
As 11 músicas apresentadas pertencem aos dois primeiros álbuns do grupo, “Blondie” e “Plastic Letters”, em seqüência, cinco do primeiro e seis do segundo. Elas antecedem aquele que é considerado o melhor disco deles, “Parallel Lines”, justamente por encaixar o som da banda naquilo que viria a ser chamado de new wave. É possível ver os teclados de Jimmy Destri conduzindo o som da banda para algo mais nervoso e tipicamente new wave (“X-Ofender”, “Love At The Pier”) e até identificado com o 1, 2, 3, 4 do Ramones (“I’m On E”, “Youth Nabbed As Sniper”), mas há citações ao blues, com inserção de gaita e tudo (“Kidnnaper”) e ao rock progressivo – de novo – a custa de Destri. Embora tenha sido gravado ao vivo, as câmeras praticamente não registram a presença do público, muito menos em áudio.
Curto pela limitação do programa de TV, e até mesmo por falta de um repertório maior, “Live 1978” é uma bela preciosidade porque resgata o frescor de uma banda ainda em busca de identidade e reconhecimento, coisa que o tempo lhe veio oferecer. Como grupo referência de um subgênero do rock, nem parece que o Blondie, um dia, já foi isso: uma bandinha igual a essas que a gente vê aos montes na esquina de casa.