Som na Caixa
07 de julho de 2006
Drosóphila – Pastilha Efervescente
Trombador Discos

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Dizer que a simples inclusão de um vocal feminino numa banda de pop rock a faz parecida com outros grupos com mulher cantando pode ser um equívoco cavalar, mas como escutar este disco do Drosóphila sem lembra de imediato do Leela? A resposta pode não estar na voz de Ana Luiza, que a rigor nem se parece tanto com a de Bianca Jhordão, mas sim nas fontes em que as duas bandas bebem. Se o Leela andou com o Weezer na cabeça nos últimos tempos, o Drosóphila não ficou só nisso.

O grupo de Santos quer é desvendar os caminhos do pop adocicado e cativante que fez morada nas college radios americanas na década passada – entenda-se Breeders (os baixos de “Sua Musa” e de “Pára-quedas” não negam), Pavement e afins. Para isso, entretanto, em que pese a formatação da banda, incluindo o tal vocal feminino, é preciso boas músicas, sobretudo no quesito “cativante”. Quando acerta, o Drosóphila vai bem; se não, acaba caindo no lugar comum de outras bandas que investem muito em forma e se perdem no conteúdo. Neste segundo disco, o quarteto se dá bem na ótima “Alta Ansiedade”, esta sim uma pérola pop de primeira grandeza, em “Tão Mutável”, com estilo mulherzinha à Penélope (assim como a faixa título) e até na simples “R.N.”. Passam ao largo, de outro lado, “Sem Coração, Sem Amor”, uma balada pouco inspirada, “Esperança Sem Você”, cuja introdução parece ter saído de uma música do Ramones, e a chocha “Peça Frágil”.

As demais, de uma forma geral, passam batido e podem agradar ou chatear, dependendo de como e onde são ouvidas. A conclusão é que a banda, antes de gravar, precisar trabalhar melhor as músicas e o repertório como um todo, coisa que já deve estar acontecendo nos shows. Só assim virão à tona mais boas canções como as do primeiro grupo. Perguntem ao Leela.

em julho 26, 2006 05:23 AM [Darth Rawls campos velho]

Humm... Acho que sua crítica do disco foi um tanto caindo pelo lado da comparação de grupos, o que não é realmente uma boa para avaliar o trabalho do Drosóphila. Eu escutei e ouvi semelhanças na sonoridade, mas de "inspiração" que lembram bandas independentes (do selo 4AD, americano), e um vocal novo (evito comparar com outros grupos o timbre da voz da Ana), letras que podem ser simples, mas acho que fazem parte das visões pessoais da banda. Esse é o CD que realmente representa uma fase nova da banda, já que eles eram muito novos quando começaram a compor a demo e o primeiro CD. Creio que eles aida têm muito pela frente, e com certeza virão com novas propostas, mas ainda é muito cedo para já chegar a uma conclusão ou uma afirmação. Acho que eles têm potencial, e creio que lapidarão isso com o tempo.
PS: não tenho conexão nenhuma com os membros da banda, simplesmente ouvi o CD, e pesquisei sobre a banda na Internet, e vi o material em áudio e video relativo a banda e, sim, gostei do som.



em agosto 30, 2008 12:04 PM [zaintscrossesandzeitgeist]

Após ouvir essa pérola chamada "Engov", a única avaliação que eu faço sobre esse disco é apenas o longo choro birrento e adolescente da
vocalista Ana-Malhação. Tem até apelo comercial. Admiro uma pessoa que diz ser fã de Pixies e fica ouvindo bandinhas desconhecidas pra "pagar de indie", ter um som tão imaturo. Dizem que a banda não faz sucesso devido a arrogância da band-leader (se é que podemos considerar assim). Acho que pode fazer sucesso com seu público alvo formado pelo seu pequeno secto de guris-gurias retardados (ver descíclopédia) em sua comunidade "me adorem tolos" no orkut. Sonoramente falando, não há nada que impressione, parece só mais um na multidão do myspace.



em agosto 30, 2008 01:16 PM [zaintcrossesandzeitgeist]

Na minha opinião critica e corrosiva, após ouvir todo esse "Engov", só posso chegar a seguinte análise: longos minutos de choro birrento e adolescente da vocalista Ana Luisa, com requintes de auto-indulgência, me admiro ao ver uma pessoa que se diz fã de Pixies e Burt Bacharach e fica ouvindo bandinhas desconhecidas pra "pagar de indie", já na casa dos seus quase 25 anos escrevendo temas que soam ou como "briguinha de namoro" ou "olha como eu me acho tanto", um poço de pretensão parece ser tão arrogante quanto a vocalista nervosinha. É a trilha sonora de qualquer novela estilo Malhação de uma banda sem sucesso, apelo comercial até tem, mas tem que entrar na fila e pegar a senha, na qual hoje em dia está cheia. Conheço muito bem essa banda há muito tempo, desde quando cantavam em inglês (prefiro o tati-bitati despretensioso da Mallu Magalhães nesse sentido). Um conselho que eu dou a essa banda: seja mais humilde Ana, seu fotoposerismo e o seu secto de guris retardados não vão lhe ajudar, e acrescente uma letra a mais no seu nome pra dar sorte. Pode mandar o reply, los non tienemos ningum miedo...



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