Sim, o Krokus, que fez fama no hard rock oitentista, está na ativa. A banda, espécie de AC/DC dos Alpes, volta mostrando uma forma impressionante. Longe do party rock de outrora, o quinteto hoje mergulha num heavy/hard rock pesado e trabalhado, e ainda com ares de contemporaneidade. Seja em riffs e evoluções instrumentais (como na bela “Angel of my dreams”; no peso veloz de “Spirit of the night”) ou na voz do cinqüentão Marc Storace, as 14 faixas deste álbum surpreendem pelo bom gosto. Pode-se até dizer que a evolução experimentada pela banda vem da produção caprichada de Dennis Ward (que tem se tornado um especialista no ramo), o que faz sentido. Mas como ignorar composições talhadas para serem cantadas por grandes platéias? É o que deve estar acontecendo, nos shows, com “No risk no gain”, “Turnin’ inside out“ e até com “So Long”, uma baladaça de fazer inveja ao Scorpions, só para se ter uma idéia. Rock de arena pra braço erguido nenhum botar defeito.