
Em “O fugitivo”, a equipe liderada por Samuel Guerard (Tommy Lee Jones) faz de tudo para encontrar um cirurgião injustamente condenado à morte pelo assassinato de sua esposa, que fugiu e tenta desesperadamente provar sua inocência. Em “U.S. Marshals – Os federais” (SBT, 22h30), produzido cinco anos depois, Tommy Lee Jones volta a interpretar o mesmo delegado Samuel e sua equipe, destacada especialmente para uma tarefa, e que envolve muitos dos atores de “O fugitivo”, além de locações internas muito semelhantes. É como se “O fugitivo”, que tem roteiro adaptado de uma série de TV, fizesse o caminho inverso e virasse série, só que do ponto de vista do caçador, e não da caça.
E a caça aqui é um presidiário famoso, Mark Sheridan (Wesley Snipes), que ao ser transferido de uma penitenciária para a outra, tal qual o Dr. Kimble em “O fugitivo”, escapa e inicia uma implacável perseguição. Ensaboado, Sheridan consegue escapar de todos os cercos armados por Guerard, pelo menos até chegar ao final do filme, quando, sabemos todos, será preso.
No caso de “US Marshals – Os federais”, Sheridan é tido com culpado desde o início do filme, fato que coloca o espectador do lado da polícia. Mas a história revela outras surpresas desse personagem, que podem mudar o rumo da história. Até porque, assim como em “O fugitivo”, o que interessa são os meios (a perseguição) e não os fins (a eventual prisão de Sheridan).
Afora todas essas comparações, o que faz dos filmes duas boas produções é o desempenho de Tommy Lee Jones, que inclusive faturou o Oscar de ator coadjuvante em “O fugitivo”. Na pele de Samuel Guerard, o Sam, o veterano ator, que já atuou em mais de 50 filmes, tem o chamado “melhor papel de sua carreira”.