
Mas falava de datas, e vejam vocês que este site completou, no último dia 16 de outubro, uma ano de vida. Isso mesmo, uma primavera de história virtual, ainda que com certos percalços logo após a estréia. Não acreditam? Pois vejam aqui a data do Editorial que inaugurou essa bagaça. Eu não falei que o tempo passa rápido pacas? Parece que foi ontem que O Homem Baile cobriu pela primeira vez o Live’N’Louder e o Tim Festival, as primeiras coberturas do Rock em Geral, e já estão aqui no site as respectivas desse ano. Rapidinho, né?
Pois se não bastasse um clássico aniversário para se fazer uma comemoração, eis que, ainda no final de outubro, o site completou a redonda marca de 1000 posts. Ou seja, em cerca de um ano, mil textos ou fotos colocados no ar sem dó, perfazendo uma média de uns três por dia. É mole ou quer mais? Ao todo foram 293 fotos, 40 entrevistas, outras 40 coberturas de shows, 173 resenhas de álbuns, demos e vídeos, 49 colunas Bola é Bola Mesmo, 185 Rock é Rock Mesmo, como essa que você está lendo, 51 textos antigos, 50 frases e (ufa!) 136 notícias. Material que, mesmo feito por uma pessoa só, deve superar o de muitas publicações regulares impressas e distribuídas em banca, bem como outros espaços espalhados pela web. O que, no fim das contas, mais que motivo de orgulho, é o resultado de trabalho. Muito trabalho.
Não dá pra falar de material publicado num veículo virtual, entretanto, sem entrar na seara da interatividade. Se o site bateu os mil posts, os comentários espalhados por todas as seções ultrapassaram os cinqüenta por cento dessa quantia, chegando a 520, até a hora em que escrevo essas linhas. Nem preciso fazer qualquer levantamento para apontar as matérias com Pitty, Forfun e Detonautas as campeãs de comentários, muito embora a maioria deles seja para os artistas, não para o site. Isso mostra a popularidade desses artistas em seus segmentos, como esse tipo de público confunde um trabalho jornalístico com um site da própria banda, e, a bem da verdade, como se expressam mal e pouco têm a dizer.
Num segundo plano, grupos como Reação em Cadeia, Deathstars e Papa Roach (este com uma simples resenha de DVD) também têm lá seu quinhão do público que fez algum comentários ao longo desse primeiro ano e dessas mil primeiras postagens. O mais legal dos números, entretanto, é que trezentos e tantos navegadores se inscreveram para receber o informativo do site, o que significa que mais ou menos um por dia se registra. E que me lembra que preciso arranjar alguém para bolar esse informativo para mim logo, antes que o site caia em descrédito total.
Hora também de avaliar que o site, de design modesto e até acanhado, funciona. Ainda mais se levarmos em conta que foi feito por um custo mínimo, é hospedado gratuitamente (valeu Gardenal) e não gera renda nenhum pra ninguém. Só o benefício da informação mesmo, seja ela qual for, sempre atrelada ao rock, claro. Ou, melhor, que ele funcionou, funciona, e, depois de um ano, já está na hora de ser modificado, ainda que ostente números modestos para o mundo virtual. Porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa balbúrdia virtual é que não se pode ter a mesma cara por muito tempo, não, há que sempre repintar fachadas, mudar caminhos e modificar formatos. Mudar sempre. Quinze minutos de Warhol. Sempre e mais do que nunca em nossos tempos.
Calma. Muita calma nessa hora. Mesmo porque não dá pra sair prometendo mudanças aos borbotões sem ter de onde tirar tempo e dinheiro. Mas vamos nessa que o tempo, se é o senhor da razão, é também o algoz do trabalho e das grandes idéias. E sugestões, claro, são sempre bem-vindas. Ainda mais se acompanhadas de ações. E peçam um chope por minha conta, que o meu já está vindo.
Até a próxima, e long live rock’n’roll!!!
O site é muito bom e funcional, o simples é sempre melhor.