O Homem Baile
27 de abril de 2008
Improvável, Hard In Rio não reúne público que gênero promete
House Of Lords dominou a noite, que teve mais duas bandas do segundo escalão. Os fãs foram os grandes ausentes; preço do ingresso e organização, os vilões. Fotos: Flavio Hopp / Divulgação.

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Como banda de abertura, o House Of Lords se deu bem, e tocou para uma platéia ainda muito animada

É difícil acreditar num festival que reúne três bandas do segundo escalão do hard rock aconteça no Rio de Janeiro, muito embora a cena local de tenha lá sua força. Pior ainda se o ingresso for pouco convidativo – R$ 170 -, o que acabou fazendo do público a grande ausência da noite. Soma-se a isso os habituais atrasos e o fato de “não haver banda de abertura”, isto é, com cada uma tocando como se seu show fosse o único da noite, e a equação está formada com produto final exposto sob cansaço às cinco da matina.

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James Christian & Jim Bell: a duplinha sensação
do House Of Lords
Quem se deu bem com essa história toda foi o House Of Lords, que tocou cedo e fez o melhor show da noite, por conta dos bons riffs do guitarrista Jim Bell, que se destacou em mais da metade do repertório engendrando músicas típicas do hard rock – aquela levada cadenciada, mas como peso necessário ao gênero. A faixa-título do último álbum, “Come to My Kingdown”, por exemplo, chamou a atenção pelo peso e pela levada imposta por Bell. Os quilinhos a mais do vocalista James Christian pouco atrapalharam a performance no palco, já que sua voz está afiadíssima. Outra recente, “I’m Free”, enveredou pelo caminho do rock de arena, mas, desconhecida pelo público, não encontrou eco.

Essa tarefa ficou para hits como “I Wanna Be Loved”, a primeira música do grupo a fazer sucesso, ou na hora da baladaça “Talkin’ ‘Bout Love”, outra das antigas. Mas o público vibrou mesmo com “All The Way to Heaven”, com um belíssimo solo de Jim Bell, e com a bela versão para “Can’t Find My Way Home”, do Blind Faith, que a banda gravou no álbum “Sahara”. A porrada “Slip Of The Tongue” fechou o set, que não teve bis – também, quem mandou incluir solos de guitarra e bateria?

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Mike Tramp comandou o
White Lion
O início do show depois das três da manhã não desanimou o White Lion. A chamada com “For Those About To Rock (We Salute You)”, do AC/DC, deu uma acordada no público. O vocalista Mike Tramp, dono da banda, já entra no palco a mil por hora, assim como o tecladista Henning Wanner, que mais parece um animador de platéia quando não está entretido com as teclas. “Hungry” foi a escolhida para a abertura, mas o público só começou a responder os apelos da banda em “Little Fighter”, que tem um refrão de levantar defunto. “Lonely Night”, outra do álbum “Pride”, também teve resposta do público: a música garantiu o melhor momento do show, ainda na primeira parte do repertório. A segunda metade do show encontrou uma platéia visivelmente cansada, que diminuía a cada intervalo, culminando com o bis, no qual Mike Tramp cantou duas músicas praticamente acústicas e uma baladaça que jogaram por terra o que ainda restava de interesse num Circo Voador praticamente deserto.

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Danny Vaughn: muito cabelo, muito violão e
pouca música boa
Espremido entre as duas bandas, o Tyketto desperdiçou a chance de roubar a noite para si. A banda é tida como “uma das mais injustiçadas do hard rock”, mas faz parte daquela facção do gênero que usa os violões para subtrair o peso das guitarras. Assim, o vocalista Danny Vaughn, mas preocupado em manter o cabelo escovado do que em cantar, conduziu sua banda a um espetáculo chocho e com pouca empolgação – coisa imprescindível ao hard rock, diga-se. Que injustiça que nada.

em maio 1, 2008 01:38 AM [Leo Pinho]

A parada boa da Internet é essa: o sujeito pode escrever o que quiser. Democracia é isso.

Quanta bobagem...



em maio 1, 2008 01:43 AM [Bruno]

Essa resenha é séria ou tu quer só tirar uma com a cara de quem foi?



em maio 1, 2008 01:44 AM [Oi]

Nossa, o Tyketto é muito mais foda do que isso descrito por você. Resenha ridícula.



em maio 1, 2008 02:23 AM [Luiza]

Quem escreveu isso tem problemas mentais, só pode.



em maio 1, 2008 03:43 AM [Bruno BAM]

Ridícula a crítica!
Fica óbvio que o cara gosta de House of Lord e não conhece Tyketto.

Como assim acusar o Tyketto de usar violões para tirar o peso das guitarras? O que isto tem a ver? Eles tocaram as músicas exatamente igual aos álbuns. Como se os violões fossem vilões e as guitarras fossem boas.

E como assim o Tyketto não empolgou? Todas as músicas que eles tocaram... Todas as músicas tiveram um permanente coro vindo do público totalmente maravilhado por aquele momento. Confundiu tudo... As músicas do Tyketto não são dançantes como as do White Lion... Não são músicas para ficar pulando, mas nem por causa disso deixam de ser empolgantes.

E a crítica que fez ao Festival pelo fato de ser no Rio? Como se trazer bandas de "segundo escalão" de hard para o Rio fosse uma espécie de sacrilégio.

Absurdo.



em maio 1, 2008 04:24 AM [mendz]

Teve pouco público, porém o mesmo era fanático e aproveitou ao máximo. Que venham outras empreitadas como esta, quem sabe se não temos em breve um AOr in Rio com Journey, Toto ou Kansas? Em breve teremos o vocalista do Survivor...



em maio 1, 2008 02:05 PM [Bruno BAM]

Pode omitir uma opinião, mas não pode distorcer os fatos. Dizer que o Tyketto não empolgou é mentira. O cara pode até não gostar de Tyketto e achar que "não é uma banda injustiçada", mas sem dúvida nenhuma foi o show mais importante da noite.



em maio 2, 2008 01:23 AM [Big ]

Que cena hard carioca? Um bando de idiotas se vestindo como bichonas dos anos 80 que mal têm banda? Um monte de otários que se acham e na hora H guardam dinheiro para festinhas?



em maio 2, 2008 03:06 AM [Mallet]

Primeiro: o Hard In Rio não atraiu um bom público por não ter muito dinheiro para fazer sua propaganda.
Segundo: "Pior ainda se o ingresso for pouco convidativo – R$ 170 ": você se esqeuceu de falar da questão de: quem levasse um livro ou comprasse adiantado pagava meia.
Terceiro: Independente se o Danny Vaughn tenta manter seu cabelo "escovado", isso não interfere no show e em suas músicas.
Quarto: O staff do Hard In Rio foi perfeito, mesmo desfrutando de poucos recursos para promomover um grande show, conseguiram fazer um completo arraso em questão de organização e consenso com o público.
Quinto: Concordo com você por não ter banda de abertura.
Sexto: não adianta você assistir os vìdeos no youtube das bandas, e querer questionar a questão musical com quem realmente está a par de todas as notícias musicais.



em maio 2, 2008 04:44 PM [Diogo]

Exceto pros que chegaram desinformados na hora, o show custou R$ 85.

Quanto à animação do público na apresentação do Tyketto, vídeos no youtube mostram o contrário, foi bastante animado, quiçá o que o público respondeu melhor.



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