
O show começa sem grandes introduções (como é comum no gênero), com Amy andando para a borda do palco e cantando “Sweet Sacrifice”, a que abre o último disco, “The Open Door”. Talvez de olho na manutenção das colossais vendagens do álbum anterior, mais da metade das músicas são deste, e nenhuma do primeiro, sepultado definitivamente nesta turnê. Antes de “Going Under”, o primeiro grande hit do repertório, Amy dá um simpático boa noite e o público delira. O riff thrash de “The Only One” fecha a primeira parte do set realçando as guitarras de Terry Balsamo e John LeCompt, e o verdadeiro massacre imposto pelo baterista Rocky Gray. Um piano é montado para Amy na frente do palco e o show dá uma caída que poderia ter sido evitada se o artifício fosse realizado mais tarde – em “Good Enough” ela até “coçou” a voz.
Na abertura, o Luxúria provou de seu sucesso e foi muito bem recebido pelo público, que cantou junto em praticamente todas as músicas, especialmente nas que tiveram execução nas rádios comerciais. A vocalista Meg não amarelou ante a multidão, e o saldo foi bem positivo. Já o Silicon Fly, desconhecida banda uruguaia, passou praticamente desapercebida, e encerrou o show antes do previsto, para não pagar um mico ainda maior.
EM SÃO PAULO, AS MESMAS MÚSICAS, MAS NO RIO O SHOW FOI MELHOR
O set list foi igualzinho, assim como em todos os quatro shows realizados no Brasil, não mudaram nem a ordem. Um show ensaiado com rigor inglês, mesmo a banda sendo americana. O público permaneceu empolgado na grande maioria das músicas, cantando tão ensaiado quanto a banda, sobretudo em músicas como “Lithium” e “Good Enough”, ambas do novo disco, nas quais Amy Lee entrava apenas com piano e voz. Além disso, entre “Lacrymosa” e “My Immortal”, tanto no Rio como em São Paulo, aconteceram tentativas (frustradas) do público de cantar musicas antigas da banda, na expectativa de influenciar no repertório. Em São Paulo foi “Anywhere”, do primeiro álbum, “Origin”, mas as 25 mil pessoas não acompanharam a meia dúzia que se esforçou. No Rio a escolhida foi “Missing”, lançada no CD/DVD “Anywhere But Home”, em 2004, mas também não deu certo.
Quanto às 25 mil pessoas, esperava-se mais para um show de tão grande porte, mas serviu para impressionar Amy Lee. “I wasn’t expecting so many of you”, disse ela, entre um sorrisinho doce e um olhar comovido. Bem, nós estávamos esperando por ela. (Júlia Bragatto)
1. Sweet Sacrifice
2. Weigth Of The World
3. Going Under
4. The Only One
5. Lithium
6. Good Enough
7. Haunted
8. Tourniquet
9. Call Me When You're Sober
10. Imaginary
11. Bring Me To Life
12. Whisper
13. All That I'm Living For
14. Lacrymosa
Bis
15. My Immortal
16. Your Star
Fui ao show de São Paulo, foi fantástico, mas rápido demais! Ela possui ótima presença de palco, anima muito, a qualidade da voz dela é incrivel! Mas o som estava realmente baixo, mesmo assim foi perfeito e espero o próximo!
Eu acho engano deles se separarem!
Depois de muitos obstáculos, enfim consegui, com muito esforço, ir ao show do Evanescence. Mas vamos combinar que mais de dez horas de fila e sol na cabeça valeram e muito á pena!
Na minha opinião, a banda poderia trazer mais hits ao palco. Achei pouca a quantidade de músicas apresentadas no show. Porém, a qualidade das músicas não deixou a desejar. É muito bom quando você se sacrifica para ir prestigiar sua banda favorita. E é melhor ainda quando você vê que seus ídolos se esforçaram pra dar o melhor da banda ao seu público.
E foi isso que aconteceu com o Evanescence.
A Amy Lee é perfeita e tem a voz mais linda que eu já ouvi. Vê-la de perto foi emocionante e maravilhoso.
Resumindo: O show foi de ótima qualidade, o melhor que eu já fui, e aguardo ansiosamente o retorno da banda. Que não demore para acontecer de novo.