« "Back Seat Of My Car" - Paul McCartney | Main | "Good People" - Jack Johnson »

Já é

Aeroporto tinindo, trincando de novo, o Zumbi dos Palmares faz bater os dentes até do visitante mais anticalor que Maceió pode receber – não era o meu caso, mas o frio vinha avassalador. Novinho em Folha, o aeroporto cheira a frigorífico e um ar condicionado power me gela-me os ossos feito filme de terror. Não deixa de ser assustador: tremendo aeroporto, completamente vazio, gelado por dentro e exibindo um sol escaldante do lado de fora. Sinto como se estivesse no aeroporto de Fenda no Tempo do Stephen King ou no shopping de A Madrugada dos Mortos, de George Romero: a qualquer minuto, o desconhecido vai entrar por aquelas portas de vidro e invadir geral.

Mas estamos no Brasil e a nóia com a violência é importada – invadamos nós. Do aeroporto pro calor das Alagoas (que não desce dos trinta, no máximo à noite), atravesso Maceió rumo ao Lagoa das Antas, onde os “gringos” (convidados, imprensa, bandas) ficarão hospedados. “Gringos”, expressão dita com uma ironia atravessada na garganta, são os cariocas e paulistanos que visitam a cidade – representantes do eixo Rio-SP que podem nem serem nascidos no sudeste (Gabriel do Autoramas é de Brasília, Catatau do Cidadão é cearense) mas foram respaldados por cidades que não são as suas. “Gringos”, expressão que carrega todo o escárnio sentido pelos locais: esses sujeitos que têm mais dinheiro que a gente.

Em Maceió, o simples fato de entrar na cidade pelo aeroporto te faz gringo. O ar condicionado lembra à alma que você não é dali, ou, se é, está deixando de ser. O frio como uma zona de transferência, uma doca social entre dois ambientes, um que voa com freqüência e um que admira e inveja esses que voam. Em Alagoas, índices sociais quase no fundo do poço, essa diferença fundamental do Brasil cresce aos olhos, pobreza e miséria de diferentes nuances vêm lembrar à caravana de turistas que, belas praias, belas praias, mas isso aqui é o terceiro mundo.

Maceió é um imenso amontoado de pequenas cidades do interior, como se centenas delas migrassem do agreste para o litoral para não morrer de fome e, quis o destino, sobreviveram melhor unidas, sem fronteiras. Pelas inacreditáveis distâncias percorridas em uma cidade com menos de um milhão de habitantes, é possível ver diversas pracinhas, com casas de fachada portuguesa, árvores frondosas, carrinhos de pipoca. Não há neon nem placas com luzes fluorescentes, as lojas se anunciam pintando letreiros nas paredes, como se ainda fossem os anos 50 ou 60. Pouquíssimos carros (o “engarrafamento” anda a 20 por hora) e muita gente a pé, belíssimas praias sujas pelo descaso. Não há prédios com vinte andares, avenidas caóticas, poluição visual ou sonora nem a vocação para a metrópole. A noite é um imenso barzinho, quase sempre de terra batida ou mesa na calçada.

Cenário mais do que improvável para um festival de música independente? Analisando superficialmente, sim. Afinal, nem Alagoas nem Maceió têm tradição em revelar nomes musicais para o resto do país, como seus estados vizinhos: fora Hermeto Paschoal e Djavan, que raramente são associados a seu estado de origem, pouco se sabe da música que sai daquele estado. Ainda paira sobre Alagoas o fantasma de PC Farias e a sombra de Fernando Collor, embora que, ao mesmo tempo em que estes montavam seu império com sede em Brasília, uma geração de músicos começasse a, lentamente, colocar a cidade no mapa.

O pioneiro foi o grupo Living in the Shit, cujo nome, sintomático, denunciava a falta de perspectiva do cenário local. Era a fagulha necessária para dar ignição à cena. Depois do Living, vieram bandas como Oito, Ball e Santo Samba, cada uma acrescentando um pequeno tijolo na incipiente cena alagoana do final do século vinte. Das fileiras destas bandas saíram nomes que ajudaram a cidade se estabelecer como um pequeno celeiro musical, com atmosfera, tempero e sotaques culturais próprios, longe de estar à margem de Recife ou Salvador.

Se a cidade nada tem de metropolitana, o mesmo não pode ser dito de parte de seus habitantes. Há um pequeno mas expressivo público para cultura independente, mais interessado nas novidades da cidade do que buscando fugas para o aparente tédio local. Gente que, com piercings, dreads, tatuagens, cabelos coloridos e sem preconceitos sonoros, fura só nos anos 00 do novo milênio uma barreira pela qual as principais cidades do Brasil atravessaram entre 1969 e 1996 – do pós-tropicalismo ao pós-mangue beat. Essa chegada tardia de Maceió ao cenário pop brasileiro, no entanto, não deformou os ares locais, como aconteceu em cidades como Curitiba (coesa mas esquizofrênica, segura de si mas sem rumo), Salvador (onde a axé music transformou roqueiros em xiitas), Florianópolis (que só faz quando tá com vontade, os verdadeiros novos baianos) e Belo Horizonte (cuja síndrome de inferioridade sob Rio e SP a faz esquecer que alguns dos nomes-chave do pop Brasil dos 90 [Sepultura, Pato Fu, Skank e, sem julgamento de valor, Jota Quest] vieram de lá). Tanto que os principais nomes da cena local não parecem emular bandas “gringas” – sejam internacionais ou do dito “sul maravilha”. Há um som que é da cidade. Todos os principais nomes da cena pós-Living buscam uma sonoridade que, ao mesmo tempo desalinhe a evolução urbana atrasada de Maceió e mantenha as características de uma pequena vila de pescadores que parece persistir nas metáforas e no clima quase sempre ensolarado – se noturno, ao menos quente – dos luminares da cidade (soando igualmente alagoano, cosmopolita e universal).

Estes são três, não por acaso os melhores shows da primeira edição do Festival de Música Independente, da infame sigla FMI, que aconteceu no último fim de semana de março, na capital de Alagoas. Wado, Mopho e Sonic Jr. Consagraram-se como o tripé fundamental da música da cidade, ao redor das quais orbitam nomes como os locais Xique Baratinho e Marcelo Cabral & Trio Coisa Linda, e novatos equivalentes de estados próximos como o paraibano Jackson Envenenado, o potiguar Experiência Apyus, o pernambucano Negroove e o mestiço Pedra de Raio (das ex-comadre florzinha Telma César, de Alagoas, e Renata Mattar, de São Paulo), todos convocando sonoridades distintas (forró, MPB, rock clássico, choro, funk, samba, música regional, indie rock, reggae) que se mesclam à medida em que cada grupo puxa determinados ingredientes do parêntese acima para compor o seu guisado musical. A música de Alagoas já absorve a tendência ao amálgama musical, pulando a fase da justaposição (funk metal, forró-core, ska com rap, indie com bossa) pela qual todo grande centro pop brasileiro já ultrapassou.

Mas antes dos shows memoráveis do sábado e domingo, a abertura do FMI na sexta, sem querer, teve cara de carta de intenções. Chamou um baiano e um pernambucano contemporâneos dos movimentos musicais que sagraram suas cidades no mapa pop brasileiro – o tropicalista Tom Zé e o mangue beat do Bonsucesso Samba Clube – e dois representantes locais da música alagoana, clássicos senhores, Chau do Pife e Tororó do Rojão. O primeiro, que se fosse metido à besta se apresentaria como Charles do Pífano, é um Louis Armstrong do forró. Conduzindo standards do gênero com a sutileza e a reverência de um mestre, Chau só parava para agradecer a oportunidade de tocar para aquele público e para falar da própria feiúra. O segundo, o forrozeiro classudo Tororó do Rojão, anunciado como uma espécie de ancestral de Genival Lacerda, mas que, na prática, localiza-se entre o sambista Riachão e o pagodeiro Moreira da Silva – um malandro clássico, terno branco e tudo o mais, que aconteceu de nascer nas Alagoas em vez de na Lapa carioca. Juntos, Chau e Tororó em nada parecem remeter à nova geração do pop alagoano, mas essencialmente têm, juntos a mesma qualidade que partece unir a música de Maceió – a reverência e a irreverência simultânea, como se respeitar e rir fossem o mesmo verbo.

Entre os dois, Tom Zé tirou um atraso de toda uma carreira para com a cidade, onde só tinha se apresentado em 1962, cinco anos antes de iniciar sua carreira discográfica, quando ainda era apenas estudante de música na Federal de Salvador. E o fez em grande estilo, executando um pout-pourri não apenas de suas músicas, mas de suas apresentações. Começou passando a íntegra da opereta Segregamulher e Amor, de seu último CD, Estudando o Pagode, que funcionou maravilhosa no cenário de ópera que era o local da noite de abertura, o Teatro Deodoro. Depois reviu seus hits tropicalistas, sua fase pós-David Byrne, seus anos 70, sua faceta de bardo solitário – faltaram apenas os instrumentos de seu bestiário particular, encarnados em disco no ano 2000. Mas o público, maravilhado com a compleição do artista, deixou-se hipnotizar e, mesmo encarando esparsas caretas de esgar quando pegava em assuntos belicosos (lembre-se que seu disco mais recente fala sobre machismo, feminismo, homossexualismo e prostituição infantil – quase sempre sem rodeios), foi guiado para a Utopia de Tom Zé, este plano de palavras e sons para onde somos levados num êxtase em meio ao show do baiano – e quem nunca foi, bom sujeito não é.

Depois, do lado de fora do teatro, o grupo olindense Bonsucesso Samba Clube começou a segunda parte da sexta-feira apresentando pérolas do novo disco, Tem Arte na Barbearia, como “Derrapar”, “Não Posso Pensar em Não Ir”, “Rios, Fios” e “Meu Jornal”, ao lado de notáveis de seu disco de estréia, como “Pensei Se Há” e “O Samba Chegou”. O carisma do vocalista RogerMan é comparável ao dos sambistas de velha guarda (aquele mesmo que Seu Jorge – atração do Coachella – emula com tanto cuidado e mercê), o que sublinha a palavra do meio do nome da banda, que ainda abre espaço para “um cover”, anunciam, ironicamente, antes de tocar o clássico “Volta por Cima” (“Levanta, sacode a poeira…”) do sambista e paleontólogo Paulo Vanzolini. A banda, sutil e detalhista, segue o samba, mas bate do ar da caixa feito bossa nova, tem o grave condutor do reggae roots e a escaleta do dub, além de um backing vocal da era do rádio e um guitarrista rock não-ortodoxo, funcionando quase como tios musicais do Mombojó.

O fato do festival ter começado no Teatro Deodoro dava uma suntuosidade de brinquedo ao evento: com a mesma cara de um teatro de ópera clássico, o pequeno Deodoro é muito menor do que casas de ópera de verdade, dando um ar de miniatura ao simpático teatro. Na entrada do Teatro, uma banda mecânica nos recepcionava – “robôs” musicais como os bonecos do Kraftwerk, a banda Só Bonecos é, na verdade, um enorme sintetizador analógico com engrenagens que disparam instrumentos de verdade, que tocam diferentes ritmos nordestinos ao simples apertar de botões – frevo, forró, maracatu, baião, xote. Uma inacreditável relíquia musical, quase uma invenção do professor Pardal encarnada aos olhos dos passantes. Nos dias seguintes, mesmo com a presença surreal da banda, a coisa mudaria de figura, em termos de ambientação. Sai a ostentação pequena do Teatro, entra a superestrutura montada na Uzina, uma enorme usina transformada em casa noturna, com pé direito de mais de vinte metros de altura e dois palcos para dez shows por dia, um deles com direito a ar condicionado. Foi neste palco que aconteceram as atrações mais deslocadas do festival (o instrumental Duofel, o free jazz de Beto Batera e o trance acústico roots do Projeto Cru), que, independente de suas “propostas”, foram bem recebidos pelo público.

Outros shows-chave do evento aconteceram ali, como os locais Mopho e Sonic Jr. Enquanto a última é, na verdade, apenas o ex-baterista do Living in the Shit Juninho que, depois de diferentes formações, resumiu a própria versão ao live P.A. consigo mesmo, cantando, disparando bases e às vezes assumindo a batera sozinho no palco; o Mopho existe na cabeça do vocalista e guitarrista João Paulo do mesmo jeito que o Pink Floyd foi uma visão de Syd Barrett. Dois grandes shows, o Mopho ganhou pela paixão despertada pelo público, que já compreende este amálgama de Mutantes e Roberto Carlos como patrimônio estadual. Quase sempre frito, o vocalista é observado como um sobrevivente de uma época que não viveu, como se fosse possível resgatar Arnaldo Baptista do pé-na-bunda que Rita Lee lhe deu no fim dos Mutantes, quase uma relíquia histórica. Já Juninho vai pela cintura e conquista todos com o ritmo.

Outro momento mágico do festival foi a apresentação do grupo cearense Cidadão Instigado, o Dark Side of the Moon da rádio AM. Irrepreensível, o grupo gira o momentum musical progressivo e popularesco ao redor de seu líder, Fernando Catatau, que transforma qualquer lapso de holofote deixado pela banda num monumento a seu instrumento, a guitarra. Cada show do Cidadão é melhor do que o anterior, Catatau atingiu a autonomia de vôo em suas composições e a banda está entrosada como se tivessem uma década de existência, pelo menos. Uma apresentação imperdível, um dos grandes shows brasileiros atualmente.

Já no palco quente (e sem ar condicionado, em Maceió, isso quer dizer pelo menos 30 graus), os grandes shows foram os da banda Vibrações Rasta, dos Autoramas e de Wado. A Vibrações é o equivalente alagoano de bandas como Natiruts e Planta & Raiz – uma banda de reggae raiz, e ponto. Uma boa banda de reggae raiz, bom salientar, apesar da afetação marleyista demais do vocalista – que é um verdadeiro fenômeno popular em Maceió. Faz muitos shows, tem público fiel – principalmente na periferia, que é quase toda a cidade – e são até pirateados por camelôs, que é um parâmetro definitivo pro sucesso comercial. Foi o que fez o bom show da banda, boa resposta de público, bom vínculo com a banda, química perfeita.

O Autoramas fez a mesma coisa, mas com a pegada industrial do rock’n’roll e para um público bem menor. Uma das poucas bandas independentes brasileiras que sobrevive de seu trabalho, o trio carioca faz shows como operários do rock. “Só não tocamos em dois estados do Brasil, até agora”, comemora o guitarrista e cantor Gabriel Thomaz, pouco antes de subir no palco e se apresentar em mais um dia de trabalho. Com a mesma energia, garra e eficácia de qualquer show da banda, veneno escorrendo pelo canto da boca como tempero de rock feito pra dançar.

Mas a grande apresentação do festival foi o reencontro de Wado com seu público quase-conterrâneo (Wado, de sobrenome Schlickmann, é catarinense adotado por Maceió). Há dois anos sem se apresentar nas Alagoas, depois de uma temporada carioca que transformou-se num exílio, ele fez uma apresentação nos braços do público, que cantava todas as músicas de seus três discos, deixando o vocal de “Ontem Eu Sambei” para a massa, em transe de felicidade, como toda a banda. Uma pequena e poderosa amostra do poder da música como catalisadora de sentimentos em si mesma, canções como cápsulas de emoção. Semelhantes às do show do Living in the Shit, datado nos anos 90, que trouxeram aos sobreviventes nascido na cidade lembranças de um tempo em que um festival como o FMI não exisitiria nem em sonho na cidade.

O festival chegou ao fim com a certeza de ter entrado para a história de Maceió – nunca havia acontecido um evento desta natureza na cidade, grande ou pequeno. Mapeando a própria cena ao mesmo tempo em que se projeta timidamente, mas sem modéstia, no cenário independente brasileiro, o FMI já é.

TrackBack

TrackBack URL for this entry:
http://www.gardenal.org/sistema/mt-tb.cgi/957

Comments

É isso ae Matias. Mandou ver! So uma leve correção, o Oito é de São Paulo mesmo. Antes do FMI, houve duas edições de um festival chamado Acendedor de Lampioes, em 1997/1999. O festival aliou nomes da cena indepedente local e nacional com bandas como Trap, Concreteness e o Oito. O lance é que o som do Oito conquistou o público local que por sua vez conquistou a banda. A empatia foi imediata e a galera do Oito ficou muito amiga dos musicos locais. Tanto, que hoje, o antigo batera da banda e o Tiago que toca com o Wado.

Outro lance é que não acho Maceio existivesse tão alienigena da cena nacional. Muito pelo contrario, se voce buscar na memoria e voce inclusive foi um dos responsaveis por isso, desde 1998 que esta cena revelou nomes de alta quilate em diversos segmentos. O fato de nao termos um festival de porte nacional nao significa que estivessemos tao na moita sim. Po, uma cena que revelou Wado, Mopho, Sonic, Santo Samba, Xique e algumas outras...é a vanguarda da coisa.

Texto fudido mesmo. É até feio de admitir, mas essa coisa do 'gringo' meio que existe. Só não sei se chamam 'gringo' mesmo.

Mas Maceió, apesar dos pesares, é uma cidade que a gente odeia amar e ama odiar. O que precisa é a gente só amar.

Cara, a análise sociológica e a descrição que você faz da cidade nos primeiros parágrafos e no corpo do teu texto é patética, para não dizer picareta. Quanto preconceito, bicho! Que é isso? Irresponsabilidade pura da tua parte. Dois dias na cidade não te dão respaldo pra isso. O resultado foi esse festival de besteiras que estamos lendo. A merda é que um monte de gente vai ler e acreditar nas tuas considerações sobre um lugar que você nem conhece e nem se interessou em conhecer. Deveria ter ficado só no ambito musical que é tua praia. Quanto preconceito, repito. Além dos pontos assinalados pelo Coelho no post do Tramavirtual, vc ainda me vem com essa pérola: "“Gringos”, expressão que carrega todo o escárnio sentido pelos locais: esses sujeitos que têm mais dinheiro que a gente". Cara, isso é nazista! hehehehe... tá doido?
Quanto a tua participação no festival, foi flagrante tua dispersão. Só assistiu os shows de quem te interessava e nem buscou saber mais um pouco das bandas locais, o que te ajudaria a entender um pouco mais da cena que você conhece muito pouco. E olha que admiro teu trabalho jornalístico, mas esta não dá pra engolir (nem que fosse o Zagallo heheheh)...Foi foda.

SEU BA-BA-CA! Como é q tu vens convidado, fica num hotel 5 estrelas (acho q não tá acostumado), come nos bons restaurantes, é super bem tratado e cospe no prato q comeste? Ainda por cima demostrou ser hiper FALSO, pois na minha frente foram mil elogios sobre a cidade, a minha pessoa e o festival, todavia, por trás, na trairagem, me chamou de barãozinho que se juntou a um otário pra fazer um festival. Barãozinho é o caralho! Venho de uma família de empreendedores (acho q isso te incomoda, pois deve ser um fudido), e invisto em cultura. Tem investimento mais nobre e louvável? Somos ótimos anfitriões e o alagoano (e o nordestino em geral) é famoso por isso. Esse papo de "gringo" é coisa da sua cabeça doente. Maceió é o ano inteiro repleta de turistas (por ser tão bela e rica culturalmente), inclusive de estrangeiros e nós não só tratamos todos bem, como ainda interagimos (com as minas é lógico). Como uma pessoa passa apenas dois dias num lugar e acha q tem competência para fazer um raio x da cidade, e de péssimo gosto, diga-se de passagem. Vc mostrou ser apenas mais um verme, cheio de preconceito. Vc não é mais bem vindo por aqui. NUNCA MAIS venha ao FMI, senão vc não volta mais para a sua querida terrinha...

Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Câmara Cascudo, Joaquim Nabuco, Glauber Rocha... A lista poderia continuar ad infinitum, mas nem precisa. Sim, não estamos no melhor dos lugares para se viver, aqui nesse Brasil de contrastes, mas realidades são realidades e reduzi-las a (retro)raciocínios genéricos e superficiais (para dizer o mínimo) soa antipático (para dizer o mínimo, de novo). Por aqui não faltam fome, seca, desigualdade e miséria e bebês morrem de desnutrição antes de completar um ano de vida em nossos sertões. Somos detentores dos piores índices de desenvolvimento humano e social do País, continuamos à mercê (como "quase" todos os brasileiros, aliás) de gente cujos princípios e interesses gravitam apenas ao redor de seus próprios umbigos (em sua maioria, sujos) e é muito provável que isso não mude nos próximos dez ou 20 anos. E embora à primeira vista pareça fácil constatar certas opiniões, o quadro de provincianismo ao qual você se referiu em seu texto possui aspectos históricos relevantes, que podem, sim, ser analisados a partir de um outro ponto de vista, menos arrogante e menos preguiçoso e, portanto, mais responsável. Sim, ainda estamos a uma distância considerável das "luzes de neon e dos letreiros luminosos", mas, como você já deve ter percebido, por hora eles nem são tão importantes assim.

Neon? Muitos gringos de verdade (estrangeiros), além de mineiros, goianos, gaúchos, cariocas, paulistas etc vêm a Maceió, encantam-se com a beleza do lugar, a hospitalidade do seu povo e a tranquilidade da cidade, e logo voltam, procurando apartamento para comprar e escolas para os filhos, pois já se encontram esgotados da violência e esquizofrenia dos grandes centros, com seus NEONS e arranha-céus. Encontram tranquilidade e qualidade de vida por aqui. A propósito, meu caro, aqui não tem prédio de 20 andares em razão de um organizado plano-diretor, que é o grande responsável pelo crescimento ordenado e o bom fluxo de automóveis, sem engarrafamentos! As praias estavam sujas sim naquele fim de semana, pois tinha chovido torrencialmente dias antes, e o riacho Salgadinho tinha vomitado sua poluição nas praias da cidade. Conheço as praias do Rio e as suas línguas negras, existentes em São Conrado, Ipanema e Leblon. Conheço tb os prédios mal ordenados da Zona Sul carioca, onde o vento é impedido de circular. Onde está então o atraso? Vc gosta é de violência e engarrafamentos? Então és masoquista! No seu carro tem NEON no para-choques? parece q sim! Se tu gostas tanto de NEON, por que não se muda para Las Vegas? Ou para Barra da Tijuca, onde tudo é escrito em idioma estrangeiro e se exalta o americanismo? É a sua cara (hehehe). Talvez assim vc sinta-se um ser mais desenvolvido...

Cara, vc é formado em jornalismo ou em alguma coisa? Se for, q faculdade de m. a q vc fez. Vc conheceu quais bairros de Maceió? Conheceu os bairros de cima? Farol, Gruta de Lourdes, Serraria? Conheceu os condomínios fechados? É, aqui tb tem condomínios...Grande m.: condomínios, arranha-céus, neon, letreiros luminosos...Aliás, vc não viu os letreiros luminosos? Consulte o oftomologista mais próximo...

Gente, não fica indignado com o cara, não. Não acho que o cara é nazista, nem preconceituoso, nem mesmo carioquesco, não. O TAL ALEXANDRE MATIAS É INCOMPETENTE MESMO! Não tem o que falar, fala merda! Falar que Maceió é quase tudo periferia? Tá muito acostumado a viver na zona sul carioca e acha que lá é enorme e que até a Barra é mil quilômetros...Carioca e suburbano que sou, e razoável conhecedor da capital alagoana, é bom lembrar que a zona sul é menos de 10% da capital fluminense e os 90% restante é periferia. "vai dizer pra ela que O RIO DE JANEIRO TODO É UMA FAVELA". Engrosso o coro de todos acima que são da cidade e que ficaram indignados com tamanha irresponsabilidade (fruto de incompetência profissional) de julgamento.

No artigo publicado acima consigo enxergar arrogância, preconceito, irresponsabilidade e, acima de tudo, falta de conhecimento que não dão o mínimo de respaldo a este tipo de consideração. É lamentável que os novos nomes da cena musical brasileira estejam
à mercê de críticas e críticos tão mal embasados, tão poucos conhecedores da nossa música, da nossa cultura. Acredito que pros músicos essa seja uma batalha diária, enfrentar esse besteirol de informações, de pessoas que não tem o mínimo de conhecimento e relação com a música (a única que existe é sentar no sofazinho e escutar)mas que se acha no direito de julgar com palavras e idéias provincianas, irresponsáveis e infundadas. Uma vez disse o poeta: "if you are the big tree, we are the small axe"

Trabalho sujo é isso que você falou!!!!!!!!!!!!!!! Horrível!!!!!! Quanto preconceito. Não sei nem como te dão emprego!!!! Pura irresponsabilidade (pra não dizer incompetência!). Já é!

Repetidos comentários do tipo fulano é o Roberto Carlos com Pink Floyd, sicrano é o natiruts e planta e raiz denotam, basicamente, duas coisas: 1) arrogância e ironia em identificar uma imitação barata nas novas bandas ou 2) falta de competência em extrair algum conceito sobre a proposta artístico-musical apresentado no festival por diversas bandas. As duas coisas. Lamentável.

Infelizmente músicos não escrevem sobre música. Enquanto apenas pessoas não diretamente envolvidas com a música escreverem sobre o tema estaremos sujeitos a essa mediocridade. Mesmo assim é muito difícil encontrar um texto tão ruim como esse. A começar pelo título e a terminar no ponto final do último parágrafo: pobre gramaticalmente, escasso em conteúdo e extremamente PROLIXO. Não bastassem as falhas no âmbito jornalístico e todas as demais citadas nos 'comments' anteriores, ainda fica claro o tamanho desconhecimento da cultura e história alagoana. Não que isso seja requisito para um mero jornalista que viaja a Maceió para cobrir um evento...Definitivamente não. Mas então, POR FAVOR, que não entrasse nesse mérito da questão!!!!!! Não se pode sair disparando um bomba atômica de idiotices sem fundamento. É triste saber que os novos nomes da cena musical estejam a mercê da PUTREFAÇÃO CONSTANTE de cabeças tão pequenas.

A única coisa - o Bruno lembrou bem dos prédios - que esquecemos de comentar - me incluindo - foi sobre os 'fantasmas' do Collor e do Farias:

Eles foram exorcizados.

Pouco, ou quase nada, se nota da influência deles nas nossas vidas. Nós temos pessoas (bem) piores e outras melhores na terrinha. A visão de quem tá de fora ainda é assim. Ponto.

Mas só dá pra saber isso quem vive por essas bandas.

De resto, os conterrâneos já comentaram e o texto continua legal.

São Paulo, terra de Palocci e Chiquinho Scarpa; de Suzane von Richthofen e de Paulo Maluf; de Quércia e de Fleury; do juiz Lalau; dos assassinos de Riberão Preto (de Celso Daniel); da egüinha Pocotó; da Poluição e dos engarrafamentos...Já pensou, se um ser ignorante chega em São Paulo num dia de muita chuva, com os túneis e avenidas alagados, e por acaso é um jornalista mal informado.....chega na sua terra natal e escreve: São Paulo é a Venesa brasileira....as pessoas andam de caiaque nas ruas...

Sexta à noite, um amigo me aborda para perguntar se li o texto do Alexandre Matias sobre o FMI. Respondi que não. Ele sequer comentou aqui, mas tinha inúmeras críticas a fazer. Pela ênfase que ele deu, fiquei mesmo imaginando um horror, um ataque a tudo o que havia acontecido – e cuja importância ainda não pode ser analisada – no Festival. Pensei que fosse relacionado a isso, à música, ao evento. E que estranho seria, já que a qualidade das principais bandas locais já havia sido destacada por você em vários textos anteriores.
Mas me parece que a questão não é bem essa. Vim aqui e me deparei com um texto repleto de impressões e contradições, como quase todos os textos pessoais, referentes à cidade em que moro e vivo desde os quatro. Uma cidade, como todas as cidades, contraditória, vítima de toda uma lógica socioeconômica que vai muito além da vontade de cada um de fazer diferente, que traz as marcas de uma história tão humilhante e presente quanto os letreiros luminosos das grandes cidades: yes, globalização não diz nada. O buraco é mais embaixo, em uma linguagem simples, e não dá para conhecê-lo a partir das impressões sensoriais. Afinal, a aparência não diz nada da essência, especialmente porque nossas impressões são sempre carregadas de pré-conceitos. Quebrá-los é possível, sim, mas não a partir de contatos imediatos...
Poderia dizer muitas coisas, mas queria mesmo chamar a atenção é para a frase que o Lelo comentou aí em cima, e que para mim resume não o preconceito (não sei se a palavra é bem essa) do povo alagoano com os que vem de fora, mas o pré-conceito de que vem de outros lugares para esta capital: afinal, o que é Alagoas?. O Djavan, há muito tempo atrás, respondeu em uma crônica: Alagoas é o espelho onde o brasileiro não gosta de se ver. E concordo. Poderia enumerar inúmeras razões pra isso, mas fica por conta do discernimento de cada um. Não se trata de fechar os olhos para as mazelas locais (muita gente “local” acaba meio que revoltado quando tratam disso), mas de compreendê-las. Por isso, acho mesmo que a descrição da cidade acaba ficando muito centrista mesmo. Qual é o parâmetro de ‘tédio’ que temos? De desenvolvimento? Os católicos e os europeus tinham isso muito bem definido quando invadiram o País. Claro, são contextos diferentes. Metáforas são incompletas, e já estou falando demais...
Para concluir: outra coisa interessante é que me referi, no meu texto sobre o FMI no overmundo, às bandas que não eram locais utilizando o termo gringas. Um recurso lingüistico, nunca um “escárnio”. Coincidências à parte, se há essa impressão (não se sabe, em momento algum, como ela foi causada), não é nada perto do preconceito que alguns estados carregam em relação a oriundos de outros locais tão brasileiros quanto, tão explorados quanto. Reproduziremos isso?
No mais, como sempre, um texto bem escrito. A parte do festival em si está muito boa, com as observações já feitas pelo Coelho. Observações sempre existem. Críticas também...
Abraços

Meu Deus, de que texto esses caras estão falando? Não pode ser do que está aí em cima.

Meu caro Alexandre Matias, quem vos fala é André Frazão, produtor do FMI. Olha só, em nome do Festival da Música Independente quero lhe dizer o seguinte: tenho plena consciência que acertos e erros foram cometidos durante a primeira edição do festival, o que é normal.

Deixo claro que estamos, e sempre estivemos, abertos à críticas e sugestões, sejam elas cronstrutivas ou não. Você como quaisquer outros jornalistas que vieram cobrir o nosso evento tem total liberdade de relatar as suas impressões sobre o festival ou até mesmo sobre a cidade que tão bem o acolheu. Em nenhum momento a nossa intenção foi tolher a sua liberdade de expressão ou de imprensa, tão sagrada, pricipalmente em um país como o nosso - recém libertado de uma ditadura e sua terrível censura, da qual tenho verdadeiro repúdio. Tampouco foi o meu objetivo ameaçar a sua integridade física, ou moral. Quem me conhece sabe que sou da paz, mas muito da paz mesmo! Quem falou naquele momento de impulsividade foi o André alagoano, nordestino e brasileiro, que tem orgulho da sua terra e do seu povo.

Entendi naquele momento, e entendo ainda, que você foi muito infeliz em seus comentários sobre a minha cidade. Conheço muito bem as nossas mazelas que, aliás, não difere muito no restante do país. Mas tudo bem. Essa é a sua opinião e pronto. Discordo, mas não ouso questionar o seu direito de expressá-la. Foi a impressão (errônea ou não) da cidade, do povo e da nossa cultura. Fiquei sim indignado e decepcionado com os seus comentários. Mas beleza, assim mesmo continuo respeitando vc como jornalista. Deixo claro que sempre apreciei seu trabalho, daí a surpresa e a decepção. Sempre recebi também as melhores referências sobre você.

Vc continua bem vindo tanto a Maceió, quanto ao nosso festival. Admito que me excedi e agi por impulso, talvez por ter vivido em Porto Alegre, Rio e São Paulo, e ter me deparado muitas vezes com a ignorância e o preconceito, se bem que por outro lado tb encontrei muita gente inteligente e gentil. Amo e tenho orgulho da minha terra, daí ter ficado insandecido com os comentários feitos sobre a cidade no seu texto. Mas isso é outra história e deixa pra lá. Ninguém tem a intenção de mudar (e seria pretencioso da minha parte) sua impressão sobre a cidade. Sinceramente, só lamento. Talvez se você tivesse ficado ao menos uma semana por aqui....mas deixa pra lá. O tempo se encarregará de aparar as arestas que ficaram deste lamentável episódio.

Te desejo tudo de bom, muita paz, saúde e felicidade, de coração. Depois te telefono e vamos dar por encerrado o assunto, pelo menos da minha parte. Se me excedi, me desculpe. Todos nós seres humanos temos o direito de errar e isso serve para todos. Em razão do trabalho, será inevitável um reencontro e, a partir daí, se for do seu interesse, passaremos uma borracha nisso. O que não é justo é que uma festa tão bonita e importante para o circuito de múscia independente brasileiro como foi o FMI seja ofuscada por picunhinhas pessoais. Sejamos profissionais, pq o FMI, a liberdade de imprensa e a cultura são bem maiores do que isso q rolou. Em nome da música brasileira e, agora falando por mim, pessoalmente, venho me retratar pelas asneiras que falei (por impulso, repito) em meu comentário em seu Blog ´Trabalho Sujo´.

André Frazão, do FMI.

Blablabla liberdade de expressão, blablabla contra a censura, blablabla liberdade, MAS, NO ENTANTO... ah, porra.

Esses caras iam reclamar se a cobertura fosse feita pelo Euclides da Cunha. Estou descobrindo que Maceió é o único lugar do Brasil que não tem miséria.

caramba, o negócio deu pano pra manga mesmo....
não vou repetir o que já foi dito, portanto faço das palavras do Lelo, da Elexsandra e da Tati, minhas palavras.
Gosto do trabalho do Matias, mas acho sim, que foi infeliz nas colocações, porém, acho inútil manter essa discussão. Imagino a cara do Alexandre Matias e seus amigos supermodernos no supermoderno Milo Garage bebericando, e rindo da cara da gente, acreditando ainda que está certo. Espero que eu esteja errada, mas "escárnio" de verdade foi o desdém e a ironia destilada a um povo tão acolhedor. Talvez, se tivesse uma relação tão boa quanto tivemos com o Oito, por exemplo, tivesse o respeito e a noção que eles têm dessa terra e desse povo tão ricos.

Já é? ou seria "Já era" para esse sujeito?

Como dizia minha avó: "se não vai falar algo que presta, fica calado". Realmente acho que foi isso que faltou ao Sr. "Alexandre Matias".

Bom, pelo menos ele teve algum retorno com a matéria: conseguiu chamar atenção. Mas, por quê não chamar atenção fazendo algo útil? acredito que se você arrumasse uns malabares e começasse a fazer umas apresentações na rua vestido com macacão colorido traria um bem maior para a sociedade e com isso o mundo ganharia algo positivo de sua pessoa. Ah! só não vale falar mal de quem, se existisse "alguém", te desse algumas moedas.

Acho que nosso amigo não precisa de um blog site, acredito eu que um psicólogo cairia melhor para o mesmo, ele deve estar atravessando alguns problemas familiares e resolveu descontar suas mágoas nas outras pessoas.

Que bom seria se algum dia me deparasse com uma matéria do tipo: "Já era!", onde nosso amigo realmente se desse conta de que não nasceu para o jornalismo (ou melhor, você é jornalista mesmo? ) e resolvesse largar tudo e escutar os conselhos de minha avó. Bom, liberdade de expressão? pode ser... eu não o culpo por escrever tanta abobrinhas juntas e não ter parado ao menos para ler um pouco sobre o local do evento, eu culpo o mundo por ter dado LIBERDADE para o pseudo-jornalista expor seus problemas sentimentais mal resolvidos.

"Já era" para o senhor, só assim o mundo ganharia algo de bom, ou seria dexaria de ter algo tão ruim?

Ninguém tá negando a existência da miséria, Arnaldo, né assim também não. Todo tá falando que nem tudo aqui tá tão na merda assim.

E tô achando legal essa alagoanidade feroz. Tamô até parecendo nossos compadres pernambucanos. =)

(Só falta chegarmos no nível deles, mas deixa o tempo passar.)

vou defender o autor do texto, quanto blábláblá por 2 dias.. matias, se tu ficasse 20 dias tu seria queimado vivo...

Depois dessa, eu preciso confessar, sou fã do que vc escreve :P

É isso aí, Frazão. Eu também curto chutar o balde, xingar todo mundo e depois pedir arrego.

comentário desinteressado.
numa primeira leitura, assim assim, fiquei com a impressão de que o festival FOI bom, que matias DISSE que o festival foi bom, e que alguns caras REALMENTE provincianos tiveram um xilique sem noção. cidade que vive do turismo, sei não, tem que sustentar esses mitos de 'beleza', de 'alegria' e tal.
é essa a vantagem que faz do recife a cena mais interessante do brasil hoje: a capacidade de lidar (criativamente) com suas mazelas, como se vê em qualquer letra do manguebeat, em qualquer cena de 'amarelo manga' e tal... prestem atenção...
ps: gosto de sonic jr., de wado e de mopho

Será que esse pessoal todo leu direito o que o Matias escreveu????
Aparentemente, tá faltando uma aulinha de compreensão de texto aos alagoanos que escreveram aqui.
Affe...

comentário desinteressado.
numa primeira leitura, assim assim, fiquei com a impressão de que o festival FOI bom, que matias DISSE que o festival foi bom, e que alguns caras REALMENTE provincianos tiveram um xilique sem noção. cidade que vive do turismo, sei não, tem que sustentar esses mitos de 'beleza', de 'alegria' e tal.
é essa a vantagem que faz do recife a cena mais interessante do brasil hoje: a capacidade de lidar (criativamente) com suas mazelas, como se vê em qualquer letra do manguebeat, em qualquer cena de 'amarelo manga' e tal... prestem atenção...
ps: gosto de sonic jr., de wado e de mopho

Inquisitora se para o pessoal que escreveu aqui, faltam aulas de interpretação de texto, para o mathias faltam várias aulas a começar por português: acentuação, concordância, Hifenização e etc etc, e também aulas de jornalismo visto que nem formado ele é...lamentavél é o reflexo da idiotice aguda que o brasil se encontra, na verdade quem fala o que quer escuta o que não gosta : P . errar é humano mas ser estúpido é genético. AFEFFEFEFEFEF tudo isto é podre, verde de podre.

"faltam várias aulas a começar por português: acentuação (...) lamentavél..."

Podre indeed.

O supermoderno Matias não deu as caras ontem no supermoderno Milo Garage. Amarelou ou foi seqüestrado por alagoanos enfurecidos?

Meu, você se fudeu, vai ter sempre um alagoano pra te lembrar desse texto, te cobrar a responsabilidade de fazer análise social de uma cidade que vc não conhece. Muita informação errada sobre a cidade, inclusive sobre distâncias e tal... enfim, a gente se vê nos festivais da vida.

Caralho, vê se não bebe tanto da próxima vez.

É famosa aquela expressão: "tem sempre um alagoano..."

e sempre um paulista, um carioca, um goiano, um mineiro... mas no caso do texto caro arnaldo, ele errou feio. Até pq foi visto no festival, falando mal pelas costas das pessoas que convidaram ele, bêbado, assitindo só parte dos shows, menosprezando as pessoas. Há várias testemunhas aqui que podem confirmar isso, inclusive gente de outros sites, outros meio de informação, jornalistas conterrâneos de vcs. O cara fez um péssimo trabalho, até pessoas como eu, que liam o cara, perceberam isso, qualquer um percebe! Porra, sejamos honestos. Ele veio pra ver wado, sonic junior, cidadão instigado, tom zé. E não viu mais nada direito.
Além disso ele errou feio na parte que fala da cidade, informações, distâncias... não averiguou um fato sequer, meu, do aeroporto pro hotel ele cruzou a cidade! O aeroporto é num extremo e o hotel onde ele foi hospedado é na outra.
E olha que isso não dá nem 40 quilômetros. Sem falar nos "bares de terra batida", errou ainda ao afirmar que o festival aconteceu numa usina antiga, quando na verdade foi num antigo armazém, é mentira a matéria, o cara saiu inventando coisas, não há nada aqui que não exista fora daqui.
Muita precipitação. Muito preconceito, e pelo visto ele parece não querer admitir os erros factuais do que escreveu.

Perdi meu tempo lendo 10% das asneiras do cara. Não acredito. Alexandre Matias? Nunca mais!

Será que os alagoanos são mais bairristas que os gaúchos?

É, acho que eu não li o mesmo texto que todos esses caras aí.

Menos drama, pelamor...

O artigo fala bem, em linhas gerais, do festival. Fala bem das bandas locais. Fala bem de nomes históricos da música alagoana. O que parece ter pegado foram as observações sobre a suposta natureza da capital alagoana em não ter o perfil metropolitano nato. Mas até quando quis falar mal, transformou a cidade num lugar interessante. Frases como "inacreditáveis distâncias percorridas em uma cidade com menos de um milhão de habitantes" soam contraditórias quando avaliamos a perpeplexidade de alguém que acha que a cidade não tem vocação para ser metrópole. Sobre a cidade não ter prédios com vinte andares, demonstra uma falta de conhecimento do plano diretor da cidade, que é o instrumento que define a política habitacional a ser implementada pelas construtoras. O plano diretor da cidade de Maceió anda na vanguarda da boa política habitacional em prol da qualidade de vida ambiental, climática. O autor do artigo desconhece este planejamento que busca inibir a formação das chamadas "ilhas de calor" que acomentem cidades litorâneas nas quais são construídas prédios de muitos andares, de vinte por exemplo, ao longo do litoral e assim formam verdadeiros paredões que impedem a circulação da brisa marítima pelo resto da cidade. Maceió é de um clima agradabilíssimo. Os trinta graus a que se refere o autor são esporádicos, justamente pela finalidade alcançada pelo plano diretor e sua proibição quanto à construção de prédios de vinte andares e afins. No máximo, ao longo do litoral, só prédios de seis andares são permitidos.

Voltando ao festival, estão de parabéns Frasão e Railton pelo excelente trabalho em reunir grandes nomes da música independente alagoana e de outros estados, cuja qualidade restou comprovada por alguém que tentou achar algo para falar de ruim mas não conseguiu. No mais, Maceió continua embasbacadamente linda e não só isso, demonstra, com o FMI, que os interesses pela cidade não serão apenas suas qualidades naturais, mas sim sua sempre presente riqueza cultural. Que o diga, musicalmente, Alexandre Matias.

Opa, opa. Cadê mais alagoanos ponderados como o Argolo, hein? Mais um pra mostrar que não somos todos insanos, hah.

Amauri, não sei quanto aos gaúchos, mas a gente perde pros nossos primos pernambucanos - que são bairristas pra caramba, mas tão bem na fita e sabe atuar bem com esse bairrismo. Que é algo pra nós, alagoanos, absorvermos de força positiva.

Um dia, um dia...

(Putz, isso aqui tá rendendo, viu?)

OI Cabra, acho que vc entrou e saiu muito rápido da próxima vez tome menos, fume menos e procure conhecer mais.
Agora falando do festival a galera que fez o FMI estão de parabéns.

Seu desgraçado, vc podia criar vergonha nessa cara lambida sua. É a mesma coisa q falar q Alagoas (em geral) é uma porcaria. Porcaria é o lugar inútil onde vc mora.

cara...
nem eu que sou gaucha sou tao bairrista...

ninguem consegue ler um comentario critico sem achar que é so critica??

Jornalista Alexandre Matias, vc já ouviu essa musica de Lourival Passos ?
Acho que não, não deve fazer seu gênero. Se quiser ouvir click na URL
http://www.bairrosdemaceio.net/musicas/index.php?Id=Maria%20de%20Jesus

Alagoas tem jóias tão raras
Quer os meus olhos não cansam de olhar
Uma delas és tu, Pajuçara
Praia linda engastada no mar
Quando a lua no céu aparece
Pajuçara se enfeita ainda mais
Vem a brisa rezar uma prece
Entre as sombras dos seus coqueirais

As noitadas felizes das ostras
Bons amigos que choram, até
Que saudade da bica da pedra
E dos banhos lá do Catolé
Recordando essas coisas tão boas
Sou feliz, não me sinto tão só.
Toda gente que sai de Alagoas
Coração deixa em Maceió.


Eu ouvi muito falar sobre vc e seu infeliz texto sobre a cidade e o Festival , nas rádios, nas ruas, nas bancas de revistas. Até que, pesquisado sobre a musica alagoana encontrei essa “pérola” de texto ruim. O que ofende é o que esta nas “entre linhas”, ou seja, na interpretação. Ficou claro que vc não conhece nada sobre Maceió, muito menos da musicalidade alagoana. Um preconceito da porra!!! Sabe o que é isso? Encheram muito sua bola, e vc chegou aqui sem humildade. E Pelo que já li e ouvi, vc está “queimado” na mídia local. Tem um ditado popular que diz “Quem planta vento... colhe tempestade”
ALEXANDRE MATIAS, NUNCA MAIS !!!

http://bairrosdemaceio.net Maceió é aqui

http://www.bairrosdemaceio.net/musicas/ O Som de Alagoas para o mundo


Post a comment

(If you haven't left a comment here before, you may need to be approved by the site owner before your comment will appear. Until then, it won't appear on the entry. Thanks for waiting.)