O mundo do rock se subdividiu tanto que dificilmente se vê uma banda ser chamada simplesmente de “banda de rock”. Pois é este o caso do Jet Set, que neste segundo disco parece ter chegado à maturidade. Com um instrumental superbem entrosado e um vocalista de timbre próprio, a banda faz o bom e velho rock. Longe de soar anacrônico, porém, o trabalho do quarteto, ao contrário, cai certinho para a programação de uma rádio rock. Músicas como a nervosa “Álibi”, que tem boas evoluções de guitarra e um baixo estaladão, “Ultravioleta”, e até a balada meia boca “Mais um verão” que o digam. O disco tem boa produção, o que reforça a tese da maturidade (e entrosamento) dos integrantes, e muitas músicas soam palatáveis já à primeira audição. Vê-se, de parte a parte, que eles estão ligados no novo rock pós Strokes, nos acordes atonais do nü-metal e até no rock nacional mainstream de Charlie Brown Jr. Referências discretas, mas determinantes para compor a chamada “cara da banda”, coisa não muito comum em tempos de globalização.