
Para quem esqueceu das estripulias que Ozzy já há anos simula em hilárias montagens em que ele aparece em séries de TV, filmes e outros lugares comuns, um novo vídeo esquentou o início do show. Nele Ozzy aparece vestido de mulher, oferece vibradores a personagens, defeca num escritório e faz sexo oral com a rainha Inglaterra, em cena do filme “A Rainha”, tudo engraçado demais para ser levado a sério. Quando Ozzy surge de abraços abertos caminhando pelo palco, sua imagem faz lembrar a da primeira aparição de Bento XVI após ser escolhido Papa. Ozzy, o papa do metal, está pronto para mais uma celebração.
A espetacular “Iron Man” ergue os punhos cerrados de todos, numa ode a um dos melhores riffs já criados na história do rock. Pena a música ter sido emendada, antes do fim, com “I Don’t Know”, quando Ozzy se apropria de um par de chifrinhos piscantes lançados pela platéia e remete à Angus Young, do AC/DC. Em “No More Tears”, a sensacional balada que deu novos rumos à carreira de Ozzy, nem uma ligeira falha no baixo que irrita Ozzy diminui a intensidade do show. No solo que pavimentou a carreira de Wylde, o público, enfim, como o Mestre pedira, enlouquece de verdade, em mais um momento de forte emoção. O set termina com “I Don’t Want to Change The World”, com quase duas horas, e fica a sensação de que Ozzy exagerou na inclusão de baladas, abrindo mão de músicas que poderiam ter satisfeito mais o público – caso de “Perry Manson”, “Over The Mountain”, e “The Ultimate Sin”, entre outras, ou mais coisas do Black Sabbath.
Repertório:
1- Intro
2- I Don’t Wanna Stop
3- Bark At The Moon
4- Suicide Solution
5- Mr. Crowley
6- Not Going Away
7- War Pigs
8- Road to Nowhere
9- Crazy Train
10- Guitar solo
11- Iron Man / I Don’t Know
12- No More Tears
13- Here For You
14- I Don’t Want to Change the World
Bis
15- Mama, I’m Coming Home
16- Paranoid
Abertura
BLACK LABEL SOCIETY FAZ SHOW COMPETENTE, MAS KORN, BUROCRÁTICO, DECEPCIONA
Zakk vai ainda mais longe em “Concrete Jungle”, outra do disco novo, quando sola com os dentes e com a guitarra nas costas. Em “Fire it Up”, que tem um refrão mais acessível, chama a participação do público, que era ainda pequeno, mas conhecedor do grupo. No final, depois de debulhar uma guitarra Flying V na zeppeliana “Stillborn”, a levanta em sinal de vitória e agradece ao público. Apenas oito músicas foram tocadas em cerca de 45 minutos de show, e “In This River”, aquela baladinha que homenageia Dimebag Darrel, foi a grande ausência, numa apresentação compacta e competente.
Para se ter uma idéia, o Korn só se fez notar na hora em que encaixou o refrão de “We Will Rock You”, do Queen, em “Coming Undone”, tal era a embolação do som. Algumas músicas também mexeram com o público, como “Freak On a Leash”, “Faget” e “Got The Life”. Ente as novas, “Starting Over” e “Evolution” foras as únicas reconhecidas e que fizeram diferença perto do antigo repertório. Em uma hora de show o Korn não justificou sua escalação para o evento, nem proporcionou o espetáculo que os fás cariocas esperaram por tanto tempo. O grupo já fez apresentações bem melhores em outras épocas, e positivamente não passa por boa fase. Hora mesmo priorizar as carreiras solo.
Black Label Society, Korn e Ozzy Osboune tocam amanhã em São Paulo, no Estádio do Parque Antarctica.
Já fiz este comentário sobre a guitarra em outro lugar e gostaria de repetir aqui:
O Zakk realmente taca a guitarra na platéia, ou amps, retornos etc. Mas a guitarra que ele joga no geral é a sua Flying-V, e nem todas voltam.
O que houve de mais assustador nesse episódio, foi ele ter jogado a sua rebel, que reza a lenda ser única, etc. Esse foi o problema, pelo menos pra quem sabe qual a da guitarra. E o tempo de resposta do Zakk quanto a isso, quase que no máximo uns 10 segundos entre jogar a guitarra e se jogar no público, como em um arrependimento. O que não acontece, vide vídeos no youtube, por exemplo, como no show de Melbourne ou Portland, onde joga a guitarra, ela é destruída e ele nem aí.
Reza que ele estaria bem louco. Errou algumas coisas durante o show, por isso nao duvido da completa embriaguez do cara. Pois bem, o cara é meu ídolo, espero que ele volte com sua crew do BLS em breve! Embora tais informações sejam cabíveis, estou esperando por declaraçoes oficiais, isso é, se teremos! É esperar agora!
Quanto ao BlS, foram 45 minutos históricos, pelo menos pra mim, pelo menos até que voltem. A "porrada" do som estava incrivel, voce sente a vibração pelo corpo todo. Não sei, mas dava a impressão de que os bumbos da bateria estavam trigados e o baixo no talo, no maximo! Adorei a performance de Zakk, que ja é conhecida! Do nanico, mas não menos foda JD no baixo, o Devil Twin Catanese, como sempre se pode reparar nos shows, dando muita atenção para a platéia, mandando beijos, apontando, escolhendo para quem vai dar a sua palheta ao invés de jogá-la, fazendo caras e sorridente o tempo todo, além de preencher muito bem as músicas com os riffs pesados, e muitas harmônicas, assim como o Zakk! O Sr. da bateria, Mr. Craig Nunemacher, um ótimo baterista, o visual, se não me engano estava um pouco diferente, não teve uma presença como a de Bordin do Ozzy, mas marcou bem o seu lugar. Enfim, uma puta noite.
Quanto ao Korn, bem, nao me agrada, saí de perto do palco, fui tomar umas cervejas, e fui ao banheiro. Ouvi várias críticas ruins do show, do guitarrista Munky, como dito acima, mas está rolando, não sei se confere, que o pai dele estaria doente já há um tempo, e que veio a falecer dias antes do show. Sendo assim, acho completamente aceitável a pose do cara e da banda, mesmo assim tocando e honrando seus compromissos. A notícia da morte do cara, é o que fans de Korn estão dizendo por ai, dizendo que acham punitiva a ação dos fans do Ozzy zoarem o Korn num momento difícil desses! Se é verdade, não sei.
Pois bem, obrigado!