
E até parece que não há sobre o que falar. Quando o assunto é futebol, sempre há. Ou não aconteceram duas partidas atrasadas pelo campeonato brasileiro? Ou não teve mais uma rodada da segunda divisão? Ou o Dida não ameaçou jogar a toalha? Ou não teremos amanhã, no Maracanã, mais um Fla-Flu, um dos maiores clássicos da história, senão o maior? O mais bonito e charmoso, sem dúvida é. É verdade que o fato de acontecer numa quarta à noite até tira um pouco disso tudo, mas isso não é novidade, sempre tivemos essas partidas no período noturno, durante a semana, sobretudo pelo campeonato carioca. Lembro-me de uma, a final do campeonato de 1973, quando o Flu sapecou inapeláveis 4 a 2. Era a época de Manfrini e Dionísio, tinha Félix, Marco Antonio e outros craques. Para nenhum flamenguista ficar reclamando, vou citar a final do carioca de 1991, quando o Flu perdeu pelo mesmo placar. O Flamengo tinha Júnior, Gaúcho, Zinho, Júnior Baiano, e o tricolor, o implacável Super Ézio.
Não dá pra falar de Fla-Flu sem citar Mário Filho. O homem que deu o nome ao maior estádio do mundo não foi o inventor da expressão Fla-Flu (imitada em todo o Brasil), mas foi ele quem fez o nome “pegar”, numa época em que certamente nem se falava nesse tal de marketing. Recentemente, completou-se mais um aniversário de sua morte, e o grande João Máximo escreveu sobre o assunto n‘O Globo, com o brilhantismo de sempre. Mário Filho era um empreendedor nato, e apaixonado por esporte. Nunca se soube se torcia pelo Flamengo ou pelo Fluminense, como o irmão Nelson Rodrigues.
Em geral na crônica esportiva há o senso comum em se desvalorizar os clássicos atuais em comparação com os do passado. Para mim, não. O Fla-Flu transcende épocas, é sempre um evento espetacular por princípio. Se o jogo em si vai ser bom ou não, aí já é uma outra história. Mas a expectativa é que as equipes sempre se superem. Aliás, elas têm que fazer isso para sair de posições instáveis na tabela de classificação. O que me leva a crer, no fundo, que o resultado mais provável é o empate. Se bobear, sem gols. Mais vai saber.
Imaginem o Paulo César Gusmão, imagem e semelhança de Luxemburgo, só que sem sorte. Está pegando um Fluminense que ninguém sabe o porquê, mas que não tem jogado nada, embora tenha bons jogadores no elenco. Com discurso de projeto a longo prazo para 2007, a missão dele é segurar o time na primeira divisão, e quiçá conquistar uma vaguinha na tal sul-americana, que na verdade ninguém tem saco para disputar. O mal educado treinador certamente vai montar uma retranca daquelas, com direito a um milhão de faltinhas para “parar a jogada” a todo o momento. Se der, quem sabe, um golzinho salva a parada.
Do outro lado, um Nei Franco desorientado tentará de novo motivar seu time, este sim com um elenco fraco que exibe Obinas e Jajás a torto e a direito. O cara até conseguiu uma seqüência de três vitórias, um verdadeiro recorde nos dias de hoje, mas não dá para levar a menor fé num time tão ruim e um técnico que até faz o que pode, só que pode muito pouco. Ele próprio, na verdade, nem tem currículo pra treinar o Flamengo, mas currículo lá na Gávea, da diretoria ao gandula, poucos têm.
Mas Fla-Flu é Fla-Flu. E é aí que o torcedor de outro lugar do mundo não entende. Tudo pode acontecer num jogo desses. De uma pelada extraordinária a um partidaço exuberante. De um jogo morno a uma partida nervosa cheia de qüiproquós. Um espetáculo, desde sempre, imperdível.
Até a próxima, que a validade do técnico tricolor já começou a acabar!!!
SOU U MENINO DE 15 ANOS.
MESMO ASSIM OUÇO FALAR NOS FLA-FLUS DE ANTIGAMENTE, AQUELES QUE LOTAVAM TODOS OS ESTADIOS. FLA-FLU É SEMPRE FLA-FLU, O MAIOR CLÁSSICO QUE EXISTE EM TODO O PLANETA, O MAIS CHARMOSO, O MAIS BONITO E O MAIS EXUBERANTE QUE TEMOS.
ALGUNS FALAM QUE É FLAMENGO E VASCO, MAS COM CERTEZA NAO É.
FLA-FLU TEM HISTÓRIA, E POR MAIS QUE OS 2 TIMES ESTEJAM EM PÉSSIMAS SITUAÇÃO, ESSES DOIS GIGANTES DO FUTEBOL MUNDIAL SERÃO LEMBRADOS ETERNAMENTE PELAS PESSOAS. E SEMPRE TERÃO UM LUGAR IMORTALIZADO PELA MÍDIA