuam com a mesma força, assim como as boas letras e melodias bacanas.

Como todo show do Pearl Jam, muita coisa boa ficou de fora, notadamente "Rearview mirror" e "Wishlist". Entre os covers, além dos já clássicos "I Believe in miracles" (Ramones), "Kick out the jams" (MC5, com Mark Arm, do Mudhoney, que abriu o show, nos vocais) e "Baba O Riley" (The Who), que encerrou o show, teve ainda um medley juntando "Betterman" e "I wanna be your boyfriend (novamente dos Ramones).

Demorou, mas veio. Antes tarde do que nunca.

-------

As músicas:

Last exit
Do the evolution
Save you
Animal
Insignificance
Corduroy
Dissident
Even flow
Leatherman
Given to fly
Daughter
Don´t gimme no lip
Not for you
Elderly woman behind the counter in a small town
Down
Once
Go
Soon forget
Better man / I wanna be your boyfriend
I believe in miracles
Blood
Kick out the jams
Alive
Last kiss
Black
Jeremy
Yellow led better
Baba O'Riley

Suspeito

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Eddie Vedder
foto: Xpress/Terra

Foram 15 anos de espera e, depois do massacre presenciado na Apoteose, pode-se dizer que valeu cada minuto. Tudo bem, a banda está longe do auge, os discos estão cada vez piores. Entretanto, com o repertório construído nesses anos, com a qualidade técnica e com a cancha de palco adquirida, não deu outra: o Pearl Jam fez um dos shows do ano.

Cantando como se o tempo não tivesse passado -- a voz intacta -- e falando com o público em português, entornando garrafas e mais garrafas de vinho, Eddie Veder parecia uma espécie de Jim Morrison domesticado, a rebeldia contida pela índole de bom moço.

Disse o quanto estava feliz de finalmente estar no Brasil, beijou e se enrolou na bandeira verde-e-amarela, deu bordoadas em George Bush ("da próxima vez que viermos aqui o mundo será um lugar melhor, pois Bush não será mais presidente dos EUA"), pediu para a platéia cuidar um dos outros durante o show e puxou um corinho ramônico adaptado, cantando "hey, ho, Rio!".

O resto da banda reproduziu exatamente o que se ouve nos discos, nem mais, nem menos. O baixo de Jeff Ament estalando, a segurança de Stone Gossard na guitarra base e as eventuais presepadas de Mike McCready na guitarra solo. O Pearl Jam disparou hits atrás de hits, músicas obscuras e covers, mostrando que a geléia da vovó Pearl não perdeu o ponto.

Lembro quando ouvi "Alive" pela primeira vez, chegando da praia, com 14 ou 15 anos, tocando na MTV. Era época pré-internet, pré lojas de discos importados decentes até. Fiquei fissurado, queria ouvir aquela música de novo, queria saber como era o resto do disco.

Passei dias ouvindo "Mother's Milk", do Red Hot, forçando semelhanças onde não havia porque -- sabe-se lá por quais associações livres de idéias ou puro desespero -- era a fitinha com sonoridade mais próxima daquilo que tinha na minha coleção de TDKs. Demorou um bocado até uma amiga que morava fora fazer uma cópia e me mandar pelo correio.

Por isso foi engraçado ver adolescentes, com a mesma idade que eu tinha na época que conheci o Pearl Jam, lotando a Apoteose. Uma geração que nasceu junto com o PJ e que hoje pode baixar a discografia completa de qualquer banda do planeta em meia dúzia de cliques, estavam lá, entregues aos coroas. O que não é a força do rádio, que toca a mesmíssima "Alive" até hoje, como se fosse novidade.

Pearl Jam foi a banda da minha adolescência, daquelas de acompanhar de perto mesmo, assinar zine do fã clube oficial. Sou totalmente suspeito pra fazer uma análise distanciada do show. Mesmo atrasado, era uma apresentação que eu não queria passar a vida sem ver, então o que viesse, pra mim estava bom.

Cheguei a assisti-los em 1994, em São Francisco, num mini show acústico, seis músicas apenas, quando a banda participou do tributo anual organizado por Neil Young pra arrecar fundos pra escola do seu filho, deficiente mental, o Bridge School Benefit. No final do evento, no show do Neil Young, Eddie Vedder ainda voltou ao palco pra cantar "Keep on rocking on the free world". Tava de bom tamanho, mas faltava um show inteiro, longo, plugado.

A apresentação privilegiou músicas do primeiro ("Ten") e segundo disco ("Vs."), além de uma ou outra canção de todos os outros, como os ótimos "Vitalogy", "Yield" e "Binaural". Os discos podem ter ficado para trás, porém, pelo que se viu, as músicas continuam com a mesma força, assim como as boas letras e melodias bacanas.

Como todo show do Pearl Jam, muita coisa boa ficou de fora, notadamente "Rearview mirror" e "Wishlist". Entre os covers, além dos já clássicos "I Believe in miracles" (Ramones), "Kick out the jams" (MC5, com Mark Arm, do Mudhoney, que abriu o show, nos vocais) e "Baba O Riley" (The Who), que encerrou o show, teve ainda um medley juntando "Betterman" e "I wanna be your boyfriend (novamente dos Ramones).

Demorou, mas veio. Antes tarde do que nunca.

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As músicas:

Last exit
Do the evolution
Save you
Animal
Insignificance
Corduroy
Dissident
Even flow
Leatherman
Given to fly
Daughter
Don´t gimme no lip
Not for you
Elderly woman behind the counter in a small town
Down
Once
Go
Soon forget
Better man / I wanna be your boyfriend
I believe in miracles
Blood
Kick out the jams
Alive
Last kiss
Black
Jeremy
Yellow led better
Baba O'Riley

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