Som na Caixa
06 de julho de 2008
Iron Maiden
Somewhere Back In Time – The Best Of 1980-1989

EMI.

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Que o Iron Maiden iria aproveitar o sucesso mundial da turnê “Somewhere Back In Time”, que revive, ao vivo, o grande momento da banda, nos anos 80, isso era de se esperar. Até um longa-metragem para o circuito de cinemas está sendo preparado pelos diretores Sam Dunn e Scot McFdyen, os mesmos de “Metal – A Headbanger’s Journey”. Acontece que a banda se antecipou com essa coletânea, que traz um material praticamente idêntico ao apresentado nos shows que superlotam os palcos em todos os continentes.

O “praticamente” fica por conta de sutis mudanças, senão vejamos. Das 14 músicas que estão neste CD (a introdução com o discurso do presidente Churchill não conta), 10 estão entre as 16 do set list do show apresentado no Brasil, em março. As quatro dissidentes são a ótima “Children Of The Damned”, “Phantom Of The Opera”, num registro ao vivo, “The Evil That Man Do” e “Wrathchild”, também ao vivo. As quatro músicas que têm versão ao vivo (além das já citadas, “Aces High” e “2 Minutes to Midnight”) são retiradas do excepcional “Live After Death”, show da turnê que passou pelo Rock In Rio, em 1985, e que foi lançado recentemente em DVD duplo.

As demais músicas foram gravadas originalmente para os sete primeiros álbuns da banda, sendo que todos entraram, no mínimo, no número 12 da parada inglesa. “The Number Of The Beast” (1982), “Powerslave” (1984) e “Seventh Son Of a Seventh Son” (1998), foram direto para o topo, o que justifica esta como a melhor fase do Iron Maiden.

Quanto a esta coletânea, como não traz nada de novo, servirá apenas para completar a coleção dos fãs mais entusiasmados, ou como ritual de iniciação para os mais jovens. Mas vale destacar o encarte recheado de informação, incluindo as letras das músicas e um show de visual do mascote Eddie, e ainda a capa, que, assim como o título do CD, funde a dos álbuns “Powerslave” e “Somewere In Time”. Com tiragem inicial de 10 mil unidades, este lançamento desafia a lógica atual de que “CD não vende mais porque todo mundo baixa na internet”.

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