
Primeiro de tudo, o termo já está errado, e o usei assim mesmo, de propósito, para não fugir no assunto em voga. “Poupar” não é o que se faz quando se escala jogadores tidos como reservas no lugar de titulares. Vejam vocês que, no início de uma temporada, sempre elogiamos o clube que, além de pensar em montar um bom time, planeja-se para ter um elenco. E o que isso quer dizer? Que haverá, durante a temporada, em quase todas as posições, mais de um jogador para o treinador escolher quem entra em campo. E aí, quando um time que montou um bom elenco, escala um Fulano em detrimento de Cicrano, está errado? Claro que não.
Outra. Quando analisamos o futebol europeu, elogiamos equipes inglesas, italianas e espanholas, que sabem como fazer um rodízio de jogadores de tal forma a se conquistar bons desempenhos nos campeonatos domésticos e nas ligas européias. E aqui não vale? Lá, elogiamos a condição de uma equipe que não tem, no seu elenco, titulares e reservas, de modo que cada jogador entra em campo de acordo com as circunstâncias. E aqui, não vale? Vale, sim. Prova disso é que no Internacional, por exemplo, o técnico Abel Braga escalou quem quis e faturou os três pontos. Poderia ter perdido? Poderia. É sempre assim: ganha-se, perde-se ou empata-se. Com este ou aquele time. Portanto, vamos parar de fazer comentários periféricos e falar de futebol. Queremos saber quem jogou bem, quem mereceu ganhar, quem armou seu time de que forma, e assim por diante. Chega de lero-lero.
Vejam, meus amigos, que um dia depois de eu ter previsto a queda de rendimento do Flamengo em virtude da entrada de Caio Júnior no lugar e Joel Santana, o clube da Gávea sofreu a maior derrota de todos os tempos, um resultado que, para ser sincero, até hoje não acredito que aconteceu. Primeiro porque o time do América do México é, sim, muito ruim. E, depois, que o Flamengo poderia perder em diversos resultados, menos por aquele triste três a zero. É, realmente, inacreditável. Não, meus amigos, eu não esperava uma queda tão imediata, só vislumbrava o teórico Caio Júnior enrolado com o time de boleiro de Joel. No que reafirmo: não vai dar certo, podem anotar.
Triste também, e de novo, foi ver a crônica esportiva ficar procurando culpados para a acachapante derrota. Houve quem culpasse a presunção, as comemorações do título carioca, a festa pela despedida de Joel, a diretoria do clube... Vi até um comentarista Mauricinho, certamente torcedor do Flamengo, desabafando em causa própria ao culpar os dirigentes rubro-negros. Ora, faça-me o favor. Será que esses basbaques não percebem que futebol é um jogo em que a derrota está ali, ao lado? Por mais que a equipe do Flamengo nada tenha feito (e não fez mesmo), dois dos três gols sofridos pelos rubro-negros foram fruto de puro acaso. Se esqueceram – e de novo – de comentar o jogo jogado, dentro das quatro linhas.
Pois chega de arredores e vamos ao que interessa. Na Copa do Brasil, dá Inter e Vasco e Corinthians e Botafogo. Na Libertadores, classificam-se Boca, Fluminense, Santos e LDU, e aí invertem-se os confrontos, já que o regulamento proíbe dois times de um mesmo país disputando a final. Dá Flu e Santos e Boca e LDU. No brasileirão, vou repetir os seis favoritos: Flamengo, Fluminense, São Paulo, Palmeiras, Internacional e Cruzeiro. E tenho dito!
Até a próxima que mostrar habilidade em jogo do Palmeiras, só a favor!!!