O Homem Baile
26 de março de 2007
Placebo faz show burocrático para platéia fria
Brian Molko posa de rockstar, mas novo repertório não empolga. Público só se interessa pelos dois hits e olhe lá. Fotos: Marcelo Pereira de Souza. Confira também a cobertura dos shows recentes que passaram pelo Rio: Roger Waters, Asia e Pet Shop Boys.

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Steve Hewitt e Brian Molko dessa vez não
empolgaram como antes
Diferentemente da turnê que realizou no Brasil há dois anos, a banda inglesa Placebo não chegou a empolgar o público, ontem, no Citibank Hall, no Rio. Fosse pela quantidade de pessoas bem menor (naquela oportunidade o Festival Claro Que é Rock havia irrigado a cidade com ingressos promocionais), ou pelo repertório, que incluiu cinco músicas do novo álbum, “Meds”, ao invés de ser baseado numa coletânea de hits como na outra oportunidade; ou ainda por uma certa máscara de rockstar que Brian Molko se recusou a tirar, o fato é que o show de ontem não chegou nem perto da festa de 2004.

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Stefan Olsdal trocou de instrumento em
praticamente todas as músicas
O set começou ousado, com quatro músicas do novo disco tocadas em seqüência. ”Drag”, mais pesada, foi a melhor delas, mas a constante troca de instrumentos dos músicos atrapalhava o andamento do espetáculo, além de realçar a participação de dois músicos de apoio ocultos, um de cada lado do palco, tocando teclado, guitarra e baixo. Stefan Olsdal, oficialmente o baixista da banda, praticamente tocou guitarra dobrada com Molko o tempo todo, dando mais consistência ao som. O chato é perceber que musicalmente o trio não segura a onda sozinho, exceto pelo sempre eficaz Peter Hewitt. Em “Bionic”, por exemplo, ele instiga os demais para um final sensacional, numa jam que lembrou trechos de “Bring On The Dancing Horses”, do Echo, e que fez Stefan descer ao fosso e fazer o público vibrar.

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Molko voltou ao Brasil cheio de marra
E olha que foi difícil. Fria, a platéia só se soltou em “I Know”, a sexta música, a primeira a ganhar um solo de verdade, bem executado por Molko. Isso porque boa parte do repertório do Placebo é composta de baladas – aquelas músicas que começam lentas, ganham em dramaticidade e terminam bem pesadas. Caso de, entre outras, “Soulmates”, “One Of a Kind” e “Running”, esta cover de Kate Bush, tocada no retorno do bis, mas que não chegou a ser compreendida pelo público, que reagiu com uma imobilidade atroz. Os telões dispostos atrás do palco, “artísticos” demais, foram sub-aproveitados, com as mesmas imagens sendo exibidas simultaneamente nos três. A já citada “Bionic” foi a exceção: as imagens dos manequins numa linha de montagem acompanharam o crescente da música.

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Stefan: muita pose e pouca música
Restou ao grupo se locupletar com os dois únicos hits de peso. O primeiro deles foi “Every You Every Me”, que encerrou a primeira metade do show ante a uma explosão de energia do público, que dançava e pulava freneticamente. Brian Molko, ao contrário, demonstrava indiferença, numa típica pose de rockstar. Em “Special K”, o segundo, ele parecia no altar, inflando o público com palmas e se aproximando da borda do palco. Na ultima do bis, depois de cerca de uma hora e meia de show, repetiu a dose com “Twenty Years”, outra que começou lenta e cresceu horrores, desaguando numa irresistível jam session à Sonic Youth. Um final animador para um show nem tanto.

Nota: O Gram foi encarregado de fazer a abertura, mas pouca gente viu, já que o show estava marcado para às 20h30, e a banda paulistana tocou por volta da 19h30.

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Brian Molko priorizou as músicas do último disco
do Placebo
Repertório completo:

Infra-Red
Meds
Because I Want You
Drag
Soulmates
I Know
Song To Say Goodbye
Follow The Cops Back Home
Every You Every Me
Special Needs
One Of A Kind
Without You I’m Nothing
Bionic
Special K
The Bitter End

Bis

Running UpThat Hill
Taste In Men
Twenty Years

em maio 11, 2007 03:43 AM [Mandy]

Cara, nada a ver!
Esse show foi muito, mas muito melhor que o outro! Eles estavam super animados e até falaram umas palavrinhas em português para agradar mais ainda o publico! Todo mundo cantou todas as músicas até o fim, até as do "Meds"! Foi maravilhoso e eles tocaram muito.

Sabe, talvez você não estivesse lá e ouviu falar por outras pessoas, mas olhe os vídeos no youtube e diga se estou mentindo! Cara eles são demais, os melhores sem sombra de dúvidas! E não é porque eles não tocam no rádio ou não são uma banda antiga que todo mundo conhece que as pessoas podem falar mal desse jeito! Todo mundo prefere falar bem de Roger Waters... Tudo bem, não me importo, cada um tem seu gosto, mas não é legal ficar mentindo, dizendo que um show foi péssimo quando na verdade foi maravilhoso. Ou que o público estava frio quando estava fervendo!
Hits? "Running Up That Hill" não é um hit e todo mundo cantou do começo ao fim. ;)



em maio 11, 2007 03:46 AM [Lili]

Eu não gostei do que você escreveu. Ninguém estava frio no show, todo mundo tava gostando muito e foi lindo... Eles agradaram as pessoas que estavam lá e também estavam animados, sorrindo... Brian até chegou a comandar um corinho em "Special K"...



em maio 11, 2007 03:49 AM [Faby]

"Stefan: muita pose e pouca música"
Cara, você ficou louco? Sabe que os fãs da banda vão te odiar pelo resto da vida por você ter escrito essas coisas né? Show perfetio.



em maio 12, 2007 04:28 AM [Brianna Molko]

Bom... Os outros comentarios já disseram tudo, mas..

O show foi maravilhoso! Brian cantou e tocou muito, Stef também!
Todas as pessoas que estavam lá sabiam de todas as músicas, cantaram e pularam até o fim do show, assim como disseram na materia do mundorock.net.
E claro, o show não lotou porque eles não são muito conhecidos aqui, não tocam em rádio e não são uma banda comercial, e sim três músicos de talento que fazem aquilo que os faz sentir alguma coisa, seja nas letras ou na melodia. Certo? Brasileiro não gosta disso, brasileiro gosta de Ivete Sangalo



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