Não há mistério no artifício criativo de Rogério Skylab. Escudado por bons músicos, usa standards da música pop para desfilar sua verve, afamada pela escatologia, mas rica em descrever um cotidiano assaz particular. Nesta sétima parte de uma obra que ele promete encerrar com dez, tira sarro do mangue beat (“Samba Isquemia Noise”), de lutadores playboys (“Dá Um Beijo Na Boca Dele”), ri de si próprio (“Quanto Mais Saúde Eu Morro”) e assim por diante, num abundante coletivo de 18 músicas. Na impagável “Corpo e Membro Sem Cabeça” reúne Lars Grael, Luís de Camões e o Presidente Lula para concluir que “poesia é o caralho”. No cômputo final consegue ser mais do mesmo e ainda assim interessante.