
Não pude ver o jogo de domingo, contra o Vitória, mas, pelos “melhores momentos” sabe-se que o Flamengo foi fragorosamente roubado, quando uma bandeirinha retirou-lhe um legítimo gol marcado por Diego Tardelli. Gol esse que, usando o chavão dos chavões, teria mudado a história do jogo, sabe-se lá para qual lado. Mas há que se aceitar esses erros, pois o que não remédio, remediado está. O de quarta, quando deu Coritiba um a zero, o Flamengo levou um azar dos diabos. Dominava o jogo quando levou um daqueles gols de sinuca, em que a bola bate aqui, resvala acolá e vai ao fundo das redes. Daí em diante, penou para tentar empatar, e o jogo acabou assim mesmo.
Nossos comentaristas, obcecados com a chamada “janela de negociação”, apontam as razões da derrota para as vendas de dois jogadores do elenco rubro-negro, Renato Augusto e Marcinho, no que eu discordo. A venda do primeiro foi um negócio da China, visto que Renato Augusto há tempos joga pelo Flamengo sem nunca ter se firmado. É daquele tipo de jogador que nunca se sabe se ele joga no ataque ou na meia – nem ele mesmo sabe. E quando isso acontece, é porque o tal jogador não é essa coca-cola toda, não. Se ele se transformar num cracaço lá no estrangeiro, vai ter muito rubro-negro chorando, mas que a venda foi um achado, isso foi. Ademais, o jogador sequer vinha atuando. Então, como pode a saída dele ter causado a queda de rendimento da equipe?
A saída de Marcinho, também, não é para deixar seqüelas. É verdade que o moço vinha fazendo gols a torto e a direito, e que suas atuações se destacavam num Flamengo com o meio de campo recheado de cabeças de área e afins. Mas Marcinho é, no fim das contas, um reles jogador mediano. Admito que ele pode até fazer falta nesse primeiro momento, mas já, já o Prof. Pardal vai dar um jeito de arrumar as coisas. O que o Flamengo precisa fazer e usar a tal “janela” a seu favor, pois, repito, vento que venta pra fora venta pra dentro também. No ano passado, foi assim, repatriando jogadores nesse período do campeonato, que a diretoria rubro-negra impulsionou a fabulosa reação que levou a equipe à Libertadores desse ano.
Disse que o motivo da queda momentânea do Flamengo não foi a saída desses dois jogadores, no que o leitor fica se perguntando: E qual foi, então? E explico. O Flamengo perde porque o time é ruim, tem um ataque ruim que não faz gol, não tem meias (só cabeças de área), uma zaga razoável e bem protegida, e, aí, sim, dois laterais em excelente forma, que têm garantido bicho da equipe. Reparem que a possibilidade da saída de Juan, um único jogador, já causa vertigens nos flamenguistas. Notem que o lateral não atuou na derrota para o Vitória. Para mim, segundo o raciocínio, derrota do Flamengo o normal. Manchete é esse time sofrível liderar, com folga, o campeonato brasileiro.
Pois a diretoria do Flamengo, depois das duas derrotas, decidiu aposentar o novo modelo de camisa criado pelo patrocinador, achou que dá azar. Ou, por outra, não gostou do tal modelo. Se não gostou, por que aprovou a fabricação? Ou será que a diretoria só viu a camisa pela televisão, quando o time entrou em campo? A impressão que dá – e não é só o caso do Flamengo – é que os clubes aceitam qualquer coisa que o fornecedor de material faça, sem observar os regulamentos de cada clube ou o mínimo de bom senso. Vejam o caso do Botafogo. Não se sabe o porquê, mas abandonou a tradicional camisa listrada em preto e branco para usar um uniforme de juiz. Não gosto de falar de time pequeno, mas o Atlético do Paraná jamais terá a grandeza de um clube centenário se utilizar um uniforme que preserve suas cores, como aconteceu no domingo, frente ao Vasco. Não basta ter um bom estádio, não.
Até a próxima que, no Vasco, quem tem que bater pênalti é o presidente mesmo!!!
Concordo que o time do Flamengo não é um timaço. Mas qual é neste campeonato? Do jeito que está dá para chegar onde está e se manter. Agora, derrota para o Vitória ser normal? É o mesmo que achar que a LDU seria campeã no Maraca. Sds. Rubro negras.