O Homem Baile
10 de dezembro de 2006
The Cult
Repertório raro, guitarrista fora de série e baterista nervoso salvam o show

Em um novo retorno do The Cult, Ian Astbury demonstrou insegurança, carência e voz abaixo da crítica. Show aconteceu no Claro Hall, Rio. Fotos: Marcelo Pereira de Souza.

Havia um bis programado para encerrar o show em definitivo, mas não se sabia se a banda iria voltar ou não. É que durante todo o tempo Ian Astbury reclamava da participação do público carioca ante a apresentação do The Cult no Brasil. Não era o caso de exatamente uma lotação esgotada, mas havia um bom público, considerando o gigantismo do Claro Hall. E um público participativo que definitivamente não merecia as queixas do vocalista. Ele, sim, deixou a desejar em várias músicas, mostrando certa falta de fôlego. Tanto que, em “Wild Flower”, que fechou a primeira parte, parecia exausto.

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John Tempesta, Ian Astbury e Billy Duff: o trio
que move o Cult 2006
Billy Duff, de seu lado, também pareceu dar um piti ao final de “The Phoenix”, saindo apressadamente depois de atirar a guitarra ao chão. Ele voltaria calminho pra um mini-set acústico (só ele e Ian), com as músicas “Star” e “Eddie (Ciao Baby)”. Nesta última a introdução citou “Back In Black”, do AC/DC, e o famoso verso “does anybody remember laughter?”, de Robert Plant, na versão imortal para “Starway to Heaven” foi repetido por Ian e notado por poucos. Outras citações – essas sem eira nem beira – foram a Axl Rose, com Ian fazendo deboche, antes do mesmo acústico começar, ao perguntar: do you like Axl?; e ainda antes de “The Phoenix”, quando o vocalista cantou os primeiros versos de “You Give Love a Bad Name” e dedicou a música ao Bon Jovi, num típico clima de piada interna.

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John Tempesta ajudou a salvar a noite do
cansado Ian Astbury...
O que segura o show é realmente o repertório que hoje o Cult tem para escolher. Como classificar, por exemplo, uma seqüência com “Spirit Walker”, “Revolution”, “Rain” (a que o público mais agitou) e “The Phoenix”? Seria perfeito não fosse as interrupções entre uma música e outra, uma constante, aliás, em todo o set. As músicas selecionadas se dividiram entre o fase pós punk do álbum “Love”, a heavy rock, com “Little Devil”, que abriu a noite, “Love Removal Machine”, que fechou, e “Wild Flower”; e a do hard rock, que cravou clássicos como a excelente “Sweet Soul Sister” e “Fire Woman”. O senão maior foi a rala voz de Ian, que não se sustentava em todas as notas, deixando “buracos” no meio das letras.

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... Mas foi Billy Duff e sua guitarra
envenedada que garantiu o posto
de estrela maior da noite
Se todos faziam uma performance competente, Billy Duff se superava. O cara tirava um som de guitarra a cada música que remetia diretamente à gravação original, em disco, mas parecia, ao mesmo tempo, dotada de um “up grade” dos mais interessantes. E isso sem falar nos solos, nos quais ele se superou de verdade. Foi o caso de “Wonderland”, a única do álbum “Ceremony” incluída no show, em “Fire Woman” e "Rain”. Duff foi coadjuvado por um furioso John Tempesta, aquele mesmo que veio ao Brasil em 1996 com o White Zombie, e que já tocou com Helmet e Testament, só para citar alguns. O batera foi a força motriz que ajudou a sustentar um cansado e reclamão Astbury, deixando para Billy Duff a generosa tarefa de empunhar uma guitarra e fazer dela o elemento sublime dentro do rock. Tirou de letra, claro.
em dezembro 11, 2006 12:43 PM [Marcus Marçal]

Depois de ver o Cult várias vezes por aqui e também daquele último show "maômenos", prometi a mim mesmo que só sairia de casa pra ver a banda se rolasse ênfase em material novo. Porra, duas vezes seguidas ao Brasil pra tocar o mesmo repertório manjado? Por isso nem perdi meu tempo indo pra lá, pra não macular a lembrança daquele show de 95, que teoricamente foi realmente o último. Só não entendi o "repertório raro"
Abs



em dezembro 11, 2006 05:50 PM [Wallace Rocco]

Realmente o Ian deixou a desejar neste show, ainda bem que a banda segurou, principalmente os dois que você citou!
No final ele estava morto!!!
Ficou feio pra eles.
Abs.



em janeiro 8, 2007 06:39 PM [Sérgio ]

Meus caros amigos! Isso deve ser alguma maldição existente no Rio de Janeiro!
O show de São Paulo foi maravilhoso, com uma energia sem igual! Ian Astbury e Billy Duffy numa sintonia perfeita com o público! Casa cheia nos dois dias! Público feliz! Esses comentários parecem de público de Los Hermanos ou Detonautas da vida!
Rock and roll meus amigos vai além de falta de fôlego... É estilo de vida!
Estão falando de The Cult... Acordem!
Lamentável!



em janeiro 8, 2007 07:52 PM [darling]

Só quero dizer q eu amo o Bon Jovi e faria qualquer loucura para conhecê-lo, pode apostar!



em maio 25, 2007 01:21 PM [Wanio Carvalho]

Olha, respeito a opinião de todos e somente tenho a agradecer ao The Cult por ter me concedido apreciar uma excente qualidade musical, porque pra mim eles são uma das melhores bandas de rock que já existiu, e que os caras são fera, e que com certeza são excelentes músicos, e tocaram em Curitiba com uma energia
sem igual, sem comentários eles são excelentes músicos.



em agosto 14, 2007 11:37 AM [JRoberto]

Poxa vida... É é muito AZAR para o público carioca mesmo... Só aí no Rio eles estavam assim ruins... Fui aos DOIS shows de Sampa e ao de Curitiba, e TODOS eles foram ANIMAIS. Com o público pulando o tempo todo e a banda empolgada, sem qualquer tipo de falha.

Nesta turnê, "Return to the Wild", a banda estava mesmo pagando para quem não se mexia nos shows...Mas não só aqui.. Em TODOS os países onde tocaram. O motivo é bem simples, estavam super felizes em empolgados por estarem tocando ao vivo, como CULT, outra vez, então, ao se depararem com platéias indiferentes ou apáticas, desciam a lenha...Isso é rock... Não um showzinho do NSync ou do The Calling. Quem não quer pular e se acabar, é melhor ficar em casa. E outra, reclamar do set list? NÃO FAZ O MENOR SENTIDO. Qualquer fã razoavelmente informado sabia que eles estavam sem gravar album novo desde 2001, então, esperavam ouvir o que? Ou alguém caiu na ingenuidade de pensar que uma banda inativa por 5 anos irira fazer um show só de musicas raras e desconhecidas do grande público? Só se fossem malucos da cabeça.

Espero que, na próxima vinda (esta proxima mesmo) eles coloquem uma data do Rio de novo, e que desta vez, os cariocas tenham uma sorte melhor.



em outubro 10, 2007 02:49 PM [Alexandre Morillas]

O The Cult, após 1994 com o lançamento do álbum "The Cult ", perdeu de vez o rumo. Gravam coisas legais, mas há músicas muito ruins. No novo " Born Into This", Dirty Little Rockstar e Sound of Destruction coroam todo o disco. É muito pouco para quem sabe fazer mais. Quando Ian Astbury abandonar o visual rapper, talvez as coisas comecem a andar novamente para o Cult.



em janeiro 11, 2008 05:00 PM [Sergio]

Para aí ô. Só se foi no Rio. Em Curitba foi uma noite que certamente quem esteve presente jamais vai esquecer. Foi mágico! Um som animal, o Ian hiper-empolgaddo e o Duffy apenas reclamando com seus hold por causa do retorno, coisa que se compensava com um apelo simpático à platéia e solos de fazerem arrepiar os cabelos. Quanto ao disco novo, concordo, senti falta dos solos de guitarra e dos arranjos fantasmagóricos de guitarra que bem caracterizaram "Love", "Electric", "Sonic "Temple", "Ceremony" e mais recentemente "Beyond Good and Evil". Mas tem muita coisa boa neste disco como "Tiger in The Sun", que após ouvida algumas vezes parece não sair mais da minha cabeça. The Cult é isso, pra quem conhece é polêmica pura e rock'n'roll incomparável. Os caras são demais.



em fevereiro 12, 2008 01:40 PM [mirana]

Eu amo o Axl Rose, sou totalmente apaixonada por ele e faria tudo que ele quisesse, eu sou uma mulher louca. Mas louca de amor por Axl Rose, eu amo ele muito...



em maio 3, 2008 08:02 PM [criscult]

Depois que o Ian adotou essa coisa de rapper de ficar falando o tempo todo do relacionamento dele com a Apolla, ele parece um velho babão da moça. Tá certo que ele está apaixonado, mas perdeu um pouco do encanto porque diz que ela é a razão de sua vida, que renasceu e por aí vai... Já pensou se ela resolve terminar o namoro? O cara não canta mais!



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