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A conexão Lost x Cloverfield

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Afinal de contas, existe conexão entre Cloverfield e Lost? O que antes foi sugerido como uma brincadeira aos poucos começa a ser especulado mais seriamente. Com o lançamento do DVD de Cloverfield, fãs descobriram que o logo da Dharma aparece logo no início do filme, quando uma tela de espera anuncia que o filme a seguir foi arquivado como prova do ataque do monstro de Cloverfield à Nova York.

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Mais: uma das protagonistas de Cloverfield, Beth McIntyre, tem o mesmo sobrenome de um diretor da Hanso Foundation. Ainda não sabemos o nível de profundidade das conexões entre as duas grandes instituições de Lost (a Hanso e a Dharma), mas uma delas poderia ser dona de uma das corporações de Cloverfield (a japonesa Tagruato, por exemplo), que fabrica a bebida Slusho, produzida a partir de algo conhecido como "o néctar do fundo do mar". A Slusho é a empresa para onde o protagonista de Cloverfield, Rob, irá trabalhar - daí o motivo da festa-surpresa que dá início ao filme do monstro. Talvez o senhor McIntyre estivesse disposto a tirar sua parente (filha? sobrinha?) de Nova York antes do ataque do monstro - e conseguisse isso arrumando um emprego para seu namorado.

Ainda há as estranhas fixações nos números malditos (seis e 108 recorrentes em ambos) e o fato de o barulho do monstro de Cloverfield lembrar o som do monstro de fumaça de Lost, o logo da Dharma na cauda de um tubarão dando a entender que eles também lidam com experiências com animais aquáticos, uma promoção da Slusho em convênio com uma companhia aérea cujo nome lembra "Oceano", traduzido do japonês e o fato de Michael ter saído da ilha rumo à Nova York.

Temos também um bom tempo para os fatos acontecerem: os sobreviventes do acidente com o vôo 815 da Oceanic estão há poucos dias do fim de 2004 e sabemos, graças ao primeiro flashforward no final da temporada três (em uma data num jornal), que os acontecimentos de Lost vão ocorrer entre 2004 e 2007. Cloverfield, por sua vez, ataca Nova York na noite do dia 22 de maio de 2009 - só no ano que vem. E Lost está confirmada - e com última temporada agendada - para continuar no ar até 2010. Pensando que podemos ter pelo menos mais duas ou mais seqüências ou filmes relacionados a Cloverfield (eu aposto em seis por conta do slogan da Slusho, "You can't drink just six") a partir ainda deste ano, não é difícil supor que a franquia cinematográfica possa durar também até 2010.

Basta saber o que vai acontecer na próxima temporada de Lost. Em cada uma delas, um tema domina a série, fazendo as atenções dos fãs se prenderem a uma série de enigmas que, no fim das contas, perdem a importância. Foi assim com o primeiro ano meio reality show, quando os sobreviventes ainda se conheciam. No segundo ano foi a vez da escotilha e dos números malditos. No terceiro, os Outros. Agora é a vez da viagem no tempo. Se na quinta temporada começarem a falar em seres humanos mutantes e experiências genéticas, vamos ter dado um passo grande para um cruzamento entre os dois títulos de J.J. Abrams.

Mas, claro, há a possibilidade de que tudo seja jogado aleatoriamente para criar a expectativa entre os fãs. Basta botar o loguinho de um seriado num filme e você faz com que fãs de um corram para ver o outro - e vice-versa.

Só que imagine a oportunidade desperdiçada. Lembre-se que um dia foi assim com os quadrinhos de super-herói - imagine o espanto que um fã de quadrinhos teve quando descobriu que a Gotham City de Batman pertencia ao mesmo universo da Metrópolis do Super-Homem - e que os dois poderiam se encontrar e trabalhar juntos! Estamos vendo uma mutação semelhante acontecer aqui, só que com outras mídias, outros formatos, outras dimensões. Se Lost e Clovefield criarem um universo particular da ficção de J.J. Abrams - que pode juntar ainda Felicity, Alias e o próximo Jornada nas Estrelas, que ele também está produzindo - daremos um salto descomunal na percepção do entretenimento atual, além do Jota Jota criar seu próprio ambiente de ganhar dinheiro (como George Lucas e Steven Spielberg fizeram há três décadas) e dar mais fôlego para a indústria de entretenimento como um todo. E não custa lembrar que a próxima série de Abrams, Fringe, tem como tema um cientista cuja obsessão é a mesma do Dr. Frankenstein e da Tyrrell Corp: criar vida artificial.

Se não for tudo isso, pelo menos a idéia foi lançada - e alguém tentará algo tão megalomaníaco no futuro, com certeza. Vacilo do J.J., se ele só tiver jogando essas migalhas à toa.

Mas mais uma pequena coincidência une Lost e Cloverfield - suas sinopses. Em ambos títulos, um grupo de pessoas tenta sair de uma ilha em que coisas estranhas ocorrem após um acidente.

Hehehehehe

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Comments

Com certeza tem, sabe aquela palestra que tem na web do jj falando sobre a caixa e tal... ali percebe-se clareamente que ele(s) não estão brincando, e que no final de contas o episódio final não será daqueles "e eles acordaram de um pesadelo, dãh".

E mesmo admitindo que cantei bola errada, ainda acho que tem relação de felicity com a lambança toda, estou até me programando para ver o Alias - que nunca tive oportunidade de tempo para assistir, só para ver se é possível encontrar algum gancho, se isso é estratégia de marketing eu já cai faz tempo e tenho certeza que não sou o único.

aliás já se sabe em que episódio o padre voador irá aparecer? :)

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