Bola e Bola Mesmo
08 de agosto de 2006
No futebol, só o que conta é o resultado
Todos defendem a permanência de treinadores, todos querem que eles tenham tempo para trabalhar, mas ninguém consegue segurar a onda se os resultados não aparecem.

Devo dizer, antes de mais nada, que sempre fui contra o sindicalismo de resultados. Mas, no futebol, não tem como ser contra ou a favor. Futebol é o resultado e ponto final. Não adianta jogar bem e não vencer. Nem jogar mal e perder. No futebol só serve ganhar, só interessa o resultado. Eis a mais pura das verdades. Só conta, no futebol, o resultado da peleja. Os três pontos. E ponto final. Não pensem que isso aqui é algo na linha daquela vã discussão do jogar feio ou bonito. Isso aqui é uma ode ao resultado. E não é culpa minha, não, são os fatos... Os fatos.

Disse isso tudo para chegar na demissão do técnico Oswaldo de Oliveira. Depois da Copa, venceu uma vez, empatou três, sempre esteve entre os quatro primeiros, até sofrer a humilhante (sim) derrota para um time pequeno, que está lá na rabeira da tabela, todo desfalcado e com um jogador a menos por quase todo o segundo tempo. E pensar que na rodada anterior ele tudo fez para vencer o jogo e foi garfado pelos árbitros. Todos defendem a permanência de treinadores, todos querem que eles tenham tempo para trabalhar, mas ninguém consegue segurar a onda depois de um perrengue desses. São os resultados, são os fatos. Uma pena. Principalmente para o Fluminense, que dá um passo pra trás sem a perspectiva de dar dois pra frente.

Ainda assim, nada está perdido. Mesmo porque o brasileiro se mostra órfão de uma grande equipe, ainda mais com Inter e São Paulo se dando o luxo de colocar reservas em campo, enquanto pensa na final da Libertadores que começa amanhã. Qual o timaço? Qual esquadra encanta? Qual o favorito? Não vejo um sequer, tudo embolado e meia boca mesmo. Não se iludam com o Paraná, que é time pequeno, e com o Santos, que tem camisa, técnico sortudo e mais nada. Nem com um Cruzeiro que empata em casa com o Santa Cruz. O resto nem vale citar, fala sério.

Na semana passada apontei Chivas e Inter como favoritos para chegarem na final da Libertadores. Não é novidade que não gosto do jeito do São Paulo jogar, sem um único meia e fazendo a campanha a custa de cabeças de área voluntariosos, alas versáteis e tendo um goleiro como artilheiro. Não, não gosto disso. Mas a equipe, junto com um bom técnico e muita organização fora de campo, tem vencido. É o tal do inapelável resultado de que vive o futebol. O Inter, de seu lado, vejam vocês, levava um sufoco dos diabos, quando, do nada, marcou o primeiro e deslanchou até se classificar para a final. Por isso, pelo conjunto da obra, fico com o São Paulo e sua tradição na competição, mas adoraria que o Inter vencesse, mesmo tendo um treinador que carrega, no íntimo, um pacto com a derrota.

Até a próxima, que Obina agora é craque!!!

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