
Nessa vastidão multi-referenciada, o grupo acaba pecando por dois fatores cruciais, sobretudo nesses tempos de triunfo da música independente no mercado fonográfico brasileiro. Primeiro que a produção do disco deixa muito a desejar, dando a impressão de que o descaso com as gravações foi total, como ser independente fosse pretexto para fazer mal feito. Depois, não há a mínima cumplicidade estética entre as vozes feminina e masculina, isso sem falar que talvez os timbres delas (ao menos sob essa produção desamparada) sejam realmente incompatíveis. A de Ricardo Kudla, que também toca baixo, é de desanimar, mas a da tecladista Marcella Yoshida também não ajuda.
Mas há que se registrar que, apesar de tudo, é possível pinçar uma ou outra música que, melhor trabalhada, poderia render bons frutos. É o caso da boa “Autista”, e de “Poente”, envolvente e bem sacada, que se perdem entre as outras 11 faixas. Bem intencionado e até com um belo apelo estético (arte + letras), o disco, no entanto, com cômputo geral, é mal resolvido, perdido que se encontra num labirinto de referências que não se comunicam entre si. Assim, fica difícil o próprio Revoltz ter eco junto ao público e ao mercado, a não ser que volte para o início e faça direitinho o dever de casa.
Só para esclarecer, o Revoltz não é formado só por integrantes gaúchos e paulistas. A tecladista, Marcella Yoshida, é cuiabana.
Carlos, o texto não diz que que "o Revoltz só é formado por integrantes gaúchos e paulistas". Isso que escrevu foi você. De qualquer formar, vale o esclarecimento.
Obrigado!
Ditador!
É esta a famosa democratização da informação... Mesmo sem pesquisar e conhecer as coisas, qualquer um diz o que quer...