
Quem pouco entendia era o atordoado vendedor de camisetas que a banda trouxe, dada a grande procura pelos fãs, no hall de acesso. Eles disputavam espaço à tapa na grade colocada ali, como se fosse ela a que fica em frente ao palco, e ainda tendo que improvisar num inglês de cursinho o tamanho, a cor e o modelo da camiseta que desejavam comprar. O mesmo inglês que permitiu certas gargalhadas nas intermináveis piadas internas que vinham a público a todo o momento.
Os vinte e quatro anos de estrada da banda estavam simbolicamente escondidos na tinta de cabelo usada por Mike (verde) e El Hefe (preto), mas realçaram em muitos dos clássicos que a banda tocou, entre eles “Linoleaum”, “Hobophobic”, “Murder the Government”, que abriu o set, e “Eat the Meek”. Houve quem reclamasse da ausência de música como “Don’t Call Me White”, talvez a maior delas, e “Leave It Alone”, mas o NOFX mostrou vitalidade e capacidade de renovação ao incluir muitas músicas dos álbuns mais recentes, como “Leaving Jesusland” e “Seeing Double At The Triple Rock”, do último, “Wolves In Wolves' Clothing”.
Mesmo com a alegria juvenil estampada em cerca de três mil rostos que não estão nem aí para o dramalhão emo, o fato é que, em meio a tantas piadinhas entre as músicas, o show não engrena e contabiliza muito pouco tempo de bola em jogo. Se para o rock essa falta de gás já seria ruim, imagine para o hardcore.
Queria ficar sabendo tudo sobre a banda NOFX,
eu sou super fã deles