
Disse isso tudo para chegar na demissão do técnico Oswaldo de Oliveira. Depois da Copa, venceu uma vez, empatou três, sempre esteve entre os quatro primeiros, até sofrer a humilhante (sim) derrota para um time pequeno, que está lá na rabeira da tabela, todo desfalcado e com um jogador a menos por quase todo o segundo tempo. E pensar que na rodada anterior ele tudo fez para vencer o jogo e foi garfado pelos árbitros. Todos defendem a permanência de treinadores, todos querem que eles tenham tempo para trabalhar, mas ninguém consegue segurar a onda depois de um perrengue desses. São os resultados, são os fatos. Uma pena. Principalmente para o Fluminense, que dá um passo pra trás sem a perspectiva de dar dois pra frente.
Ainda assim, nada está perdido. Mesmo porque o brasileiro se mostra órfão de uma grande equipe, ainda mais com Inter e São Paulo se dando o luxo de colocar reservas em campo, enquanto pensa na final da Libertadores que começa amanhã. Qual o timaço? Qual esquadra encanta? Qual o favorito? Não vejo um sequer, tudo embolado e meia boca mesmo. Não se iludam com o Paraná, que é time pequeno, e com o Santos, que tem camisa, técnico sortudo e mais nada. Nem com um Cruzeiro que empata em casa com o Santa Cruz. O resto nem vale citar, fala sério.
Na semana passada apontei Chivas e Inter como favoritos para chegarem na final da Libertadores. Não é novidade que não gosto do jeito do São Paulo jogar, sem um único meia e fazendo a campanha a custa de cabeças de área voluntariosos, alas versáteis e tendo um goleiro como artilheiro. Não, não gosto disso. Mas a equipe, junto com um bom técnico e muita organização fora de campo, tem vencido. É o tal do inapelável resultado de que vive o futebol. O Inter, de seu lado, vejam vocês, levava um sufoco dos diabos, quando, do nada, marcou o primeiro e deslanchou até se classificar para a final. Por isso, pelo conjunto da obra, fico com o São Paulo e sua tradição na competição, mas adoraria que o Inter vencesse, mesmo tendo um treinador que carrega, no íntimo, um pacto com a derrota.
Até a próxima, que Obina agora é craque!!!