É natural que um guitarrista, ao deixar de lado sua banda principal, parta para experimentações que em geral não faria nela. O que pega para Edgard Scandurra é que a inventividade que há anos lhe falta no Ira! – o grupo tem vivido de um acústico caça-níquel – aqui também se ausenta. Daí a insistência numa eletrônica estéril que deveria ser a base para incursões de um guitarrista talentoso, mas que aqui parece não funcionar. Entre um baticum e outro, salvam-se o lado pop da faixa-título, certa virtuose na acústica “The falso, o fake”, e até o curioso brega de “La décadanse”. Muito pouco para um dos principais guitarristas o rock brasileiro.