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junho 30, 2008

'Escola de Rock' pode ter continuação

Roteirista já teria iniciado o trabalho. O filme "Escola de Rock", lançado em 2003, pode ter uma segunda parte nos cinemas sendo planejada. Ainda não há nada acertado, mas Mike White, um dos roteiristas do primeiro filme, disse que já teria iniciado o rascunho de um roteiro para uma possível segunda parte. Estrelado pelo nada esbelto Jack Black, o longa conta a história de um rockeiro velho e fracassado que, infiltrado numa escola tradicional, passa a dar aulas de rock para as crianças, e até monta uma banda com elas.

Slipknot libera mais uma faixa on line

Dessa vez na página do guitarrista da banda no MySpace.com. Dez dias depois de ter liberado uma faixa de seu próximo disco no site oficial, o Slipknot volta a carga hoje com uma música para ser escutada na página do guitarrista Mike Thomson no MySpace.com. Trata-se do primeiro single oficial do álbum "All Hope Is Gone", "Psychosocial". No formato "físico", o single sai dias antes do lançamento oficial do CD, dia 25 de agosto. A banda está escalada para os festivas de Reading e Leeds esse ano, entre os dias 22 e 24 de agosto.

Frank Black

Mais uma do Reading Festival de 2001, na Inglaterra. frankblack01-2.jpg
A criativa carrera solo de Frank Black, que, no
entanto, não paga as contas

David Lee Roth grava música em português

Sósia de Rubens Barrichello aprendeu a falar nossa língua com a vizinhança. O vocalista do Van Halen, David Lee Roth, fez a gravação de uma música com a letra em português. A canção se chama "Take Savara", e foi registrada em parceria com o guitarrista Jeff Falkowski. Mesmo sabendo falar português, dada a convivência com vizinhos brasileiros na infância, David canta com um sotaque que quase torna impossível o endendimento da letra. Quando esteve no Brasil, em outubro de 2006, tocando no finado festival Live N'Louder, o vocalista também conversou com o público em português.

junho 29, 2008

Guided By Voices

Foto do show do Reading Festival, na Inglaterra, em 2001. guidedbyvoices01-2.jpg
Todo o carisma e delicadeza de Bob Pollard

Veja quem vai tocar no Porão do Rock

Muse e Suicidal Tendencies são as atrações principais; festival acontece nos dia 1 e 2 de agosto, em Brasília. A produção do Festival Porão do Rock revelou, na última quinta, as principais atrações da 11ª edição do evento, que acontece dias 1 e 2 de agosto, em Brasília, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha. Ao todo, 40 bandas participarão do festival. Entre as atrações internacionais, os destaques são a britânica Muse e a americana Suicidal Tendencies. Entre as nacionais, Autoramas, Matanza, Pitty, Mukeka Di Rato, Canastra, Nitrominds e Tom Bloch são os nomes de maior evidência.

Para as novas bandas de Brasília, será feta uma seletiva, nos dias 11 e 12 de julho, no Gate's Pub. Os grupos interessados devem se cadastrar no site oficial do festival: www.poraodorock.com.br. A lista com o nome das 16 bandas escolhidas nessa seletiva será divulgada até o dia 4 de julho. Veja como está a escalação até agora:

Sexta, dia 1/8:

Suicidal Tendencies (EUA)
Matanza (RJ)
Mukeka Di Rato (ES)
Almah (SP)
Nitrominds (SP)
Madame Saatan (PA)
Sayowa (SP)
MQN (GO)
Kill Karma (Espanha)
Maldita (RJ)
Black Drawing Chalks (GO)

Sábado, dia 2/8:

Muse (Inglaterra)
Papier Tigre (França)
The Tandooris (Argentina)
SickCity (Alemanha)
Pitty (BA)
Autoramas (RJ)
Mundo Livre S/A (PE)
Supergalo (DF)
Canastra (RJ)
Orgânica (SP)
Amp (PE)
Tom Bloch (RS)

Paralamas gravando no estúdio de Carlinhos Brown

Primeira fase de preparação do sucessor de "Hoje" já terminou. Os Paralamas do Sucesso acabam de encerrar a primeira fase das gravações das músicas que estarão no próximo álbum da banda. O trabalho está sendo feito no estúdio do percursionista Carlinhos Brown, em Salvador. O disco, sucessor de "Hoje", de 2005, ainda não tem título, e deve ser lançado em outubro. A banda postou imagens das gravações no youtube.

Novo do Edguy já tem título e sai em novembro

Sucessor de "Rocket Ride" está sendo gravado no Gate Studios, na Alemanha. Uma mensagem postada no site ofcial do Edguy confirmou as notícias de que a banda estaria gravando o novo álbum. De acordo com o texto, a banda já está no Gate Studios, em Wolfsburg, na Alemanha, junto com produtor Sascha Paeth (Angra, Avantasia) trabalhando nas músicas do novo disco. Até nome o CD já tem, vai se chamar "Tinnitus Sanctus", e tem previsão de lançamento para novembro.

Num comentário bem humorado, Tobias Sammet se refere às dez novas músicas como "extraordinárias", e considera o novo álbum como "um ingresso ao hall da fama, lado a lado com Led Zeppelin, AC/DC e Black Sabbath". O vocalista, que tocou na semana passada em São Paulo com sua outra banda, o Avantasia, diz ainda que, dessa vez, não haverá um single, o que, segundo ele, atrasaria o lançamento do álbum, além de aumentar os custos da produção.

junho 28, 2008

Terminal Guadalupe
A Marcha dos Invisíveis

Cubo/Fósforo. Publicado na Outracoisa 23, de fevereiro de 2008.
terminalguadalupeamarcha.jpg
O CD está acabando? Não tem problema, o Terminal Guadalupe tem este álbum nas versões SMD e pen drive. Na ativa já há cinco anos, o grupo curitibano tem fama de se virar para conquistar espaços no mercado. O som mistura raízes oitentistas com referências diversas rumando para um pop rock bem cativante, muito por conta da boa voz de Dary Jr. Este disco, gravado no completo Toca do Bandido, no Rio, é uma bela amostra da diversidade e do bom gosto dos rapazes. “Recorte médio-oriental”, por exemplo, traz certa dramaticidade, mas vai crescendo até desaguar num firme refrão ou num fade à Australian Crawl. Na estonteante faixa-título, a vedete é o instrumental, pesado, coeso, redondinho. Em “El pueblo no se va” o grupo se locupleta de ser grudento, numa melodia daquelas que, uma vez escutada, nunca mais sai da cabeça. O Terminal Guadalupe parece ter cometido um dos melhores discos de 2007. Vem encartado com um SMDV com três faixas: o clipe para “Pernambuco chorou”, “Bruto fake”, curta-metragem e um making of do clipe.

Shelter

Foto do show do Reading Festival, em 2001, na Inglaterra. shelter01.jpg
krishna-core num dos mais badalados palcos do mundo

Caixa reedita sucesso do RPM

Banda ainda detém recorde de álbuns vendidos no rock nacional. Atrasou mais ou menos um ano, mas enfim chega às lojas a caixa comemorativa dos 25 anos do RPM. "Revolução! RPM 25 anos" traz os três discos lançados pela Sony (hoje Sony-BMG): "Revoluções Por Minuto" (1985), "Rádio Pirata Ao Vivo" (1986) e "RPM" (1988), aquele que tem "Quatro Coiotes". Um quarto CD, com remixes e lados B da carreira da banda completa a parte de áudio da caixa. Mas a grande cereja do bolo é o vídeo com o registro da turnê "Rádio Pirata Ao Vivo", que só havia sido lançado, anteriormente, em VHS.

AC/DC inicia turnê mundial pela Inglaterra

E o disco novo sai em agosto. De acordo com uma nota publicada no tradicional jornal escocês Daily Record, o AC/DC vai mesmo fazr uma turnê mundial a partir de janeiro de 2009, e o primeiro show seria em Londres. O jornal também confirmou que o esperado novo disco do grupo, gravado no início do ano no Canadá, e produzido por Brendan O'Brian, sai em agosto. Quanto a esta ser a última turnê do grupo australiano, nada foi mencionado.

Crowbar completa 20 anos de estrada com novo disco

Guitarrista promete que 2009 será um ano tanto. Para quem estava sentindo falta de um novo disco do Crowbar, uma mensagem postada no site oficial da banda vai servir para acalmar. Nele, o guitarrista Kirk Windstein revelou que o grupo vai entrar em estúdio para gravar o material para mais um disco, a ser lançado em 2009, ano em que o grupo completa 20 primaveras. A banda já tem oito músicas encaminhadas e uma pá de riffs a serem desenvolvidos. Kirk promete ainda que o ano do vigésimo aniversário vai ser muito bom para a banda e para os fãs.

junho 27, 2008

Sepultura confirma dois shows em Cuba

Um deles acontece na chamada "cidade de Guevara". Os produtores cubanos confirmaram hoje que o Sepultura vai fazer duas apresentações em Cuba, no mês que vem. Um dos shows acontece em Santa Clara, conhecida como "cidade de Che Guevara", numa referência ao líder revolucionário, no dia 20 de julho. Guevara é considerado o libertador da cidade, numa intentona em dezembro de 1958. Recentemente, o grupo americano Audioslave fez uma concorrida apresentação em Havana, que acabou registrada em DVD.

Marcelo D2 troca Sony-BMG por EMI

Músico deve lançar um novo disco em novembro. Marcelo D2 foi anunciado hoje como o mais novo contratado da EMI Music. A gravadora assinou contrato com o artista nessa semana, e deve lançar o novo trabalho do rapper em novembro. O disco será novamente produzido por Mário Caldato Jr., e terá participações especiais e novas parcerias. Até então Marcelo D2, desde os tempos do Planet Hemp, banda que o revelou, era artista da Sony-BMG.

Show do Thin Lizzy gravado há 33 anos sai em CD

"UK Tour 75" terá 15 faixas com o auge do hard rock dos anos70. Será lançado nos próximos meses (ao menos lá fora) o álbum "UK Tour 75", do Thin Lizzy, com um show gravado ao vivo durante a turnê daquele ano. Na época, a banda contava com a formação clássica: Phil Lynott (vocal e baixo), Brian Downey (bateria), Scott Gorham e Brian Robertson (guitarras). O show, gravado no dia 21 de novembro, foi transmitido ao vivo pelo rádio. Além das músicas, o CD tem um livreto com fotos inéditas e comentários escritos por Brian Downey. Confira o repertório:

1- Fighting My Way Back
2- It’s Only Money
3- Wild One
4- For Those Who Love to Live
5- Showdown
6- Still In Love With You
7- Suicide
8- Rosalie
9- The Rocker
10- Sha La La
11- Baby Drives Me Crazy
12- Me And The Boys
13- Cowboy Song
14- Little Darling
15- Sound Check Jam

Sentenced

Foto do show do Gods Of Metal de 2000, em Milão, na Itália. sentenced00pg.jpg
Ville Laihiala chama pelo público quando ainda cantava no Sentenced

junho 26, 2008

Vejas as músicas que estão no disco novo do The Verve

É o primeiro álbum do grupo em 11 anos. Está confirmado para o dia 18 de agosto o lançamento do primero álbum do The Verve desde que a banda voltou a se reunir. Trata-se de "Third", o primeiro álbum de inéditas da banda desde "Urban Hymns", lançado em 1997. Confira todas as faixas do disco:

Sit And Wonder
Love Is Noise
Rather Be
Judas
Numbness
I See Houses
Noise Epic
Valium Skies
Columbo

Dark Tranquillity

Foto do show do Gods Of Metal de 2000, em Milão, Itália. darktranquillity00.jpg
Mikael Stanne e Michael Nicklasson no palco do Gods Of Metal

Sebastian Bach e Slash vão trabalhar em 'projeto secreto'

Nada a ver com o Velvet Revolver, garante o vocalista. Era para ser um projeto secreto, mas o falastrão Sebastian Bach (revelado no Skid Row) acabou entregando o jogo. Ele disse que o guitarrista Slash o convidou para os dois trabalharem juntos. A notícia gerou comentários de que, na verdade, Bach estaria é sendo recrutado para o posto de vocalista do Velvet Revolver, banda de Slash, que recentemente demitiu o incorrigível Scott Weiland. O próprio Weiland teria indicado Bach para ser seu substituto, mas o vocalista negou, alegando, inclusive, ser amigo de Axl Rose, desafato de Slash.

Em depoimento ao site da Revista Billboard, Sebastian Bach voltou a negar o ingresso no Velvet Revolver, mas acabou revelando o tal "projeto secreto" para o qual Slash o convidou. Aí tem.

Primeiro clipe do Scars On Broadway estréia amanhã na web

"They Say" é o nome da música, que pode ser adquirida via i-tunes. Estréia amanhã, na internet, o primeiro videoclipe do Scars On Broadway. Para quem ainda não sabe, o grupo é formado por dois ex-integrantes do System Of a Down, Daron Malakian (guitarra) e John Dolmayan (bateria). A música escolhia para o videoclipe é "They Say", que deve fazer parte do primeiro disco, auto-intitulado, cujo lançamento está previsto para julho. Algumas músicas já estão disponibilizdas para audição no site My.Space.com, mas "They Say" está à venda via i-tunes. Para assistir ao vídeo, clique aqui. Mas só amanhã, dia 27!

Quando um riff de guitarra chegas às massas pelas arquibancadas

Em todo o mundo, torcidas organizadas adotam o rock para entoar os cantos de apoio aos jogadores. Meus amigos, não sei com vocês, mas comigo o momento “should I stay or should I go” é cada fez mais freqüente. Agora, por exemplo. Quero falar de um assunto que não sei de devo fazê-lo aqui ou ali em baixo, na vizinha Bola é Bola Mesmo. Sim, porque cada vez mais a música (e o rock, claro) interage com o futebol e vice-versa. E é justamente o vice-versa que pega. Uma coisa é tão misturada com a outra que a expressão justifica, por si só, a minha dúvida em escrever isso aqui ou acolá. Should I stay or should I go?

Pois vejam vocês que assistindo aos jogos da fabulosa Eurocopa, volta e meia me surpreendia com duas músicas. Uma delas é uma espécie de vinheta que entra nos alto-falantes dos estádios a cada vez que sai um gol. O resultado é um espetáculo fascinante que certamente ficará na memória (também musical) de quem lá torceu e vibrou muito com um gol da seleção de seu país. Sim, porque música tem essa que é a maior de suas propriedades. A de fazer o sujeito, ao escutar uma canção que já conhece, se lembrar exatamente o que acontecia em sua vida no momento em que esta mesma melodia era tocada. Uma coisa linda de morrer.

Eu mesmo, acreditem, de tanto assistir a jogos de Copa do Mundo e de Eurocopa e outras competições entre seleções, já consigo identificar os hinos de alguns países, além, claro, do brasileiro. As excepcionas melodias dos hinos da Suécia, da Argentina e de Portugal, entre outros, às vezes não me saem da cabeça. Cheguei a fazer, à época da Copa de 2006, uma seleção lá em Bola é Bola Mesmo, que incluía ainda, claro, a Marselhesa. Algumas seleções, e não só pelo futebol, caem no gosto da gente por mera simpatia, assim como bandas de rock nos despertam certa predileção (ou repulsão) por uma simples questão de antipatia – ou, ao contrário, de uma cruel abjeção.

Mas eu falava de duas músicas, e, até agora, falei só da tal vinheta oficial do gol, a trilha sonora do triunfo. A segunda, acreditem, vem do canto das torcidas, de todas as torcidas, e é, exatamente, o riff de guitarra da música “Seven Nation Army”, do White Stripes. Confesso que ouvia e ouvia e canto das torcidas, na verdade desde o triunfo italiano na Copa de 2006, mas matutava, matutava, e não chegava a uma conclusão, apenas ao clássico “conheço essa música, só não sei de onde”. Fiquei assim, encafifado, até que li uma nota na Folha On Line desfazendo o mistério. Além de identificar a música como sendo a mesma que saiu de um riff da guitarra de Jack White, a materinha apontava o seu cantarolar como uma verdadeira febre entre as torcidas européias, que adaptam as letras de acordo com cada clube/seleção. Lindo isso, não?

E aí temos a mania, justificável, de dizer que na Europa o nível é outro. Disse justificável porque aqui no Rio, de onde até pouco tempo nasciam os gritos de torcida usados em todo o Brasil, em geral nascem de sambas-enredo, de sucessos popularescos ou dos lamentáveis funks de morro. Mas eis que, nos últimos tempos, as coisas têm mudado. Outro dia, soube que a torcida do Fluminense estava improvisando um canto a partir da melodia de “Yellow Submarine”, dos Beatles. Identifiquei a do Flamengo com outro grito em cima do clássico pop “I Love You Baby”, de Gloria Gaynor. E até a do Corinthians improvisando o “não pára, não pára, não pára”, em cima de “Amigo”, do Rei Roberto Carlos, já é um grande avanço.

Mas a coisa mais surpreendente na seara rock e gritos de torcida veio lá do Sul – tinha que ser de lá mesmo. Quando a torcida gremista canta “vou torcer pro Grêmio bebendo vinho / Libertadores é o meu caminho” não há como não identificar a música “Bebendo Vinho”, do gremista Wander Wildner, que ficou conhecida também com o Ira!. A mesma melodia foi adotada pelos vascaínos, que cantam “vou torcer pro Vasco ser campeão / São Januário, meu caldeirão”. Não deixa de ser recompensador para este velho entusiasta do rock’n’roll ver a música independente brasileira, representada por Wander Wildner, um andarilho punk brega, chegar às massas em rede nacional nas transmissões de TV via torcidas organizadas.

Como disse lá em cima, meus amigos, não sabia se devia falar de futebol numa coluna de rock, ou, por outra, de rock numa coluna de futebol. Assuntos siameses recíprocos e que têm, como se vê, tudo a ver. Nesse momento “should I stay or should I go”, fica a lição: o negócio é sair fazendo. Porque parado é que não dá pra ficar, não é não?

Até a próxima e long live rock’n’roll!!!

junho 25, 2008

RAMMSTEIN
O encontro perfeito entre rock e eletrônica

A idéia era fazer uma entrevista exclusiva com a banda alemã, e para isso todos os esforços foram feitos, inclusive conseguimos uma intérprete para fazer as perguntas em alemão, já que o grupo se negou a falar em inglês. Como não conseguimos, utilizamos o material cedido pela gravadora Universal, já que não queríamos deixar passar a oportunidade de uma boa matéria a partir do lançamento do excelente álbum “Reise, Reise”. Matéria de capa da edição 79 da Revista Dynamite, de dezembro de 2004. Foto: Divulgação / Universal. Rammstein.jpg

No mundo da música sempre existiram regras que todos seguem para se chegar ao sucesso, procedimentos que foram desenvolvidos durante anos pela indústria para fazer um artista “dar certo”. Uma delas é cantar em inglês, afinal é impossível fazer sucesso nos Estados Unidos, o maior mercado da música pop, e até na Europa, sem fazer músicas na língua de Shakespeare.

Mas para toda regra existe uma exceção, e ao que parece, é esse o caso do Rammstein, não só pelo fato de a banda só compor em alemão. Nascido em 93, o grupo veio resgatar um conceito que estava esquecido dentro da música pop, ao menos fora do underground: o de rock industrial (ver box). Nascido em Berlim, em meio à explosão musical pós-queda do muro, o grupo foi batizado Rammstein (com um “m” a mais) numa referência ao local onde uma tragédia aconteceu com a queda de um avião da Força Aérea Americana, durante uma exibição, resultando na morte de 80 pessoas.

O vendedor Richard Z. Kruspe-Bernstein começou a tocar com músicos que ainda ganhavam a vida no proletariado, entre eles Oliver Riedel (baixo) e Christoph Schneider (bateria). A entrada de Till Lindemann (vocal) completou a formação que gravou uma demo e venceu um concurso de novas bandas, e em seguida foi a vez de Paul Landers (guitarra) e Flake Lorenz (teclado) chegarem para firmar o Rammstein até os dias de hoje. Ao todo, foram quatro álbuns: “Herzeleid” (95), “Sehnsucht” (97), “Mutter” (2001), e o recém lançado “Reise, Reise”, além do ao vivo “Live Aus Berlin”, de 99. Andando sempre no limiar da música pesada e da eletrônica, o Rammstein produziu diversos singles, transformando músicas de artistas como Korn, Marilyn Manson e Depeche Mode, e teve músicas suas remixadas por gente do naipe de Pet Shop Boys e Laibach.

No início o Rammstein conseguiu projeção somente na Alemanha, e em países como Áustria e Suíça. Mas a medida em que os criativos clipes do grupo (como o de “Links 2-3-4”, que tem as formigas dançando) foram ganhando espaço nas emissoras de TV, e a banda pode fazer turnês, o espaço foi aos poucos sendo conquistado. Quando o Rammstein esteve no Brasil, em abril de 99, na abertura da turnê do Kiss, todos puderam ver a explosiva performance do grupo, com direito ao vocalista Till cantar uma música inteira sob chamas e “urinar” no público, entre outras facetas.

“Reise, Reise” já está no terceiro single e freqüenta o top 10 das paradas dos principais mercados europeus. Mas, no estúdio, a banda teve que se reinventar, já que durante as gravações de “Mutter” o bicho pegou, os seis integrantes se desentenderam e tiveram que repensar algumas coisas para a banda não acabar. Esse foi um dos assuntos mais comentados nos cerca de 70 minutos de entrevistas feitas pela gravadora do Rammstein com os seis integrantes, num material que a Dynamite teve acesso. Confira o que responderam o guitarrista Richard Z. Kruspe-Bernstein, o baterista Christoph Schneider e o vocalista Till Lindemann:

Qual era o ambiente no estúdio quando vocês estavam gravando o disco?

Christoph Schneider: Este é um típico álbum de banda, que toca ao vivo. Mas foi um recomeço, especialmente porque havia crises antes de iniciarmos.

Era uma crise de personalidade?

Schneider: Durante o “Mutter”, chegamos a um ponto em que não podíamos aturar uns aos outros, porque os egos se desenvolveram tanto que não havia mais espaço para sermos criativos. O que importava era “o quanto eu estou colocando nessa música”. Tivemos que nos reeducar uns com os outros, e pensar o que era o Rammstein, e como poderíamos voltar para o básico, para fazer tudo funcionar de novo. Percebemos o quanto o Rammstein é importante para nós, o quanto longe estávamos disso, e que seria uma grande pena simplesmente acabar.

Richard Z. Kruspe-Bernstein: No Rammstein somos seis personalidades diferentes. Depois do “Mutter” foi muito importante ficarmos um pouco distantes uns dos outros, e ter a chance de olhar “toda a figura”, o que foi uma boa experiência. O “Mutter” foi importante porque a tensão que havia resultou num álbum agressivo e emocional, que nos fez mais fortes. E essa é a coisa mais importante, estar com a banda, porque eu acredito que a banda resgata essas seis identidades. E viver numa democracia é uma coisa muito difícil de se fazer. Tem sempre alguém tentando liderar toda a coisa, e é preciso lembrar que aquilo é uma democracia.

Então havia uma relação de trabalho diferente entre os integrantes dessa vez?

Schneider: É possível fazer um bom disco de várias maneiras; pode ter uma atmosfera agressiva ou competitiva, e ter um bom entrosamento. Costumávamos trabalhar em uma relação tensa, que para mim não funcionará mais, não quero mais trabalhar assim. “Mutter” é definitivamente um bom álbum, mas eu não gostaria de trabalhar daquela forma nunca mais. Para mim é mais importante ter um ambiente relaxado, para poder ajudar uns aos outros. É o que nos fez sentir bem com esse disco. Havia um ambiente tranqüilo e criativo, nenhuma tensão ou raiva, o que é possível e eu prefiro.

Richard: Para mim não é tão fácil, porque somos de personalidade forte. Por exemplo, às vezes eu sinto que gosto como está agora, porque é uma coisa tranqüila. Mas de outro lado, eu sei que nós também temos bons resultados quando há o conflito. Às vezes é perigoso ficarmos tão tranqüilos.

Existem certas coisas que vocês não conseguem fazer no contexto da banda?

Schneider: Quem quiser uma música só do seu jeito, não quiser mudar nada nela, tem que fazer um projeto paralelo. Não é a forma como o Rammstein trabalha. É sempre assim que acontecem os conflitos conosco.

Este é o disco mais variado e arriscado que vocês já fizeram?

Schneider: Somos personalidades bem diferentes, todos preferem músicas diferentes, e essas personalidades tiveram que mudar no desenvolvimento do disco. Esse disco traz diferentes aspectos da música.

Richard: Também somos abertos o bastante para fazer coisas hoje que nós não faríamos no passado, como a música “Los”, que representa esse sentimento tranqüilo do estúdio. Fizemos coisas que não fazíamos antes, para testar; fomos muito mais criativos no estúdio que antes. “Mutter” foi como seguir a fita master, sabíamos o que fazer, os passos a seguir, não havia espaço para a criatividade.

Schneider, você parece ter tirado um som de bateria um pouco diferente. Seria justo dizer que o estilo de “Reise, Reise” é mais “natural”?

Schneider: Claro, no álbum anterior tínhamos formas definidas de separar o som, o industrial combinado com músicas com guitarras, e guitarras de metal. Eu especialmente estava meio cansado disso, e tentamos fazer algo de novo, porque não tinha mais idéias para aquele formato, não estava à vontade para continuar tocando aquilo o tempo todo. Mesmo sendo essa a marca registrada do Rammstein, temos que trazer a banda para um novo estágio, e eu também quero me desenvolver como baterista.

Na música “Dalai Lama” vocês parecem buscar uma nova direção...

Schneider: Essa música tem definitivamente um arranjo diferente. Em geral as musicas do Rammstein têm um arranjo pop, com guitarras pesadas. Essa música é mais elétrica, e repete, repete...

Richard: Há uma coisa que é bem única nessa música. Foi a primeira vez que nós gravamos uma música, e não pudemos mudar nada, até a letra ficar pronta, exatamente como era o arranjo. É inacreditável, mas, por alguma razão, música e letra funcionam muito bem juntas.

“Mein Teil” é a faixa mais pesada e suja do disco. Vocês ficaram surpresos quando essa música foi escolhida como primeiro single?

Till Lindemann: Depois de três anos, poderíamos ter lançado uma balada, mas queríamos mostrar algo pesado e voltar à cena fazendo barulho.

“Amerika” é a única faixa no disco com palavras e frases em inglês. Ainda há uma versão toda em inglês...

Till: Havia um refrão originalmente escrito em inglês, e nós não tínhamos a intenção de fazer uma música nesse idioma. Mas o refrão era muito bom, guardamos e fomos em frente. Continuamos com a versão em inglês, mas também fizemos uma versão em alemão, e, olhando para as duas, decidimos ficar com a em alemão, que é mais direta, e era o que queríamos.

Como você faz as letras? Você gosta de ouvir a música primeiro?

Till: Eu ouço toda a parte instrumental antes. Se nenhuma idéia vem à cabeça, ouço tudo de novo, bem alto, e começo a procurar pelas letras certas, a escrever novas letras. Em uma das músicas desse álbum eu escrevi 24 versões diferentes, antes de a banda aprovar. Eles são críticos e exigentes, eu apresento as letras e eles fazem uma lista de coisas que não encaixam. Aí eu tenho que consertar o que não funcionou. No final do processo toda a banda dá o “selo de aprovação”.

Você está sempre escrevendo e guardando tudo até precisar?

Till: Em 80 por cento do tempo eu tenho papel e caneta comigo. Eu também sou muito esquecido, então anoto todas as idéias que tenho, e as salvo no meu computador. Quando chega a hora de produzir algo, eu abro esse arquivo, e escolho: ”isto serve, isto tem que ser arrumado, isto funciona, é isto que eu procuro...”

Sua performance vocal no disco novo parece ter ido para um nível mais alto. Você estava consciente disso na hora?

Till: A banda me deu o impulso para isso, a música estava mais melodiosa, e foi para vários lugares. Então eu tentei adaptar minha voz, não como se eu quisesse, mas foi como as coisas vieram.

Vocês acham que os fãs mais fiéis ficarão surpresos com a diversidade desse disco?

Schneider: Talvez eles só gostem do estilo do Rammstein dos três álbuns anteriores, e o que há nesses discos não temos mais neste. Não nos sentíamos mais confortáveis em repetir, tínhamos que achar algo de novo. Estamos felizes com esse passo que nós damos e esperamos que todos os fãs possam nos seguir, afinal nem é um passo tão grande assim.

Depois de três anos do lançamento do último álbum, deve existir uma expectativa por coisas musicalmente novas...

Schneider: Três anos é bastante tempo, mas não ficamos à toa, trabalhamos duro nas músicas, e levou um tempo até elas ficarem boas o bastante para serem gravadas. Nós também não nos importamos muito com marketing e essa coisa de que as pessoas talvez se esqueçam de você. Temos um bom show, mas não aparecemos muito no meio do pop ou do rock.

Sobre o vídeo de “Mein Teil”, a banda aparece interpretando a música de formas diferentes. Schneider, você sempre quis se vestir de mulher?

Schneider: É engraçado você filmar um clipe e colocar uma roupa de mulher, porque sua personalidade muda, você passa a explorar a mulher que há em você. É uma experiência interessante e eu fiz por causa da história, um caso de canibalismo, e esse cara tinha morado com a mãe dele por um grande tempo. Eu interpreto essa mãe.

Algumas cenas foram gravadas nas ruas de Berlim. Alguém te confundiu com mulher?

Schneider: Sim, teve um cara que parou e perguntou: “você é um homem, uma mulher ou um transexual?”, e saiu rindo. E teve uma mulher que passeava com um cachorro que parou para conversar comigo. Eu percebi que ela sabia que eu não era uma mulher.

Richard, você briga com você próprio no vídeo. Como você encontrou uma expressão tão bem?

Richard: A primeira coisa que nós pensamos foi em fazer uma performance dançante. Eu tentei dançar, mas foi ridículo. O diretor disse para fazer algo que eu me sentisse bem, e eu achei interessante. Eu era um lutador quando tinha 10 anos, mas achei interessante que alguém do ramo me mostrasse novos golpes.

Você era um forte lutador quando era jovem?

Richard: Na Alemanha oriental tudo era sobre esportes, e você era avaliado pelo esporte. Eu gostava de competir, mas não havia tempo para se fazer outra coisa. Eu passava anos competindo todo final de semana e estava cansado, porque já estava mais interessado em música. Mas isso me ajudou muito a colocar minha agressividade para fora na época, e eu sempre me metia em encrenca, então foi útil para mim.

Um dos remixes de “Mein Teil” foi feito pelo Pet Shop Boys. Vocês ficaram surpresos com o fato de eles terem trabalhado com uma faixa tão pesada quanto essa?

Schneider: Eles gostaram da música, especialmente porque estavam num projeto sinfônico, fazendo música para uma trilha de filme. Foi como nos encontramos, no ano passado. Eles usaram as letras do Rammstein e música sinfônica no geral. Foi uma gravação interessante, uma diferente abordagem do Rammstein. Só o fato de o Pet Shop Boys ter ouvido um disco nosso e resolvido trabalhar uma das músicas, já é um honra para nós.

“Mein Teil” pode ser traduzido de formas diferentes. Qual é a favorita de vocês?

Richard: Uma coisa boa no Rammstein é que temos nossa própria tradução. Para mim é “minha ferramenta” mesmo.

Schneider: Para mim é “minha parte”.

Till: Eu gosto de “minha ferramenta”.

Till, você está pensando em novas formas de atear fogo em você durante o show?

Till: Se a questão é ”o quanto longe você pode ir”, nós já fizemos tudo, mas tentaremos ainda novas idéias.

É verdade que havia um efeito tão realista na turnê do “Mutter”, que vocês tiveram que retirá-lo do show, porque era demais para o público?

Till: Tinha um efeito no qual o Flake ateava fogo em mim, e ateava bastante fogo, porque ao invés de o fogo ser apagado com um extintor, havia um material inflamável, que fazia o fogo crescer. No final do número todo mundo vinha e tentava apagar o fogo. A banda não achou que era uma grande idéia ou uma grande coisa, mas eu adorei isso.

Você gosta da sensação dada pelas chamas?

Till: Eu não estou viciado nisso, mas no palco, durante uma performance, rola uma química diferente, e se você tem fogo envolvido, isso é bom, é uma experiência completamente diferente.

O Rammstein não é uma banda política, mas há uma mensagem específica que vocês tentam passar?

Schneider: A mensagem do Rammstein é: se divirta e não esquente, seja você mesmo, seja algo único. O Rammstein era improvável há uns anos, esse tipo de banda alemã, com letras em alemão, e teve um certo sucesso sem ninguém esperar por esta possibilidade. É um bom exemplo de que cada um pode fazer sua própria coisa, ao invés de copiar algo de quem já é famoso. Faça sua própria coisa, insista, use agressividade.

RAMMSTEIN
Reise, Reise
Universal

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Os integrantes do Rammstein estão falando aos quaro ventos que este quarto álbum representa uma substancial mudança para a banda. Só se for na forma de trabalhar, no relacionamento entre eles ou em detalhes tão mínimos, que só quem é íntimo da banda ou um especialista em produção pode perceber. Está certo que temos aqui músicas como a anacrônica “Los”, que é praticamente acústica, e faz diferença para uma banda acostumada a misturar guitarras pesadas com efeitos eletrônicos; e ainda a esquisita “Morgenstern”. Mas elas são básicas exceções, num repertório que ratifica, sim, a música original e bem alinhavada do Rammstein, e isso não quer dizer, de formal alguma, que o sexteto mostre sinais de repetição. A sombria faixa-título, que também abre o disco, já traz as muralhas de guitarras, que se alternam entre teclados que simulam coros diocesanos e temas eruditos, e ainda sem que os solos de guitarra, simples (mas belos), sejam omitidos.

O peso ofegante de “Mein Teil”, o primeiro single, vem em seguida, num ritmo pesado e arrastado, que ainda abre espaço para trechos falados da letra. “Dalai Lama”, estranha já no título, traz refrões com vocais femininos e suaves teclados, e é também uma das lentas. Mas o destaque do álbum está mesmo na seqüência “Amerika” e “Moskau”, duas espécies de tributo às nações que governaram o mundo durante a guerra fria, encerrada definitivamente com a queda do muro. “Amerika” tem um poderoso refrão, e com trechos da letra em inglês, debocha do american way of life, ao rimar “terra maravilhosa” com “sutiã”, e “esta não é uma música de amor” com “eu não canto na língua da minha mãe”, e ainda ao citar “coca-cola, às vezes guerra”, tudo num cômico alemão misturado com inglês (nos States, saiu uma versão com a música toda em inglês). Até o solo de guitarra é tipicamente hard rock americano. No clipe, todos os membros da banda são astronautas americanos cometendo trapalhadas no espaço. Já “Moskau” lembra totalmente o X-Mal Deutschland, banda alemã oitentista de certo sucesso no underground, com vocais femininos e tudo. Na letra, com trechos cantados em russo, Moscou é apresentada como “ainda a cidade mais bonita do mundo”, e até Lênin é citado.

Nos compactos 47 minutos há ainda espaço para “Stein Um Stein”, espécie de balada à Rammstein, que começa lentinha e fica super pesada, e para “Amour” (em francês mesmo), que prima pela delicadeza e certa dramaticidade. “Reise, Reise” consegue dar um salto de qualidade na carreira do Rammstein, superando “Mutter”, o álbum anterior, sem que a banda tenha aberto mão de sua original e exemplar sonoridade. Quem disse que não é possível fazer rock com música eletrônica?

SAIBA O QUE É ROCK INDUSTRIAL

Os pesquisadores mais rigorosos costumam afirmar que o som industrial já aparecia na década de 60, em trechos de músicas do Can e do Pink Floyd, e até mais tarde, com o experimentalismo do Kraftwerk. Mas foi no final dos anos 70, depois da explosão do punk, que o termo começaria a se solidificar, a partir de bandas como as inglesas Cabare Voltaire e Throbbing Gristle, e da alemã Einstürzende Neubauten. O uso de sintetizadores com guitarras muito distorcidas, quase sem nenhum solo, e ruídos os mais diversos, resultando numa sonoridade áspera e extrema, compunham o cenário dessa música que, na época, era chamada de noise music. O temo industrial só passou a ser utilizado mais tarde, derivado do nome da gravadora do Throbbing Gristle, a Industrial Records.

O rock industrial (ou simplesmente industrial) é marcado pela repetição exaustiva de certas partes, criando literalmente uma atmosfera mecânica, onde letras, em geral, detectam a alienação e a falência do ser humano diante de uma crescente “maquinização da humanidade”. O vídeo “1/2 Mensch”, do Neubauten, nesse sentido, é emblemático: boa parte das cenas foi gravada dentro de uma indústria deserta, com os sons tirados de bancadas e ferramentas. Nos shows o grupo sempre usou “instrumentos” como latas, betoneiras e esteiras rolantes.

Ainda nesse período, novas bandas criaram outras variantes do industrial, como o Skinny Puppy e o Front 242, que, mais dançante, virou ícone do ebm (electronic body music). Outros nomes que ajudaram a manter a cena industrial viva na década de 80 foram Front Line Assembly, Alien Sex Fiend, Laibach, Birthday Party (de onde saiu Nick Cave) e Test Department, entre outros.

No início da década de 90, com a ascensão do heavy metal produzida pela geração thrash, o mundo conheceu o metal industrial, de bandas como Ministry, Nine Inch Nails, Fear Factory e Fudge Tunnel, entre outras. Até Marilyn Manson usou essa derivação para realçar toda a teatralidade em suas performances. Com o sucesso dessas bandas, o temo industrial acabou se recolhendo ao underground, onde se multiplicou em vários outros subgêneros.

Hoje, com a proliferação da eletrônica e o crescimento da música alternativa, o termo industrial serve para identificar tendências das mais diversas, como a no wave, industrial dance, electro industrial, dark ambiente, darkwave e assim por diante, causando uma fragmentação que pouco tem contribuído para a afirmação do rock industrial tal qual foi criado na década de 80.

Vários
MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock

Arsenal / Universal.
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Eis aqui o mais recente fruto do projeto “MTV Ao Vivo”, desta feita trazendo cinco bandas do novo rock nacional, num apanhado que, para o bem ou para o mal, representa o que os adolescentes têm escutado nos últimos tempos. Embora exista uma tendência da crônica musical de colocar tudo que é banda apreciada pelos mais jovens no saco de gatos do emocore, é possível, sim, separar as atrações desse DVD, cada qual no seu galho, embora dividam o ecletismo de seu público. Assim como o Moptop representa o novo rock mundial pós anos 2000, as letras do Forfun são de uma incorrigível carioquice (tristeza zero), o veterano Hateen ainda flerta com o indie rock, e só Freno e NX Zero é que abraçam o malfadado emo sem cerimônia.

O problema é que já há tempos a MTV é muito menos “music” e mais “television”. Perturbada pelos avanços tecnológicos (entenda-se youtube), abdicou de ser um grande veículo do pop contemporâneo para se transformar numa espécie de coletivo de programas de auditório à Silvio Santos, com um certo sotaque pop. Assim, difícil acreditar que as pessoas que lá trabalham sejam credenciadas a nos apresentar algo de bom. Ademais, apresentar grupos que já tem público fiel, discos com certo sucesso lançado é fácil – por que não buscar ilustres desconhecidos no underground e transformá-los em aposta?

Pois as bandas que aparecem nessa coletânea não têm nada a ver com isso. Foram contratadas, receberam cachê, tocaram e estão aí para aparecer mesmo. Em comum todas elas têm o grande ícone dessa nova geração: a internet. Todas, sem exceção – e o mini-documentário do DVD realça isso – usaram a grande rede para divulgar seus trabalhos e formar um público surpreendente de tão novo e tão apaixonado pelos ídolos recém-descobertos. Fresno, Forfun e NX Zero que o digam.

Gravado ao vivo no Via Funchal, em São Paulo, com quatro músicas para cada banda (mais uma nos extras, só com guitarra e voz), é essa relação que o vídeo salienta: um público delirante frente a artistas que, de tão novos – e sem carisma, diga-se – não sabem o que fazer e optam pelo deslumbramento. Assim, é comum ver Lucas, do Fresno, ainda perplexo quando todos cantam a letras de uma das músicas. Ou quando os rapazes do Forfun, eles próprios, puxam as palmas que deveriam receber da platéia por livre e espontânea vontade. No caso do NX Zero, o despreparo e o equivocado deslumbre são tão flagrantes quanto efêmero é o público que o assedia. A sensação é que o prazo de validade dessas bandas está tão perto que eles próprios fingem não saber disso para aproveitar ao máximo. Não, eles não têm boas músicas, não são bons músicos, compositores ou intérpretes e, conseqüentemente, não vieram para ficar.

Peixes fora d’água, Moptop e Hateen são, a bem da verdade, os mais criativos. Nascido guitar band nos anos 90, o Hateen já foi melhor, mas tem o mérito (defeito?) de se manter vivo ao longo do tempo, mesmo com as mudanças no mercado musical brasileiro. Já o Moptop, este sim, faz um trabalho de grande qualidade, sintonizado com o rock contemporâneo e com um longo caminho a trilhar, o que pode ser visto nas duas músicas novas tocadas nesse show: “2046” e “Tempos Depois”. O melhor (e mais surpreendente), no entanto, é a única música da banda de abertura registrada neste vídeo. Os riffs de “Já Nem Sei”, do Mecanika, superaram, e de longe, as guitarras desorientadas de grande parte das atrações principais. Ao menos isso a MTV nos apresenta – de verdade – nesse DVD.

The Maybees

Foto do show do Porão do Rock, em Brasília, 2001. maybees01.jpg
Vanessa Krongold, com uns quilinhos a mais, antes
de o Maybees se transformar no Ludov

Saiba mais sobre o novo álbum do Oasis

"Dig Out Your Soul" sai no início de outubro. O esperado sétimo disco do Oasis, "Dig Out Your Sou" sai no início de outubro pela própria gravadora da banda, a Big Brother Label. Antes, no final de setembro, é a vez do single "The Shock Of The Lightning", cujo lançamento deve ocorrer também on line. O disco, gravado nos estúdios Abbey Road, foi produzido Dave Sardy, o mesmo que trabalhou com a banda em "Don't Believe The Truth", de 2005. Olho vivo na web!

FBI na cola de quem vazou as músicas do Guns N'Roses

Agentes federais americanos foram averiguar como o dono do site postou nove músicas que seriam de "Chinese Democracy". Agentes do FBI (a polícia federal americana) estiveram ontem na casa do dono do site Antiquiet.com, que, na semana passada, postou nove músicas que seriam do repertório do álbum "Chinese Democracy", prometido pelo Guns N'Roses há 14 anos.

Os policiais queriam saber como Kevin Skwerl conseguiu os arquivos, que rapidamente foram retirados do ar, depois que o próprio Axl Rose reclamou. O site chegou a apresentar problemas devido a enorme número de acessos simultâneos, já que a notícia do vazamento das faixas correu rapidamente na internet.

A conversa durou cerca de 15 minutos, e Skwerl, um ex-funcionários da Universal Music, gravadora do Guns N'Roses, disse não ter mais os arquivos. Mesmo depois dessa indesejável visita, o dono do site disse não estar preocupado com medidas legais que possam lhe ser aplicadas, já que, segundo ele, as faixas não estavam finalizadas.

Moptop com o segundo disco no forno

"Como Se Comportar" sai em julho. Já está finalizado o segundo disco do Moptop, "Como Se Comportar", que tem previsão de lançamento para julho, via Universal. Diferentemente do álbum de estréia, cujas músicas vinham sendo divulgadas maciçamente pela banda na internet, desta vez o repertório é guardado à sete chaves. Como o grupo tem tocado três músicas novas nos shows, elas possivelmente estão em "Como Se Comportar". Duas dessas músicas, "2046" e "Temos Difíceis", fazem parte do CD/DVD "MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock".

junho 24, 2008

A vocação para a derrota

Holanda não negou sua história e nos privou de um brilhante futebol na Eurocopa. Espanha supera traumas, mas a favorita continua sendo a Alemanha – se a Rússia não surpreender. O mundo pode estar chorando a eliminação da Holanda da Eurocopa, mas eu não. Não que tenha gostado de ver os russos mandarem os laranjas para a casa, mas porque sei que, em primeiro lugar, como disse na semana passada, o que a Holanda fez nessa competição, mesmo eliminada, já me basta. E, depois, os russos, por sua vez, jogaram pra dedéu. E, ainda porque, sabemos todos, a Holanda carrega, há décadas, a vocação para a derrota. A mesma que a Espanha também ostenta. Dessa vez, no entanto, escapou de um roteiro que ia se desenhando para classificar – de novo – aos trancos e barrancos, a Itália. Venceu nos pênaltis e pode estar aí o sinal do desapego a essa insistência doentia pelo fracasso.

Digo pode, porque os russos viraram a sensação da festa, com jogadores técnicos e rápidos costurando jogadas irresistíveis. Espanha e Rússia, na quinta, tem tudo para ser um jogão de bola. Os russos devem tentar parar a Espanha assim como fizeram com os holandeses, e surpreendê-los com velocidade e toque de bola. Mas os espanhóis também jogam assim, e aí que está a graça dessa partida. Para mim, vão resolver o jogo os craques de cada equipe. Pavlyuchenco, Arshavin e Semshov de um lado, e Villa, Fàbregas e Sergio García, de outro. Jogão de bola, podem gravar para ver de noite.

Já Alemanha e Turquia devem fazer um jogo, assim, assim. A Alemanha vai colocar seu pragmatismo em campo, com lampejos de Ballack e Podolsky e – com sorte – cabeçadas de Klose. A Turquia vai tentar atravancar o jogo de qualquer maneira, já que joga algo parecido com o futebol, e esperará, certamente, por um milagre como aconteceu nas últimas duas partidas, contra República Tcheca e Croácia. Será que acontece de novo? Como no domingo já saberemos quem venceu a Eurocopa 2008, e eu havia cravado uma final entre Alemanha e Itália, peço licença para fazer o necessário reparo. Dá Rússia e Alemanha, com vitória desses últimos. Não será dessa vez que a Espanha vai largar a vocação para a derrota.

Não sei vocês que moram em outras cidades, mas aqui no Rio vivemos uma espécie de final de Copa do Mundo. Sabia que era assim, mas não esperava que fosse tanto. Sabem aquela coisa de ver todo mundo se movimentando para ver o jogo da seleção brasileira em algum lugar? Pessoas saindo devidamente uniformizadas para a casa de amigos, telões, bares, um monte de lugares? Senhoras carregando bandejas e rapazes comprando caixas de cerveja? Foi o que aconteceu na partida ente Fluminense e Boca Juniores no último dia 4. De lá pra cá, houve uma parada na competição, mas o clima de copa continua, seja no dia-a-dia ou em episódios lamentáveis como o da venda de ingressos – esse eu já sabia que seria assim. Matéria de véspera fácil, fácil.

No Rio, Flamengo e Vasco já venceram a Libertadores, mas numa época em que as coisas não ram tão globalizadas como hoje, afinal estamos na era da informação. Nos sites e TVs a cabo, há matérias mostrando (literalmente) o passo a passo dos jogadores do Fluminense, desde a chegada a um hotel no aeroporto, até o embarque, o translado em si, hotel, treinos e o escambau. É muita informação, muito Fluminense na mídia, e, conseqüentemente, o clima de final de Copa do Mundo que contagia até àquela minoria que tenta torcer contra. Assim como na Copa dos Campeões da Europa, para um grande clube brasileiro é preciso disputar a Libertadores todos os anos, e não estou falando só da grana envolvida nessa história toda. Nunca a marca do Flu apareceu tanto em tudo o que é lugar. Agora entendo porque os nomes de São Paulo e Internacional, por exemplo, são tão respeitados por todos, mesmo quando as equipes claudicam.

Vi hoje o meia Thiago Neves dizendo que o jogo de amanhã, contra a LDU, em Quito, vai ser mais difícil do que as partidas contra Boca e São Paulo. E ele está certo, porque a final é sempre o jogo mais difícil, e porque o próximo jogo tem que ser mais difícil do aquele que já passou – ao menos até que este passe também. Ademais, embora a partida entre Flu e Boca tenha sido considerada a tal “final antecipada”, ante a fragilidade da outra semifinal, entre LDU e América do México, agora é que é a hora da verdade para ele, Thiago Neves, e os demais jogadores. E, ainda, que o time da LDU sabe jogar, tem padrão de jogo, não é nenhuma baba. Um “plus a mais”? A altitude que, se não é sufocante como na Bolívia, fez o outro Thiago, o Silva, cometer deslizes impossíveis de se imaginar no jogo de estréia, nessa mesma Libertadores. Todo cuidado é pouco, não vai ser fácil, mas o Fluminense é o favorito e tem tudo para ser o campeão, vencendo, inclusive, os dois jogos.

Não vou falar muito sobre o Dunga, porque todo mundo já está dizendo. Não é só uma coisa de imprensa e formadores de opinião como ele quer dar a entender. Todo mundo no Brasil quer Dunga fora, incluindo Ricardo Teixeira. Dunga termina as Olimpíadas e vai pra casa. No jogo o Chile, em setembro, já teremos outro treinador. Ou melhor, um treinador de verdade, o que Dunga não é.

Até a próxima que sem o Cuca o Botafogo afunda, e com o Cuca o Santos afunda junto!!!

Bono diverge de empresário e vê 'coragem' no Radiohead

Vocalista do U2 vai contra as declarações de Paul McGuinness. Em carta enviada ao semanário inglês New Music Express, o vocalista do U2, Bono Vox, discordou das opiniões do empresário da banda, Paul McGuinness, publicadas no site da publicação. McGuinness havia dito que o modelo "quer pagar quanto" adotado pelo Radiohead, no qual os próprios fãs escolhiam o preço a ser pago pelo novo disco da banda, "In Rainbows", foi "um tiro que saiu pela culatra", e que o U2 não seguirá esse modelo.

Na carta enviada ao NME, Bono disse discordar do empresário, e chamou o Radiohead de "criativo e corajoso ao estabelecer um novo tipo de relação com seu público". Bem que eles poderiam conversar entre eles antes, afinal, roupa suja se lava em casa...

The Klaxons e The Gossip confirmados no TIM Festival

O saxofonista Sonny Rollins e a cantora de jazz Stacey Kent também vêm ao Festival. Acabam de ser confirmados quatro nomes para a edição 2008 do Tim Festival. São eles a banda britânica The Klaxons, ícone da famigerada new rave; os americanos The Gossip; o saxofonista Sonny Rollins e a cantora de jazz Stacey Kent.

O Tim Festival acontece na segunda quinzena de outubro no Rio, em Vitória e em São Paulo. Rio e Vitória mantém os lugares onde o festival aconteceu em 2007, ou seja, Marina da Glória e o Teatro UFES, respectivamente. Em São Paulo, devido aos problemas de horário que ocorreram no ano passado, o evento deve mesmo sair da Arena Skol Anhembi - se é que o nome ainda é esse.

Staind com single novo

Advinha onde? Na web, claro! O grupo norte-americano Staind posta hoje o single "Believe" na página da banda no MySpace.com. A música também começa a ser tocada nas rádios americanas, e faz parte do próximo álbum, "The Illusion of Progress", com previsão de lançamento para agosto.

Embora tenha todos os seus discos lançados no Brasil, o Staind é pouco conhecido no País, mas nos Estados Unidos é bem pouplar. O último disco da banda, "Chapter V", de 2005, vendeu quase 1 milhão de cópias por lá. Para quem não conhece o som da banda, é como se fosse o encontro do nu-metal americano com o britânico Joy Division.

Rumbora

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Alf mandado bem no Rumbora; hoje, está no Supergalo

junho 23, 2008

The Verve lança o primeiro single depois do retorno

"Love Is Noise" é o nome da música, já disponível na web. Estreou ontem na BBC de Londres a música "Love Is Noise". Trata-se da primera composição do grupo britânico The Verve desde que ele anunciou o retorno, no início do ano. A música, também disponível para audição na página da banda no MySpace.com, deve integrar o esperadíssimo álbum do Verve, que sai em agosto. Será o primeiro CD de inéditas da banda desde 1997, ano do lançamento de "Urban Hymns".

Quando vou à casa dos meus pais, repito que a nova música brasileira está nos festivais independentes. Reafirmo isto a cada dia, mas, lá, ninguém acredita em mim. Esses encontros são o modelo reduzido do mercado musical brasileiro.

Novo do Kings Of Leon sai mesmo em setembro

Disco se chama "Only By The Night". Conforme alardeado na mídia especializada, o quarto disco do Kings Of Leon vai sair mesmo em setembro, dia 22 no Reino Unido e no dia seguinte nos Estados Unidos. "Only By The Night", sucessor de "Because Of The Times", tem a produção da própria banda e da dupla Angelo Petraglia e Jacquire King. O nome das músicas é guardado a sete chaves, ao menos até a banda definir a estratégia de divulgação/venda on line.

Baixe a nova música de Jeff Scott Soto

"Testify" está disponível no MelodicRock.com. Está disponível para download o primeiro single do novo álbum do vocalista Jeff Scott Soto. A música é "Testify", extraída do álbum "Beautiful Mess", cuja previsão de lançamento "físico" é setembro. Para ouvir a música acesse o site: www.melodicrock.com. Outras faixas, mas só que em versão demo, podem ser encontradas na página de Jeff no MySpace.com.

CPM 22
Cidade Cinza

Arsenal/Universal. Íntegra da resenha publicada na edição 51 da Revista Zona de Obras - Zaragoza – Espanha.
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O desgaste do termo emocore não tirou do CPM 22 a disposição de continuar seguindo seu caminho. Destaque maior em termos comerciais do gênero, o grupo é também o responsável por fazer do hardcore algo acessível a rádios FM, programas de TV e, por conseqüência, a grandes platéias. Neste quinto álbum, no entanto, o grupo aponta muito mais para o rock do que para as suas origens, ao menos no que diz respeito ao som. Às vezes, se flagra mesmo um típico número de hardcore melódico (que deu origem ao emo), como em “Escolhas, Provas e Programas”. Não que os rapazes tenham recuado a ponto de a sua música ter perdido peso - ele está em praticamente todas as faixas -, mas o processo natural de fazer parte do mercadão da música brasileira é que acaba levando a esse tipo de coisa.

Já em termos de letras o grupo continua a mesmíssima coisa: sem o drama exagerado de alguns co-irmãos de gênero, mas investindo diretamente em relações encerradas e/ou mal resolvidas. Mesmo “Tempestade de Facas”, de título dramático, é intensa, sinistra e sufocante, uma das melhores faixas do disco, chegando a lembrar Iggy Pop fase Stooges. O título do álbum, se poderia sugerir algum tipo de canção-protesto, acaba trazendo na música homônima uma narrativa até positiva sobre São Paulo, a cidade onde os integrantes vivem. A música tem refrões colantes e é bem emblemática do CD, assim como “Depois de Horas”. Dançante e até certo ponto contagiante, parece moldada para tocar nas rádios. “Ano Que Vem Talvez” também tem lá seus predicados, como um riff de guitarra colante na abertura, e a boa “Maldita Herança” é de longe a mais pesada do disco, ecoado até nu-metal em alguns trechos e letras que batem forte (essa sim) em políticos e outros corruptíveis cidadãos brasileiros. Pieguice de verdade – ainda bem – só aparece na brejeira “Reais Amigos”.

As vantagens de se fazer um disco “mais do mesmo” como este do CPM 22 são encontradas principalmente pelos fãs, que em geral não se interessam muito por inovações. Resta saber se eles ainda não cresceram e estarão lá na fila do caixa sacando suas economias.

Mary's Band

Foto do show do Porão do Rock, em Brasília, em 2001. marysband01.jpg
A Mary's Band saiu do interior de Minas, lançou um
disco pela Sony e depois sumiu... Alguém se lembra?

junho 22, 2008

REM vê fim do videoclipe e aposta em tática de guerrilha 'invisível'

Grupo americano aposta na internet e nos shows como veículo de elementos visuais associados à música. Segundo o vocalista do REM, Michael Stipe, o videoclipe é um meio de comunicação que já morreu. A banda, no entanto, pretende continuar associando sua música a elementos visuais, seja nas apresentaçõesao vivo, seja através dos canais de vídeo disponíves na internet. O grupo está trabalhando com uma agência de publicidade, que produzu o clipe para a música "Man-Sized Wreath," do último álbum, "Accelerate". O video "estreou" no show da última sexta, no Madison Square Garden, em Nova York. O REM adota ainda uma espécie de tática de guerrilha, aumentando a presença na internet em canais de vídeo e no próprio site, sempre investindo na interatidade com os fãs.

Jackson United, do guitarrista do Foo Fighters, lança disco

Férias da banda principal permite turnê com grupo paralelo. O guitarrista Chris Shiflett, do Foo Fighters, não é do tipo de gosta de ficar parado. Além de já ter tocado em várias bandas/projetos, como o afamado grupo No Use For a Name, Me First and the Gimme Gimmes e Viva Death, ele agora aproveita as férias concedidas pelo chefão Dave Grohl para se dedicar ao Jackson United, sua outra banda. O grupo acaba de lançar o álbum “Harmony and Dissidence", e deve fazer alguns shows nos Estados Unidos.

Megadeth

Úitima foto do da série show de 1997, no ATL Hall, Rio. megadeth97-7.jpg
A duplinha Elefson e Friedman agitando na lateral do palco

Trail Of Tears anuncia turnê pela América do Sul

Site oficial diz que grupo norueguês escursiona em setembro/outubro por essas bandas. Uma mensagem postada no site oficial do Trail Of Tears dá conta de que o grupo deve excursionar pela Amérca do Sul ainda neste ano, em setembro e outubro. Nenhum outro detalhe como datas e as cidades em que a banda norueguesa deve tocar, entretanto, foram divulgados.

junho 21, 2008

Guns N'Roses quer processar site que vazou suas músicas

Faixas seriam do aguardadíssimo "Chinese Democracy". Representantes do Guns N'Roses ameaçam impetrar ações legais contra o site Antiquiet.com. O site teria postado algumas das faixas que fariam parte do álbum "Chinese Democracy", na última quarta-feira, conforme noticiado aqui. Os arquivos foram retirados do ar, segundo consta, em atendimento a um pedido oficial feito pela banda.

Jello Biafra completa 50 anos e apresenta nova banda

Ex-Dead Kennedys não é brasileiro, mas também não desiste nunca. Ex-vocalista do Dead Kennedys e ativisa punk, Jello Biafra comemorou seu quinquagésimo aniversário na última terça, e apresentou seu mais novo projeto, a banda Axis Of Evildoers, em duas apresentações (nos dia 16 e 17) no Great American Music Hall, em São Francisco, California. Integram a banda o guitarrista Ralph Spight, o baixista Billy Gold (ex-Faith No More) e o baterista Jon Weiss. Enquando isso, o Dead Kennedys, banda fundada por Jello e da qual acabou expulso, completa 30 anos.

Megadeth

Foto do show do ATL Hall, no Rio, em 1997 megadeth97-6.jpg
Nick Menza tocando com técnica, precisão e velocidade: a essência do thrash

Purple Rainbow = Deep Purple + Rainbow

Nova banda inclui integrantes que já tocaram também no Black Sabbath e na banda solo de Dio. A matemática é simples, e serve para anunciar um novo supergrupo dentro do heavy rock. Ex-integrantes do Deep Purple e do Rainbow, além de Black Sabbath e da banda solo de Dio, formam o Purple Rainbow. A formação completa inclui o vocalista Joe Lynn Turner (Rainbow, Deep Purple, Yngwie Malmsteen), o guitarrista Craig Gold (Dio), o baterista Bobby Rondinelli (Rainbow, Black Sabbath), e o tecladista Tony Carey (Rainbow). Apesar de figurarem sempre como integrantes "secundários", eles têm clássicos do rock pesado no currículo como "Man On The Silver Mountain", "Stargazer", "Long Live Rock 'n' Roll", "Smoke on the Water", "Highway Star" e "Burn", entre outros. O grupo pretende começar a se apresentar ao vivo em 2009.

junho 20, 2008

Baixe a nova música do Slipknot, mas só hoje

"All Hope Is Gone", faixa-título do novo álbum, pode ser baixada durante esta sexta. Conforme noticiado anteriormente, o Slipknot está disponibilizando a música "All Hope Is Gone" para download durante o dia de hoje, nesse endereço: www.roadrunnerrecords.co.uk. Basta prencher alguns dados e salvar a música em seu computador. Trata-se da faixa-título do álbum, que chega às lojas dia 25 de agosto, e apesar de ter o download liberado hoje, não é o primeiro single do álbum. Este é a faixa "Psychosocial", que tem lançamento digital só no dia 30. "All Hope Is Gone" foi produzido pela própria banda, em parceria com Dave Fortman, que já trabalhou com Evanescence e Superjoint Ritual, entre outros.

Rush entra para a Calçada da Fama de Hollywood

Grupo canadense ganhará uma estrela no famoso pavimento. Saiu ontem o anúncio das personalidades que serão homenageadas com uma estrela na Caçada da Fama de Hollywood em 2009, e o Rush está entre os escolhidos pelo comitê. Além do trio, outros 24 nomes também foram convidados, entre eles a cantora Shakira, a atriz Cameron Diaz e o ator Robert Downey Jr.

Megadeth

Foto do show do ATL Hall, Rio, em 1997. megadeth97-5.jpg
David Elefson, hoje desafeto de Mustaine, agitava muito naquela época

Billboard prevê Coldplay no topo na semana que vem

"Viva La Vida or Death And All His Friends" está em segundo lugar na principal parada musical americana. A revista Billboard acredita que o Coldplay chegue ao topo da parada musical na próxima semana. O último álbum do grupo, "Viva La Vida or Death And All His Friends", lançado no dia 12, ocupa hoje o segundo lugar do top 200, atrás apenas de "Tha Carter III", de Lil Wayne, que vendeu 1 milhão de cópias só na semana em que foi lançado. Os números da lista Nielsen SoundScan Building, lançada dia 18, também apontam para isso. Segundo ela, 316 mil pessoas já compraram "Viva La Vida...". A expectativa é que o disco atinja o número de 700 a 750 mil cópias até o final da semana.

"X&Y", o álbum anterior do Coldplay, lançado em 2005, estreou em primeiro lugar, com 737 mil cópias na primeira semana, ocupando o top 200 da Billboard por três semanas consecutivas. Empolgada, a gravadora da banda acrescenta que o disco ocupa o primeiro lugar no Japão e é o mais vendido também na Bélgica, e, claro, no Reino Unido.

junho 19, 2008

Há coisas no mundo do rock que se tornaram parte do imaginário coletivo

Show de Chuck Berry vale por estar frente a frente com aquilo que faz parte do inconsciente de todos; um momento sublime em que, por alguns minutos, sonho, fantasia e realidade são uma coisa só. Meus amigos, há coisas nessa vida que não se pode perder de jeito nenhum. Ouvir “We Are The Champions” em tudo o que é final de campeonato é uma coisa, mas ver, ao vivo (não em DVD), o Queen, com Freddie Mercury cantando o hino oficial do vencedor é que é o canal. Digo isso para dar um exemplo de algo que é preciso ser visto. Digamos que o show do Queen fosse uma bomba extraordinária. Ainda assim o espetáculo valeria para poder ver “We Are The Champions” ao vivo. Como já disse – e sempre repito – há coisas no mundo do rock que se tornaram parte do imaginário coletivo. E se há a possibilidade de um encontro com esse imaginário, frente a frente, não se pode perder de jeito nenhum.

Não preciso me esforçar muito para lembrar de outros. O Dire Straits, por exemplo. “Sultans Of Swing” é possivelmente umas das músicas mais tocadas nas FMs brasileiras em todos os tempos, e na sua versão ao vivo, aquela mesma que está registrada no álbum “Alchemy”. Tanto que a pobre da música sempre é citada como exemplo de mesmice nas rádios, que não toca nada de novo, só a dita cuja e blá blá blá. Eu prefiro ir na contramão desse lugar comum e a favor do rock. Tinha porque tinha que ver aquela paradinha no meio da música, quando a guitarra vai recuperando a força de seu riff aos poucos. E consegui, há sete anos, no show que Mark Knopfler fez no Rio. Um momento mágico que valeu todo o espetáculo do excelente músico. Já vi e ouvi mil e um guitarristas tocando essa versão, mas precisava ver O cara fazendo isso.

Da mesma forma postulo que de nada adianta ver o melhor guitarrista de todos os temos tocando “Smoke On The Water”, se um dia não der pra ver o genial Ritchie Blackmore, que inventou o riff (um dos mais poderosos da história do rock) fazendo isso, ao vivo, coisa que consegui em 1991, num Maracanãzinho com um som ruim daqueles. Pouco importava, meus amigos, porque estava frente a frente com O cara. Por isso fiz de tudo para ficar no gargarejo do show do Police, no ano passado, num Maracanã lotado, porque precisava ver a virada de “Message In a Bottle” feita por Stewart Copeland, e o riff criado por Andy Summers tocado por ele e acompanhado por Sting. Pouco importou se boa parte das músicas foi tocada em ritmo e velocidade diferentes; o importante era presenciar mais este imaginário coletivo do rock.

Disse isso tudo para chegar no show que fui, anteontem, aqui no Vivo Rio. Estava lá um senhor de 81 anos (mais velho que meu idoso pai) que tocou um repertório de menos de uma hora, tinha a voz rouca e encatarrada e tocava sem o mínimo punch que o rock exige. Seria um fiasco fenomenal, não fosse esse velhinho simplesmente um dos caras que inventou o próprio rock, um dos riffs mais colantes de toda a história da humanidade e gravou no imaginário coletivo um jeito inimitável de se movimentar no. Falo, claro, de Chuck Berry, “Johnny B. Goode” e de sua “duck walk”.

Durante anos escutamos essa música – tocada por quem quer que seja -, vimos esse negro eterno saracoteando de um lado a outro do palco e lemos histórias de como o rock foi criado passado por ele, que agora está ali, em carne, osso e alma, muita alma. Vejam vocês que eu, entusiasta que sou do rock (para dizer o mínimo), admito a irremediável falha de não ter sequer um disco de Chuck Berry escondido nas minhas inúmeras prateleiras. Nem uma reles coletânea barata, nem uminha música baixada em tempos de internet, nadica de nada. Ainda assim, conhecia boa parte das 13 músicas tocadas no show de anteontem. Digo isso para mostrar como a música de um pioneiro do rock (e da sociedade contemporânea) como Chuck Berry, faz parte da vida da gente.

Falava do show e dizia que, enquanto espetáculo, foi ruim. Sim, como cantor, Chuck Berry não tinha voz. Como guitarrista, não conseguia sequer tocar as músicas no ritmo alucinante em que ele próprio as criou, se resumindo a levadas quase narradas, num esforço digo de um recém operado. Sim, meus amigos, parecia que ele estava saindo de uma mesa de operações. Ou, então, iria entrar numa assim que o show acabasse. Ao meu lado, uns playboys bradavam, aos berros: “Rock’n’roll! Rock’n’roll!”, no que, a princípio, achei uma atitude deselegante ante ao velhinho. Mas como ir contra a mais legítimas das reivindicações? Clamar por rock num show de rock, e no de um dos caras que inventou o próprio rock é umas das solicitações mais inegáveis de que se tem notícia. Em algumas músicas, hinos de várias gerações, era mesmo difícil de identificar a melodia, a não ser lá pela hora do refrão ou de um verso mais marcante.

Apesar de clamores como esse que citei, e da falta de educação daqueles que não entendem a diferença entre público e artista, entre o mito e o ordinário, até que o público entendeu bem o espírito da coisa. Todo mundo cantou, dançou, pediu música e saiu dali achando ótimo ter investido o mínimo de R$ 90 para ver um show de cerca de 50 minutos, protagonizado por um debilitado senhor de 81 anos. Porque, meus amigos, acreditem, o que valia, ali, era esta perto do mito, era vê-lo tocar seus riffs (hoje tão nossos quanto dele), sua dancinha do pato e tudo o mais. O que vale é estar frente a frente, repito, com aquilo que está no inconsciente de todos e faz parte do imaginário coletivo do rock. Um momento sublime em que, por alguns minutos, sonho, fantasia e realidade são uma coisa só. Meus amigos, eu vi Chuck Berry tocando “Johnny B. Goode” e fazendo o “duck walk”. Vi o rock em pessoa cantando e tocando para mim.

Até a próxima e long live rock’n’roll!!!

Veja como é o segundo disco do Poisonblack

Banda agora é a principal do ex-vocalista do Sentenced. O fim do Sentenced deixou o vocalista Ville Laihiala a vontade para transformar o Poisonblack, inicialmente um projeto paralelo, em sua banda principal. Pois o grupo finlandês de gothic metal está prestes a lançar o segundo álbum, "A Dead Heavy Day". Segundo a página da banda no MySpace.com, o disco chegas às lojas européias em setembro, mas a faixa "Left Behind" já pode ser escutada lá mesmo. Confira a íntegra do novo álbum:

1- Intro
2- Diane
3- Left Behind
4- Bear The Cross
5- A Dead Heavy Day
6- Me Myself And I
7- X
8- Human-Compost
9- The Days Between
10- Hatelove
11- Low Life
12- Only You Can Tear Me Apart

Parte de 'Chinese Democracy', do Guns N'Roses, vaza na web

Nove músicas aparecem em site, mas logo depois somem. Esperado há mais de 14 anos, nunca o álbum "Chinese Democracy", do Guns N' Roses, esteve tão perto de ser lançado. Recentemente, a banda disse ter entregue a master do CD para a gravadora prensar, e alguns sites já até iniciaram a pré-venda do álbum. Ontem, nada menos que nove faixas do disco apareceram no site Antiquiet.com, e logo depois saíram do ar.

O site avisava que as versões das músicas já eram as finais, incluídas no álbum. Além de músicas manjadas e que foram tocadas no Rock In Rio, há mais de sete anos, como "Madagascar"e a faixa-título, outras que ainda não foram escutadas, como "'Rhiad And The Bedouins" e "If The World" também estavam na relação. Confira todas as músicas que vazaram, e tente encontrá-las de novo:

Better
The Blues
Chinese Democracy
Madagascar
IRS
There Was A Time
Rhiad And The Bedouins
If The World
Sem Título

Noel Gallagher confirma disco do Oasis para setembro

Mas site oficial nada anuncia. O guitarrista/vocalisa do Oasis, Noel Gallagher, reafirmou a uma rádio inglesa, no último domingo, que o novo álbum da banda sai mesmo em setembro. O sétimo disco do Oasis, ainda sem título, foi produzido por Dave Sardy (Atari Teenage Riot, LCD Soundsystem, The Rolling Stones), e gravado majoritariamente no estúdio Abbey Road, afamado pelo sucesso dos Beatles. Já o site oficial da banda nada fala sobre o lançamento do disco, apenas confirma que o Oasis fará três shows no México.

Megadeth

Foto do show de 1997, no Claro Hall, Rio. megadeth97-4.jpg
Marty Friedman mandando ver na melhor fase do Megadeth em todos os tempos

junho 18, 2008

Disco misterioso dos Smiths tira o sono dos fãs

Falta de informação gera especulações de todos os lados. Com o nome de "Rare", uma coletânea de música da banda inglesa The Smiths, ícone do rock oitentista, apareceu na internet e está tirando o sono dos fãs. Vendida de forma oficial por lojas legais em alguns países, a compilação traz regravações para sucessos do grupo como "This Charming Man" e "Panic", mas os fãs estão questionando a autenticidade do disco. Muitos deles, nos chats de sites dedicados ao grupo, apontam as gravações como reprodução de registros piratas da banda.

Joe Satriani
O homem que faz a guitarra falar

Lançamento de “Crystal Planet” marca a volta de Joe Satriani ao estilo técnico e pesado que o consagrou. Entrevista feita por telefone, minutos antes do início do jogo Brasil e Holanda, pelas semifinais da Copa de 98. Perguntado sobre o assunto, Satriani disse que não estava nem aí para o futebol, mas compreendia a ansiedade do entrevistador, tanto para falar com ele, quanto para acabar logo a entrevista e assistir ao jogo. Publicado na edição número 11 da Revista Roadie Crew, de setembro/outubro de 1998. Foto: Marcos Bragatto (utilizada como "chamada de capa" da mesma edição). raimundos.jpg

O guitarrista solo mais bem sucedido da música instrumental está de volta com um álbum de fazer inveja aos clássicos de sua melhor fase. “Crystal Planet” marca a retomada de Joe Satriani ao peso e a velocidade, levando-se em conta que o álbum anterior flertava com o blues. E é também o primeiro álbum lançado pela Epic, major que no Brasil é representada pela Sony. Joe Satriani entrou para o mercado fonográfico pelos idos de 84, quando bancou um mini LP com seis músicas, assinando contrato em seguida com a Relativity. Na gravadora, independente, lançou ao todo seis álbuns, “Not Of This Earth”, “Surfing With The Alien”, “Flying In a Blue Dream”, “The Extremist”, “Time Machine” e “Joe Satriani”.

Virtuoso já aos 14 anos, Satriani ficou famoso por dar aulas a alunos que mais tarde conseguiriam reconhecimento dentro do mercado musical, como Steve Vai, Kirk Hammett (Metallica) e Larry La Londe (Primus). Depois que se lançou no mercado, Joe Satriani abriu espaço para um sem número de guitarristas que também desfrutam hoje de um lugar ao sol na música instrumental, sobretudo depois do sucesso de “Surfing With The Alien”, de 86: Tony McAlpine, Vinnie Moore, Marty Friedman (hoje no Megadeth) e o próprio Steve Vai. Como se não bastasse, participou como convidado no trabalho solo de Mick Jagger, em 88, e concluiu a tour de 94 com Deep Purple, depois do abandono de Ritchie Blackmore. Em 96 montou o G3, supergrupo instrumental que inicialmente reunia ele próprio, Steve Vai e Eric Johnson, mas que contou ainda com músicos do quilate do prodígio Kenny Wayne Shepherd, Robert Fripp, Michael Schenker e Uli Jon Roth, entre outros.

Foi no G3 que Satriani conheceu o produtor Mike Fraser, e retomou sua trilha pesada com “Crystal Planet”, que também apresenta seu sucessor, Z.Z. Satriani, seu filho de 16 anos, que compôs e tocou em algumas faixas. Confira os principais trechos da entrevista exclusiva que Satriani concedeu a Roadie Crew, por telefone, direto de Los Angeles, Califórnia:

Seu último trabalho, “Joe Satriani” foi basicamente um álbum de blues. “Crystal Planet” é uma espécie de retorno à música pesada?

Eu tentei fazer de Cristal Planet um álbum que fosse por várias direções diferentes, eu queria músicas como “Rasberry Jam Delta-V” e “Crystal Planet”; eu quis ir para dentro do futuro da música de Joe Satriani, como em “With Jupiter In Mind” e “Up In The Sky”; eu quis revisitar algumas idéias rítmicas, da época dos álbuns “Flying In a Blue Dream” e “The Extremist”. Ficou um pouco mais equilibrado do que cada álbum anterior.

Você acha que soa como se fosse um “Best of” de toda a sua carreira?

Todas as composições soam muito novas e têm evoluções que outras pessoas nunca usaram. Eu estou muito animado com essas coisas novas no álbum, mas não sinto com se fosse o melhor de minha carreira.

“Psycho Monkey” foi a sua primeira música feita para dançar?

Não, não creio. No meu primeiro álbum há uma música chamada “The Snake”, que eu acho que já tinha esse perfil.

“Crystal Planet” é o primeiro álbum, á exceção do último, que não foi produzido por você e por John Cuniberti. Porque você decidiu trocar a forma de produzir seus álbuns?

Trabalhei com John Cunibert por mais ou menos 20 anos, e nos envolvemos em vários projetos juntos. “Crystal Planet” foi mixado no estúdio dele, em San Francisco, e na verdade, enquanto eu estava trabalhando no álbum, eu o via todos os dias, e, de certa forma, nós continuamos trabalhando juntos. Mike Fraser é um engenheiro e produtor fantástico. Esse é o segundo álbum que fiz com ele, pois fizemos o G3 juntos também.

Como foi a sua experiência a tocar no G3? Há a possibilidade de vocês tocarem no Brasil?

Eu adoraria tocar com o G3 no Brasil, e tenho certeza que o Steve gostaria também, pois sempre conversamos sobre os shows que fizemos. Quanto a Eric, eu não sei, só perguntando para ele.

Você pensa em tocar com outros guitarristas?

Eu acabei de fazer a tour na Europa com o G3, junto com Uli Jon Roth e Michael Schenker, e acho que já está bom. Uli Jon Roth é um fantástico guitarrista... Michael Schenker não estava muito bem, e por isso essa tour não foi tão divertida. Na maioria do tempo eu estou muito ocupado com o meu trabalho próprio, com Jeff Campitelli e Stuart Hamm.

De volta à Crystal Planet, você concorda que “A Train Of Angels” é a nova “Summer Song”?

É engraçado, você nunca sabe quais músicas vão ser tiradas de um álbum para virarem singles. Algumas músicas tiveram enorme sucesso aqui nos Estados Unidos quando foram lançados como primeiro single, e em aproximadamente uma semana, “Train Of Angels”, será lançado como segundo single, e esperam que ele se torne um grande hit, mas você nunca sabe.

“Up In The Sky” me faz lembrar os tempos de “Surfing With The Alien”, seria uma espécie de revival?

Eu não acho que haja tantas musicas em “Crystal Planet” que sejam um revival quanto se encontra na música pop americana. “Up In The Sky” e “Secret Player” são músicas conectadas, porque são melódicas e estão amarradas por minha reação à essa música.

Qual é a diferença de se estar em uma gravadora pequena como a Relativity e uma gigante como a Epic?

A Epic tem uma distribuição muito grande em todo o mundo, e também tem uma equipe de divulgação e assessoria de imprensa maior, está apta para colocar as músicas no rádio e na imprensa em todo o mundo, e isso tudo é muito bom. No geral, a Epic faz todo o mundo saber que o seu álbum existe. Nós estamos em uma época difícil em todo o mundo para se fazer música instrumental com guitarra, e eu estou muito feliz que a Epic possa divulgar meu trabalho para tantas pessoas.

Você não sofreu algum tipo de pressão para vender mais discos?

Não, porque a Epic tem em seu cast muitos artistas que vendem milhões de cópias, e eu não sou o artista mais importante na Epic, então na verdade a pressão é menor. Quando eu estava na Relativity, eu era o artista que mais vendia na gravadora, e eles esperavam muito de min. É na verdade o contrário.

Em 94 você fez uma tour com o Deep Purple. Como foi a sua experiência com a banda, e porque você não se juntou a eles?

Joe Satriani não é uma parte do Deep Purple, isso é uma coisa que nunca vai acontecer, não são os mesmos estilos. Eu tive um momento maravilhoso tocando com a banda, os caras são ótimos, tocam músicas fantásticas, foi, enfim, uma grande tour. Eu fiquei feliz de poder ajudá-los quando eles precisaram de um guitarrista para finalizar uma tour, e partir para uma nova fase dentro da carreira deles. Mas depois eu tive que voltar para a minha vida real, o que significa Joe Satriani e guitarras.

Você deu aulas para guitarristas hoje famosos como Kirk Hammett e Steve Vai. Você aprendia com eles também?

Não, porque na época em que eu dava aulas pra eles, eu estava aprendendo outras coisas, e mostrando para eles o que eu ia aprendendo...

Com quem você aprendia?

Eu aprendi muito com um professor de uma escolar superior, aprendi muito em livros, com um amigo pianista... Fui aprendendo de diversas formas, mais principalmente estudando em livros e ouvindo discos.

Você pode se considerar um autodidata...

Não, ninguém é realmente um autodidata. Na verdade, autodidata significa que, ao invés de ir a uma aula toda semana, você lê coisas em livros, ouve discos, e adquire influências de outras pessoas. Ninguém se ensina sozinho, nós todos dependemos uns dos outros.

Além de “Crystal Planet”, qual você acha que é o seu melhor álbum?

Cara, essa é uma pergunta bastante difícil. Eu realmente não sei... Às vezes eu acho que é o “Joe Satriani”, às vezes acho que é “The Extremist”, mas nunca tenho certeza...

Você parece gostar muito do “Joe Satriani”...

É um álbum muito especial, porque é muito único, e não se parece com nenhum outro. É um álbum que tem muita alma. E para as pessoas darem conta disso, elas tem que prestar muita atenção nos detalhes. Por um lado é muito pesado, mas por outro é muito soft também. Não teve uma boa vendagem como os outros, mas eu acho que com o passar do tempo, as pessoas vão reconhecer que “Joe Satriani” é um álbum muito especial.

Você se considera parte da cena de heavy metal?

E não sei. Eu adoro boa música feita por pessoas de diferentes estilos, e com certeza existe bons músicos dentro do heavy metal. E eu sei que ser parte desses músicos é bom, mas eu tento estar à parte, separado de um único estilo. Eu tento fazer “Joe Satriani music”, e coloco sempre novos elementos, de ambient music, heavy metal, blues, eletrônico, rock... todas essas coisas, mas sempre buscando a minha própria música.

Muitos surfistas no Brasil gostam de sua música, você acha que sua ela pode ser identificada com a surf music?

Isso é muito legal, mas eu acho... Mão sei se vocês já ouviram falar de uma banda chamada The Mermen, que é uma grande banda de surf music, mas com um grande guitarrista. Não me importo que chamem de surf rock, mas faço o possível para desenvolver o meu próprio estilo.

Desde de que raspou a cabeça, você ficou parecido com o surfista da capa do álbum “Surfing With The Alien”. Foi essa a sua intenção?

Não, eu comecei a perder aos poucos os meus cabelos, e percebi que poderia ter um visual cool com a cabeça raspada... É mera coincidência!

Você já pensou em cantar de novo, como fez no álbum “Flying In a Blue Dream”?

Eu também penso sobre isso, mas é difícil fazer um álbum agradável, com bons vocais, no meio de uma música planejada para ser instrumental. É uma coisa muito difícil. Sou sempre muito cuidadoso para que todas as coisas funcionem direito, e acho que “Flying In a Blue Dream” foi o único álbum onde as coisas realmente funcionaram com vocais.

Como você costuma escolher os músicos que o acompanham?

E procuro por elementos de estilo e de qualidade enquanto músicos. Um bom exemplo é alguém como Jeff Campitelli, que esteve em todos os álbuns. Ele toca bateria em pelo menos uma música de cada álbum, a exceção do “The Extremist”, e ele tem um estilo muito identificado que as pessoas ouvem em todos as diferentes música. E ele tem muito groove, muita alma. E esses elementos eu gosto de incluir, porque intimamente, às vezes eu acho alguns álbuns muito técnicos, sem “feeling”. E o Stuart Hamm é um desses caras que faz o melhor.

A banda da tour vai ser a mesma do álbum? Como está o set list?

Sim, eu não toco com o Jeff e o Stuart desde o ano passado, e quero tocar com eles, inclusive no ano que vem, quando deveremos passar pelo Brasil. Nós tocamos de sete a nove músicas do novo álbum, e tem sido muito excitante ver a reação do público. Estou muito contente com isso.

Rubin
Esperando El Fin Del Mundo

Senhor F. Publicado na Outracoisa 23, de fevereiro de 2008.
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O primeiro disco solo do cantor argentino Sebastián Rubin, lançado lá em 2006, chega agora ao Brasil, numa das poucas iniciativas do meio independente dos dois países em fazer um necessário intercâmbio. Talvez por questões geográficas, a música de Rubin traz uma certa semelhança com a jovem guarda brasileira, muito bem processada no chamado rock gaúcho (“Mejor si no estás” é um bom exemplo) e ainda com o indie rock made in UK. O chato é que boa parte do CD é composto de canções à violão que jogam o disco numa mesmice desenfreada, e faz a língua soar como algo ainda mais brega do que já acontece, vítimas que sempre fomos de cantores de língua latina com repertório de gosto duvidoso. Deixando isso de lado, com certa boa vontade dá para se interessar por faixas como “Yo me quiero enamorar” e a triste ”Follow me down”,.por razões óbvias. No fim das contas o lançamento vale mais pela iniciativa do que pelo conteúdo.

Megadeth

Foto do show de 1997, no Claro Hall. megadeth97-3.jpg
O antipático/simpático Dave Mustaine, ícone da resistência thrash

Slipknot lança single gratuito na próxima sexta, dia 20

Música ficarará disponível para download durante 24 horas no site da gravadora da banda. Na próxima sexta-feira, da 20, finalmente os fãs do Slipknot poderão saber a quantas anda o esperadíssimo novo álbum da banda. É que o single "All Hope Is Gone" ficará disponível no site da gravadora do grupo durante 24 horas, a partir de 5 da matina (horário de Londres, 1 da madrugada no Brasil). O baterista Joey Jordison disse à revista inglesa Kerrang! que a música está dentro do "estilo clássico" do Slipknot. A música foi uma das últimas a ser incluída no novo disco da banda, ainda sem título.

O Slipknot não lança nada de novo desde 2004, ano em que saiu "Vol. 3: (The Subliminal Verses)". Nesse período, vários integrantes tocaram projetos paralelos, e só no final do ano passado a banda voltou a se juntar para compor o novo disco. A banda promete, também, uma nova fase de maquiagens, macacões e outros adereços típicos do Slipknot.

Deftones finalizando novo disco

"Eros" deve ser o título do CD. O sexto álbum do Deftones já está quase pronto. A banda está trancada em estúdio finalizando as partes de bateria do disco, que deve se chamar "Eros" e chegar às lojas até o final do ano. Em entrevista à revista inglesa Metal Hammer, o baixista Chi Cheng disse que a banda está trabalhando agora numa música chamada "Trempest", que ele reputa como pesada e cheia de groove.

Cansado, Chuck Berry faz apresentação de pouca qualidade e grande valor histórico

Gripado, com voz rouca e encatarrada, mito do rock fez show curto ontem no Rio. Má educação do público, que invadiu o palco, marcou a noite, encerrada precocemente, talvez, por essa razão. A notícia de que Chuck Berry havia passado o dia gripado e cuidando da voz causou temor e acabou se confirmando assim que ele subiu ao palco pontualmente, ontem, no Vivo Rio. Com 81 primaveras, o cara que ajudou a inventar o rock já não se agüenta mais, e iniciou a apresentação com acordes tímidos (ao invés dos riffs endiabrados de outrora) e voz rouca e encatarrada. Tanto que “Memphis, Tennessee”, a primeira música, soou meio acústica e quase não foi reconhecida pelo público, recheado de músicos, playboys e classemedianos bem-sucedidos. Berry vestia uma vistosa camisa vermelha purpurinada e usava o tradicional chapéu de marinheiro – um verdadeiro clássico do rock.

Fisicamente, no entanto, o guitarrista estava bem, andava de um lado para o outro no palco, surpreendendo os próprios músicos da banda, que viam em sua vitalidade motivo de orgulho. Ele convocava seu filho, Chuck Berry Junior, para duelar com em algumas músicas. Em “Wee Wee Hours”, um blues lento e ritmado, o garoto teve seu melhor momento. Com o baterista brasileiro Maguinho, Chuck também fez graça, em “Around And Around”, tudo de forma muito elegante e suave. Aos que gritavam por rock’n’roll no meio do público, Chuck Berry respondeu com a paciência dos idosos. A mesma que usou para tentar entender o que os fãs do gargarejo pediam. O grito de “Yesterday” fez o guitarrista dizer que a música não é dele, e sim dos Beatles, e levar o comecinho da canção mais gravada na história da música pop, para delírio dos mais velhos.

O público participou muito também ao fazer o tradicional dueto sugerido em “My Ding-a-Ling”, a quarta música da noite, em que Chuck Berry, com a garganta grossa, praticamente narrou a letra. “You Can Never Tell”, apropriada por Quentin Tarantino para o genial “Pulp Fiction” foi uma das mais aplaudidas, e uma das poucas em que a guitarra de Chuck Berry ecoou seu tradicional modo de tocar, meio percussivo, com o mínimo de punch. Nem sua música-símbolo, “Johnny B. Goode”, conseguiu escapar da fragilidade com que tocava, de modo que o fabuloso riff inicial quase não foi reconhecido, o que levou a platéia a cantar somente no refrão. Mas a música valeu pelo momento histórico em que ele fez o “duck walk”, a dancinha de pato que o consagrou nos últimos cinqüenta e poucos anos, imagem que hoje pertence ao imaginário coletivo da música pop.

Como era de se esperar, depois de exatos 50 minutos e 13 músicas o show chegou ao fim, sem tempo para que Chuck Berry apresentasse sua banda. A tarefa coube ao filho, já que uma multidão subiu ao palco (e depois desceu) e uma quantidade razoável de peruas desancadas e descerebradas permaneceu no palco em “Reelin’ And Rockin’”, deixando Chuck assustado. Também, quem mandou o velhinho safado chamar quatro moças para dançar com ele de cada lado do palco? Rock’n’roll, baby!

junho 17, 2008

Cidade Negra apresenta novo vocalista

Substituto de Toni Garrido já foi escolhido. O grupo Cidade Negra anunciou hoje a entrada de um novo vocalista na banda. Trata-se do mineiro Alexandre Massau, que substitui Toni Garrido. Garrido deixou a banda em abril, num clima tenso, sem dar maiores explicações. Ele havia substituído o vocalista original do Cidade, Ras Bernardo, na década de 80. A fase Garrrido marcou a transição do reggae roots e de conteúdo politizado para uma pop reggae mais festivo que levou o grupo, original da Baixada Fluminense, no Rio, a frequentar o topo das paradas de sucesso. Vamos ver o que acontece nesse terceira fase. Massau já poderá ser visto à frente da banda a patir de julho, quando começam os shows com essa nova formação.

Sex Pistols pode lançar álbum de inéditas

Seria o primeiro disco da banda em cerca de 31 anos. O vocalista do Sex Pistols, Johnny Rotten (ou John Lydon, como queiram) afirmou que a banda pode lançar um novo disco com músicas novas depois de 31 anos. Ele disse que tem vontade de gravar material inédito, mas não adiantou nenhum detalhe, nem se isso vai mesmo acontecer. Rotten falou em uma entrevista coletiva à imprensa que cobria o Festival da Ilha de Wight, na Inglaterra, no final de semana.

Um novo álbum de inéditas dos Pistols seria o segundo da história da banda, que só tem em catálogo o seminal "Never Mind The Bollocks Here's The Sex Pistols", marco do movimento punk, lançado em 1977.

Laranjada neles!

Eurocopa 2008 começa a mostrar grandes partidas, com equipes – acreditem – ofensivas, jogando com o bom e velho ponta. Holanda e Espanha são os principais destaques, e só a vocação para a derrota pode eliminar as duas seleções. Começo a escrever essas linhas no momento em que a Holanda acaba de vencer Romênia e a Itália de passar pela França, ambos os escores por dois a zero. As partidas decidiram os classificados do grupo da morte da Eurocopa 2008, a Holanda em primeiro, com três vitórias e média de três gols por partida, e a Itália se classificando em segundo (como sempre) na bacia das almas, depois de ter sido goleada por esta mesma Holanda por três a zero, e de empatar com a Romênia, totalizando ralos quatro pontos.

Começo com este texto descritivo para, como de hábito, desdizer aquilo que eu disse antes. Se na semana passada enalteci a emoção das disputas do Tricolor na Taça Libertadores e da engrenada que o Brasileirão começou a dar, em detrimento dos jogos da Eurocopa, volto atrás hoje para mostrar encantamento com o futebol que a Holanda tem jogado. E não me refiro apenas ao jogo de hoje, onde a equipe de Marco Van Basten jogou repleta de reservas, e mesmo assim teve o controle do jogo o tempo todo. Falo das excepcionais goleadas impostas à França e à Itália, respectivamente por 4 a 1 e 3 a zero. Hoje, o controle do jogo era tanto por parte da Holanda, que em um determinado momento da partida a (boa) equipe romena precisava, perdendo por um a zero, virar o jogo para se classificar e sequer conseguia chutar ao gol adversário.

Na última sexta, a França também não jogou mal. Famosos pela técnica e pelo toque de bola, os jogadores franceses sucumbiram aos holandeses através de jogadas espetaculares, como a do segundo gol, por exemplo, quando o atacante Van Nistelrooy iniciou um contra-ataque na extrema esquerda com um lance de craque, aquele mesmo usado por Dodô contra o Boca Juniores, no Maracanã. No último, já nos acréscimos, Sneijder meteu um balaço na gaveta do arqueiro francês, que nada pode fazer. Num outro tento, feito por Robben, que acabara de entrar no jogo (um legítimo ponta no banco!), fez o impossível ao descolar um disparo com um ângulo exíguo. Até agora o videotape não conseguiu mostrar por onde a bola passou – só que foi um golaço.

O futebol praticado pela Holanda nesta Eurocopa é contagiante, assim como são os jogadores e torcedores, com suas camisas laranjas. Garantida a classificação, e em primeiro lugar, eis que os atletas holandeses partiram para a beira do gramado, onde, na primeira fila, tomaram seus filhos das esposas, e os levaram para cumprimentar a torcida. Uma cena linda que poderia passar desapercebida, mas que assim que eu soube de boatos de que a equipe holandesa ira jogar com reservas e entregar o jogo para a Romênia, a fim de eliminar simultaneamente França e Itália, foi dela que eu me lembrei. Homens assim não entregam jogo. Se vai vencer a Eurocopa, isso, sinceramente, não tem a menor importância. Já me satisfiz com o que vi.

Mas não é só de Holanda que vive a Eurocopa. Excetuando-se os anfitriões descadeirados e outros pernas de pau, há que se dar valor ao futebol jogado pela Espanha, que vem ganhando irresistivelmente os adversários. Contra a (boa) seleção russa, deu show, e teve que usar da sorte para passar apertado sobre a (melhor ainda) Suécia. Não me encantam as seleções de Alemanha e Portugal, e acho interessante que elas se encontrem nas quartas de final, assim uma pula logo fora. Para mim, dança Portugal, de menos tradição. Me atrai menos ainda o futebol croata, que deu sorte e deve passar (duramente) pela Turquia que surpreendeu numa virada sensacional sobre os tchecos – melhores, mas que têm o vocação para a derrota. Vocação, aliás, compartilhada por Espanha e Holanda, que nessa Euro jogam o futebol mais encantador. No que eu aponto, considerando as chaves que se formam até aqui, a pragmática Alemanha a sobrevivente Itália na final.

Se a Eurocopa mostrou boas partidas, o Brasileirão não fica atrás. O São Paulo golear o fraco Atlético Mineiro no Morumbi é até normal, mas repetir a dose em cima do líder Flamengo, em pleno Maracanã, num clássico 4 a 2, foi demais. Na quinta, o Palmeiras despachou outro líder, o Cruzeiro, com um inapelável 5 a 2, e o mesmo Atlético, que apanhara feio do São Paulo, aproveitou a partida doméstica para desancar o fraco Ipatinga. Sem falar no Grêmio, de goleou o Goiás como um visitante mal-educado. Engrenou ou não engrenou?

Só a nossa seleção não empolga, e, óbvio, o problema se resume num só nome: Dunga. Porque, explica-se, só pode ter partido dele a determinação de o Brasil iniciar uma partida recuada contra um Paraguai super ofensivo; o Brasil com três volantes e o Paraguai com três atacantes. Aquele que, afastado do planeta por um certo tempo (pequeno, uns dois anos, digamos) acreditaria que as equipes estavam com os uniformes trocados: o Brasil era o Paraguai e o Paraguai é que era o Brasil.

Dunga é o culpado porque convoca mal, escala mal e orienta errado. Mais: não é técnico e não sabe aproveitar talentos como o de Kaká e dos coadjuvantes Robinho e Ronaldinho Gaúcho. Futebol brasileiro, para o Dunga, não é o futebol brasileiro que nós, brasileiros, gostamos de ver. O de Dunga, é o de 1994. Ou, por outra, nem isso. O que gostamos de ver é o que ganha sem deixar dúvidas. Ou até o que eventualmente perde (é um jogo, ora bolas), mas joga sem medo de perder. Eis o pior dos defeitos do futebol de Dunga no último domingo: o medo de perder.

Dizem as línguas ocultas que Dunga só fica no comando da seleção até as Olimpíadas, e que um técnico de verdade já estaria apalavradamente contratado para o lugar dele. Assim, resolveria-se dois problemas de uma vez: nos livraríamos do Dunga e o novo treinador não se preocuparia com os Jogos Olímpicos, coisa para a qual a CBF (infelizmente) não está nem aí. Por via das dúvidas, melhor o Brasil perder logo para a Argentina amanhã, que aí Dunga fica por um fio. Um fiapo, por melhor dizer.

Até a próxima que time medroso não ganha a Copa do Brasil!!!

Para Gene Simmons, do Kiss, fãs mataram a indústria do disco

Baixista diz que banda não vai lançar nada de novo enquanto os downloads ilegais não pararem. O baixista do Kiss, Gene Simmons, disse que sua banda não vai lançar nenhum disco com material inédito enquanto os downloads ilegais não pararem. Simmons considera o ato de baixar música algo não civilizado, que a indústria do disco está morta, e que a culpa é dos fãs que baixam músicas ilegalmente. A entrevista foi publicada pelo diário inglês "The Daily Star", a propósito da presença do Kiss na última sexta, no Download Festival.

Recentemente o vocalista e guitarrista do Kiss, Paul Stanley, disse que o grupo não lança nada de novo porque os fãs só querem é ouvir os clássicos mesmo. Parece que, de uma forma ou de outra, para o Kiss, os fãs são sempre os culpados.

The Cult

Foto do show do Claro Hall, Rio, em 2000 thecult00.jpg
Matt Sorum, o irreconhecível Ian Astbury e o indefectível Billy Duff

junho 16, 2008

Jesus And Mary Chain volta ao Brasil em novembro

Informação é de site ligado ao grupo escocês. Um site ligado ao Jesus And Mary Chain acrescentou à sua lista de novos shows duas apresentações, uma em Buenos Aires e outra em São Paulo. No show que acontece no Brasil, o site aponta a data de 8 de novembro, dentro do Festival Planeta Terra. Referência universal no mundo indie, o Jesus And Mary Chain voltou a tocar no ano passado, num show dentro do Coachella Festival. A banda tocou o Brasil no final dos anos 80.

KT Tunstall anuncia shows no Brasil

Apresentações acontecem em outubro no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Porto Alegre. Depois de Joss Stone, chegou a vez da cantora escocesa KT Tunstall tocar no Brasil. As apresentações acontecem em outubro, no Rio de Janeiro, dia 15, no Canecão; em São Paulo, dia 16, no Via Funchal; e em Porto Alegre, dia 17, em local a ser confirmado.

Cantora, guitarrista e compositora, KT Tunstall ficou conhecida pelo sucesso “Suddenly I See”, música do disco de estréia, que caiu no gosto do público e virou hit nas rádios brasileiras. O repertório ds shows desta turnê, no entanto, se baseia no segundo e mais recente disco de KT, “Drastic Fantastic”.

Novo do Mötley Crüe tem audição liberada para os Estados Unidos

Disco é o primeiro de inéditas em 11 anos, mas só americanos podem escutá-lo. Está liberado a partir de hoje a audição do novo álbum do Mötley Crüe, "Saints Of Los Angeles", no site IHeartMusc.com, mas só para os fãs americanos. O disco, o primeiro de inéditas da banda em 11 anos, vem sendo anunciado há bastante tempo, e chegou a ter o lançamento adiado em uma semana porque a banda decidiu incluir mais uma música, "Going Out Swingin'", de última hora. A data oficial para o lançamento é dia 24 de junho, próxima terça. Confira as músicas que estão em "Saints Of Los Angeles":

1- L.A.M.F.
2- Face Down In The Dirt
3- What's It Gonna Take
4- Down At The Whisky
5- Saints Of Los Angeles
6- Mutherfucker Of The Year
7- The Animal In Me
8- Welcome To The Machine
9- Just Another Psycho
10- Chicks = Trouble
11- This Ain't A Love Song
12- White Trash Circus
13- Goin' Out Swingin'

Peaches

Foto do TIM Festival de 2003, no Rio. peaches03-2.jpg
Peaches finge que toca sequenciador,
ajudada por uma amiga

junho 15, 2008

Falcão

Foto feita nos bastidores do Abril Pro Rock de 2001, em Recife. falcao01.jpg
Antes de subir no palco, Falcão (d'O Rappa) concede
entrevista à MTV

Coldplay vende mais de 300 mil discos em 4 dias

"Viva La Vida Or Death And All His Friends" chegou às lojas na quinta e vende feito água. O novo disco do Coldplay, "Viva La Vida Or Death And All His Friends" lidera a parada britânica de álbuns divulgada hoje à noite. Lançado na quinta, dia 12, o álbum já atingiu a fabulosa marca de 302 mil discos vendidos em apenas quatro dias, e isso depois de ter ficado uma semana disponível para audição no site MySpace.com, e de ter (já) vazado na web. Os dados são empresa que afere as paradas musicais no Reino Unido.

Metallica revela título do novo disco

E confirma que o álbum sai mesmo em setembro. Uma brincadeira em vídeo postada no site www.missionmetallica.com acabou entregando aos fãs o título do esperado novo álbum do Metallica. A cada dia uma nova letra era colocada no logotipo do título, que neste final de semana se confirmou: "Death Magnetic" é o nome do disco, que sai realmente em setembro. Como a banda tem postado novas informações diariamente no site, vale ficar de olho.

Baixista do Velvet Revolver sai em turnê com banda solo

Enquanto o novo vocalista não chega... Depois do guitarrista Slash ter anunciado que está cpompondo um álbum solo, foi a vez de Duff McKagan divulgar as datas uma turnê que fará com sua banda solo pela Inglaterra, em setembro. Desde que o vocalista Scott Weilland foi demitido do Velvet Revolver, os músicos remanescentes não conseguiram ainda encontrar um substituto. A saída, ao que parece, é cada um aproveitar a folga e tocar seus próprios projetos isoladamente.

junho 14, 2008

Vocalista do Linkin Park nega ingresso no Velvet Revolver

Mas diz que, se não cantasse em sua banda, e não fosse amigo de Scott Weiland e dos integrantes remanescentes, toparia na hora. O vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, colocou um ponto final nos boatos que davam conta que ele seria o novo frontman do Velvet Revolver, que desde a saída de Scott Weiland está em busca de um substituto. Em entrevista à revista inglesa Kerrang!, ele disse que ficaria constrangido com a possibilidade, já que é amigo de todos na banda, e também de Weiland.

Ele admitiu, entretanto, que Slash o convidou para fazer um único show em Las Vegas, assim que Scott foi demitido, e que acha que advém daí os boatos que ele seria o novo vocalista do grupo. Chester não topou fazer a apresentação. Na mesma entrevista, Chester Bennington, político, disse que, se não fosse amigo de Scott e de todos os integrantes remanescentes, e se não cantasse no Linkin Park, certamente aceitaria entrar para o Velvet Revolver.

Guitarra que Jimi Hendrix queimou vai a leilão em Londres

Mas não se trata do intrumento usado no palco do Monterey Pop. Vai a leilão em Londres uma guitarra tocada por Jimi Hendrix, na qual ele ateou fogo durante um show, em 1967. Não se trata, porém, do instrumento queimado no lendário Festival Monterey Pop, marco da volta do guitarrista aos Estados Unidos. Esta foi queimada numa apresentação no Astoria, em Londres, no dia 31 de março de 1967, menos de três meses antes, quando, inclusive, Hendrix teve que ser socorrido por causa das quimaduras que sofreu . O modelo é uma Fender Stratocaster, e estima-se que valha aproximadamentwe R$ 800 mil.

Asia Dub Foundation

Foto do show do Abril Pro Rock, em 2001. asiandub01-2.jpg
É esse o cara que vai mudar o mundo? É ruim, hein?

junho 13, 2008

Cidadão Instigado

Foto do Abril Pro Rock de 2000, em Recife. cidadao00.jpg
Fernando Catatau desenrola uma raivosa conversa com o público de Recife

Vejas as músicas que estão no novo álbum do Mogwai

Banda confirma lançamento de "The Hawk Is Howling" para setembro. O Mogwai confirmou o lançamento de seu próximo álbum, "The Hawk Is Howling", para setembro, mais precisamente no dia 22. Duas semanas antes, dia 8, sai o EP "Batcat", com três das 10 faixas. Confira todas as músicas que estarão no CD e boa busca na web:

1- I'm Jim Morrison, I'm Dead
2- Batcat
3- Danphe And The Brain
4- Local Authority
5- The Sun Smells Too Loud
6- Kings Meadow
7- I Love You, I'm Going To Blow Up Your School
8- Scotland's Shame
9- Thank You Space Expert
10- The Precipice

Confirmado: Muse toca no Brasil em julho e agosto

Grupo britânico se apresenta no Rio, em São Paulo e em Brasília, dentro do Festival Porão do Rock. Conforme noticiado anteriormente, o Muse toca no Brasil no final de julho/início de agosto. A banda inglesa, no entanto, não se apresenta em Curitiba, mas participa da edição de 2008 do tradicional Festival Porão do Rock, no dia 2 de agosto. As outras duas cidades contempladas pela mini-turnê são Rio e São Paulo, onde a banda toca nos dias 30 e 31 de julho, no Vivo Rio e no HSBC Brasil, respectivamente.

O Muse nasceu em 1997, e é formado por Matthew Bellamy (voz e guitarra), Christopher Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria). "Black Holes And Revelations", de 2006, aclamado por público e crítica, é o último álbum de estúdio do trio. No início do ano saiu o CD/DVD "H.A.A.R.P. Live from Wembley", do qual deve sair o repertório dos shows no Brasil.

Motormama lança EP virtual hoje

Música novas podem ser escutadas na página da banda no MySpace.com Acontece hoje o lançamento do EP virtual "Rua Aurora", do Motormama, banda de Ribeirão Preto, São Paulo. São cinco músicas inéditas que estão disponibilizadas no site da gravadora da banda, a Midsummer Madness, e na página da banda no MySpace.com. Chamado pelos próprios integrantes de "o mais puro rock psicodélico caipira", o som do Motormama pode ser checado nesses cinco títulos:

1- Preciso Me Vingar, Oh Babe
2- Rua Aurora
3- Enchantè, Camaradas
4- Esperando o Furacão
5- Não Será um Bom Dia

The Feitos
Na Cabeça da Chorona

Gravadora Discos. Íntegra da resenha publicada na edição 51 da Revista Zona de Obras - Zaragoza – Espanha.
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Na ativa há cerca de quatro anos, vitimado pela crise da indústria fonográfica, o The Feitos batalhou um bocado para chegar ao primeiro álbum, e acabou optando pelo formato SMD. O disco vem encartado numa mini revista pôster e sai pelo módico preço de R$ 5, estampado na própria caixinha do CD, em papelão como os antigos vinis. Com tanto tempo de estrada o disco acabou reunindo uma espécie de “best of” dos shows do grupo, incluindo “hit indie” “Disco do Roberto”, sucesso nas pistas de dança das casas noturnas alternativas do Rio de Janeiro.

Para entender o The Feitos é preciso voltar um pouco no tempo e lançar um olhar no Little Quail, banda do início os anos 1990 liderada por Gabriel Thomaz (hoje no Autoramas) que misturava rock dos anos 50 e 60, bom humor e jovem guarda – de onde vem a referência à Roberto Carlos, presente já no título da principal música do The Feitos. Sem Little Quail não seria possível o The Feitos, que re-atualiza o rock pra cima e divertido neste disco de estréia, adicionando uma generosa dose de esporro suja e deliberada. Mais do que nos shows, as músicas têm uma distorção quase descabida, fortalecida pelos vocais toscamente desafinados de Ramon Ribeiro e por uma equalização feita quase nas coxas, se não fosse proposital. Tudo contribui, no entanto, para a estética divertida – sem ser engraçadinho – sobre aquele mesmo rock’n’roll à jovem guarda do pioneiro Little Quail. Achados como “Eu Perdi o Amor Pelos Meus Dentes” e “Gente Feiosa”, com um reforço de teremin do baterista Andrei Duarte, realçam o que o trio tem de melhor.

Casos de amor adolescentes são o principal assunto das letras, todas de autoria do vocalista/guitarrista Ramon. Por mais sofridos, os temas têm sempre certa dose de cinismo que desafiam o ouvinte a ficar incólume a tal ponto de vista. Ë o caso, por exemplo, do drama vivido pelo protagonista paranóico com a fidelidade da parceira em “Mulher Infiel”, ou de “Eu Perdi o amor Pelos Meus Dentes”, onde, ao contrário, o jovem apanha feliz do namorado de uma pretendente. Há espaço para deboches com o hard rock, na impagável “Eu Quero Ser Poser”, e autozombaria, caso de “Gente Feiosa” e “Feios Mas Felizes”, que até pode sintetizar “Na Cabeça da Chorona”: feio, sim, mas feliz e muito legal.

junho 12, 2008

Punk’s Not Dead

Um olhar cuidadoso sobre a história da cultura nos últimos 30 anos deixa claro que o mundo em que vivemos seria definitivamente outro, caso o punk não tivesse acontecido. Meus amigos, se tem uma herança que o punk deixou para todos nós, é ela a de tomar a iniciativa de fazer o que tem que ser feito nós mesmos. Quando não há nada que nos interesse, façamos nós mesmos o que deve ser feito. Eis a mais genuína das sentenças: faça você mesmo. Digo isso depois de rever o documentário “Botinada – A Origem do Punk no Brasil”, dirigido por Gastão Moreira e lançado em DVD há quase dois anos. E quem diz isso, no documentário, é o baixista do Replicantes, Heron Heinz, depoimento que acabo de endossar e dar fé pública.

Revi o documentário não por vontade própria, mas porque recebi a encomenda de dar uma geral no punk e hardcore nacional, e tive que usar o DVD como uma de minhas fontes. Além de pesquisas na internet, também fui atrás de meus discos, livres e fanzines. Sim, meus amigos, fiz uma viagem no tempo ao encontro do punk rock perdido por essas plagas, passando por Antonio Bivar, Janice Caiafa, Helena Wendel Abramo, Silvio Essinger, Redson, João Gordo, Fábio, Wander Wildner, Philippe Seabra, Ariel, Clemente e por aí vai.

Mas falava do documentário, que por um motivo ou outro, acabei não fazendo uma resenha propriamente dita, nem mesmo para este site ultrapessoal. Lembro que à época do lançamento, estava efetivamente na redação da Revista Outracoisa (esquisito falar nisso no passado) e o parceiro Tiago Velasco se encarregou de fazer umas perguntinhas sobre o DVD para o Gastão, o que garantiu um texto sobre o excelente trabalho. Lembro ainda que Gastão prometia um outro documentário, nos mesmos moldes, sobre o heavy metal no Brasil. Espero que o projeto tenha andado.

O documentário é bom porque focou (palavra em moda) seus esforços no iniciozinho do punk, e aí conseguiu cobrir muito bem a agitação toda que acontecia em São Paulo naqueles idos do final dos anos 70/início dos 80, quando, segundo o testemunha ocular da história Clemente, se o punk não tivesse sido criado em Nova York e Londres, teria sido inventado na periferia paulistana. A afirmação parece arrogante, mas eu não duvidaria disso. Falei de São Paulo porque o documentário é basicamente sobre o punk paulista, já que Gastão parece ter optado por deixar de lado ouras cidades importantes para o início do punk, sobretudo Brasília. Os minutos dedicados à Capital Federal, Rio e Porto Alegre, somados, são insignificantes ante a superpesquisa feita em São Paulo. Eis aí o único senão do DVD: achar que o Brasil é São Paulo. Não é, não, Gastão.

Outra frase que marcou aparece na hora de avaliar o legado deixado pelo punk, e é o chapa Silvio Essinger quem fatura o prêmio da melhor observação ao dizer que, depois do punk, todo movimento identificado com rebeldia juvenil é de certa forma identificado com o próprio punk. Ele tem razão, e a imagem de bandas do grunge sob sua fala é precisamente ilustrativa. Além de designar um movimento musical e social, a palavra punk sintetiza rebeldia, volta às raízes, ao básico, ao tosco, para depois começar de novo. Um dos entrevistados, do qual não lembro o nome, fala dessa desconstrução que aqui no Brasil chegou a ser apropriada até por Chico Science e suas alfaias.

Não gosto – diga-se – quando o termo “punk” é utilizado para definir uma situação ruim, difícil, sentido muito aplicado do lado de lá da Dutra. Punk só foi depressivo (e mesmo assim esteticamente) no pós-punk, espécie de “dream is over” do movimento, detonado pelo suicídio de Ian Curtis, o líder do Joy Division (já viram os filmes?). E nem engulo a história de que o punk surgiu como uma reação ao academicismo do rock progressivo. Primeiro porque nunca acredito que, no mundo do rock, uma coisa venha para substituir outra – como aqui no Brasil, onde os fãs de metal juram de pés juntos que foi o grunge que acabou com o hard rock -, mas isso é outra história. O punk nasceu para combater tudo e todos, explosão de rebeldia juvenil em estado bruto. O rock progressivo nada tinha a ver com isso, tanto que suas bandas nunca acabaram, e ele – o progressivo – se renovou na década 80 mesmo (Marillion, Palas, Pendragon) e vive se atualizando. Ou por acaso os caras do Pink Floyd, Yes, Genesis, etc, passaram a tocar só com três acordes e com as calças rasgadas, calçados de all star sujo?

Não, meus amigos, isso aqui não é um tratado punk, muito menos uma resenha sobre o grande DVD produzido e dirigido por Gastão Moreira. É só o bom e velho papo de mesa de bar de porta de show. No que aproveito para reafirmar que o punk está em todos os lugares. Foi (e é) importante para tudo o quanto é subgênero do rock, no Brasil e no mundo. Metal, grunge, hardcore, rap, rock nacional, mpb... Em tudo que é lugar, em algum canto tá lá um “quê” de punk. Pode ser a voz gritada, a crueza dos acordes, a jaqueta de couro, o set de bateria, as tatuagens, as letras escalafobéticas, os cabelos espetados ou qualquer outro símbolo icônico – para deixar meu professor de lingüística orgulhoso. Mais: no mundo cultural globalizado, o punk superou os limites da música e se representa em partidas de futebol, desfiles de moda, portas de fábrica, artes e no pensamento do homem em geral, do final do século passado pra cá.

Sim, meus amigos, definitivamente o mundo em que vivemos não seria como é, não fosse o punk. Por isso a tarefa eu me deram, embora seja uma obrigação profissional, é – de novo – algo muito prazeroso. E, de quebra, ainda me deu o mote para chegar a mais esta Rock é Rock Mesmo. Afinal, nem sempre se pode ser Deus. Mas isso já é papo para outra coluna.

Até a próxima e long live rock’n’roll!!!

Motörhead confirma lançamento de 'Motorizer' e revela detalhes

Veja a capa do vigésimo disco da carreira da banda.
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Conforme noticiado anteriormente, o Motörhead lança a partir de agosto o vígésimo álbum, "Motorizer". O disco, sucessor de "Kiss Of Death", de 2006, sai no Estados Unidos no dia 26, na Alemanha dia 29, e no restante da Europa dia 1 de setembro. Retificando a informação, somente os trechos de bateria foram gravados no estúdio de Dave Grohl, do Foo Fighters, e não toda a finalização das músicas. A banda ainda não anunciou o título das faixas, mas a capa do disco é essa aí do lado.

Banda de ex-guitarrista dos Smiths toca com o REM

Modest Mouse, do guitarrista Johnny Marr, faz os shows de abertura da turnê. Um convidado muito especial está emprestando brilho à turnê do REM. Trata-se do guitarrista Johnny Marr, ex-Smiths, cuja banda atual, a Modest Mouse, está fazendo os shows de abertura para a perna norte-americana da turnê do grupo. Na última terça, incusive, Marr subiu ao palco junto com Michael Stipe e cia, para tocar uma versão do hit "Fall On Me", de 1986. Johnny Marr ajudou a produzir o álbum "Murmur", do REM, em 1983. Além do Modest Mouse, o The National também toca antes do REM nessa turnê.

Os Paralamas do Sucesso

Foto feita durante o Abril Pro Rock de 2000, em Recife. paralamas00.jpg
Os Paralamas na turnê do álbum acústico

Sem vocalista para o Velvet Revolver, Slash prepara álbum solo

Guitarrista quer aproveitar o tempo que tem enquanto não encontra um substituto para Scott Weiland. Depois da saída do Scott Weiland do Velvet Revolver, os remanescentes no grupo logo trataram de deixar claro que estavam escolhendo rapidamente um substituto a altura. Só que, agora, Slash anunciou que está preparando material para um álbum solo. Segundo o guitarrista, ele precisa aproveitar o tempo que tem agora, já que, assim que o Velvet encontrar um novo vocalista, a banda será prioridade total. Ele dá a entender que está ajuntando material, e que não há sequer previsão de laçamento do tal disco solo. Mais um capítulo para esta série, ramificação da novela Guns N'Roses.

junho 11, 2008

RAIMUNDOS
Dez anos de hardcore e zoação

A idéia era fazer uma matéria grande sobre o aniversário de 10 anos do Raimundos, mas depois de muito correr atrás, acabamos encontrando o então vocalista Rodolfo saindo do estúdio, que nos entregou um faixa-a-faixa do quarto disco da banda, “Só No Forévis”. Hoje, mais que um verdadeiro dossiê Raimundos, a matéria, com oito páginas e repleta de boxes (aqui postados em seqüência) soa como um retrato daquele início do final dos anos 90. A entrevista com Fred foi feita pelo amigo Carlos Pamplona. Publicada na Rock Press número 18, de abril de 1999. Foto: Divulgação / Warner. raimundos.jpg

A década ainda não acabou, mas não é precipitada a constatação de que o rock brasileiro já tem seu maior representante nos anos 90: Raimundos. Gostando ou não do estilo e de suas influências, não há como negar que esses quatro candangos conseguiram a maior projeção dentro do cenário pop rock brasileiro, em um período nem sempre favorável para os artistas do gênero.

Começando como uma banda cover, a adição de letras típicas do folclore popular nordestino, e a opção pelo hardcore pesado, sem concessões, revelaram um estilo próprio e original dentro do mercado brasileiro, copiado (e na maioria das vezes distorcido) por dez entre dez bandas nos últimos anos.

Parece que foi ontem, mas já se passaram dez anos desde que o Raimundos começou suas atividades, início esse simbolizado por um show em uma festa de reveillon. E nesses dez anos muita coisa mudou na vida dos integrantes da banda. A bandinha cover das festinhas se transformou num sucesso de público e crítica, mesmo com todas inconveniências das letras, o peso do som, e a manutenção do jeito “peão” de ser.

A Rock Press correu atrás (você não imagina como) e foi flagrar a banda saindo do estúdio, onde arrancou do vocalista Rodolfo, em primeiríssima mão, e com exclusividade, todos os detalhes do próximo álbum, “Só No Forévis”. Falamos também com o baterista Fred, que deu uma geral na trajetória de uma década de hardcore e zoação.

Já fazia algum tempo que a Rock Press pretendia fazer uma grande matéria com o Raimundos, e aproveitamos essa oportunidade para desvendar toda a história da banda, com detalhes, análises, e outras coisas que você, como de costume, só encontra aqui. Go ahead!

ANOS 90: O ROCK NACIONAL APRENDE A LIÇÃO

A virada da década não havia sido muito generosa com o rock nacional. Passado o boom dos anos 80, boa parte das bandas já tinham se desfeito, e as consagradas ou repetiam fórmulas, ou partiam para caminhos que não agradavam aos fãs de sempre, e nem cativavam outros novos. As gravadoras, por sua vez, destinavam cada vez menos investimentos para o rock, e apostavam em outras fatias de mercado (desaguando na pobreza musical desse fim de década), dando às bandas mais antigas um tratamento de mpb, e fechando os olhos para o rock Brasil dos anos 90.

Estava claro que, nos anos 90, se alguma banda ou movimento quisesse se estabelecer no mercado, teria que ser por conta própria, tudo no esquema “do it yourself” que o punk rock consagrou pelo mundo afora.

O sucesso internacional conquistado pelo Sepultura repercutia no Brasil com uma febre de bandas cantando em um inglês macarrônico, na esteira do thrash metal que se espalhava pelo mundo. Em paralelo, a cena de Seattle era descoberta, e, além das camisas xadrez de flanela, espalhava a mensagem (imediatamente absorvida) de que qualquer lugar poderia ter sua própria cena de bandas novas, totalmente independente, e ganhar o mundo, fazendo ícones do mercado pop como Soundgarden, Pearl Jam, e, o maior de todos, Nirvana, do suicida Kurt Cobain.

O Brasil não ficou de fora, aprendeu a lição e os festivais independentes se proliferaram: Junta Tribo em Campinas, BHRIF em Belo Horizonte, BIG em Curitiba, Abril Pro Rock em Recife, Superdemo e Expo Alternative no Rio, e tantos outros. Como no Terceiro Mundo tudo funciona diferente, a grande mídia e as gravadoras pouco (ou nada) se importaram, e poucas bandas se destacaram e conseguiram atingir um sucesso no mercado comparado ao das bandas da década passada. O Raimundos foi uma delas.

Fundamental para esse início de década foi a chegada da MTV no Brasil, em 1990, que cobriu toda essa cena, catapultando essas bandas para público local, e, em conseqüência, para o primeiro contato com as gravadoras, fato outrora atribuído às rádios locais.

DE BRASÍLIA PARA O BRASIL

Estamos em Brasília, no ano de 1992. Quatro candangos acostumados a tocar covers de Ramones resolvem se assumir seriamente como Raimundos, uma mistura da banda predileta com música nordestina, referenciada pelo forrozeiro Zenilton, o preferido dos meninos. Mas esse foi só o ano do recomeço. A primeira vez que a banda se apresentou usando o nome Raimundos foi na passagem de 88 para 89, em uma festa na casa do amigo Gabriel Thomaz, guitarrista e vocalista do Little Quail (vide box).

Rodolfo e Digão se conheciam desde 87, um tocava guitarra e o outro bateria, já fazendo covers do Ramones. Rodolfo convidou Canisso para assumir o baixo, mais pelo visual do cara, já que ele tocava guitarra. Onde houvesse uma festa, lá estava o Raimundos, e a casa, invariavelmente lotada.

Em 90, porém, cada um parte para resolver sua prioridades pessoais, deixando, meio que desanimados, o projeto da banda de lado. Nessa época Digão trocou a bateria pela guitarra, enquanto Rodolfo começou a cantar na banda Royal Straight Flesh. Só em 92 o baterista Fred, que acompanhava os shows do Raimundos como espectador, sugeriu a volta da banda com formação que se mantêm até hoje: Rodolfo, vocais, Digão, guitarra, Canisso, baixo, e Fred, bateria.

Em 92, os Raimundos haviam decidido voltar para uma apresentação em um bar em Goiânia, e outros shows foram rolando, até que a primeira demo foi gravada no ano seguinte, intitulada “Raimundos Demo-Tape”, com quatro músicas: "Nêga Jurema", "Marujo", "Palhas do Coqueiro" e "Sanidade".

E foi em 93 que se deslocaram para São Paulo e começou a distribuir sua demo para amigos, bandas, imprensa e afins. Um telefonema de Fred para a organização do Festival Junta Tribo garantiu, em cima da hora, a presença da banda na primeira edição do evento, tanto que o nome Raimundos não constava no cartaz e nem na programação distribuída à imprensa. Não que tenha sido essa apresentação a projetar o grupo, mas ela aumentou o bochicho que corria no meio. Uma banda de Brasília que misturava Ramones com forró, e com letras escrachadas, cheias de palavrões.

Tal qual a avalanche de bandas que ia surgindo, uma nova geração de gravadoras, também independentes, precisavam dar conta de registrar esses novos valores, deixados à margem pela grande mídia. Uma delas, surgiu quando o jornalista e produtor musical Carlos Eduardo Miranda convenceu os Titãs a investirem em um selo para descobrir novas bandas. Ligado na cena, e ouvindo dúzias de fitas demo por dia, como repórter musical, Miranda tinha conhecimento do que estava rolando no novo underground brazuca, e sugeriu que o recém criado Banguela lançasse seu debut álbum com o Raimundos, cuja demo recebera de um colega de Brasília.

Os desafios eram muitos. Uma forma de trabalho diferente, com um selo independente, apesar de o esperto Miranda garantir a distribuição pela Warner, major que tem o Titãs no cast. Uma banda nova, de fora do eixo Rio/São Paulo, tocando um hardcore pesado, cantando em português, sim, mas com letras diferentes das demais, chupadas do folclore popular do Nordeste e carregadas de palavrões, com um bom gosto questionável. Quem iria tocar? Quem divulgaria esse novo trabalho?

A resposta veio com a nova geração de adolescentes ligada no rock brasileiro. Os anos noventa haviam renovado o público de rock, e essa garotada queria mesmo é chutar o pau da barraca. E o Raimundos foi a trilha sonora que eles precisavam.

Embalados pelo rótulo forrócore, que por si só já chamava a atenção, o primeiro álbum da banda, intitulado simplesmente “Raimundos”, chegou às lojas em maio de 94. A essa altura, a banda já havia tocado no M2000 Summer Concerts, em Santos, no início do ano, ao lado de atrações internacionais, para um público de mais de 50 mil pessoas, além de ter tocado como banda de abertura para nomes consagrados como Camisa de Vênus, Ratos de Porão, e, é claro, Titãs. O Raimundos estava, digamos, na marca do pênalti.

Escolhida como música de trabalho, “Nêga Jurema” ganhou uma versão em clip ainda independente, produzido na Universidade de Brasília, o que detonou uma execução maciça na MTV, mesmo antes do álbum ter sido lançado. O clip ao vivo de “Puteiro em João Pessoa”, música que abria o álbum com o indefectível clamor (“eu quero é rock!”) foi outra porrada na cara das FMs, que tiveram que tocar as músicas da banda, mesmo contendo versos como “ela pegou no meu p* pôs na boca e ficou de quatro”. Afora o péssimo gosto e a gratuidade da baixaria do grupo, “Puteiro Em João Pessoa” pegou também pelo lado hardcore, altamente convidativo para o pogo e a abertura de roda, a essa altura já não um monopólio dos punks, mas dominado por todo o tipo de playboys. O variado público do Raimundos começava a se formar.

A consagração da banda no entanto veio com a balada “Selim”, uma típica canção de corno, de autoria de outro amigo da banda, Titi, que narra a história de um adolescente que quer ser o banco da bicicleta de sua amada, só para estar mais perto dela. E isso numa letra sem nenhum palavrão, mas com citações à vagina, ânus, etc. Em agosto de 94, na participação da banda no Monsters of Rock brasileiro, no Pacaembu, “Selim” foi cantada em uníssono pelo público de heavy metal, que aguardava os shows de Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e Kiss. “Selim” levou o álbum à marca das 120 mil cópias e deu ao Raimundos o status de banda grande no mercado brasileiro.

“Raimundos”, o álbum, na verdade não tem em suas músicas nada de forró, mas uma mistura de hardcore com rock pesado, riffs à vezes metálicos e muito gás. O forró, além de uma clara jogada de marketing, está na temática das letras, muitas delas tiradas do folclore popular nordestino. E é aí que a coisa pega. Uma coletânea de mau gosto e grosseria percorre o álbum do início ao fim, sem duplo sentido, direto mesmo. “Pimenta malagueta quando entra na b* vai enganchar no pulmão” (“Minha Cunhada”), “Dessa vez vou ter mais sorte, vou soltar um peido bem forte” (“MM’s”) e “Pra socar minha p* dia e noite, noite e dia” (“Cintura Fina”) são só alguns exemplos. Ainda assim, a grande mídia não só recebeu bem esse primeiro trabalho da banda, como teve participação decisiva ao impulsionar a carreira do grupo. Estava liberada a baixaria no rock brasileiro dos anos 90 (vide box).

Com o CD na mão, os Raimundos caíram na estrada, fechando o ano de 94 com uma vendagem superior a 100 mil cópias (ultrapassaria as 200 mil). Além da grande exposição na mídia, a banda faz shows de abertura para vários artistas internacionais, entre eles Ramones (o baixista CJ chegou a tocar com eles) e Sepultura, em três datas da “Acid Chaos Tour”.

LAVADO, NOVO E REPETINDO A DOSE

O sucesso da estréia garante a gravação um contrato de três álbuns com a Warner e sela, sem maiores explicações, o fim do selo Banguela (vide box). A gravação do segundo álbum, já em 95, teve a produção do inglês Mark Dearnley, conhecido por trabalhos com Black Sabbath e AC/DC. Nada mal para uma banda que há pouco tempo só tocava covers.

“Lavô Tá Novo” é lançado em novembro de 95, porém a música de trabalho, “Eu Quero Ver o Oco” já rolava direto nas rádios em todo o país, e seu belo clip, produzido na Califórnia, não parava de passar na MTV. Com muito mais peso, menos baixaria e mais produção e um “quê” de metal trazido pelo novo produtor, “Lavô Tá Novo” começa a colocar por terra o rótulo forrócore, a essa altura limitante para uma banda de grande porte. É um trabalho com músicas diferentes entre si, vão desde o hardcore cruzado com metal (“Eu Quero Ver o Oco”) até coisas mais lentas (“O Pão da Minha Prima”). As letras dão um certo tempo, em termos das habituais baixarias do álbum anterior, mas ainda há coisas lamentáveis como “Tora Tora” e “Esporrei Na Manivela”. Os destaques são “I Saw You Saying (That You Say That You Saw)”, uma bem humorada brincadeira com as bandas que cantam em inglês sem conhecer o idioma, e “Tá Querendo Desquitar (Ela Tá Dando)”, de autoria de Zenilton, essa, sim, com letra inteligente e de duplo sentido.

A escalação do Raimundos para a noite mais rock do Hollywood Rock, nos dois últimos finais de semana de janeiro de 96 foi a prova de fogo para o grupo. Ainda no início da tour do segundo álbum, foi a primeira vez que a banda pôde mostrar o novo trabalho, para um público grande e exigente, que tinha olhos mesmo era para a atração principal da noite, nada menos que a dupla Page & Plant, ou se preferirem, o Led Zeppelin. Sem se intimidar, a banda levou a Praça da Apoteose a baixo, com os primeiros acordes de “Eu Quero Ver o Oco”, a essa altura já um hit nacional, fato ocorrido também na semana anterior, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. O show foi decisivo para a carreira do grupo, que com um set curto, típico de festivais, entrou e saiu com o jogo ganho, com o público cantando todas músicas no pé da letra.

Nesse ano, os Raimundos tiveram seus álbuns lançados em Portugal e na Espanha, onde o grupo faz uma rápida tour com poucos shows e muitas entrevistas, para divulgação. Decorridos seis meses do seu lançamento, “Lavô Tá Novo” entupia a programação das rádios em todo país, e atingia a marca de 180 mil cópias vendidas (passaria das 400).

Em agosto, o Raimundos voltou a ser escalado para o Monsters Of Rock, desta vez ao lado de Mercyful Fate, King Diamond, Helloween, Biohazard, Motörhead, Skid Row e Iron Maiden. A banda causou polêmica, pois tocou depois do Helloween, tendo inclusive maior tempo de show. A nação metálica nacional se voltou contra o grupo, que, alheio a isso e aos eternos problemas de equipamentos e passagens de som, típicos em festivais desse porte, voltou a sacudir o público com sua saraivada de sucessos de FM.

No final do ano, na esteira do reconhecido sucesso do grupo, foi lançada a caixa “Cesta Básica”, com tiragem limitada, incluindo um CD com covers e versões alternativas para algumas músicas, uma fita de vídeo com todos os clipes lançados até então, e imagens caseiras registradas nas tours pela esposa do baixista Canisso, e uma revista em quadrinhos feita pelo cartunista Angeli. Inicialmente com tiragem de 8 mil cópias, uma vez que se destinava (até pelo custo) só para colecionadores, o sucesso foi tanto que a gravadora prensou nova tiragem, dessa vez com 100 mil cópias, além de colocar o CD, em separado, no mercado.

São ao todo dez músicas, sendo três covers (Ramones, Sex Pistols e Filhos de Menguele), quatro versões ao vivo, duas faixas inéditas e, de novo, “Puteiro em João Pessoa”, que ganhou finalmente um clip. Com a banda metida em infindáveis tours, e com dificuldade para trabalhar em cima de material novo, “Cesta Básica” serviu mesmo para dar um certo fôlego, marcando presença nas FMs. Sem falar, é claro, na estratégia de se lançar um produto altamente vendável na época de fim de ano, onde reina a febre dos presentes.

LAPADAS E MUDANÇAS

Em 97, os Raimundos começaram a preparar o terceiro álbum, mas os compromissos agendados e o inesperado sucesso de “Cesta Básica” atrasaram os trabalhos. Além de shows que não param de rolar, inclusive com a banda passando até mais de duas vezes com a tour em determinados lugares, o Raimundos participa da gravação dos álbuns de Rita Lee e do Camisa de Vênus.

É só no segundo semestre que “Lapadas do Povo” começou a ser efetivamente trabalhado, de novo com a produção de Mark Dearnley, mas desta vez todo gravado no exterior. A banda tece comentários de que “Lapadas” seria o seu trabalho mais pesado, e com menos escrachos e palavrões. Daí a manutenção de Mark na produção.

“Lapadas do Povo” já da o ar da graça em “Andar Na Pedra”, com um riff típico de metal, ultrapesado, de fazer inveja aos bons tempos do Suicidal Tendencies, com direito a um grande solo de Digão, outrora limitado a palhetadas distorcidas. Hardcores rapidíssimos marcam presença com “Véio, Manco e Gordo”, “CC de Com Força” e “Crumis Ódamis”. Não há realmente espaço para as tradicionais baixarias (“Ui, Ui, Ui” é a exceção), mas a presença da temática nordestina continua firme, como se vê em “Poquito Más (Healthy Food)” e em “Nariz de Doze”. A novidade é a cover de “Oliver’s Army”, de Elvis Costello e a versão para “Ramona”, que aqui virou “Pequena Raimunda”. Com “Lapadas do Povo”, basicamente um álbum crossover, o Raimundos se confirma no mercado como uma banda madura, entrosada e cometendo um dos trabalhos mais bem produzidos do ano.

A tour do novo álbum começou mal. Após um dos primeiros shows, em Santos, em novembro, um tumulto causado pela falta de organização do clube local (poucos acessos, portas trancadas) deixou mais de 100 feridos e resultou na morte de sete fãs. O detalhe é que os músicos só ficaram sabendo do ocorrido quando estavam no hotel, e o pior é que toda a grande mídia, com é de costume, deu ênfase ao fato, prejudicando, de certa forma, a imagem da banda. O quarteto se sensibilizou com o episódio e suspendeu temporariamente a recém iniciada tour.

O ano de 98 começou com a notícia da renovação do contrato com a Warner para mais cinco álbuns, estabilizando mais ainda a carreira do Raimundos. A essa altura do campeonato, os quatro candangos freqüentam não só os estúdios das rádios rock e da MTV, mas todos os maiores e mais populares programas de TV: Jô Soares Onze e Meia, Ratinho Show, Programa Livre, H, Raul Gil, Xuxa Hits, e por aí afora. A popularidade e a aceitação da banda crescem tanto que, de repente aparece na TV um comercial da Rider (grife de chinelos), com Raimundos ao fundo. Era a música “Nana Neném”, uma espécie de canção de ninar hardcore, que foi lançada em single, em agosto passado, junto com “Reggae do Manêro”, inédita até então. O ano terminou com a participação do Raimundos em dois shows da tour do Iron Maiden e Helloween, em São Paulo e em Curitiba, onde, como de costume, a banda foi bem aceita, embora sendo um público de metal.

A VOLTA AO COMEÇO, UMA DÉCADA DEPOIS

Entre fevereiro e março de 99, os Raimundos se enfiaram no Estúdio AR, no Rio de Janeiro, para a gravação do quarto álbum, “Só No Forévis”. A idéia da banda era meio que voltar um pouco ao trabalho do começo, fazer um som parecido com o do primeiro álbum. Para tanto, voltaram a recrutar Carlos Eduardo Miranda para a produção, mas dessa vez em parceria com Tom Capone e Mauro Manzoli.

“Só No Forévis” terá doze músicas, sendo duas covers, uma do Little Quail e outra do Filhos de Menguele, a antiga banda do guitarrista Digão. Isso sem falar em algumas faixa bônus, já gravadas, mas não reveladas pela banda (veja a lista a seguir), e nem pela gravadora até o fechamento dessa edição. Outro detalhe ainda não divulgado é como vai ser a capa do álbum, mas já se sabe que vai ser com uma foto (não uma ilustração), e o trabalho está a cargo de Luís Stein.

Como se ainda fosse pouco, a lista de participações especiais vai desde Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso, do Los Djangos, até o vocalista Alexandre, do Nativus, e Gustavo Black Alien, do Planet Hemp.

Confira agora, como serão as músicas de “Só No Forévis”, uma por uma, na relação que o vocalista Rodolfo preparou, de memória, com exclusividade para a Rock Press:

“Mata o Véio” lembra... pô, me dá vontade de andar de skate quando eu ouço essa música. Parece comercial do Hollywood, música de extreme games. Ela fala um pouco da televisão brasileira;

“Alegria” é uma música do Filhos de Menguele. A gente resolveu gravar essa música porque ela tem a letra mais do c* que eu já vi, é do Telo, aquele bicho doido que já compõe com a gente há 500 anos;

“Língua Presa” eu fiz a letra com o Telo também. É um hardcore ligado, só que cantado por caras que têm a língua presa. Nessa música apareceu o pessoal do Los Djangos, e eles fizeram uma vinhetinha de introdução;

“Aquela” é do Little Quail, que a gente resolveu regravar porque é uma música linda, e uma música linda dessas tem que ser revivida;

“Me Lambe” é um skazinho maneiro, que até o Bi tocou um baixo nela, e ficou demais, cara. É uma letra meio sacaninha;

“Carrão de Dois” é um hardcorezinho meio melódico, mas não é nessa linha do hardcore da Califórnia não, é um melódico brasileiro. É uma música besta que fala de um carro movido à bafo no vidro;

“Fome do cão” é a única música que tem uns forró no disco, a gente mesmo gravou uma zabumba, triângulo. Essa música é irada, quem fez a letra junto comigo foram os caras do Rumbora, lá de Brasília (nova banda do baterista Bacalhau, ex-Little Quail). Essa é uma das músicas mais maneiras do disco;

“Deixa Eu Falar” é o tipo uma música que fala de poder falar o que quiser. Essa música é meio uma jam, quem cantou fui eu, o Gustavo Black Alien e o Alexandre, do Nativus. Foi legal, que eu não dei letra pra ninguém, cada um chegou e fez a sua parte. Ficou demais, cada parte ficou a cara do cara que fez. A parte do Gustavo é boa demais, ele é um dos melhores rappers que tem no Brasil, e já tem vários discípulos;

“Boca de Lata” a gente gravou meio rap. Quem fez a música foi o Nuts e o Zé Gonzales. Eu roubei o povo do D2, roubei todo mundo;

“A Mais Pedida” ficou linda, e quem cantou nela foi a Érika, do Penélope Charmosa. Ficou linda a bichinha;

“Pom Pem” é uma música besta que fala de uma menina da cidade que foi pro mato e adorou. É a música mais doida do disco, com partes bem malucas;

“Mulher de Fase” é a música mais bonita que a gente já fez. O nome dela era “Linda”, depois a gente mudou. A gente gravou até uns violinos. Eu vou ver se eu faço uma versão só com voz e violino pra mandar pra minha mãe. A bichinha sempre pede: “Meu filho, faça uma música que dê pra eu cantar”. E essa dá, vai fazer a véia chorar. Com violino então, até o meu pai vai chorar.

FRED: DE FÃ A INTEGRANTE DO GRUPO

Depois da mini tour que o Raimundos fez com o Helloween e o Iron Maiden no final do ano passado, o baterista Fred atendeu a Rock Press para um bate papo em uma livraria em Ipanema, zona sul do Rio. Fred falou sobre as mudanças no som e na temática da banda, sobre o mercado internacional e contou algumas curiosidades desses dez anos de carreira. Com vocês, o mais carioca dos Raimundos:

Houve uma mudança de som e nas letras do “Lavô Tá Novo” para o “Lapadas”. Por que isto ocorreu?

Mudança eu não sei se rolou, eu acho que teve uma busca maior em termos de qualidade. Sempre teve aquele negócio que "ah, a banda é muito legal, só que tem um som nacional", e a gente não acreditava nisso. A gente achava que uma banda nacional poderia também fazer um som no mesmo nível, e talvez não tenha interpretado direito, soando de uma forma diferente. Além disso, foi um disco muito corrido, a gente só teve uma semana para fazer o “Lapadas do Povo”. O primeiro disco é mais baseado nos hardcores. O “Lavô Tá Novo” tinha um rock mais pesado, arrastado. O “Lapadas” tem hardcore e rock mais pesado. O forró a gente queria não deixar de lado, mas escolher uma outra forma de fazer isso.

O “Lavô” foi o que vendeu mais, certo?

Foi, mas não tem explicação. Quando o pessoal da gravadora escutou a primeira música, “Tora Tora”, a feição das pessoas era, tipo "o que é que nós vamos fazer com esse CD?" Eles não sabiam por onde começar a trabalhar. Eles nunca tinham trabalhado um disco daquele. E foi o que mais vendeu. O número de vezes que as músicas tocavam nas rádios era impressionante. E o “Lapadas” perdeu um pouco disso, tocou bem menos em rádio. Mas isso é bom.

Por que? Você acha que dá um tempo na mídia?

Dá. Teve uma vez que eu fiz uma entrevista para o Jornal da Tarde e saiu uma manchete enorme "O sucesso do Raimundos é prejudicial ao rock brasileiro." E embaixo, em letras menores, no sub-título, "segundo o baterista da banda Fred..." O editor foi sensacionalista nisso. O que eu quis dizer pra ele foi o seguinte: se o Raimundos viesse com o “Lavô tá Novo” e o “Lapadas do Povo” fosse a mesma coisa, poderia acontecer como tá acontecendo com muitas bandas. Tem uma hora que, se não surgir nada da novo, cansa. E se a gente usar a mesma fórmula, vai virar uma comédia, uma piada contada duas vezes. O “Lapadas” foi muito importante nesse ponto.

Qual a relação que você vê entre a diminuição dos elementos de forró no “Lapadas” e o aumento de espaço lá fora?

Lá fora falam muito ainda de forró, apesar deles não conseguirem identificar direito. Mas quando você explica, o forró nada mais é que um repente. E o rap também é um repente. O “Lapadas” tem músicas que a gente não entende como não estouraram. Eu gosto de escutar música na rádio. Esse papo de "eu não gosto de sucesso" é mentira.

Mas tem vezes que cansa ficar tocando em rádio 24 horas por dia. Não acha que tem risco de saturar o público?

Se for uma coisa de livre e espontânea vontade da rádio, não me incomoda. Agora, se eu souber que tem uma carga de grana por trás por esta música está estourando... Música tocando na rádio é sinal de mais show.

Voltando à diminuição do forró no “Lapadas”, não acha que isto pode ter jogado a banda num lugar comum, tipo, só mais uma banda de rock?

Tem isso. Antes de sair de Brasília eu vivia falando pro resto da banda "vamos parar de falar nesse negócio de forrócore porque isso vai vir pro resto da vida", e não deu outra. A gente tinha um texto que dizia que, apesar de toda a mistura, o Raimundos não passava de uma boa banda de rock. O “Lapadas” sobreviveu como uma boa banda de rock. Eu gosto muito do primeiro e do segundo, mas considero o Lapadas o disco mais importante da gente até agora. Demos um ponto. O maior medo que a gente tem é chegar no décimo disco e aí ter que repensar toda a carreira. Isso a gente tá fazendo agora no terceiro.

O “Lapadas” ter saído diferente foi espontâneo ou programado?

Tinha uma idéia de fazer alguma coisa mais pesadona. E de tanto a gente falar, acho que o público acreditou que ele era muito mais pesado do que ele é mesmo. A gente acreditou nisso também.

E como está a aceitação dos discos no exterior?

Como artista estrangeiro que canta em outra língua, tem sido legal. Porque lá funciona bem diferente. Aqui existem os selos das gravadoras, que funcionam mais ou menos como uma gravadora mesmo. Lá, não. Lá a gente é do Bruto, que é da Draw, que é da Wishwesh, que é da Warner Bros. Um sub selo de um sub selo do selo da major. E isso funciona maravilhosamente bem.

Os álbuns foram lançados na América Latina?

Não, porque a gente não tem ido com o acordo de gravadora com gravadora como foi o “Lavo”. Ele foi um acordo da Warner do Brasil com a Warner da Espanha. Depois que o “Lavo” foi lançado, as coisas começaram a acontecer e rolou um interesse desse selo Bruto em nos contratar.

Enquanto o “Lavô” pode ter sido encarado como um disco de rock em outra língua, mas com o diferencial de ter elementos de música brasileira, é possível que o “Lapadas” seja encarado como apenas mais um disco de rock cantado em língua estrangeira. Você acha que isso atrapalha ou ajuda?

Isso que você tá falando a gente escutou também lá. Eu não posso te responder direito porque a gente não entendeu direito como é o mercado de lá. Mas o “Lapadas” já vendeu mais que o “Lavo”. A verdade é que nosso grande interesse ainda é ter o nosso mercado aqui. Se rolar lá fora, tudo bem, mas eu quero é que role aqui.

Bem, o Raimundos está fazendo 10 anos de carreira e eu gostaria de aproveitar o momento para saber algumas curiosidades sobre a banda. Qual foi o primeiro show do Raimundos que você viu?

Eu estava no primeiro show do Raimundos! Foi no reveillon na casa do Gabriel, do Little Quail. Eu tocava em duas bandas nessa época: Zona e Rock e os Billies. O meu pai sempre gostou muito dessa onda de ser baterista. E na época, eu falei pra ele que se existia uma banda em Brasília que iria fazer sucesso era o Raimundos. Aí ele falou: "Por que você não entra no Raimundos?" E eu respondi: "Pô, eu nem conheço os caras!"

E qual foi o primeiro show que você tocou com eles?

Foi no Jogo de Cena no Teatro Garagem, em agosto de 92. Porque eu já fazia parte do Raimundos acústico, era eu no tambor, zabumba, banco... o que tivesse na hora. O Rodolfo no triângulo e na voz, o Celsão, que era do Filhos de Menguele, no baixo e o Digão no violão. Depois pintou esse negócio de voltar o Raimundos. Mas o Digão estava naquela de não querer tocar bateria porque tinha problemas de audição. A banda usava uma bateria eletrônica, e no show em Goiânia, a bateria eletrônica deu errado. Foi quando o Rodolfo e o Canisso falaram: "Vamos chamar o Fred. Desde que a gente parou que ele enche o saco pra gente voltar". Aí eles me chamaram.

Qual foi o melhor e o pior show dos Raimundos?

Um show que eu não gostaria de ter feito foi o de Santos. O show foi maravilhoso, um dos melhores shows da gente. De repente, você chega no hotel e recebe uma notícia daquelas. Acabou o show numa boa mas as pessoas não conseguiram chegar em casa ilesas. Esse foi o melhor e foi o pior. Um show que a gente não vai esquecer nunca.

Qual foi a coisa mais esquisita que aconteceu com vocês na estrada?

Teve uma vez que rolou uma tarde de autógrafos em Goiânia. Eram cinco mil pessoas dentro do shopping. Nesse dia, fui só eu e o Rodolfo. Foi o maior esquema: todo mundo de rádio, cada um num carro, muita segurança. Quando a gente tava chegando eu peguei o rádio e falei pro Rodolfo ir primeiro, porque vai todo mundo pra cima dele e eu vou direto pra loja. Quando o Rodolfo entrou, eu comecei a sair, mas eles sacaram que tava um em cada carro e foi todo mundo pra cima de mim. Os seguranças ficaram com medo que pessoas quebrassem a loja e mandaram que tirassem a gente o mais rápido possível. E pra gente sair armaram todo um cordão e fizeram um coque no meu cabelo. Nessa, romperam o cordão e arrancaram o coque, o cabelo... Quando a gente tava chegando perto do carro, o segurança destravou a porta, e as outras destravaram também. Parecia “A Volta dos Mortos-Vivos”! Pessoas entrando por todos os lugares do carro.

Como você imagina o Raimundos daqui a 10 anos?

Eu imagino o Raimundos daqui a 10 anos, como um trabalho. Eu vou estar com os cabelos completamente brancos. Daqui a 10 anos o Canisso vai estar com 43, eu com 36, Digão com 38 e o Rodolfo com 36. Caramba, Rolling Stones total! Cara, se eu chegar aos 50 que nem os caras dos Stones tá beleza. Eu consigo imaginar a gente tocando daqui a 10 anos.

RODOLFO: UM PEÃO NO ROCK

Empolgado com a gravação de “Só No Forévis”, Rodolfo atendeu à Rock Press com uma simplicidade às vezes difícil de se encontrar em bandas do mesmo porte que o Raimundos. Além de falar sobre o gravação em si, ele revelou também seu projetos para o mercado fonográfico brasileiro, e para revitalizar a cena rock de Brasília. Com vocês, um legítimo peão do rock:

Como foi a gravação do disco novo?

Foi o bicho cara, foi a gravação mas maneira do mundo. De todos os discos da gente, foi o mais alto astral, clima bom, as músicas saíram fácil, foi gravado até num tempo bem rápido, um mês e meio.

Por que vocês resolveram dessa vez fazer o álbum todo no Brasil?

Porque lá fora foi a maior merda do mudo, eu não gosto dessas paradas de sair fora, não...

Você acha que o “Lapadas” ficou ruim?

Não é que ficou ruim, mas é aquele negócio, você dá uma festa, compra comida pra c*, a melhor cerveja da terra, e não estão os teus brothers ali. Não tem ninguém, você dá uma festa pra você. A gente gravou, não teve nem participação de ninguém, tava todo mundo isolado, todas as músicas foram feitas lá... Eu não gosto de sair do Brasil, não, eu gosto daqui e fiquei triste lá.

Mas fazendo uma comparação, a produção lá de fora é tão boa quanto a nacional?

O resultado em termos de música foi muito bom, eu gosto do “Lapadas” pra c*, é um disco porrada pra cacete, eu acho que a gente conseguiu o som que a gente queria naquele disco. Mas esse foi muito mais astral, as músicas estão muito mais legais, mais peão...a produção aqui fechou o time, esses caras são os caras.

E como é que está em termos de letras, as sacanagens estão de volta?

É uma questão de momento, eu nunca forcei essas paradas, não, elas sempre saíram numa boa. Esse tem umas sacanagenzinhas, mas eu não penso muito nisso, não. O fato de eu estar mais em casa, fez com que saísse mais esse tipo de coisa.

E o som, como é que está?

Continua a mesma porrada, mas tem umas músicas mais bonitas. Tipo assim, não tão hardcore, aquela gritaria. Tem uns hardcores mais cantados. Rápido pra c*, mas cantado. Tem mais melodia nesse disco. O “Lapadas” é muito falado, as músicas são muito rápidas. Nesse cada música tem mais melodia, e tem umas músicas gritadas também. Esse disco tá variado pra c*. Saca aquela viagem do “Lavô Tá Novo”? Cada música é de um jeito naquele disco, e esse tá assim, mais ou menos do mesmo jeito, bem variadão. Mas tá peão do mesmo jeito, a mesma coisa.

Como é ser “peão do mesmo jeito”?

Cara, peão, é porque a gente é peão. O Raimundos chamou a atenção quando apareceu porque era peão. Na definição da mídia tinha aquele negócio do forró, de duplo sentido, sacanagem, não sei lá o que. Isso é pra gente é “peãozisse”. Tipo assim, pra você ver o que eu estou te falando, o “Lapadas” é um disco que não é muito peão, é legal pra c*, mas não é peão. Esse tá mais peão, tá peão demais até.

Pode ser considerado um retorno às origens?

Total, só que numa nova fase. Não é uma parada que vem tipo, um outro Raimundos, é o mesmo Raimundos. Lembrando o antigo, mas é novo. Nesse disco as músicas estão muito bonitinhas, umas músicas maneiras da porra.

As músicas foram todas feitas no estúdio, ou vocês já tinham alguma coisa pronta?

No “Lapadas” a gente sofreu, muita música foi feita lá. Agora, quando a gente começou a ensaiar, já tinha umas quatro feitas, o Digão já tinha vários riffs gravados, neguinho já cheio de idéia. Entramos no estúdio e já estava tudo pronto... Só faltavam três letras que saíram assim, sem fazer a menor força. Foi maravilha, esse disco foi o maior relax. Ainda mais que foi na frente do surf (o estúdio AR fica na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, a uma quadra da praia). Era todo tia: chegava no estúdio, um surfezinho antes de gravar, um surfezinho depois. Qualquer meia hora que você dá uma caidinha e já vale teu dia.

Não rolou de fazer uma surf music, colocar uns riffs tipo Dick Dale?

Rapaz, não sei não, mas tem umas guitarras muito loucas, uma viagens...Você falou uma parada legal, o surf com certeza influenciou esse disco sim. O Digão também tá á pegando altas ondas.

Você tocou nesse disco?

Eu toquei duas guitarras só. Porque eu componho muito junto com o Digão. A gente sempre dá opinião em tudo pra todo mundo se amarrar em tudo. Não é tipo “a guitarra é a sua parte, faça ela”. A maioria das guitarras que eu iria gravar, seria a mesma coisa da guitarra do Digão, e ia embolar o som, porque seriam duas pegadas diferentes. Então ele grava tudo, e aquela que tem alguma coisa que teria que fazer ao vivo mesmo, eu fui lá e gravei, só com o som da minha guitarra, sem nenhum efeito.

A banda acaba de fazer dez anos, já vendeu muitos discos... O que você acha?

Tô velho pra c*... Eu tô amarradão, eu agradeço a Deus todo dia, de poder fazer uma parada que é o meu hobby. Me dá satisfação pra c*. O resto da batalha a gente tá aí mesmo, pra lutar, passar por cima dos problemas, e continuar.

Porque que você acha que poucas bandas nos anos 90 se deram bem?

Eu acho que tem muita banda boa que não se deu bem. Eu acho que a coisa começou legal pra c*, selos independentes... Essa é a alma da parada. Com a volta de novos selos, vai voltar a ter bandas legais. Uma gravadora quer pegar um produto que já venda, uma coisa certa, quer ter retorno, porque é uma multinacional. Tudo isso é compreensível. As bandas precisam dos selos independentes, porque eles deixam elas fazerem o que elas querem. Aí dá qualidade, não vira um lance de padrão de rádio, uma banda pra vender. Eu tô até lançando um selo, com um amigo meu lá de Brasília.

Então abre o jogo...

Chama Domingas Discos, e a gente tá lançando um disco nosso, uma bandinha em que eu tocava antes do Raimundos, o Royal Straight Flash. O disco já está pronto, eu vou lançar dois discos no mesmo mês, isso é muito f*.

E qual é o som?

É um hardcore bem doido, falando de maldades. O Evandro faz umas letras muito doidas, e eu só toco guitarra. O CD já está lá em casa, são mil cópias. É uma parada que ninguém faria. O Domingas Discos vai ser uma grande empresa. Tipo assim, se você quer lançar alguma coisa pelo Domingas, você chega lá e paga metade, a gente paga metade, ai chegam os discos cada um fica com a metade, vende sua parte e pronto. Sem contrato, sem p* nenhuma. É uma parada pelo movimento. Pra banda que não tem nada, ela chega e já sai com o CD. É uma parada pela parada, não é por grana.

Como estão as bandas lá em Brasília?

Brasília é uma cidade que gera tanta coisa boa, mas todo mundo rala de lá! Ainda tem um monte de moleques tocando lá. É que tem pouco selo, e o pessoal que tem potencial, faz as paradas e sai. Devia sair, arrebentar, voltar e pregar alguma coisa para a cidade crescer. Não tem local pra se tocar em Brasília. Na nossa época, tinha um espaço f*, chamado Teatro Garagem. Tinha show de pelo menos cinco bandas. Foi na época que saiu a gente, o Little Quail, o Maskavo, Oz, Low Dream, DFC, Os Cabelo Duro... Era banda pra c*, e rolava uma cena. Tinha uma galera no jornal que dava força, que era a mesma que trabalhava no rádio. Você fazia um show, tinha matéria no jornal, sua música de demo tocando na rádio junto com a do Metallica e a do Caetano Veloso. Por isso meu próximo plano e montar uma casa de shows lá, no mesmo estilo do Domingas, juntar mais uns doidos, um dinheiro, e comprar um imóvel. Porque tem esse defeito, a parada acontece, dura três meses, e acaba. Por isso tem que ser imóvel próprio.

LÍDER DO LITTLE QUAIL FOI ANFITRIÃO DO PRIMEIRO SHOW

“Foi uma festa de reveillon que foi feita lá em casa. Os meus pais viajaram, eu decidi fazer a festa escondido, tirei todas as coisas da sala. Era uma sala bem grande, eu morava numa casa mesmo, não era um apartamento. Nós montamos o palco, e a galera foi assistir. O Raimundos abriu o show, depois tocou Little Quail e fechando foi Os CabeloDuro”. É assim que Gabriel Thomaz, na época guitarrista e vocalista do Little Quail explica como foi o primeiro show do Raimundos, na passagem do ano de 88 para 89. “A formação era diferente, era o Digão na bateria, o Rodolfo na guitarra, tinha o Titi, que é o cara que fez “Selim”, nos vocais e o Canisso no baixo. O Fred eu acho que nem estava lá, ele tocava no Zona”, continua.

Naquela época, todas as bandas estavam em início de carreira, todos eram amigos e queriam fazer alguma coisa diferente do rock caracterizado como “dos anos 80”. “O Little Quail é exatamente da mesma época do Raimundos, todo mundo tinha banda de hardcore, mas sem aquelas regras de ser punk, e ter que fazer isso, ser punk e ter que fazer aquilo. A gente era uns moleques, zoação total, queria fazer umas coisas diferentes”, comenta Gabriel.

Com essa atitude, é de se estranhar que o Raimundos tenha começado como uma banda de covers, mas Gabriel explica: “O Raimundos no início era Ramones Cover, só que tocar Ramones não era uma coisa muito comum naquela época, as bandas tocavam U2. E aí eles começaram a pegar una forrós que o pai do Rodolfo ouvia e botar numa versão bem Ramones, com os forrós em cima. Ficou uma coisa muito engraçada, muito boa de ouvir”. Assim germinava o que mais tarde toda a mídia brasileira iria chamar de forrócore, ou “peãozisse”, com prefere o vocalista Rodolfo.

Na época, a recém formada banda quase não fazia letras, mas a intenção de fazer zona e não levar a coisa muito a sério foi crucial para as primeiras composições: “O troço do palavrão começou depois, o pessoal achava muito estranho. Tanto o Raimundos quanto o Little Quail era uma coisa muito anti-cabecismo, que dominava total na terra de onde veio Legião Urbana e Osvaldo Montenegro. A onda era essa, falar besteira, porque tirar onda de ser inteligente a gente achava uma merda, tirar onda de poeta a gente achava que era coisa de mané”, completa Gabriel.

Das bandas que tocaram nesse show, só mesmo o Raimundos conseguiu atingir o sucesso do mercado brasileiro nos anos 90. Os CabeloDuro tem uma respeitável carreira no underground, e o Little Quail, depois de gravar dois álbuns, encerrou suas atividades. “O Raimundos fez a coisa certa na hora certa, tiveram muita sorte, coisa e tal”, justifica Gabriel, que agora está à frente do Autoramas, trio que faz um trabalho voltado para a surf music. “Eu acho que é muito bom o Raimundos existir, é uma banda de hardcore que entrou nas paradas, vendeu disco de platina em todos discos que eles lançaram, e quebraram um monte de barreiras”, finaliza, com propriedade.

BANDA DECRETOU PADRÃO BAIXARIA PARA A GERAÇÃO DOS ANOS 90

No mundo pop é assim, nada se cria, tudo se copia. Qualquer grupo que chega ao topo das paradas, arregala os olhos do mercado, que sai à caça do novo ícone, dentro dos moldes do anterior. Nos anos 90, a incansável busca do novo Nirvana, ou ainda da nova Seattle, foi uma constante.

No rock brasileiro não poderia ser diferente, pois são as mesmas gravadoras, os mesmos esquemas, o mesmo sistema. Assim, os padrões “engraçadinho” (na cola dos Mamonas Assassinas), “maconheiro sangue bom” (do Planet Hemp) e a “baixaria nordestina” (pregado pelo Raimundos) se proliferam de norte a sul do país. Com o fim precoce dos Mamonas e a perseguição política ao Planet, só sobrou a baixaria do Raimundos.

O resultado foi drástico. Milhares de bandas tentando descolar uma nova forma de misturar forró com rock (mesmo em estilos mais conservadores como o heavy metal), e de escrachar com mulher de uma forma geral, atingindo níveis de mau gosto nunca antes alcançados. Até algumas bandas com carreira internacional consolidada caíram no erro de misturar (ou maquiar) as tais “influências brasileiras”, como o Angra e o Sepultura, por exemplo.

E o problema não era só o uso do palavrão, fato comum no rock em qualquer lugar do planeta. O problema é como o termo chulo é utilizado, em geral gratuitamente, revelando um péssimo gosto, do ponto de vista estético. O primeiro álbum do Raimundos é um exemplo típico, e espalhou essa semente em toda uma nova geração de fãs e, por conseguinte, de bandas.

Entupiu-se os escritórios das gravadoras e as redações das revistas especializadas com todo esse lixo. Algumas bandas chegaram ao lançar trabalhos por grandes gravadoras, mas a grande maioria, é óbvio, não conseguiu ir em frente, não só por uma questão do mau gosto em si, mas sobretudo por se tratar de um sub produto de outro grupo, a falta de criatividade plena.

BANGUELA MOSTROU O CAMINHO PARA OS SELOS INDEPENDENTES

Criado pelo jornalista e produtor musical Carlos Eduardo Miranda, em parceria com parte dos Titãs (o primeiro entrava com as bandas, e o segundo com a grana), o selo Banguela foi o primeiro no cenário nacional a conferir uma certa viabilidade para o lançamento de novas bandas a custo reduzido e com distribuição por uma major, no caso a Warner, a mesma gravadora dos Titãs.

A idéia foi tão boa que boa parte das grandes gravadoras passou a apostar nos novos selos, principalmente os regionais, dado o tamanho do nosso país. A Sony criou o Chaos, que acaba de completar cinco anos, a BMG ressuscitou o Plug, e a Polygram possui um verdadeiro cast de pequenos selos dos estilos mais variados, que já lhe rendeu artistas como Zeca Balero, Júpiter Maçã e Acabou La Tequila, entre outros.

Mais ainda, mostrou a viabilidade (ainda não consolidada) de se erguer um mercado para bandas e estilos de pequeno e médio porte, sem a necessidade de altos investimentos, e tampouco, de grandes astros. Provou que uma banda pode sobreviver no mercado sem vender milhões, mas sendo a profissão de seus integrantes.

O que a Banguela não conseguiu foi convencer a Warner (e nem as outras majors) disso. Resultado: num processo antropofágico, a Warner digeriu o sucesso do Raimundos, e deixou de lado todas as outras bandas do selo, que teve que acabar. Essa é uma questão até hoje mal esclarecida, não se sabe se existem problemas legais ou mesmo jurídicos, mas boa coisa não foi.

A versão oficial dá conta de que o contrato com a Warner foi rescindido, e o novo cast da Banguela teria passado para a Excelente Discos, de propriedade de Miranda, inicialmente distribuído pela Polygram (atual Universal), e depois pela Abril Music.

À frente do Banguela, Miranda capitaneou o maior número possível de bandas novas, mas não teve o apoio da Warner para lançar todas, como a Graforréia Xilarmônica, o Liguachula, e o sem número de bandas que participaram das três coletâneas lançadas pelo selo.

O mais importante, porém, é que a partir daí gravadoras independentes pipocaram por todo o país, ampliando o mercado e os horizontes da mídia. O Banguela cumpriu o seu papel. Que cada novo selo também faça a sua parte.

Infeliz daquele que, impassível, não se emociona e chora ante a um solo de guitarra

Pearl Jam vende turnê via celular

Fãs poderão baixar imagens no próprio telefone ou no computador. Depois de praticamente bater o recorde de lançamentos de discos ao vivo, para concorrer com a pirataria, dessa vez o Pearl Jam já vendeu, antecipadamente, gravações ao vivo que serão feitas durante a próxima turnê norte-americana. De acordo com o contrato assinado com a empresa de telefonia móvel Verizon, três faixas serão oferecidas logo após cada show, sendo que uma delas será disponilizada para download gratuito via telefonia móvel, e as outras duas, vendidas.

A turnê começa hoje, num show a ser realizado na Flórida, e a única exceção prevista é a apresentação dentro do Bannaroo Festival, que acontece a partir de amanhã, no Tennessee. A venda desse conteúdo para o público prevê ainda sorteio de ingressos para shows do Pearl Jam dentro dessa mesma turnê.

Daúde

Foto do show de abertura para o B 52's, dia 28 de julho de 1999, na Hípica, em São Paulo. daude-99.jpg
Daúde não parou quieta na abertura para o B 52's

Alice Cooper abre o jogo sobre o novo disco

Guitarrista Slash toca em uma das faixas. Sai no dia 29 de julho o novo álbum de Alice Cooper. "Along Came a Spider" é o vigésimo quinto da carreira do homem que inventou o rock horror, e conta a história de um sarial Killer que tem medo de aranha. O lançamento do disco desencadeia uma turnê americana que conta com 22 shows só no mês de agosto.

O disco foi produzido por Danny Saber, Greg Hampton e o próprio Alice Cooper, e teve a participação especial de Slash na faixa "Vengeance Is Mine". Veja quais as músicas que estão no disco, agora na ordem definitiva:

1- Prologue/I Know Where You Live
2- Vengeance Is Mine
3- Wake The Dead
4- Catch Me If You Can
5- (In Touch With) Your Feminine Side
6- Wrapped In Silk
7- Killed By Love
8- I’m Hungry
9- The One That Got Away
10- Salvation
11- I Am The Spider/Epilogue

Ex-líder do Suede lança disco intimista

Fãs que forem ao show em Londres vão ganhar o álbum em formato pen-drive. O ex-vocalista do Suede, Brett Anderson, lança um novo disco solo no final do ano. Os fãs do Suede mais empolgados podem tirar o cavalinho da chuva que o disco pouco tem a ver com o grupo, exceto, evidentemente, pela voz de Brett. "Wilderness" apresenta apenas Brett Anderson cantando e trocando piano e guitarra, acompanhado por um violoncelo e com a participação de uma cantora em uma das faixas.

Os mais apressadinhos (lá em Londres) poderão receber o disco gratuitamente, em formato pen-drive, caso decidam ir ao show de Brett no Mermaid Theatre, dia 7 de julho. O detalhe é que o show será todo feito em cima do repertório de "Wilderness".

junho 10, 2008

Offspring também libera a audição do novo álbum

Banda californiana opta pelo IMEEM A exemplo do Coldplay, que está deixando os fãs escutarem o novo disco no MySpace.com, o Offspring também disponibiliza a íntegra de seu novo álbum, “Rise and Fall, Rage and Grace”. Em formato físico, o disco está previsto para ser vendido nas lojas a partir do próximo dia 17. Assim como no caso do Coldplay, que antes liberou o dowload da faixa "Violet Hill", o single "Hammerhead" é a única das 12 músicas do Offspring que pode ser baixada.

A única diferença é que o grupo californiano não usa o site MySpace.com, e sim o IMEM. Para escutar o disco, basta acessar esse endereço: www.imeem.com/theoffspring. Confira o título das 12 faixas:

1- Half-Turism
2- Trust In You
3- You're Gonna Go Far, Kid
4- Hammerhead
5- A Lot Like Me
6- Takes Me Nowhere
7- Kristy, Are You Doing Okay?
8- Nothingtown
9- Stuff Is Messed Up
10- Fix You
11- Let's Hear It For Rock Bottom
12- Rise And Fall

Escute a nova música do Mötley Crüe

"Mothefucker Of The Year" foi liberada no MySpace.com O Mötley Crüe acaba de liberar uma das faixas do seu novo álbum, "Saints Of Los Angeles", para ser escutada via streaming (não é possível baixar) no site da banda no MySpace.com. Para ouvir a nova música, clique aqui.

Emoção para tudo o que é lado

Futebol brasileiro jogado em solo brasileiro se recupera e ofusca Eurocopa e os jogos da seleção de Dunga pelas eliminatórias da Copa de 2010 Andaram dizendo por aí que o Campeonato Brasileiro não estava empolgando, com a pálida anuência deste que vos escreve. Que outras competições, como a Libertadores e a Copa do Brasil, com jogos realizados no meio de semana, estavam a apetecer mais o torcedor. Pois neste último final o Brasileirão começou a pegar fogo. E vou mais longe. O futebol brasileiro está arrebentando e arrebatando os corações dos torcedores neste primeiro semestre. Acusado de ter um nível fraco e times ruins, vítima que é do êxodo de jogadores para praças endinheiradas, o futebol brasileiro jogado em solo brasileiro, não se pode negar, está tinindo. Tanto que até a seleção, paixão nacional, com a ajuda dos cartolas que marcam amistosos em locais e horários inóspitos, ficou – acreditem – em segundo plano.

Senão vejamos. Nas últimas três quartas-feiras, a torcida brasileira (sobretudo a tricolor) viveu emoções a flor da pele, com jogos extraordinários contando, pela ordem, com os seguintes ingredientes: um gol de classificação no último segundo, um empate heróico na casa do adversário e uma virada sensacional. Aqui no Rio, com exceção de uns parcos “secadores” que arrumaram briga até com a torcida argentina, todo mundo é tricolor. Nos bares, nas esquinas, nas cidades, quase todos os lugares, todo mundo é tricolor, como bem notou o veterano Carlos Eduardo Novaes. Pelé, Zico, Roberto Dinamite, o cobrador do ônibus, todos querem o Flu campeão das Américas. A empolgação que saiu do gramado e contagiou uma cidade inteira é tanta que, nas Laranjeiras, ao invés de tratarem de treinar jogadas, finalizações e outras estratégias de jogo, o negócio é segurar a onda do “já ganhou” para enfrentar os dois dificílimos jogos contra a LDU.

Olhando para o outro lado da Dutra, vemos um Corinthians renascendo das cinzas mais rápido do que se imaginava. Na série B, após cinco rodadas, o time é líder absoluto, invicto e com cinco vitórias seguidas. Sou do tempo em que, quando uma equipe caía para a segunda divisão, dizia-se que, se não tomasse cuidado, não conseguiria voltar para a primeira tão cedo. Pois o Corinthians, após cinco rodadas, já voltou. Mais que isso, chega a final da Copa o Brasil como favorito frente a um fulminante Sport, que destronou simplesmente Internacional, Palmeiras e Vasco. Torço pelo timão porque não quero ver time pequeno representando o Brasil na Libertadores de 2009. E temo que a polícia de Pernambuco, que continua impune, volte a estragar o espetáculo – dispensável o apoio dado a um policial pelo jogador do Sport através de um cumprimento, no domingo, após marcar um gol sobre o Palmeiras.

Envolto a esse turbilhão de emoções, o Brasileirão tinha mesmo que dar o ar da graça o último final de semana. O São Paulo parece ter curado a ressaca da eliminação da Libertadores e emplacou um impiedosa goleada sobre o Atlético Mineiro, construída em menos de meia hora. O Flamengo, que há trezentos anos não começava bem uma campanha, ruma ao título vencendo em casa – sua especialidade – e aproveitando o mole que os adversários lhe oferecem. E para apimentar ainda mais a disputa, os lamentáveis erros de arbitragem deram o ar da graça, no que eu aqui peço licença para convertê-los numa espécie de “atrativo a mais”. Porque quem escala um energúmeno como Wilson de Souza de Mendonça (ou nome que o valha) para apitar uma partida só pode estar querendo apimentar a coisa mesmo. Digo isso depois de saber que o chefão da comissão de arbitragem deu razão ao notório criador de confusões, validando uma interpretação que foi por terra em 1991, há 17 anos, justamente a que acaba com a chamada “defesa em dois tempos”.

Enquanto a emoção rola solta nessas três competições, eis que, na Eurocopa, espécie de Copa do Mundo sem Brasil e Argentina, os jogos dão uma canseira na gente. As vitórias da República Tcheca sobre a Suíça e da Croácia sobre a Áustria, e o empate entre Romênia e França (aonde os goleiros não chegaram a fazer defesas) foram de doer. Salvou-se, como de hábito, uma espetacular exibição da Holanda, que sapecou três a zero na Itália campeã do mundo, jogando em exuberantes contra ataques. Que futebol europeu que nada.

E aí, meus amigos, quando tudo começa a embalar aqui no Brasil, eis que uma parada de cerca de 15 dias é anunciada, justamente para que o Brasil dispute mais duas partidas pelas eliminatórias, as mais difíceis, contra Paraguai e Argentina. A mesma seleção que não empolga, treinada por um técnico novato, terá a chance de se mostrar ao mundo. E é aí que mora o perigo, mesmo porque, sem time, não há padrão de jogo, e as chances de vitória, nas duas partidas, são mínimas. Por incrível que pareça, nossos campeonatos, hoje, são mais legais que os jogos da seleção. Quem diria...

Até a próxima que o Boca se calou!!!

Madame Saatan
Madame Saatan

Ná Records. Publicado na Outracoisa 23, de fevereiro de 2008.
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Há tempos o Madame Saatan vem mexendo com o underground nacional e agora chega ao disco de estréia. O grupo paraense tem tudo para se destacar porque percorre um caminho em geral renegado no meio: o dos riffs pesados que o colocam de frente para o metal pesado contemporâneo. Peculiaridades como uma vocalista bem apessoada e de voz firme, longe dos lugares comuns do gênero, e músicos virtuosos contribuem ainda mais para que o grupo se saliente. O desafio, como já foi dito, passa a ser fazer do repertório algo acessível, jamais de difícil recepção. Nessa dicotomia atraente/indigesto, este disco (com produção apenas razoável) pende para o primeiro lado em alguns momentos (“Ele queima ela sorri”, “Prometeu”) e para o segundo em outros (“Duo”, “Molotov”), sendo que às vezes tudo isso acontece numa só música. O resultado é um trabalho que se ressente de um certo equilíbrio e de, obviamente, composições melhores. Ninguém falou que ia ser fácil.

The B 52's

Foto do show de agosto de 1999, em São Paulo, na Hípica. b5299-2.jpg
The B 52's sem Cindy Wilson, que não participou desse show

U2 condena modelo 'quer pagar quanto' do Radiohead

Manager acha que grupo vende muito bem no formato convencional, mas não descarta uso de inovações da internet. O manager do U2, Paul McGuinness, disse que o modelo "quer pagar quanto" adotado pelo Radiohed para vender o álbum mais recente, "In Rainbows", foi "um tiro que saiu pela culatra". Assim, o novo álbum do U2, previsto para ser lançado em outubro, não adotará o modelo. McGuinness acha que os fãs do Radiohead que baixaram o álbum acabaram fazendo isso de forma ilegal, independentemente do álbum estar a venda no site oficial, por qualquer quantia. As declarações foram ao ar pela Rádio BBC, de Londres.

Ainda assim, o empresário deixou claro que a estratégia de lançamento do sucessor de "How To Dismantle An Atomic Bomb" utilizará toda a tecnologia disponível para tornar a aquisição do álbum o mais interessante possível.

junho 09, 2008

Jimmy Page crê numa turnê de reunião do Led Zeppelin

Guitarrista diz que o grupo não volta por questões de agenda dos integrantes. Em depoimento à uma rádio britânica, Jimmy Pge admitiu a possibilidade de uma turnê de reunião do Led Zeppelin acontecer. Segundo o guitarrista, que sempre se mostrou interessado no retorno do grupo, a volta só não acontece por causa da dificuldade de conjuminar as agendas dos integrantes. Ele se referia, basicamente, ao fato do vocalista Robert Plant estar e turnê com a cantora Alison Krauss pelos Estados Unidos. Page deu essa declaração logo após ele e o baixista John Paul Jones terem participado do encerramento do show do Foo Fighters, no Estádio de Wembley, em Londres, na última sexta.

Diretor de 'Control' volta a trabalhar com o Coldplay

Afamado fotógrafo holandês dirigiu "Talk", do álbum "X&Y". O fotógrafo e diretor de cinema Anton Corbijn volta a trabalhar com o Coldplay, na feitura do primeiro videoclipe do álbum "Viva La Vida or Death And All His Friends". A música escolhida é justamente "Viva La Vida", e esta é a segunda vez que o grupo inglês tem uma parceria com o holandês. Corbijn dirigiu "Talk", do álbum "X&Y", de 2005. Além de colecionar trabalhos de fotografia e videoclipes de artistas como U2 e Depeche Mode, Anton Corbijn dirigiu recentemente o longa "Control", inspirado na vida de Ian Curtis, o vocalista do Joy Division que se suicidou precocemente em 1980.

Hammerfall

Foto do show do Garden Hall, no Rio, em 2001 hammerfallrio2001-3.jpg
Joacim Cans à frente do Hammerfall

Disco do AC/DC será vendido com exclusividade pelas lojas Wall-Mart

Estratégia de vendas é a mesma adotada pelo Eagles. O grupo australiano AC/DC vai vender o próximo álbum com exclusividade nas lojas de varejo Wall-Mart, no segundo semestre, assim como já fez o Eagles. O anúncio, feito diário Wall Stret Journal, serve para o mercado dos Estados Unidos, sendo que nenhuma notícia foi distribuída sobre as vendas no restante do mundo. Estratégias para vendas on line também não foram cogitadas.

O novo disco do AC/DC, ainda se título, já está finalizado, teve a produção de Brendan O'Brien (Pearl Jam, Bruce Springsteen, Audioslave) e é o primeiro desde "Stiff Upper Lip", lançado em 2000.

junho 08, 2008

Metade do Led Zeppelin sobe ao palco com o Foo Fighters

Participação especial aconteceu no show de ontem, no Estádio de Wembley, em Londres. O Foo Fighters teve a honra de receber, em pleno palco, a visita de dois integrantes do Led Zeppelin, ontem à noite, no Estádio de Wembley, em Londres. Ninguém menos que Jimmy Page e John Paul Jones se juntaram a Dave Grohl e cia. no bis do segundo show do Foo Fighters no local. Mesmo sem a presença do vocalista Robert Plant, que está em turnê nos Estados Unidos com a cantora Alison Krauss, essa foi a primeira vez que integrantes do Led Zeppelin tocaram juntos desde o histórico retoorno, também em Londres, em dezembro.

Page e Jones tocaram duas músicas: "Rock'n'Roll" e "Ramble On". Na primeira, Dave Grohl voltou para a bateria, instrumento o qual foi revelado no Nirvana, deixando o vocal para o baterista Taylor Hawkins. Durante a semana boatos davam conta que a participação aconteceria, mas um animado Dave Grohl definiu o momento como "o dia mais foda da minha vida". Faz sentido...

Nação Zumbi

Foto do show do Mada de 2003, em Natal. nacaozumbi03.jpg
Jorge duPeixe no comando da Nação

Sinfonia thrash do Megadeth dura pouco, mas agrada geral

Curto e grosso, Dave Mustaine comandou o grupo americano em show conciso e pesadíssimo. Fotos: Marcelo Martins. megadeth - 1.jpg
A formação clássica de quarteto do thrash metal tem no Megadeth sua mais fiel representação

Um furacão thrash metal tomou de assalto o Citibank Hall, no Rio, na noite de ontem. Depois de um tempão sem tocar na cidade – em 2006 o grupo passou só por São Paulo – o Megadeth veio disposto a mostrar que ainda está vivo, fazendo um show furioso, urgente, intenso e matador. Dave Mustaine, que hoje é espécie de David Coverdale do thrash, apresentou a nova versão da banda sem piedade, enfileirando porradas sonoras que não deixaram tímpano sobre tímpano. Com um peso avassalador, acabou judiando do público numa apresentação que durou apenas uma hora e vinte minutos.

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Mustaine entrou no palco a mil por hora
A coisa não começou muito boa com a ótima “Sleepwalker”, do mais recente disco da banda, o sugestivo “United Abominations”. Havia um notável desequilíbrio entre os instrumentos, só a guitarra base de Mustaine era percebida pelo público. Mas a coisa logo se ajustou, e três hinos do Megadeth levaram o local a baixo: “Wake Up Dead”, “Take No Prisioners” e a cadenciada e estridente “Skin O’ My Teeth”. Como um diabo loiro de ventas escondidas pelos cachos, Mustaine, enfim, da o ar da graça num breve “boa noite” – essa foi a única frase proferida por ele durante todo o show, a não ser quando apresentou a banda, no final. Megadeth, hoje, é Mustaine + 3: Chris Broderick (ex-Nevermore e Jag Panzer, guitarra), James LoMenzo (ex-Black Label Society, baixo) e Shawn Drover (ex-Eidolon, bateria).

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Mustaine e James LoMenzo solam pra valer
Mas a pressa demonstrada pelo único homem que desafia o poderio o Metallica tinha certa explicação. A voz de Mustaine falharia diversas vezes durante os parcos 80 minutos que a apresentação durou. Na baba “A Toute La Monde”, a única balada da história do Megadeth, e que foi regravada no último álbum com a participação de Cristina Scabia, do Lacuna Coil, Dave pediu a participação do público depois de cortar um dobrado para atingir as notas mais altas. “Sweating Bullets” foi outra prejudicada, e talvez esse tenha sido o motivo das músicas “Burnt Ice” e “Ashes In Your Mouth”, e até o solo de Broderick terem sido limados do repertório num último momento, com a banda já no palco. Ao menos os problemas técnicos que interromperam o show de São Paulo por meia hora, na sexta, não se repetiram.

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Desafiado, Chris Broderick não amarelou
Fraqueza na voz, agilidade nos dedos. Foi isso que salvou Mustaine e a noite do Megadeth. Quando, em breves intervalos, ele se dirigia a um dos lados do palco, lá vinha uma introdução instrumental típicas do thrash. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a espetacular “Hangar 18”, que levou a platéia a cantarolar junto com as guitarras falantes de Mustaine e Chris Broderick. Impressionante a velocidade com que eles executavam a música, numa forma extraordinária. “She Wolf”, resgatada do fraco álbum “Cryptic Writings”, na seqüência, também cantarolada, trouxe um duelo ultramelódico entre ambos de arrepiar e fazer lembrar os bons tempos de Martin Freedman e dos shows seguidos que o Megadeth fez no Rio na segunda metade dos anos 90.

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LoMenzo: discreto, mas eficaz
Lembrança reforçada por uma parte final de arrasar. “Tornado Of Souls” foi tocada – também – numa velocidade que lhe fez jus; a cadencia thrash de “Symphony Of Destruction” fez o público gritar o nome da banda a cada vez que o riff pesadão se repetia; e “Peace Sells” trouxe de volta a imagem de Mustaine vestido de jeans e camisa social branca no Rock In Rio de 1991, na primeira passagem da banda pelo País. No bis, bandeiras do Brasil e camiseta da seleção foram usadas antes de a banda mandar a inacreditável “Holy Wars”. Uma das músicas-símbolo do thrash metal em todos os tempos, tocada - de novo - numa velocidade extraordinária, fechou uma experiência curta, intensa e incendiária. Pouco para uma banda de carreira tão longa. Muito pelo turbilhão de emoções que proporcionou ao bom e participativo público. Volta logo, Mustaine.

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Dave Mustaine continua sendo um dos mais emblemáticos representantes da música pesada

Set list:

1- Sleepwalker
2- Wake Up Dead
3- Take No Prisioners
4- Skin O' My Teeth
5- Washington Is Next!
6- Kick The Chair
7- In My Darkest Hour
8- Hangar 18
9- She Wolf
10- A Toute Le Mond
11- Tornado Of Souls
12- Sweating Bullets
13- Symphony Of Destruction
14- Peace Sells
15- Holy Wars… The Punishment Due

Ex-guitarrista do Korn lança álbum solo

"Salvação" continua sendo o tema preferido de "Head". Brian "Head" Welch, ex-guitarrista do Korn, anunciou o lançamento de seu primeiro álbum solo, "Save Me From Myself", para o dia 9 de september. O primeiro single do disco, "Flush", estará a venda partir do dia 8 de julho, exclusivamente no iTunes. Mais detalhes aqui.

A julgar pelo título do álbum (algo como "me salvando de mim"), a "salvação" continua sendo o tema preferido do guitarrista. Assim que deixou o Korn, por conta da conversão a uma religião, "Head" lançou o livro "Save Me From Myself: How I Found God, Quit Korn, Kicked Drugs, and Lived to Tell My Story”, algo como “Salvo de mim mesmo: Como encontrei Deus, saí do Korn, me livrei das drogas, e vivi para contar a minha história”), o que causou um certo descontentamento entre os integrantes remanescentes.

Recentemente boatos indicavam a volta do Korn com a formação original, o que incluiria "Head", mas a banda já está trabalhando no próximo álbum, com o produtor Ross Robinson, contando apenas com o trio formado por Jonathan Davies (vocal), Reginald "Fieldy" Arvizu (baxo) e James "Munky" Shaffer (guitarra). Ou seja, muitos convidados devem aparecer no estúdio para turbinar a banda.

Mastodon prepara novo álbum

O produtor Brendan O' Brian encarou a empreitada. Já estava na hora de o Mastodon, uma das gratas surpresas do novo heavy metal, partir para gravar o sucessor de "Blood Mountain", o disco que surpreendeu a comunidade metálica em 2006. Pois a banda já iniciou os trabalhos com o produtor Brendan O' Brian, que recentemete produziu o novo (e ainda inédito) disco do AC/DC.

Em entrevista ao site da Billboard, o baterista Brann Dailor disse estar animado com um improviso de cerca de 15 minutos que pode virar uma música. O depoimento reforça a vocação da banda para a experimetação. Duas músicas já estão bem encaminhadas - "Divinations" e "Oblivion"-, mas o disco só chegas às lojas no final do ano. O vocalista do Neurosis, Scott Kelly, deve partcipar em uma das músicas.

junho 07, 2008

Detonautas

Foto do show do Mada, em Natal, em 2003. detonautas03-2.jpg
Tico Santa Cruz canta com emoção no Mada de 2003

The Police sai dos palcos e volta para a história

Grupo encerra turnê de reunião quer percorreu o mundo e passou pelo Rio em dezembro. A produção do grupo inglês The Police anunciou ontem que a banda vai encerrar a turnê mundal de reunião no próximo dia 7 de agosto, no Madison Square Garden, em Nova York. O show terá como convidado, para fazer a abertura, o americano The B 52's, contemporâneo da new wave oitentista, e que recentemente lançou o álbum de inéditas "Funplex". Os ingressos vão custar a bagatela de 150 (o mais barato) e 5 mil dólares, o mais caro.

O Police anunciou a turnê mundial de reunião em fevereiro do ano passado, um dia após terem tocado na cerimônia de premiação do Grammy. A turnê começou em maio, no Canadá, passou por Estados Unidos, Europa, Ásia, Oceania e até pelo Brasil, num show único no Maracanã, em dezembro. A turnê da banda foi apontada como a mais rentável de 2007.

Durante esse período, diversas vezes foi aventada a possibilidade de a banda lançar um álbum com músicas inéditas, o que de fato não aconteceu. O lançamento de um DVD com um dos shows dessa turnê, no entanto, é praticamente certo.

The Walkmen revela detalhes do novo disco

Quarto CD do grupo nova-iorquino sai no segundo semestre. O The Walkmen acaba de anunciar os detalhes de seu quarto álbum, "You And Me", que sai no segundo semestre. O disco foi produzido por Chris Zane e John Agnello (Dinosaur Jr., Sonic Youth), gravado na Filadélfia e tem 14 músicas novas. A banda tocou no Brasil em 2004, no Festival Mada, em Natal. Confira o título das músicas:

1- Dónde está la Playa
2- Flamingos (for Colbert)
3- On the Water
4- In the New Year
5- Seven Years of Holidays (for Stretch)
6- Postcards from Tiny Islands
7- Red Moon
8- Canadian Girl
9- Four Provinces
10- Long Time Ahead of Us
11- The Blue Route
12- New Country
13- I Lost You
14- If Only It Were True

Veja as músicas que o Megadeth toca hoje, no Rio

Set list deve ser o mesmo quem já foi apresentado em Goiânia, Curitiba e São Paulo. O Megadeth toca hoje à noite no Rio, no Citibank Hall, no show que faz parte da turnê do álbum "United Abominations", lançado no ano passado. Atualmente, a banda é formada por Dave Mustaine (vocal e guitarra), Chris Broderick (ex-Nevermore, Jag Panzer, guitarra), James Lomenzo (ex-Black Label Society, baixo) e Shawn Drover (ex-Eidolon, bateria). Confira a provável relação de músicas que a banda vai tocar:

1- Sleepwalker
2- Wake Up Dead
3- Take No Prisioners
4- Skin O' My Teeth
5- Washington Is Next
6- Kick The Chair
7- In My Darkest Hour
8- Hangar 18
9- She Wolf
10- A Toute Le Mond
11- Solo de guitarra
12- Tornado Of Souls
13- Ashes In Your Mounth
14- Burnt Ice
15- Sweatig Bullets
16- Symphony Of Destruction
17- Peace Sells... But Who Is Buying?
19- Holy Wars

junho 06, 2008

Revoltz
Beijo no Escuro

Pisces/Fósforo. Íntegra da resenha publicada na edição 51 da Revista Zona de Obras - Zaragoza – Espanha.
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Fruto de uma certa globalização rock’n’roll intramuros, o Revoltz tem integrantes paulistanos e gaúchos, mas é radicado em Cuiabá – cidade que revelou recentemente o folk do Vanguart e a instrumental Macaco Bong. O que seria apenas um detalhe por vezes se reflete na música dos rapazes. “Mr. White”, por exemplo, traz referências ao filme “Cães de aluguel”, de Quentin Tarantino, e é cantada com forte sotaque gaúcho. Já a pós-punk “Capítulo” tem um jeitão da terra da garoa, e “Beijo no Escuro” vai ainda mais longe, usando uma sonoridade de guitarra importada diretamente de Leeds, Inglaterra – entenda-se The Sisters Of Mercy.

Nessa vastidão multi-referenciada, o grupo acaba pecando por dois fatores cruciais, sobretudo nesses tempos de triunfo da música independente no mercado fonográfico brasileiro. Primeiro que a produção do disco deixa muito a desejar, dando a impressão de que o descaso com as gravações foi total, como ser independente fosse pretexto para fazer mal feito. Depois, não há a mínima cumplicidade estética entre as vozes feminina e masculina, isso sem falar que talvez os timbres delas (ao menos sob essa produção desamparada) sejam realmente incompatíveis. A de Ricardo Kudla, que também toca baixo, é de desanimar, mas a da tecladista Marcella Yoshida também não ajuda.

Mas há que se registrar que, apesar de tudo, é possível pinçar uma ou outra música que, melhor trabalhada, poderia render bons frutos. É o caso da boa “Autista”, e de “Poente”, envolvente e bem sacada, que se perdem entre as outras 11 faixas. Bem intencionado e até com um belo apelo estético (arte + letras), o disco, no entanto, com cômputo geral, é mal resolvido, perdido que se encontra num labirinto de referências que não se comunicam entre si. Assim, fica difícil o próprio Revoltz ter eco junto ao público e ao mercado, a não ser que volte para o início e faça direitinho o dever de casa.

Gamma Ray

Foto do show de 1997, no Teatro dos Vampiros, em São Paulo gammaray97-2.jpg Kay Hansen: simplesmente o cara

Hoje é dia de escutar o novo disco do Coldplay

"Viva La Vida or Death And All His Friends" fica uma semana liberado mo MySpace.com. Anote aí: hoje, a partir das 17h30 (horário de Brasília) o mundo todo vai poder escutar, enfim, a íntegra do novo álbum do Coldplay, "Viva La Vida or Death And All His Friends", no MySpace.com. Mas não precisa correr porque o disco pode ser escutado, em streaming (não é possível baixar), durante uma semana. No dia 29 de abril, a banda liberou a faixa "Violet Hill" no site oficial, obteve mais de 600 mil downloads só nas primeiras 24 horas e chegou a 2 milhões em uma semana. No formato CD, "Vila La Vida..." chega às lojas no dia 12 de junho. Para ouvir o disco, clique aqui.

Ozzy ganha processo contra jornal sensacionalista

Verba será doada a instituição que cuida da prevenção do cancer no colo do útero. Ozzy Osbourne ganhou acaba de ganhar um processo contra o tablóide inglês "Daily Star", que explorou supostos problemas de saúde enfrentado pelo vocalista. Segundo o jornal sensacionalista, Ozzy teria causado o caos durante uma cerimônia de entrega de prêmios. A reportagem, intuitulada "O Show de Horrores de Ozzy", dizia que Ozzy havia caído duas vezes durante a cerimônia do Brit Awards, apresentado ao vivo por ele e por seus familiares. Afirmava ainda que Ozzy, debilitado fisicamente, teve que ser carregado em um carro elétrico durante a cerimônia.

O montante em dinheiro que Ozzy irá receber com o processo deve ser doado o Sharon Osbourne Colon Cancer Program. O jornal "Daily Star", de seu lado, pediu perdão pelos problemas provocados ao músico pela matéria, e admitiu que as afirmações da reportagem eram realmente falsas.

Veja como são as edições especiais dos três primeiros discos do U2

"Boy", "October"e "War" ganham versões remasterizadas e com faixas extras. Os três primeiros álbuns do U2 serão relançados em julho totalmente remasterizados e com faixas extras. Os discos sairão em três versões diferentes: o CD simples, idêntico ao orginal; o CD com faixas extras; e uma edição especial em vinil.

Na versão deluxe, "Boy", o primeiro álbum, vem com as faixas inéditas "Speed of Life", "Saturday Night" e "Cartoon World", além de um remix para "I Will Follow" e versões ao vivo de "Boy-Girl" e "11 O'Clock Tick Tock". O segundo disco, "October", vem com várias músicas gravadas ao vivo no Hammersmith Palais, em Londres, e no Paradise Theatre, em Boston, Estados Unidos. Essas faixas incluem "Gloria" e "I Will Follow", e há ainda um remix para "Tomorrow".

"War", o terceiro á'bum, famoso pelos hits "New Year's Day" e "Sunday Bloody Sunday", vem com a inédita "Angels Too Tied to the Ground" e remixes para "New Year's Day" e "Two Hearts Beat as One", além da versão 7" para (de novo) "New Year's Day". Resta saber se isso tudo sai no Brasil também, né?

junho 05, 2008

Novo do Mogwai sai em setembro

"The Hank Is Howling" já está pronto. Sai no dia 22 de setembro o novo álbum do Mogwai, "The Hank Is Howling". O disco foi produzido por Andy Miller, velho conhecido que já havia trabalhado com a banda escocesa no EP "No Education = No Future (Fuck The Curfew)", de 1998. O título das novas músicas, entretanto, não foram divulgados, apesar de algumas delas já estarem sendo apresentadas ao vivo.

Fralda

Foto do show do Ratos de Porão no Abril Pro Rock de 2001, em Recife fralda01.jpg
O baixista Fralda, que já foi do Forgotten Boys, tocando no Ratos de Porão

Franz Ferdinand testa repertório de novo disco em pequenos shows

Grupo está tocando as músicas novas em clubes ingleses. Enquanto o terceiro álbum do Franz Ferdinand não fica pronto, a banda anunciou que vai testar as músicas novas em pequenos shows em clubes na Inglaterra. A série de pequenas apresentações acontece a partir do dia 21. Ainda sem título, o próximo disco está em fase de conclusão, mas a data de lançamento não foi divulgada. Um vídeo com integrantes do Franz Ferdinand fazendo uma jam session em estúdio, que leva o título de “Under the Stage”, caiu na rede. Saiba mais aqui.

Primeiro clipe do The Feitos já está na rede

"Disco do Roberto" é hit indie há quase cinco anos. Acaba de ser lançado e já está na web o primero clipe do The Feitos. A música escolhida foi "Disco do Roberto", um verdadeiro hit indie há quase cinco anos, que está no disco de estréia do trio, "Na Cabeça da Chonora", lançado no ano passado no formato SMD, de forma independente. O clipe pode ser visto aqui.

Fim do rock? Nem por decreto!

Ao decretar o fim do rock, jornal de grande circulação escancara distância dos fatos. Meus amigos, a rapadura é doce, mas não é mole, não. Vejam vocês que estão decretando por aí o fim do rock. Sim, li num jornal de grande circulação que o rock, como diz a música do Moptop, acabou. Diz a matéria que, no Rio, não há mais lugares para se tocar rock. Ocorre que, numa revista semanal distribuída junto com o mesmo jornal, há algumas semanas, uma outra matéria mostrando points de rock estampava a capa. No que eu pergunto: afinal, tem ou não tem lugar para se tocar no Rio? E antecipo, desde já, a resposta: tem, sim.

Se tem, por que cargas d’água alguém do referido jornal pautou essa matéria, e, mais ainda, por que o editor topou fazê-la? Eu mesmo respondo: porque os caras que trabalham em grandes jornais ficam engordando barriga na redação e não sabem o que está, de fato, acontecendo. Vivem de ler e-mail e de receber faxes que vão preencher as colunas do jornal a cada dia, a cada final de semana. Sempre digo e volto a repetir: o jornalista tem que ir onde o fato está. O jornalista que escreve sobre música, sobre rock, tem que ir onde o show está. Senão, cai em asneiras como a matéria que estampou a capa daquele caderno cultural.

Mais ainda. Como já havia observado em outras matérias do mesmo jornal, a escolha das fontes foi terrível. Imagine perguntar para o baterista do Titãs, uma ex-banda em atividade, se existem lugares para tocar. A resposta dele foi hilária e óbvia. Tocamos em feiras agro-pecuárias, disse o baterista. João Baroni, do Paralamas, foi mais longe: adolescente é um saco. Ora, meus amigos, esses senhores já perderam o fio da meada quando o assunto é rock, e logicamente não seriam eles a dizer onde se toca rock no Rio ou e qualquer outra cidade. Eles e suas bandas já fizeram a parte deles e hoje vivem curtindo o sucesso do passado. Nada contra, parabéns! Erro que quem os escolheu para tal matéria.

Se querem saber onde se toca rock no Rio, perguntem ao Renato Martins, vocalista, guitarrista e faz tudo do Canastra. Ou ao Gabriel Thomaz, líder e dublê de empresário do Autoramas. Cito essas bandas e poderia citar outras, não fossem essas que me viessem à cabeça como exemplo de quem faz o novo rock e corre muito atrás para fazer shows e tirar deles o sustento. Esses caras sabem onde tocar, no Rio – tema da reportagem – ou em qualquer lugar. Mas, também, tirem a barriga de trás das mesas e partam para a rua, vão lá ver onde tem e onde não tem banda nova ou espaço para tocar. Senão, não vão conseguir, na clausura das redações, esperando a sacolinha da gravadora chegar, apurar nada.

Não sei se vocês já perceberam, mas o mundo da música tem mudado muito. Não se descobre, hoje, um novo artista tocando no rádio. Ele está, isso sim, na internet, em sites de relacionamento, próprios, ou desses em que se posta e se escuta música gratuitamente, como o MySpace.com. O artista novo, de qualidade, raramente aparece lançado por uma gravadora. Essas empresas cavaram sua própria sepultura durante anos, e ainda tentam se adequar ao mundo mutante (nada a ver com a novela da Record) de hoje. Envergonha-me aqui proclamar o óbvio, meus amigos, mas, como sempre digo, o óbvio é como a luz forte demais, que, de tão clara, cega. Só isso explica matérias como aquela publicada pelo tal jornal.

Já disse, repeti, mas não foi o bastante. A música nova de nossos tempos, sobretudo o rock, passa necessariamente pelos festivais independentes, é lá que se apresentam novos artistas, e eles, por sua vez, se autopromovem na internet, fazendo shows aqui e acolá, no corpo a corpo virtual e físico que o “ter banda” sempre impôs. Não é possível falar de nova música sem os festivais independentes. Até a caquética Petrobrás, do alto de seu conservadorismo, enxergou isso e quer capitalizar em cima. De uma forma intrometida e arrogante, mas não se pode ficar com tudo, não é mesmo?

Aí, sim, talvez cidades cosmopolitas como Rio e São Paulo estejam marcando touca por não ter elas próprias (em profusão, não só o Humaitá Pra Peixe) os seus festivais independentes – se é que essas cidades, badaladas, têm vocação, hoje, para isso. No passado o Rio já teve, senão o rock dos anos 80 não teria saído de dentro do Circo Voador e das ondas da Fluminense FM para conquistar este Brasil varonil. Hoje, o Circo pratica condições inacessíveis para novos artistas e vira as costas para o novo rock, e rádio, como já disse, não existe mais. O Circo hoje são as pequenas casas espalhas pela cidade e a rádio está dentro do computador. Outros tempos, outras formas, mas o mesmo rock e sua vocação para a vanguarda.

Como entusiasta do rock, admito que sempre sofri com a notícia de que ele, o rock, estava para acabar. Agregado à bandeira da juventude de todas as épocas, o rock teme o seu fim a cada dia, e nesse mesmo dia a renovação sempre vem, com novas bandas e artistas, as chamas cenas, movimentos e o escambau. Basta pensar que o rock vai acabar, que é dali que ele renasce, tal qual uma fênix, mais forte e renovado que nunca. Só é preciso olhar em volta para ver o óbvio.

Até a próxima e long live rock’n’roll!!!

junho 04, 2008

Nightwish
Tuomas Holopainen: Eu não acho que o Nightwish existiria sem a Tarja

Nessa entrevista, concedida via e-mail em meados de 2002, o tecladista e chefão do Nightwish negava os boatos da saída de Tarja Turunen e se rasgava em elogios pela moça. Depois da demissão sumária, via internet, três anos depois, hoje é Tarja para um lado e Nightwish, com Anette Olzon nos vocais, para outro. Publicado na Rock Press número 49, de novembro de 2002. Nightwish2002.jpg

Comendo pela beiradas. Essa é a expressão que melhor reflete o processo que levou o Nightwish a se transformar num dos ícones do heavy metal europeu. Com um estilo único e absolutamente original, o grupo da Finlândia fundiu com maestria o peso do heavy metal tradicional, com ênfase nos teclados, com a “voz de ópera” da vocalista Tarja Turunen.

O Nightwish se formou no final de 1996, e além de Tarja, conta com Tuomas Holopainen, teclados, Marco Hietala, baixo, Emppu Vuorinen, guitarra, e Jukka Nevalainen, bateria. Em 1997, lançaram o discreto álbum de estréia, “Angels Fall First”, mas foi com “Oceanborn”, no ano seguinte, que o grupo decolou para uma carreira internacional. O disco serviu de passaporte para os shows em vários países da Europa, conquistando fãs a dar com o pau. “Wishmaster” de 2000, além de ser considerado o grande álbum do Nighwish, marcou uma nova fase, em que a vocalista Tarja assumiu a liderança dentro do grupo, muito embora seja Tuomas o principal compositor e arranjador.

Em 2002, depois de um DVD/CD ao vivo (“From Wishes to Eternity”) e um EP (“Over The Hills And Far Away”), com o clássico homônimo de Gary Moore, o grupo passou a ter a distribuição mundial da Universal, a partir do último álbum, “Century Child”. Conhecidos dos brasileiros, que já viram duas turnês do Nightwish, os músicos a banda não hesitam em apontar os shows do Brasil como os melhores de suas vidas. No último, no Rio, eles nem queriam deixar o palco, diante de inacreditáveis 3 mil extasiados fãs.

Confira abaixo a entrevista que o tecladista Tuomas concedeu a Rock Press, com exclusividade, via e-mail:

Aos poucos o Nightwish foi conquistando grande sucesso, especialmente na Europa, mas também aqui no Brasil. Como esse processo aconteceu dentro da banda?

Nós temos sido muito honestos com o que fazemos, e vivemos um dia de cada vez. Nós não tínhamos nenhuma expectativa no começo, era tudo por diversão e para externar sentimentos em forma de música. Esse tipo de fórmula acabou dando certo para nós, e depois de algum tempo tocando juntos, quebramos primeiro a barreira da Finlândia, depois da Europa e também da América do Sul.

A primeira vez em que vocês estiveram no Brasil foram apenas dois pequenos shows, e dessa vez vocês tocaram para lugares lotados. Que diferenças você vê entre essas duas turnês?

As duas turnês estão entre as melhores coisas que nós já experimentamos. Na primeira vez em que tocamos em São Paulo foi um grande choque cultural para nós. O público estava bastante entusiasmado, de uma forma que você não vê na Europa. A última turnê superou tudo que nós vimos na turnê do “Wishmaster”, dois anos antes, mesmo já sabendo o que esperar. Brasil e América do Sul têm um lugar especial nos nossos corações.

Existe um tipo de competição entre você, que compõe quase todas as músicas e a Tarja, que canta e é a “front woman”?

Nunca. Eu acho ótimo que ela tenha se transformado na “cara do Nightwish”. Eu escrevo quase todas as letras e músicas, então o Nightwish é uma criação minha e eu sei que os fãs gostam da banda. Todos na banda estão muito satisfeitos com a posição que cada um tem.

Muitos acreditam na saída de Tarja do Nightwish. O que há de verdade nisso?

Esse boato ultrapassou todas as proporções! O que acontece é que Tarja está estudando na Alemanha nesse momento, numa escola de música muito rigorosa, e como ela dedicou cinco anos ao Nighwish, agora é hora de dar um ano para ela se concentrar nos estudos. Nós ainda vamos tocar em alguns festivais no próximo verão e um novo álbum está planejado para o verão de 2004.

No ultimo álbum, pela primeira vez, Tarja dividiu os vocais com Marco Hietala, que acabou de entrar na banda. Ele seria um eventual substituto, no caso de Tarja deixar a banda? Ou vocês só estão interessados em dividir os vocais entre masculinos e femininos, como fazem bandas como Trail of Tears, por exemplo?

Eu não acho que o Nightwish existiria sem a Tarja, e estou realmente surpreso e achando graça sobre algumas reações, de que nós vamos substituir tarja por Marco. É uma bobagem. Eu simplesmente quis tentar alguma coisa nova para o álbum “Century Child”, e o uso de vocais masculinos me deu oportunidades como compositor. E eu não falaria em dividir vocais, desde que definitivamente Tarja é a vocalista solo.

“Century Child” é o álbum mais vendido do Nightwish, mas boa parte dos fãs prefere o “Wishmaster”. Você sentiu-se pressionado a compor alguma coisa semelhante a esse álbum?

Sempre houve pressões. Mas não como se eu precisasse fazer alguma coisa semelhante ao “Wishmaster”, ou algo para satisfazer os fãs. Eu quero me superar a cada álbum e não há razão para fazer o mesmo álbum duas vezes. Para mim é importante sempre buscar alguns novos elementos na música, mantendo o estilo do Nightwish.

Você considera o “Century Child” o melhor álbum do Nightwish?

Definitivamente, e essa é a opinião de toda a banda. Mas todos os álbuns têm sua força, e eu me orgulho deles.

Como acontece o processo de composição na banda? Você primeiro mostra as músicas novas, e aí a Tarja coloca os vocais? Ou, quando você compõe, você já tem em mente o jeito com que ela deve cantar?

Eu sempre escrevo as linhas de vocal, isso é uma coisa que eu aprendi ser essencial ao longo dos anos. Quando eu tenho a base de uma música, como refrões, melodias, riffs, etc, eu a levo para os ensaios, e então nós testamos com toda a banda e arranjamos a música até que todos estejam satisfeitos. Depois disso, eu escrevo as letras finais.

Atualmente há muitas bandas com vocais femininos, muitos no estilo erudito. Você acha que há espaço para todas elas, ou a maioria se repete, tentando soar como o Nightwish?

Eu ouvi algumas comparações, mas todas essas bandas, na minha opinião, têm seus próprios estilos. Se o Nightwish é uma inspiração para algumas bandas, isso é uma gentileza, uma coisa legal da qual eu me orgulho.

Acordo com gravadora permite venda on line de shows de Jimi Hendrix

Preços variam entre 6 e 10 dólares Um acordo entre a Universal e o site Wolfgang's Vault permitiu a venda de shows gravados ao vivo de artistas como Jimi Hendrix, Bob Marley e Lynyrd Skynard, entre outros. O dono do site, Bill Sagan, é o proprietário de gravações de shows produzidos pelo falecido empresário Bill Graham, décadas atrás. Ele lançou o site em 2003 após arrematar a coleção de Graham por US$ 5 milhões. Os preços para o download variam 6 e 10 dólares, aproximadamente. Mais detalhes aqui.

Material histórico da Gangrena Gasosa disponível on line

Fãs já podem baixar a primeira demotape da banda. A Gangrena Gasosa acaba de disponibilizar um arquivo para download com as gravações das músicas que estão na primeira demotape da banda, gravada no início dos anos 90. As músicas foram registradas com a formação original do grupo carioca, que fez fama na década passada por criar um subestilo de heavy metal bem próprio, chamado de "saravá metal", justamente por fazer letras com referências a termos da umbanda. Depois de lançar dois álbuns, o grupo permanece na ativa, fazendo shows esporadicamente. Baixe as músicas aqui.

Falta pouco para a confirmação das datas dos shows do Muse no Brasil

Site ofical já anunciou datas no México, Argentina, Chile e Colômbia. O site oficial do Muse já confirmou shows da banda no México (duas datas), Argentina, Chile e Colômbia, e faltam poucos detalhes para que as datas ds apresentações no Brasil sejam, enfim, anunciadas. Segundo o Rock em Geral apurou, a banda deve tocar por aqui no final de julho/início de agosto, no Rio, em São Paulo e em Curitiba.

Ratos de Porão

Foto do show do Abril Pro Rock, em Recife, em 2001. ratos01-2.jpg
João (ainda) Gordo fazendo caras e bocas no Abril Pro
Rock de 2001

junho 03, 2008

Super Hi-Fi
Super Hi-Fi

Monstro. Publicado na Outracoisa 23, de fevereiro de 2008.
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Filho bastardo do poderoso Matanza, o Super Hi-Fi segue a cartilha da sua maior referência, quando o assunto é ser politicamente incorreto, mas, sempre, divertido. Assim, as letras vêm com pérolas impagáveis: “Vagabunda que se faz de santa vai pro paredão”, de “A festa”; “Sou a metade mais azeda da laranja”, de “Última bolacha”; e a grosseria nota dez “Filho da puta, vai pro caralho eu vou te matar”, de “Porrada no bar”. Musicalmente o trio carioca é pura nitroglicerina, mistura de AC/DC com Motörhead e adjacências, onde imperam os riffs pesados com sotaque retrô-setentista. O disco tem uma produção caprichada, assinada – adivinhem – pelo próprio Jimmy London, que canta numa das músicas que é a cara dele e do "Matanza way of life", a tal “Porrada no Bar”. E, também, desde já, a marca registrada do Super Hi-Fi.

A Libertadores mania e a punição exemplar

Competição sul-americana é hoje a mais importante do País, e, talvez por isso, o Brasileirão ainda não tenha engrenado. Embora só uma equipe brasileira continue na disputa pela Taça Libertadores e – naturalmente – só duas estejam na final da Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro ainda não engrenou. A afirmativa não serve para justificar o pífio desempenho do último final de semana, com a média de gols chegando a 1,6 por partida, mas para constatar que tá todo mundo de olho mesmo nas partidas de quarta-feira. Impressionante como a Copa Libertadores seduz a todos, desde a imprensa até torcedores de clubes já não envolvidos, passando, é claro, para quem torce por, além de Fluminense, Sport e Corinthians – é só por causa da vaga na Libertadores que eles tanto querem vencer a Copa do Brasil.

Existem vários motivos para o fenômeno, e que não passam necessariamente pelo desinteresse pelo Campeonato Brasileiro, muito menos, repito, por esse início assim, assim. Acontece que passamos todos – a mídia principalmente – o ano inteiro falando em ser campeão, por uma “luta por pela Libertadores”, por uma “vaga na Sul-americana” e por uma “fuga do rebaixamento”. Como ser campeão é objetivo alcançado apenas por uma equipe, rebaixamento é coisa de derrotado e Copa Sul-americana, ao menos por enquanto, soa mais como prêmio de consolação, é a Libertadores a grande vedete. Quem passa o ano todo falando em conseguir ir para a Libertadores, quando está nela não pode ter outra prioridade mesmo.

Por isso o técnico Renato Gaúcho não tem outra saída que não seja jogar todas as fichas na semifinal de amanhã e colocar os reservas para disputar, por hora, o Brasileirão – o Boca fez o mesmo no Campeonato Argentino. É bem verdade que o Fluminense poderia ter um time de reservas melhor do que este que conquistou apenas um ponto em 12 disputados, mas isso, agora, não vem ao caso, é conversa para o planejamento da próxima Libertadores que o clube disputar – e pejo jeito outras virão. O próprio Renato, domingo, após a derrota para o Flamengo, resumiu o Campeonato Brasileiro à tal vaga na Libertadores, praticamente ignorando o título. Ele, a equipe, o clube, a torcida, todo mundo só quer saber da Libertadores. Ao menos por enquanto.

Outro fator que reforça a Libertadores mania é a inevitável comparação, ainda que desigual, com a Copa dos Campeões da Europa. O aumento das transmissões via internet e TV de jogos internacionais, e não só em canais à cabo, trouxe para dentro da casa do torcedor equipes que ele só conhecia de nome e jogadores só vistos a cada quatro anos, em Copas do Mundo. Se antes só se ouvia falar de Milan, Manchester, Barcelona, PSV, Bayer e afins, na hora em que nossos craques eram transferidos para o exterior, agora torcedores – sobretudo os mais jovens – sabem de cor e salteado a escalação desses times e chegam a, literalmente, torcer por eles.

Pois a Copa Libertadores (com esse belo nome) passou de algo sujo e truculento a versão das Américas para a Copa dos Campeões da Europa. É, já, na prática, espécie de Copa dos Campeões da América. Disse ali em cima que a comparação é desigual porque ainda somos muito pouco organizados e nossas equipes, por causa disso mesmo, em geral não têm tantas estrelas como as de lá do outro lado Atlântico. Muito embora volta e meia saia daqui o campeão mundial. Assim como lá, o formato Copa traz de volta a emoção perdida na reverenciada justiça e correção dos pontos corridos, além de carregar uma bandeira de dominação extramuros das mais instigantes para o torcedor, que vê sua equipe como a desbravadora e conquistadora do continente, e, depois, do mundo. Tudo fantasioso, mas que motiva, e muito, o torcedor de um clube de futebol.

Por último a motivação que deveria ser enumerada um primeiro lugar, que é a remuneração recebida pelos clubes que disputam a Libertadores a cada fase ultrapassada. Não tenho aqui os valores exatos, mas, segundo consta, são bastante fartos. E isso sem falar da arrecadação dos jogos, que deve estar ajudando a um clube como o Fluminense, que seguramente não jogava com o Maracanã lotado, numa quarta à noite, há muitos anos; até aqui já está fazendo isso, ao menos, em duas oportunidades, contra São Paulo e amanhã, contra o Boca. Espaço generoso na mídia, marketing, venda de camisas e afins, e tudo o mais que decorre disso completam as causas da Libertadores mania.

Usei a palavra truculência ali atrás para falar de como era a Libertadores em outros tempos, mas devia tê-la guardado para adjetivar o que fez a polícia do Recife no jogo Botafogo e Náutico, no domingo. Apesar de a imprensa ter se cercado de cuidados para não transformar tudo em uma questão bairrista/xenófoba, o fato é que é a polícia de Recife que atua assim, e deve ser punida, assim como o árbitro, por omissão, e o Náutico, que tem o mando de campo e recebe seus visitantes dessa maneira. Nota-se que não é a primeira vez que isso acontece. O técnico Lori Sandri já saiu e campo algemado e o Palmeiras, recentemente, pela Copa do Brasil, foi vítima dos mesmos tratos. E não adianta dizer que o Náutico é inocente, porque o estádio de porta de vestiário fechada é dele, e a polícia foi chamada por ele. Se o Campeonato Brasileiro é organizado pela CBF (uma entidade privada); se a Confederação Pernambucana é uma entidade privada; se o Náutico é um clube privado, ele que, ao invés da polícia, contrate segurança privada para trabalhar nos jogos em que tem o mando de campo. Não o faz porque concorda com as práticas da polícia de Pernambuco.

O Náutico é culpado, sim, e deve perder mando de capo, ser multado e, até, ser punido com rebaixamento, por não se comportar como clube de Primeira Divisão – o que, de fato, não é. E a prova da culpa é que, diante das imagens vistas por todo o Brasil, da condenação dos profissionais da mídia e do público em geral, todos lá acham que estão certos. Da tenente que tratou um atleta como bandido, passando pelo gênio que decidiu tirar o mesmo atleta do estádio pelo meio da torcida adversária e pelo clube que tranca portas, até chegar às autoridades da polícia pernambucana, eles acham, acreditem, que estão certos – e eis o grande problema. Hora de punição exemplar, sim senhor.

Até a próxima que o Edmundo é um animal!!!

Adrian Smith

Foto da época em que o guitarrista do Iron Maiden integrou a banda solo de Bruce Dickinson, no show de 1999, no Metropolitan, no Rio. adriansmith99.jpg
Foi só Adrian Smith começar a tocar com Bruce
Dickinson, que ambos foram chamados de volta para
o Iron Maiden

Em ano de Copa do Mundo, Rock In Rio volta ao Brasil

Roberto Medina promete trazer o festival de volta ao País no embalo da Copa de 2014. Em entrevista coletiva realizada ontem, o idealizador do Rock In Rio, Roberto Medina, confirmou que pretende voltar a realizar o evento no Brasil, em 2014, ano em que o País sedia a Copa do Mundo. Medina disse que nesse ano acontecerão três edições do festival - as outras duas serão em Lisboa e Madri -, mas não confirmou se o evento terá como sede a cidade do Rio de Janeiro.

Para Medina o retorno do evento que colocou o Brasil na rota dos grandes shows internacionais, em 1985, será "uma nova revolução". As outras duas edições aconteceram em 1991 e 2001. O produtor disse ainda que pretende reduzir a capacidade de público, de 250 para 150 mil espectadores. Em Lisboa, o Rock in Rio aconteceu em três anos: 2004, 2006, e no último final de semana. Este ano pela primeira vez Madri recebe o festival, nos dias 27 e 28 de junho e em 4, 5 e 6 de julho.

Motörhead lança 'Motorizer' em agosto

Álbum é o vigésimo da carreira da banda. Acaba de ser atualizado o blog da página oficial do Motörhead no MySpace.com, e a novidade é que o grupo, liderado pelo lendário Lemmy Kilmister, lança o vigésimo álbum em agosto. "Motorizer" está sendo finalizado no estúdio de Dave Grohl, do Foo Fighters, na Califórnia, mas os detalhes não foram divulgados.

Começa hoje ciclo de palestras da Rede Rio Música

Evento tem palestra sobe novas mídias e formas de divulgação Começa hoje à noite, na Universidade Estácio de Sá, no Rio, o primeiro Ciclo de Palestras e Debates da Rede Rio Música. Na palestra de hoje, o tema é "Novas Mídias e Formas de Divulgação", com os convidados Paulo Lima, da iMúsica; Luiz Pimentel, do MySpace; Gabriel Marques, guitarrista do Moptop; Bernardo Palmeira, do selo Bolacha Discos; e Maurício Bussab, da distribuidora Tratore.

Formada por músicos, produtores e jornalistas, a Rede Rio Música se reúne há cerca de seis meses, e vem discutindo as necessidades daqueles que formam a cadeia produtiva da música no Rio de Janeiro, com a perspectiva de fortalecer e criar negócios inerentes a este circuito. O grupo tem o apoio do SEBRAE/RJ. O Ciclo de Palestras vai até o dia 11. Maiores informações: www.rederiomusica.blogspot.com ou nos telefones (21) 2212 7796 / 9623-7600, com Arthur Bezerra/Sebrae. Confira a programação:

Ciclo de Palestras e Debates da Rede Rio Música
De 3 a 11 de junho de 2008, das 18 às 22h
Universidade Estácio de Sá
Av. Presidente Vargas, 642 – Auditório
Entrada franca

Dia 03 de junho, terça
Debates: Novas Mídias e Formas de Divulgação
Convidados: Paulo Lima (iMúsica), Luiz Pimentel (MySpace - SP), Gabriel Marques (Moptop), Bernardo Palmeira (Binário / Bolacha Discos), Maurício Bussab (Tratore - SP)

Dia 05 de junho, quinta
Palestras: Formatação de Projetos e Captação de Recursos
Convidados: Stanley Whibbe (Sebrae), Cláudio Jorge (Petrobras), Graça Gomes (Alternativa Produções)

Dia 10 de junho, terça
Palestras: Direitos Autorais e Entidades Protetoras
Convidados: Débora Sztajnberg (Debs Consultoria), Glória Braga (Ecad), Chico Ribeiro (Abramus)

Dia 11 de junho, quarta
Debates: Festivais e Eventos Musicais, Associativismo e Empreendedorismo Musical
Convidados: Gabriel Thomaz (Rede Rio Música / Autoramas / Gravadora Discos), Rodrigo Lariú (Rede Rio Música / Associação Brasileira de Festivais Independentes / Midsummer Madness), Léo Feijó (Grupo Matriz), Lencinho (Circo Voador / Mostra Livre de Artes), Pedro de Luna (Rede Rio Música / Araribóia Rock), Bruno Levinson (Humaitá Pra Peixe), Jomardo Jomas (MADA - RN)

junho 02, 2008

Alice Cooper lança próximo álbum em julho

"Along Come a Spider" é o título do CD. O novo álbum do veterano Alice Copper sai nos Estados Unidos dia 29 de julho. "Along Came A Spider" foi co-produzido por Greg Hampton e Danny Saber, em Los Angeles. Enigmático, Alice Cooper disse recetentemente ao site da Revista Billboard, que o disco é "o Alice verdadeiro, conceitualmente muito interessante". O disco gira em torno do personagem Spider, um serial killer. Confira o nome das músicas, cuja ordem não é definitiva:

1- Catch Me
2- Hungry
3- I Am The Spider
4- I Know Where You Live
5- (In Touch With) Your Feminine Side
6- Killed By Love
7- Salvation
8- The One That Got Away
9- Vengeance Is Mine
10- Wake The Dead
11- Wrapped In Silk

Novo do Scar Symmetry já está pronto

Disco sai em junho, lá fora, e em seguida no Brasil. Sai dia 20 de junho (lá fora) o terceiro álbum do grupo sueco Scar Symmetry. "Holographic Universe" - que já no nome promete mais temas de ficção - tem 12 músicas. Confira:

1- Morphogenesis
2- Timewave Zero
3- Quantumleaper
4- Artificial Sun Projection
5- The Missing Coordinates
6- Ghost Prototype I (Measurement of Thought)
7- Fear Catalyst
8- Trapezoid
9- Prism and Gate
10- Holographic Universe
11- The Three-Dimensional Shadow
12- Ghost Prototype II (Deus Ex Machina)

Bruce Dickinson

Foto de show de 1999, no Metropolitan, no Rio. bruce99-2.jpg
Bruce na última turnê pelo Brasil antes de voltar para
o Iron Maiden

Forgotten Boys estréia clipe e site

Música faz parte do novo álbum da banda, "Louva-a-Deus". Já está pronto o novo videoclipe do Forgotten Boys, "Quinta-feira", que estréia na MTV na próxima quarta, dentro do programa "Domínio MTV", às 20h. O clipe é a primeira empreitada da banda que conta com o apoio do projeto Levi's Music, e tem a direção da Pé Vermelho S/A. A música, de autoria de Gustavo Rivera, faz parte do novo álbum da banda, "Louva-a-Deus", ainda sem data para ser lançado. Ao que parece, o Forgotten parece ter adotado o idioma de Camões de vez. Outra novidade é está para entrar no ar o novo site: www.forgottenboys.com.br

junho 01, 2008

Cassia Eller

Foto feita durante o show de lançamento do disco "Veneno AntiMonotonia", de 1997, no Canecão, Rio. cassiaeller97-2.jpg
Cassia Eller canta Cazuza; agora eles devem cantar juntos

Paul Weller desdenha da volta do The Jam e diz que não participa

Ex-guitarrista e vocalista do grupo chama reunião sem ele de "cabaré". Em entrevista a Rádio BBC, de Londres, na última sexta, Paul Weller disse que não pretende participar da reunião do The Jam, e que considera a volta do grupo uma coisa de cabaré. Weller disse que nunca se arrependeu de ter deixado a banda, ícone do punk mod dos anos 70/80, e que sequer sente saudades da época.

O The Jam acabou em 1982, mas o baterista Rick Buckler e o baixista Bruce Foxton formaram recentemente uma nova versão da banda, chamada From The Jam, com um outro vocalista. Paul Weller, por sua vez, acaba de incrementar sua careira solo com um novo álbum, duplo, que conta com a participação de Noel Gallagher, do Oasis. Mais detalhes aqui.

Ex-vocalista do Skyclad faz turnê pelo Brasil com o Tuatha de Danann

Shows acontecem em junho em quatro cidades. O grupo mineiro de heavy metal com referências celtas e folk Tuatha de Danann vai fazer quatro apresentações com a participação especial de Martin Walkyier, o ex-vocalista da banda inglesa Skyclad. Walkyier deixou a banda em 2000, e tem investido em outros projetos que ainda não apareceram muito na mídia.

Nos shows, além do repertório do Tuatha, certamente estarão presentes alguns hits do Skyclad, que já teve vários álbuns lançados no Brasil. "Spinning Jenny", "Penny Dreadful", "Civil War Dance", e a cover para "Emerald", do Thin Lizzy, são algumas já anunciadas pela assessoria de imprensa do grupo. Os shows acontecem no Festival Roça'n'Roll, em Varginha, cidade natal do Tuatha, dia 14 de junho, passa por Campinas dia 20, Ribeirão Preto dia 21, e por São Paulo no dia 22. Mais detalhes no site oficial da banda.

Morrissey dá nome ao novo disco

Título foi divulgado por site especializado na carreira do cantor Acabou o mistério. O novo disco de Morrissey sai em setembro pela Universal e vai se chamar "Years Of Refusal". As informações são do site True To You - A Morrissey Zine, especializado na carreira do ex-vocalista dos Smiths, e que costuma colher declarações exclusivas dele. O disco terá 12 faixas, e tem a produção à cargo de Jerry Finn. O site ainda informa que o álbum "Southpaw Grammar", de 1995, deve ser relançado pela Sony-BMG em julho, com três faixas inéditas e uma nova capa. Fiquem de olho para não confundir os dois lançamentos.