Custou, mas Zakk Wylde conseguiu equilibrar o peso desvairado e a sensibilidade inerente aos guitarristas de rock. Ele mistura os riffs precisos que lhe deram fama com músicas mais cadenciadas, que fogem dos clichês que ele próprio usou no chato “Hangover Music” (2004). De um lado, porradas certeiras como “Black Mass Reverends” e “New Religion”; do outro, incorrigíveis baladas (”The Last Goodbye” é o exemplo mais bem-acabado) que laçam o mais ranzinza dos fãs. Dessa alternância resulta um álbum sóbrio esteticamente, com ênfase nas guitarras, é claro, mas que mostra a preocupação de um Wylde maduro em construir, no Black Label Society, algo de gosto mais apurado. Discaço.