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Marketing Monstro

Cloverfield é muito mais do que parece ser...

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Me amarro nesse tipo de cinema montanha-russa. Não curto pipoca e acho um saco o povo conversando durante a sessão, mas a equação “tela gigantesca + som absurdo + enredos inverossímeis” é um dos principais motivos para eu ainda ir ao cinema – e a maioria dos filmes que me levam para a sala escura são filmes de ação. Não me leve a mal – meus cineastas favoritos ainda vivos são Cronenberg e os irmãos Coen, mas fazem filmes que cabem na tela da TV. Já épicos de som e fúria como este Cloverfield são feitos para serem assistidos no cinema. Esse tipo de cinema de ação é uma das molas-mestras de Hollywood (junto com o sistema de atores-celebridades) e é um dos principais avanços da história recente da sétima arte. A criação, à base de efeitos especiais (tanto em áudio quanto em vídeo), movimentação de câmera e proporções gigantescas, de um parque de diversões para os sentidos que gruda o espectador por toda sua duração na poltrona é, essencialmente, cinema. O filme de ação – filhote do filme policial (que trouxe o faroeste para as ruas de hoje, via Bullit, Operação França e Dirty Harry) com o blockbuster de tirar o fôlego (inventado por Spielberg e Lucas no final dos anos 70) – faz exatamente o que grandes autores do cinema se pretendiam: envolve o espectador com um ponto de vista específico para gerar visões espetaculares. Seus detratores ficam procurando pelo em ovo (atuações? Verossimilhança?) em vez de perceber que isso é acessório.

Tudo isso para dizer que recomendo pacas o monstro Cloverfield, a nova brincadeira de J.J. Abrams, o produtor de Lost. Mas tem que ver no cinema. Tratado como uma evidência de um recente ataque gigantesco à Nova York, ele começa como o registro de uma festa de despedida sendo filmada por um dos amigos de um dos protagonistas para transformar-se em uma fuga pelas ruas de uma cidade sendo destruída por um monstro gigantesco – vocês viram os trailers. Assim, sua cinematografia tem a estética amadora que é tão popular em tempos de celulares que filmam e vídeos caseiros no YouTube – com a pequena diferença que há um monstro em algum lugar destruindo tudo. Daí a correria ser prima das dos filmes de Fernando Meirelles, o pânico ser irmão dos registros das conseqüências de atentados terroristas e a tensão ser sobrinha-neta do Spielberg que dirigiu Tubarão, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e Parque dos Dinossauros. Cloverfield é a Bruxa de Blair levado à potência de Jerry Bruckheimer. Não é à toa que as salas de cinema nos EUA estão colocando advertências para avisar gente de estômago fraco que a experiência na telona pode causar efeitos colaterais semelhantes aos de uma montanha-russa. Não é exagero – e isso é um dos grandes méritos do filme.

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Mas, peraê, Cloverfield pelo jeito não é um filme. É um teaser de algo muito maior.

(A partir daqui vou falar de acontecimentos relativos ao filme. Por isso, se você ainda não o assistiu e vai continuar lendo, corre o sério risco de descobrir coisas que não gostaria. Prometo me conter para não entregar o ouro em si, mas não dá pra discutir o que vou falar adiante sem comentar o enredo ou alguns detalhes que, se não chegam a estragar o curso da história, podem tirar a graça de algumas partes do filme. Ou seja: estamos entrando no território dos spoilers. Falando nisso, lembrei de uma história de um cara que foi traduzir um texto para um lugar onde eu trabalhava e no lugar de “spoilers ahead” [uma advertência semelhante – embora mais curta – a esta que estou fazendo aqui] o cara mandou “saqueadores adiante”, uma tradução “to the foot of the letter”. Esteja avisado, vambora. Pra não correr o risco, embace a visão até ver o flyer da Gente Bonita passada.)

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Então, você já ouviu falar em Slusho?

Se você assistiu Cloverfield, sabe que Slusho é a empresa que contratou o protagonista Rob Hawkins (o personagem de Michael Stahl-David) como vice-presidente – justo o motivo da festa de despedida que sua cunhada Lily (Jessica Lucas) organizou e que dá início às filmagens.

Mas Slusho também é uma bebida, lançada em 2005 no Japão. Uma bebida que deixa as pessoas mais felizes e causa uma estranha sensação no estômago – e cuja substância secreta é algo retirado de perfurações no oceano e referido como “néctar do leito do mar”, em seu site oficial. Site que, por sinal, é um freak show fingindo-se de nipomarketing – suas seções beiram o bizarro e personagens bonitinhos e engraçadinhos dizem frases sem sentido aparente.

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A bebida apareceu pela primeira vez em um episódio de Alias, série que também era produzida por Abrams, e já foi vista na mão do elenco de Heroes. Na ComiCon do ano passado, foram entregues várias camisetas da marca ao público. Mas quando visitamos o site da companhia que criou a bebida gelada, a Tagruato, descobrimos que eles pesquisam aceleradores do crescimento celular (?!) e que é uma companhia de perfuração oceânica que descobriu o tal néctar – que é a base da bebida de sucesso (“você não pode beber menos do que seis”, diz seu slogan).

Em paralelo, não há uma linha do tempo definida, pois o ataque do monstro na história não acontece na data da estréia do filme nos EUA (18 de janeiro de 2008) como a campanha publicitária fazia parecer. Não há registro na câmera sobre o ano dos acontecimentos – apenas o dia e mês da gravação. Dia 23 de maio, um sábado. O detalhe é que a próxima vez que esses dias coincidirão será no ano que vem! A destruição da plataforma de perfuração da Tagruaro próxima à Nova York, considerada a primeira manifestação propriamente dita do monstro na superfície (além de um dos mais recentes teasers do filme), também não tem data definida – e da mesma forma pode acontecer no futuro.

E se você já viu o filme, sabe que há uma trama paralela disfarçada de incompetência do cinegrafista. Ao começar a registrar depoimentos dos amigos de Rob para ele levar como um presente de despedida, o amigo Hud (o ator T.J. Miller) usa a mesma fita (engraçado ser uma fita em tempos de gravação digital) que Rob havia usado há pouco tempo para gravar outro evento, pessoal, que tem ligação com a história depois que o monstro ataca a cidade. Vez ou outra, a filmagem falha e vemos trechos do filme que está sendo apagado. E bem no final, a gravação do dia do ataque do monstro termina antes da fita acabar – e assistimos aos últimos minutos do vídeo original, que acontece num parque de diversões. Ao fundo dá pra ver algo vindo do céu e caindo na água. Uns disseram que poderia ser o próprio monstro vindo do espaço, outros dizem que foi um satélite da Tagruaro que acordou o bicho que estava dormindo há milênios no fundo do mar ao cair. Mas alguma coisa acontece ali.

O mesmo acontece no final dos créditos, depois de doze minutos de texto, quando é possível ouvir só um gemido que parece dizer, sussurrando, “Help us”. Mas como nerdismo pouco é bobagem, já houve quem converteu o som de trás pra frente e descobriu que o sussurro, na verdade, diz “It’s still alive!”. Fora a Overture Roar, composição exagerada que encerra o filme, que pouco a pouco vira um pequeno hit de downloads.

Além disso, o site jamieandteddy.com foi criado como um servidor para a troca de correspondências em vídeo do casal Jamie e Teddy. Mas depois de mandar um presente para Jamie, Teddy desapareceu. Em uma série de onze vídeos postados no decorrer do ano passado, Jamie reclamava da falta do namorado, até decidir abrir o presente enviado. Nele, ha uma substância rotulada de “prova número 1” que Teddy avisa para Jamie “não comer” e um celular em que seu namorado manda uma mensagem, em que dizia que aquilo não era uma brincadeira e que ele talvez ficasse um tempo sem dar notícias, para ver como sairia dali. Jamie, com raiva, come a substância e, bem, veja os vídeos. A senha para acessar ao site é “jltovesth” – mas todos eles já estão no YouTube.

Fora perfis no MySpace para os principais personagens, uma série de denúncias anônimas sobre a Tagruato, um sujeito que fala algo em russo com o personagem que filma tudo e um grupo de hackers terroristas querendo sabotar a corporação. As fotos em um dos sites oficiais do filme mostra uma imagem de uma baleia destruída na praia e um cozinheiro apresentando orgulhoso um prato indefinido. Atrás dele, um vidro enorme com um produto branco parece brilhar. Nas costas da foto, uma receita que inclui o tal “néctar do leito do mar” – só que escrita em japonês.

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Tem um certo humor Matt Groening na natureza de Slusho, pois a bebida remete a alguns episódios de seus seriados. O primeiro é o Squishee que Bart e Milhouse tomam puro (para horror de Apu, que vende do mesmo jeito) no episódio “Boy Scoutz ‘N the Hood” da quinta temporada dos Simpsons – Bart toma e a parada bate de um jeito que ele começa a falar mais rápido. E tanto aos salgadinhos Popplers e ao popular refrigerante Slurm (seu slogan é “It’s highly addictive!”) em Futurama. Enquanto os primeiros, depois de um tempo, abrem e se revelam filhotes simpáticos alienígenas, o segundo é a secreção líquida de um monstro gigante (!). Slusho pode não ser gosma de monstro, mas deixa essa idéia no ar (mesmo porque uma das personagens do filme morre um bom tempo após ser atacada – sua barriga explode. E uma das frases no site de Slusho diz que a bebida faz “sua barriga explodir de felicidade”. Que porra...).

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Além disso, temos o monstro, que até agora não foi explicado. Mas há algo humano em seu caminhar – ele se move como uma pessoa andando deitada de costas, só que com a cabeça no meio das pernas. Não ajuda muito o fato do site da Hasbro que anuncia o brinquedo não ter uma foto – e, entre as especificações, dizer que o bicho tem duas cabeças intercambiáveis... Nem que Abrams já ter dito que o monstro age como um bebê (será que tem uma mãe – clichê clássico de filme de monstro – a caminho?)...

E inevitavelmente uma seqüência para Cloverfield já está sendo especulada, mas com um twist. Em vez de uma continuação – para tentar explicar que raios está acontecendo em Nova York, o diretor já falou em uma Cloverfield: Fita B, que aconteceria em paralelo aos eventos do primeiro filme. Reeves até disse o momento em que deixou em aberto para uma seqüência, quando o cinegrafista filma outra pessoa com uma câmera na mão. Pode ser uma intersecção entre os dois filmes.

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Mas as especulações não param aí. Há quem diga que existam relações entre o monstro e a série Lost – a ilha perdida, o evento magnético que fez o vôo 815 da Oceanic cair e até o tal monstro de fumaça poderiam ter alguma relação com Cloverfield. Se alguém contestar sobre o fato da festa de Rob acontecer em 2009 e o vôo Sidney-Los Angeles ter acontecido em 2004, é bom lembrar que o tema viagem no tempo foi sugerido pelos criadores da série logo depois que a terceira temporada encerrou, com um vídeo tutorial da Dharma em que um mesmo coelho aparecia duas vezes no mesmo lugar – isso inclusive joga uma outra luz sobre os recentes episódios da série. E como não dá pra perder o bonde da história, não duvide se J.J. falar no assunto – e criar uma ponte – no próximo filme de Jornada nas Estrelas, que está sob sua supervisão. Exagero? Não custa lembrar que estamos falando do cara que agradeceu à Fundação Hanso (uma das corporações que manipularia a história de Lost) no final de Missão Impossível III, que ele dirigiu (e esse filme ainda contava com uma máquina de destruição chamada "Pé de coelho"). E se o Slusho for o que dá superpoderes aos heróis de Heroes? Não duvide que em pouco tempo haverá malucos indo assistir Cloverfield com In Rainbows no fone de ouvido (a propósito, qual a duração de ambos?).

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Todas essas pistas, dicas, teorias e sacadas de marketing vêm acontecendo desde que o primeiro trailer do filme apareceu, no meio do primeiro semestre do ano passado, quando Transformers foi lançado. Abrams pegou a lógica por trás do marketing de A Bruxa de Blair e aplicou o conceito de contexto à fábrica de hype. Não é mais simplesmente “o novo vem aí”, mas todo um universo recontextualizado a partir do tal novo que vem aí. E isso é uma das principais características do pop atual. Em busca de contexto que (n)os ajude a montar o quebra-cabeças, devotos, fãs e curiosos podem ajudar a desvendar mistérios fabricados para serem complicados. Isso hoje faz muito mais sentido do que simplesmente assistir a um filme ou ouvir um disco. Precisamos de contexto para entender o mundo em que vivemos e todo o bom marketing atual ajuda a construir este (ironicamente, isolando-nos em bolhas de conhecimento infinito, longe da chamada vida real – mas o que diabos é isso mesmo?).

Esse é um dos principais diferenciais da era em que estamos vivendo. O hype serve pra isso – pra contextualizar, pra explicar o que está ao redor da história ou do protagonista, para que não fiquemos presos a apenas um ponto de vista sobre um único assunto. Se Cloverfield tem ou não ligações com Lost, Heroes ou Jornada nas Estrelas não importa, o fato é que estamos vivendo uma época em que as mais estapafúrdias teorias de conspiração merecem um mínimo de atenção. Isso significa que estamos ficando paranóicos? Talvez.

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Philip K. Dick dizia que todos os animais têm uma certa paranóia natural que, por não ser racional, funciona como um sentido de alerta, de vigília, de estar pronto para se defender a qualquer minuto, nem que seja atacando. E que o ser humano, através do conforto que a tecnologia nos provê, perdeu esse sentido. Numa década em que as máscaras estão sendo arrancadas de um jeito ou de outro (e verdades vêm à tona quase sempre de forma agressiva), não custa nada ficar esperto e não aceitar o que lhe é vendido como certo.

Já canto essa bola há uma época: paranóia é precaução.

PS – E é gata, essa Odette Yustman...
PS 2 - Não duvido que tenham uns quatro filmes enfileirados (ou talvez... seis?)

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Comments

Texto excelente, interessante e esclarecedor para aqueles que não entenderam o universo complexo do J.J e seu filme-monstro.

Matias,
O que que há na água desse J.J., hã?
Acho que comia terra com minhoca quando criança...
Agora sério: pode até não ser tudo arquitetado com antecedência...ou, como um Tarantino viciado em videos trash, ter batido num liquidificador pop um monte de referências, sei lá...
tergiverso...
...
Pergunta: vc lembra de um filme trash de 85, crááássico de monstro da sessão da tarde, chamado aqui de "A Coisa"?
Rolava um lance comestivel também, lembra?
http://imdb.com/title/tt0090094/

Esse o truque do cara, ele tem a resposta final e eh soh isso q ele precisa saber. sabe q dah pra florear aa vontade, q neguinho vai acompanhar. Lost, por exemplo, eh janela aberta toda semana pra nova teoria da conspiracao e ciencia fringe (nao eh aa toa q o novo seriado dele tem esse nome...). Se ele tivesse tudo premeditado, seria um nerd cascagrossa, mas o truque do cara eh surfar em cima de temas em aberto (os Klaxons tambem fazem isso com as letras, presta atencao...) - e deixar a galera vir junto.

Agora, tu quer pirar nesse papo do A Coisa? Tinham dois filmes nos anos 80 com nomes parecidos (um era esse The Stuff q tu falou e ou outro era o The Thing, que foi traduzido pro portugues como O Enigma que Veio do Espaco ou coisa do tipo). Esse ultimo filme (dirigido pelo Carpenter, com o Kurt Russel) era um remake de um classico de ficcao cientifica dos anos 50 e contava a historia de um meteoro que cai na Antartida e traz um parasita alien pro polo sul. Se voce assistir aos dois filmes (o Thing e o Cloverfield) vai achar algumas semelhancas esteticas com o monstro...

Russell + Carpenter? O filme anterior dos dois era o Fuga de Nova York, cuja imagem do poster era a cabeca da estatua da liberdade atirada em alguma rua da cidade...

Vai vendo...

Alexandre, magistral a compilação de material! Parabéns! :)

"All your Slusho is belong to us!"

Porra, Matias, bem lembrado esse poster do Escape from New York, hã?
É, concordo contigo, o cara é craque em plantar um monte de referências em suas produções, pros fãs passarem mais tempo que os 90 minutos do filme envolvidos...é como ví em algum lugas (aqui?), Lost, p.ex. não é apenas um seriado, é um jogo.

Foi o Carlão do Lost in Lost q mandou essa no Link da semana passada:

http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=12970

clap!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

legal a compilação do marketing. faltou só falar do mangá que precede a história do filme.

o bicho me pareceu uma cruza de lagarto com morcego sem pele na asa, saca?

acho normal o JJ intercruzar o marketing com suas próprias criações [Alias, Lost] e usar a dos outros [MI:3, Star Trek] pra ajudar a promover seus lances novos - mas não vou tão longe de dizer que é tudo uma história só, estilo Tarantino naquele curta com o Selton Melo.

na real fora a graça de desvendar e montar o quebra-cabeça [e ele em si ser o marketing mais importante - reality game etc], pra mim o JJ Abrams não tem muito o que mostrar no fim das contas, por isso esconde tanto. é o jeito de jogar uma água pra render.

e posso estar falando merda: LOST é remake do ELO PERDIDO. hahahahh

matias, o nome do filme do carpenter no brasa é "o enigma do outro mundo". beeeelo filme...

Acho q tu ta menosprezando o cara. O q ele tah mostrando (o jogo em si) nao eh ter o q mostrar? O filme eh soh a isca...

E essa do Elo Perdido eu tinha ouvido falar. Eu tou entre a teoria do Carlao (da Terra Oca) e de um Total Recall + Vanilla Sky pra redimir culpa, a Dharma eh uma empresa de viagem virtual q, na trip, vira uma mega corporacao.

Mas jah ouvi dizer q eh remake da Ilha da Fantasia e q o Ben eh o senhor Rourke... hahahaahaha

esse!

VERY NICE.

Já tava acompanhando essa história toda meio de canto, mas esse teu post FECHOU a questão (no sentido de ABRÍ-LA).

[ns]

sono....

bullshit

o cara quis fazer um filme inteiro usando a mesma "tecnica" (embora melhorada com um design de audio melhor) da bruxa de blair (guardadas as devidas proporcoes, igualmente irritante...ok, bruxa de blair foi bem mais horrivel), inventou uma historia de monstro so pra ter o que contar e eh isso.

forcadissimo e gratuito, mas eu bem queria uma camera e uma fita daquela, que sobrevivem a ataques de monstro e bombardeios master.

que porra..

como é que a Merlena morre?ningém sabe vai ..... só suposições hã?

Bela coletânea de referências...Quero tomar uma Slusho agora!

Mas fiquei com uns lances na cabeça: tem propaganda pra NOKIA bem aparente e mais de uma vez... patrocínio?

SPOILER: E aquele coreano que aborda o mocinho na rua e fala umas paradas na hora da correria? Não seria o dono da verdade?


Valeu Malg...

Nao soh da Nokia, tem vaaaarios patrocinadores. O filme eh uma pequena aula de product placement, o cara insere marca em lugares improvaveis.

E o cara na rua nao eh o sujeito q fala russo?

pode ser...sei que era uma lingua que nem eu nem o mocinho entendemos. e aí?

Cara parabéns, seu texto, assim como Cloverfield, prende do começo ao fim. Ótimo!

tah e esse filme nao eh mais um daqueles jogos de realidade alternativa? o q faz o jogadores correrem atras de informaçoes?

bom se for eh um puta de um jogo.

sei q mutos ja viram o site das fotos e tbm a receita q existe atras da foto do "japa" uma receita escrita, tbm q existe um numero no canto do recado(3912), tbm sei q todos ja ouviram falar da ultima cena em q cai algo na agua


pra incurtar, gostaria q vcs vissem isso http://pt.wikipedia.org/wiki/3912_Troja

se possivel mandasem seuas teorias e opiniões


vlw

o/

Um outro detalhe que talvez possa entrar no meio desse bolo todo, incluindo lost... o seriado Felicity que foi criado pela dupla J.J. Abrams
Matt Reeves em seus dois últimos episódios (da quarta temporada) envolveu viagem no tempo, bruxarias... enfim, é esperar para ver.

Alexandre, se tiver um tempo dê uma olhada neste meu post:

http://popsalva.wordpress.com/2008/03/11/dica-da-querida-dorismarketing-mons/

acho que encontrei mais uma evidência de contexto entre os trabalhos dos caras. Se quiser, pode até apagar este comentário.

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