O pote de ouro

O assunto Radiohead 2007 mal começou. Olha a Time:
Aí entra o Bob Lefsetz e vai além:
This is the industry’s worst nightmare. Superstar band, THE superstar band, forging ahead by its own wits. Proving that others can too. And they will.
This is what happens when you sell twenty dollar CDs with one good track and sue your customers for trading P2P. This is what happens when you believe you’re ENTITLED to your business. This is what happens when music is a second-class citizen only interested in the bottom line.
There’s no testimonial to Jimmy Iovine on inrainbows.com. No thanks to Rick Rubin, never mind Lyor Cohen. Radiohead doesn’t need those stinkin’ badges. They’re THINKING FOR THEMSELVES!
What did that button say back in the sixties? "Question Authority"? That’s what Radiohead is doing here. They’re not holding back, saying their hands are tied, but are forging into the future.
You can’t make a TV show by yourself. Certainly not a movie. Not that anyone can see. But you can make a record all by your lonesome, it doesn’t cost that much. And you can say exactly what you want, you don’t need to clean it up for Wal-Mart. And, you can distribute it yourself online. That’s what Radiohead is doing.
Will they make a deal with a major for physical distribution? Will they do it themselves? Or will they leave ALL that money on the table? Shit, that would blow MY mind.
Resumindo a ópera, o Radiohead fez o que muita gente (eu inclusive) esperava que o Los Hermanos fizesse quando seu contrato com a Abril terminou e eles preferiram lançar o Ventura pela SonyBMG a lançar por conta própria. Só que agora não é uma banda brasileira promissora com um culto de fãs cada vez mais obediente. É a banda mais importante do mundo em atividade erguendo a mesa onde antes negociava seu trabalho com engravatados. Eles nem perceberam a inclinação da superfície. Em pouco tempo, a mesa vai virar.
Resta só agora ver se o Michael Moore faz um filme sobre direito autoral. E, em vez de deixar vazar online como fez com seu Sicko, usar a rede como veículo de distribuição.
Comments
O que me assusta um pouco, é no Brasil, onde a coisa toda de mercado da múica está muito mais complicada e e confusa, neguinho parece não estar dando a mínima.
A reação no orkut e na pequena blogosfera musical brasileira foi muito aquém do que eu esperava quando comecei a postar ontem às 22h (http://ymskblog.blogspot.com), mais do que fascinado por toda essa história. Os sites 'oficias' só foram publicar a notícia hoje depois do almoço. Tenho poucas esperanças de ver o assunto na capa dos cadernos de cultura.
Ora, num país que acaba de ver um vazamento de proporções únicas (falo do tropa, claro), em que as gravadoras estão patinando (music pac, cd zero) para vender música declaradamente comercial (sandy & junior, ivetão, capital inicial), num país com uma cena independete que posa de moderna com seus tramasvirtuais e seus cubos cards, era esperado que a reação fosse um pouco maior não acha?
Não espero que o Gil venha pessoalmente se pronunciar sobre o assunto, mas seria no mínimo saudável que todos essa massa que visita as comunidade de compartilhamento de arquivo no orkut mostrassem algum entusiasmo ou pelo menos entedesse o quanto isso é (ou parece ser) revolucionário e o quanto isso poderia mudar o jogo aqui no Brasilzão.
Posted by: Livio Vilela | outubro 1, 2007 10:28 PM
cara, faz uma seção no teu blog pra vc postar mp3s das bandas independentes nacionais sobre as quais vc escreve.
abraço
Posted by: Talking Radiohead | outubro 2, 2007 12:31 PM
já pedi, mas ainda num me deram retorno! mas de hj num passa =*
Posted by: dani | outubro 2, 2007 2:07 PM
na Zero Hora, de Porto Alege, de hoje saiu no segundo caderno uma folha inteira sobre a iniciativa deles. Infelizmente, o Miranda deu um comentário completamente equivocado sobre a situação, ele entendeu que a banda estava oferecendo o disco para download desta forma para os fãs entenderem o quanto prejudicam seus ídolos baixando discos...
Posted by: arlen | outubro 3, 2007 2:26 PM