As constantes turnês feitas na Europa deram à gaúcha No Rest uma cancha e tanto. O som deles tornou-se bem mais encorpado, ao passo que uma radicalização de conteúdo fez tudo ficar mais extremo. Aqui, há flertes com o crust, o death metal (“Informação”) e com tudo que há de mais extremo por aí. A pequerrucha Aline está cantando/gritando como nunca, muito embora às vezes não consiga se fazer entender, caso o encarte não esteja à mão – impossível não lembrar da louraça Angela Gossow, do Arch Enemy. Em algumas músicas há uma quebra para a calmaria, caso de “Existência Sentenciada” e da boa “Preconceito e Razão”, mas o predomínio é mesmo do esporro. Trata-se de um bom disco, Mas que talvez tenha passado do ponto e perde para o anterior, “Suportar a Dor”, que tem um repertório bem melhor.