No Mundo do Rock
07 de junho de 2006
Traidores do movimento
Artistas precisam de coragem para mudar de rumo dentro da música e de paciência para aturar as cobranças dos fãs. Publicado na revista outracoisa número 14, de janeiro de 2006. Fotos: Tânia Frota (1), Kelly Fuzaro (2) e Divulgação (3).

No mundo da música, a coisa funciona mais ou menos assim. Bandas surgem, se dedicam a um determinado gênero musical, conquistam fãs, agradam ao público e tudo vai muito bem, obrigado. Mas o tempo passa e um dia um dos integrantes acorda mais (ou menos) inspirado e resolve fazer algo diferente. Se ganha destaque, logo vão aparecer os fãs de outrora que acreditaram numa estética, uma proposta, uma ideologia – ou sabe-se lá o que – para fazer a cobrança. Mais do que políticos que mudam de partido, artistas que se desviam do rumo dentro da música são cobrados por essas mudanças. E não há dossiê que lhes tire a pecha de “traidores do movimento”. A expressão, cunhada nos duros anos do regime de exceção, foi tomada pelos punks brasileiros nos anos 80, época em que o movimento começou a aparecer na mídia.

O jornalista Tom Leão lembra bem desse período. “Naquele momento, o Clash já era considerado traidor. Tão logo eu troquei minha camiseta dos Pistols por uma do B-52's fui chamado de traidor”. Ele se refere à guinada que a banda inglesa The Clash, um dos ícones do punk rock, deu para várias tendências da música pop a partir dos anos 80, e ao início da new wave, emblematizada pelo B-52’s. “Eu não ia deixar de apoiar uma banda bacana por causa da nomenclatura. Sempre fugi dessa parada de grupos, tribos, não gosto de ser enquadrado”, completa. Sócio de Carlos Albuquerque da coluna “Rio Fanzine”, do Jornal “O Globo”, um dos mais antigos espaços destinados à nova música no Brasil, Tom – que foi punk e hoje é DJ – já passou por cobranças pelos rumos que deu a seu trabalho jornalístico. “É uma coisa que eu entendo, mas não aprovo. Se você tem 15 anos, é normal ser radical, até porque não temos outras referências nessa idade. Você pode mudar e continuar fiel aos mesmos princípios. E eu faço o “Rio Fanzine” e sigo uma certa linha, não posso amanhã fazer uma coluna sobre axé ou pagode, soaria falso e oportunista. Os DJs que eu gosto foram punks quando moleques, entenderam a mensagem”, defende.

Hoje Clash, e B 52’s são considerados ícones de seus respectivos gêneros. Outros grupos, como o Sex Pistols, que volta e meia inventam um retorno assumidamente em busca de grana, costumam ser questionados para todo o sempre. Quando tocou no Brasil, em 1996, durante a “Filthy Lucre Tour” (turnê do lucro sujo), Johnny Rotten recebeu uma chuva de moedas ao final do show e saiu do palco fulo da vida.

DO METAL AO FUNK

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Nego Moçambique: Zoado pelos colegas de
profissão
No Brasil, mais gente sofre com o brado “traidores do movimento”. O Inocentes, pioneiro do punk rock nacional, foi um dos primeiros a lançar um álbum por uma grande gravadora. Era o ano de 1986 e o EP “Pânico em SP” gerou críticas das mais diversas. A questão nem era por causa do som – o grupo se mantinha fiel às origens – mas sim pelo fato de a banda ter firmado o contrato com uma major. “Achavam que nós traímos o movimento punk por termos assinado com a Warner, mas ninguém fala dos shows que organizamos; os punks destruíram tudo e nós ficamos com o prejuízo”, conta Clemente, vocalista da banda e atualmente um dos integrantes da Plebe Rude, outra remanescente do punk Brasil anos 80. Para ele, “uma banda que era de um determinado gueto e começou a ser conhecida por todo mundo, só podia dar em encrenca”. Clemente, que já foi office-boy, continua no ramo, comandando um programa com bandas tocando ao vivo em estúdio para o site www.showlivre.com. A primeira vez que ele ouviu falar em “traidores do movimento” foi na clássica casa de shows Napalm, pólo revelador do punk paulistano na década de 80. “O Ariel tinha sido expulso da banda e puxou o coro, porque o Napalm foi considerada casa de playboy por alguns punks que, aliás, não saíam de lá”, explica.

Nego Moçambique costuma ser zoado pelos próprios colegas de profissão. “Uma vez encontrei o Canisso (ex-baixista do Raimundos) e ele me disse: ‘Pôxa, olha só o que você está sendo obrigado a fazer pra viver, música eletrônica!’”, conta ele, rindo. Tudo porque, nos anos 90, o produtor esteve à frente da banda Oz, uma das promessas do indie rock nacional que não foi cumprida. Ele mudou de área – do rock para a eletrônica – em busca de mais liberdade, e não foi bem compreendido junto à turma do rock. “Meus amigos rockers acharam que eu tinha virado gay e pararam de falar comigo. O rock era careta, machista e preconceituoso”, dispara. Se já foi chamado de “traidor do movimento”? “Não, só de gay mesmo”, ri.

No caso de Carlos Lopes, embora não tenha causado tanto estardalhaço assim, a mudança foi radical e envolveu um dos gêneros mais extremos e que tem os fãs mais fiéis: o heavy metal. Durante 20 anos, ele foi Carlos Vândalo, líder da seminal Dorsal Atlântica, inspirando um grande cenário metálico nacional que desaguou no sucesso internacional do Sepultura. Acontece que, desde 99, ele fechou a conta da Dorsal e passou a tocar em outras duas bandas, o Usina Le Blond (funk e soul de raiz) e o Mustang (garage rock). É ou não um caso clássico de “traição do movimento”? O ex-Vândalo explica: “Nunca traí a mim mesmo, minhas novas bandas são progressões da minha personalidade, que evoluiu em muitas coisas, mas permaneceu íntegra aos valores em que sempre acreditei. Trafego em novas estradas sem olhar para trás, mas lembrando de limpar muito bem o retrovisor”.

Para o músico, insistir no mesmo gênero musical é sinônimo de acomodação, e o lado artista precisava se renovar. “A Dorsal nasceu contra a estética tradicional da época, infestada pelo rock clássico ‘decadente’ e pela ‘modernidade’ do pós-punk ou da new wave. Quis ir além, fundir rock, punk e metal, escrever sobre política (vivíamos numa ditadura), vestir roupas agressivas, quebrar barreiras. Realizei o que havia sonhado e nem vi 20 anos se passarem. Nesse ponto, meu lado artista não estava satisfeito. Resolvi jogar tudo para o alto, começar de novo. Me dei o direito de desobedecer”, justifica. Hoje, ele acredita ser mais conhecido pelas bandas que comanda e pelo trabalho como escritor e jornalista. Sem perceber as pressões dos fãs “das antigas”, se sente respeitado como artista. E aí, convenceu?

TRAIDOR EM PLENO MOVIMENTO

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Gordo detesta cobranças
Ao falar da expressão “traidores do movimento”, é impossível não lembrar de João Gordo. O vocalista do Ratos de Porão é praticamente o símbolo do termo, mesmo estando à frente da banda por quase 25 anos, e ainda que ela não tenha recuado um milímetro em relação ao peso e à atitude de outrora. E a razão nem está no fato de Gordo ser um dos apresentadores da MTV, justamente entrevistando artistas de gosto questionável, e contra os quais ele próprio, à frente do Ratos, desfere as críticas mais ferozes. “Sou traidor desde 83, porque falei para os caras que eu fazia hardcore, não punk. Aí, fui taxado de traidor”, conta Gordo, funcionário da MTV há dez anos. Volta e meia, alguém aparece enquadrando o vocalista. “Eu sempre tô um passo na frente dos idiotas, e sei qual que é. Traidor do movimento punk é um estigma... O Silvério dos Reis foi traidor do movimento punk, não foi? Outro é o Judas, isso começou faz tempo...”, brinca, citando personagens da Inconfidência Mineira e da Bíblia.

Gordo é um caso raro de “traidor do movimento” em pleno movimento. No underground, ele nunca deixou de ser o ativo vocalista de uma das bandas mais radicais do mundo. Ao mesmo tempo, virou personagem de si próprio em programas idiotizantes da TV. Vive, simultaneamente, dois extremos do mundo da música, sem qualquer vínculo ideológico, ao que parece, com nenhum dos dois. Paga as contas com o bom salário na MTV e faz o que quer com o Ratos.

Um caso mais recente, mas não tão claro assim, é o do Los Hermanos. A banda nasceu como várias outras no mundo do rock: tocando em tudo o que é buraco. Faziam, no início, uma inusitada mistura de hardcore e ritmos diversos como o samba, com letras de amor bem escritas e até então incomuns no rock nacional. Depois do sucesso do álbum de estréia, capitaneado pela uva “Anna Júlia”, eles foram se aproximando cada vez mais da MPB e, hoje, renegam a cada show todo o repertório do disco inicial. A legião de fãs é algo inquestionável, mas até entre eles a ausência das canções que marcaram a estréia da banda é alvo de discussão. Para o tecladista Bruno Medina, “parte dos fãs chegou a pensar isso – que eles seriam ‘traidores do movimento’ – na época de ‘Anna Julia’, por conta da exposição que ela trouxe. Sei que algumas pessoas realmente se sentem traídas, talvez por não termos seguido uma linha lógica, os discos são bastante diferentes entre si. A pessoa acaba se identificando com uma fase e quer que seja sempre daquele jeito”.

Na época em que “Anna Júlia” estourou nas rádios, chamavam os Hermanos de traidores porque eles teriam “se vendido” para o sucesso. Talvez por isso a música – gravada até pelo ex-Beatle George Harrison – tenha se tornado polêmica, embora eles acreditem que isso seja coisa do passado. “A questão em relação à ‘Anna Julia’ já está absolutamente superada. Atualmente, não a tocamos, assim como praticamente nenhuma do primeiro disco. Acho que isso aconteceu porque outros discos foram se sobrepondo e é normal que não nos identifiquemos tanto com aquela época”, afirma Bruno.

ELES TAMBÉM JÁ COBRARAM FIDELIDADE

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Vândalo: Mudança após duas décadas
Embora a expressão “traidores do movimento” pareça coisa do mercado musical brasileiro, exemplos no exterior não faltam. Outro dia, no TIM Festival, o DJ Peretz entretinha o público. Era ninguém menos que Perry Farrell, líder do grupo Jane’s Addiction, e um dos idealizadores do festival Lolapalooza, principal evento underground voltado para o rock nos anos 90. O DJ Fatboy Slim no passado era baixista da banda de pop rock The Housemartins, famosa no Brasil pela “Melô do papel”(“Build”). Moby, outro DJ dos mais aclamados pelo mundo, quem diria, já foi punk. Rob Halford, o Metal God, abandonou o Judas Priest no início dos anos 90 e abraçou o projeto eletrônico Two, antes de ser recebido de braços (e bolsos) abertos, de volta à banda de origem. E até Ozzy Osbourne, um dos fundadores do heavy metal, tem que aturar a carreira à Britney Spears da filha e ver outro pimpolho virar DJ sob suas barbas.

O curioso, de outro lado, é perceber que eles próprios reclamam, tal qual seus fãs, de quem os decepciona. Perguntados pela reportagem da Outracoisa, eles apontaram quem já consideraram “traidores do movimento”. Carlos Lopes indicou os Beatles, “que abandonaram a estética ié-ié-ié do início, falaram de Cristo, perderam os fãs e tiveram os discos queimados”. Clemente citou Iggy Pop: “Quando estourou mundialmente com um disco mais ‘comercial’, o ‘Blah, Blah, Blah’.” Tom Leão apontou o Goo Goo Dolls: “Eles faziam um som que tinha a ver com o universo skate punk. De repente, se transformaram na pior banda farofa da década.”. E Nego Moçambique lembrou de medalhões como Miles Davies, Quincy Jones e Herbie Hancock: “Os três traíram o jazz”.

Já Bruno Medina admitiu a atitude de cobrar artistas dos quais é fã, mesmo sem citar nenhum. “Acho que fã é isso aí mesmo: você às vezes quer que tudo seja do jeito que você já conhece. Ao mesmo tempo, posso me sentir frustrado quando bandas que eu gosto lançam discos muito parecidos com o anterior, depende do que você espera”. E João Gordo tratou de rechaçar a questão: “Eu dificilmente faço isso, cobrar artistas; a não ser que o cara faça um som mais bunda mole do que fazia, aí você acaba não gostando mais. Acho isso a maior idiotice, coisa de moleque, não tem nada a ver.” Gato escaldo, esse Gordo.

em agosto 5, 2007 05:40 PM [alexandre morillas]

Esse papo de traição não tem fundamento. Vejam só, dois artistas completamente opostos dentro do rock: Iggy Pop e Ozzy Osbourne. Ambos estiveram em Londres se apresentando no mesmo palco para receberem o prêmio da revista Mojo. Artista mais novos que beberam tanto da fonte dos Stooges como do Black Sabbath fazem rock de primeira como Soundgarden, The Cult, Henry Rollins e Billy Idol.



em agosto 13, 2007 11:45 AM [Doulglas Martins]

Exatamente, Iggy Pop e Ozzy Osbourne são completamente opostos, sendo que Ozzy é superficial e Iggy faz parte de uma trupe intelectualizada, com uma musicalidade muito mais sensível explorando desde o rock básico simples ao pop europeu, passando pelo jazz e blues. Já Ozzy vendeu-se ao teatro do Heavy Metal, atendendo a um público menos intelectualizado, mais preocupado em sacudir a cabeleira do que pensar. O Heavy Metal como música, é inferior por não trazer nada de útil culturalmente. Falar sobre demônios e exibir capas de discos nada criativas como monstros etc., não convencem um público adulto como um Stooges, Velvet, MC5, Dolls, Bowie...



em agosto 13, 2007 12:02 PM [Fernando Blumberg]

Cara, The Stooges jamais pode ser comparado a Black Sabbath e vice versa. Esse tal de Henry Rollins mistura as bolas tentando juntar as duas bandas como sendo tudo rock barulhento e não é bem assim. O Black Sabbath explorava o satanismo e atendia um público completamente diferente do The Stooges. Iggy fez rock barulhento, mas respeitando os limites de um estílo compartilhado com o Velvet Underground, Rolling Stones, MC5, Jimi Hendrix, Joe Cocker, New York Dolls, Patti Smith... Já o Black Sabbath não tinha e não tem nada a ver com esse estilo musical. Black Sabbath não era uma banda de Heavy Metal, mas se tornou aproveitando a onda heavy nos anos 80: Ozzy como o " Príncipe das Trevas" de um lado e Tony Iommi descaracterizando o Black Sabbath de outro. Não concordo com o Alexandre o fato de Iggy e Ozzy por terem tocado no mesmo palco. E daí? Isso faz parte de um trabalho, ambos os artistas foram contratados e ponto final. Teve um VMA da MTV que mal Robert Smith abandonou o palco, Ozzy saiu por uma porta direto para o palco. O que Ozzy Osbourne tem em comum com Robert Smith? Tony Iommi lançou um disco solo onde Billy Idol, Ian Astbury e até Billy Corgan participaram. Esses três artistas, um punk, outro pós punk e outro herdeiro do pós punk cantando para Iommi ficou esquisito. Ian Astbury em uma entrevista disse que gosta do Black Sabbath e se envolveu com artistas completamente opostos ao Heavy Metal, como Craig Adams, do Sisters of Mercy que integrou o The Cult e acabou sendo vocalista do The Doors. Duvido que Jim Morrison ouvia Paranoid e Iron Man.



em agosto 13, 2007 12:15 PM [Antonio Camargo]

Caro Alexandre, é bem curioso o que você escreveu, pois poucos falam sobre isso no mundo do rock. Ozzy Osbourne é completamente oposto a Iggy Pop. Gosto muito de ambos, mas acho Iggy Pop mais original, por não ter vivido no meio das manipulações da industria fonográfica. Iggy detestava sentir-se usado até dentro de seu meio por pessoas como John Cale do Velvet Underground e Danny Fields que tentou lançá-lo como Iggy Stooge. Mais tarde tendo conseguido isso com os Ramones: Joey Ramone, Dee Dee Ramone etc. E jamais Iggy faria um reality show como o The Osbournes. Ozzy por mais que tenha sido um roqueiro original no seu estilo, vendeu-se ao Heavy Metal, vendeu-se àquele movimento onde a musicalidade é secundária as técnicas de guitarra, baixo e bateria, a um estilo onde se você não tocar certinho e melodicamente ou rápido (Zappa condenava as técnicas de guitarra metaleiras), você não é bom o suficiente. O que diferencia Iggy de Ozzy, se é que dá para fazer uma comparação entre os dois, é que Iggy era das ruas, da vida e Ozzy não.



em agosto 13, 2007 04:13 PM [Natanael Oliveira]

Enquanto o Punk estava no seu auge nos anos 70, a cena Heavy Metal estava nascendo como Iron Maiden, Judas, Scorpions, todas herdeiras do Black Sabbath. Sei que havia muita rivalidade entre Punks e Heavys, e que esse pau começou na Inglaterra. O lance foi o seguinte: O punk o pré-punk não era financiado como o Heavy Metal e não era qualquer Ramones que tocaria um Iron ou Judas ou Sabbath, não que os Ramones se interessassem em tocar Heavy, mas que a indústria Heavy era e continua arrogante. Só aceitam músicos ilustres, que saibam tocar e não que façam música de verdade como os Stones, Lou Reed e Frank Zappa.



em agosto 13, 2007 05:32 PM [Marcos motta lazzo]

O rock é um gênero indefinido pois tanto metaleiros como punks até Elvis fazem parte dele. Mas associar Iggy Pop a Ozzy Osbourne não tem nada a ver. As bandas mais novas como o Alexandre citou como Sondgarden e Cult, podem até ter bebido de ambas as fontes, mas Iggy e Ozzy são coisas completamente diferentes dentro do rock. No caso do Ozzy, este faz parte de um ramo mais comercial e direcionado que é o metal. Já Iggy teve uma trajetória underground, mais simplista e indefinida, completamente diferente do Heavy Metal. Algumas matérias, já vi isso escrito disseram que Iggy criou as raízes do Heavy Metal. Absurdo. Mas alguns críticos insistem em taxar alguns artistas em gêneros que não tem cabimento. Isso me faz lembrar os tempos do Hollywood Rock ou Rock N´Rio onde Ozzy e Gilberto Gil se apresentaram. O que uma coisa tem a ver com a outra. E quando o Carlinhos Brown foi vaiado? Claro, o que ele estava fazendo ali? No Rock n´Rio de 1991, quem foi o desavisado que me coloca o Lobão para abrir o dia dos metaleiros?



em agosto 13, 2007 05:40 PM [Ana claudia leme]

Eu curto Ozzy e não acho que ele e Iggy Pop deveriam ser comparados.
Para mim o João Gordo não entende nada de rock, é uma maria vai com as outras. O Henry Rollins é legal, mas também peca ao se indefinir entre o punk e o metal. Um cara sensato é o Wayne Kramer, do MC5, este é do proto-punk e amante do Jazz. Já tocou com caras fãs de Black Sabbath, mas deixou bem claro qual é a praia dele, o experimental, típico do movimento musical no qual ele surgiu junto com os Stooges.



em agosto 14, 2007 12:37 PM [Paulo Silen]

Lendo esses depoimentos, me lembrei do Zakk Wilde que disse se cruzasse o Dave Grohl do Foo Fighter daria umas porradas nele por fazer músicas para menininhas. Teve de tocá-las devido ao pessoal administrativo de Ozzy Osbourne tê-lo procurado para compor algumas músicas. Esse Zakk Wilde é um medíocre, um metaleiro frustrado que se preocupa mais em se masturbar com a guitarra do que fazer música de verdade. Disse ainda: " Dúvido que Dave Grohl do Shitvana, consiga tocar um solo de Randy Roads", como se Dave Grohl estivesse preocupado em tocar Heavy Metal que é uma merda. Queria ver o Zakk Wilde no meio do CBGB para ver o que sobraria dele. Seria bem legal esse cara tomar uma voadora na orelha de Iggy Pop.



em agosto 14, 2007 02:19 PM [Juliana Maria Cunha]

Eu vi essa matéria do Zakk. Concordo que o universo do Heavy Metal é fascista, metaleiros acreditam que só a música deles é a única, a perfeita, mas como disse uma vez Wayne Hussey do The Mission: "Sempre houve os Whitesnakes da vida, mas não sou fã de Heavy Metal, acho a maioria das músicas muito ruins". Realmente, Heavy se preocupa apenas com técnicas. Um cara de minha ex-banda queria compor apenas músicas a la Black Sabbath e Iron e nós da banda queríamos uma coisa mais Iggy Pop com David Bowie, Les Rita Mitsouko, Sisters of Mercy, Mission e o cara saiu, criticando que esses artistas eram ruins tecnicamente. Agradecemos sua saída, pois fazíamos música e não malabarismos irritantes de Heavy Metal, como os criados por Tony Iommi, sempre achei aquilo um porre e sem espírito. Um Iggy por exemplo põe emoção nas suas músicas, um Ozzy ou Tony Iommi colocam mecanicismos técnicos blaaaargh



em agosto 14, 2007 05:11 PM [Miguel Beto]

Mas esse Zakk Wilde sem o Ozzy não é ninguém. É o mesmo que o Slash fora do Guns N´Roses. Existe toda uma produção por trás e há quem diga que toda a equipe de produção de Ozzy é a mesma desde os idos do Black Sabbath, a mesma que gerencia o Tony Iommi. O Black Label Society nem é conhecido direito. O Zakk nada mais é que a sombra do Ozzy.



em agosto 14, 2007 06:38 PM [Naim Bosco]

Cara o Iggy Pop é o cara mais cool do rock, já Ozzy Osbourne teve tudo para ser o cara mais cool do mundo, mas metaleiro é muito limitado saca? Eu acreditava no Ozzy nos anos 80 e eu achava que ele poderia ser um artista original melhor e melhor. Mas aquele The Osbournes cara, ferrou com tudo. Detestei como ele criticou as músicas do Paul McCartney. O mal do metaleiro é que eles julgam o seu estilo musical o melhor, não avaliam criticamente, limitados saca?



em agosto 15, 2007 10:55 AM [Valdir da Silva]

Aí galera, fui punk nos anos 80. Em 1982 frequentava a Estação da Luz com os punks oi. Ouvia muito Cólera, Inocentes, Replicantes, Uk Subs, Iggy Pop, MC5, New York Dolls, The Damned, Sex Pistols, Generation X, Garotos Podres, Black Flag, Toy Dolls e por ai vai. Essa onda de Heavy Metal não tinha chance, tá ligado? Recentemente assisti ao Henry Rollins Band onde ele entrevista aquele babaca do Ozzy Osbourne. Cara o Henry traiu o movimento punk, o punk oi no qual ele fazia parte e para piorar ele gravou uma música com o guitarrista do Black Sabbath. Punk que é punk fiel não grava com metaleiro. Pra mim o Henry traiu não só a mim como traiu muita gente do punk como o Clemente, o Iggy Pop, o Charlie Harper... Sacana.



em agosto 15, 2007 11:11 AM [Julio César Bruno]

Estou vendo muita confusão entre o Punk e o Heavy Metal. Quem ouviu o disco do Tony Iommi chamado IOMMI? Quem prestou bem atenção, o Tony Iommi está pouco se lixando para essas divisões. O Tony é amigo de todo mundo, carismático, garavou com punks como Billy Idol e Henry Rollins e até com Billy Corgan do Smashing Pumpkin e Dave Grohl do Nirvana. Acho que o Tony é muito inteligente e não se rende a esses clichês rivalistas de punk e metal. O Zakk Wilde é uma exceção nessa história toda, porque é um músico babaca que não entende porra nenhuma sobre estilos e gostos musicais. O Ozzy deve gostar de Iggy Pop, só acho que não ocorreu uma oportunidade de rolar um trabalho entre ambos. O Tony duvido que se recusaria a gravar alguma coisa com Iggy.



em agosto 17, 2007 04:38 PM [Marcelo Ziar Lima]

Tem gente que mete o pau tanto no punk como no Heavy Metal. É o seguinte, tenho 48 anos, fui punk, sou punk de escritório e vivo ouvindo os velhos e bons punks da história e os pré-punks é claro MC5 e Stooges. Mas estou aqui para defender o verdadeiro pai do Heavy Metal que é o Iron Maiden. Não gosto de Heavy Metal, mas o seu criador, o Iron cujo símbolo é o Bruce Dickinson, foi zoado por uma tal de Sharon Osbourne. O Bruce Dickinson é super profissional e não se vende como os Osbourne numa espécie de Simpsons. O Ozzy é um imitador do Iron Maiden, se aproveitou como sombra do Heavy Metal para se fazer e aquela mulher do Ozzy zuou o o Iron no Ozzfest. Isso é que é inveja e frustração.



em agosto 23, 2007 06:58 PM [Geraldo Valadares]

Ozzy Osbourne numa entrevista há uns dez anos diz que adorou o filme Trainspotting, onde o Iggy é tema e citado e tocado em tudo quanto é parte do filme. Agora tô ligado que o Ozzy não ouve Velvet Underground, Stooges ou Jesus & Mary Chain. Ele deve achar uma merda. Tudo que é underground permanece lá, na mão de quem entende. Já o Heavy Metal gente, o Heavy Metal é pop.



em agosto 23, 2007 09:07 PM [Bernardo Giane Zollo]

Lendo este mural, vi que realmente há uma preocupação em classificar punks e heavy. Achei muito interessante isso. Vejo essa problemática do seguinte modo: Quando um garoto da minha época, meados dos 70, resolvia tocar uma guitarra ou uma batera, o rapaz ouvia uma série de discos desde Led, Sabbath, Pistols, MC5, Bowie, Pink Floyd, Genesis, Stooges, Queen, Zappa, Cream, Yardbirds, Kinks, Deep Purple,Ten Years After, Hendrix entre outros. A seleção natural dentro da cabeça do garoto ocorria sem ser mencionada: Tendências proto-punk e progressiva de um lado e metaleiras de outro . Ou o garoto se tornava um rocker, ou um metaleiro. As tribos eram muito definidas. Vejo hoje que a mistura de várias tendências incluindo-se o proto-punk e o metal a la sabbath/Purple, gerou uma confusão de bandas que na década de 90, a meu ver não emplacaram. Eis ai talvez o que o pessoal vem postando aqui sobre a impraticabilidade de se unir Iggy Pop a Ozzy Osbourne. Ambos são como protocolos de sistemas operacionais rivais como Windows e Linux, são incompatíveis. Voltando, o garoto dos anos 70 tinha mais chances de se definir dentro do rock, do que um garoto dos anos 90 e 2000 que se deixam levar pela mídia tecnológica e acabam sendo vítimas de uma lavagem cerebral, onde suas aptidões a música são completamente obstruídas pela indústria fonográfica atual.



em agosto 23, 2007 09:15 PM [Lauro Veras Padas]

O Bruce Dickinson é tão Gentleman quanto o Ronnie Von. O Heavy Metal é seu trabalho, mas fora dele o Bruce exibe classe e categoria: Não mistura sua vida pessoal ao que faz na música heavy. E Bruce é o único metaleiro da história do rock que teve a coragem de regravar David Bowie, música na qual o T.Rex de Marc Bolan é citada. Gentleman....



em agosto 24, 2007 10:43 AM [Marcio Oliveira Brandão Filho]

Vou falar uma coisa: O punk não pode ter sua imagem manchada. O Supla, sábado passado cantou no Viva a Noite do SBT a música do passarinho. ATENÇÃO: O SUPLA NÃO É PUNK. O SUPLA É UM PLAYBOY QUE TOPA TUDO. SE O TEMA DE FECHAMENTO DO VIVA A NOITE FOSSE "SEGURA O TCHAN", AQUELE PUNKEKA CANTARIA... Não confunda esse cara com punk. PELO AMOOOOR DE DEEEEEEUS...



em agosto 25, 2007 09:17 AM [Robson Fallabela]

Eu acho o Heavy Metal horrível. Aquele Dio é ridículo, fazendo aquelas caras que não assustam nem criança, puta babaquice, coisa do diabo, sacudir a cabeça, puta coisa de trouxa. Fora as capas de discos, tudo igual, você não consegue nem definir quem é quem, Saxon, Black Sabbarh, Iron Maiden, tudo coisa que não convence. Já o punk tem cara, identidade e som cru e simples. Vi na MTV um especial sobre Heavy Metal, quanto lixo, os caras me falam que para você ser "músico" para tocar guitarra, você precisa ter uma prática atlética. Porque não participaram do PAN 2007? O outro fala para sacudir a cabeça, ahhhh...............



em agosto 25, 2007 06:53 PM [Marcos do Brás]

Aee molecada, o verdadeiro PUNK da história do rock n´roll é o Jerry Lee Lewis. O cara era o PUNK. Iggy é seu filhote um pouco mais explosivo, e ponto.



em agosto 25, 2007 07:00 PM [Humberto Fiorelli]

Quem foi o doido que me compara Iggy Pop a Ozzy Osbourne? Será que tem cabimento? Heavy Metal é uma porcaria cara. Não compare o bom proto-punk ao heavy metal!?! Que é isso...



em agosto 28, 2007 05:20 PM [Felipe Santos]

Eu vi esse programa na MTV. Também meu, Heavy sempre foi comercial, veja o caso do Kiss por exemplo. Quem não estava por trás daquilo? Os caras tiveram que se submeter a um rótulo Heavy Metal, tocando um som mais da realidade dos Stooges e New York Dolls do que Black Sabbath, Judas Priest etc. O que deu aquilo? Puro comércio. Até boneco os caras viraram, além de heróis de história em quadrinhos...



em agosto 29, 2007 11:52 AM [Felix Castro]

O Kiss foi puro lance comercial, falou e disse. Mas o engraçado é que você não vê o Kiss relacionado a outras bandas de Heavy Metal. Lógico, os caras nunca foram Heavy Metal e sim proto-punks.



em agosto 29, 2007 01:01 PM [Mauro Castelon]

Bem rapazes, em vez de ficarem discutindo se o Tony Iommi gravou com o pé punk Henry Rollins, vocês deveriam é ficar na de vocês. Punk é punk e heavy é heavy. E se Heavy gravou com punk e vice-versa também que se dane. Acho que traição maior é a traição de si mesmo, quando ao invés de seguir porta-vozes anti-traição, seguirem seu próprio caminho. Veja ai: Quem seguiu Lobão até o começo da década passada? Vários músicos independentes. Mas o Lobão agora é da Sony Music e diz ser traidor do movimento que criou. Porque? Porque ele seguiu o que era melhor para ele. Ninguém tá ai com ninguém, se movimento vai dar certo ou não. Veja o caso do MC5? Eles mudaram o mundo? Michael Davis disse que não. E ai? O que adianta ficar metendo o pau no Ozzy Osbourne ou no Dio? Ou no MC5 por terem realizado show de protestos anti-Nixon? E os punks? Não saíram ainda do subúrbio?



em agosto 30, 2007 08:50 PM [Teofilo Nelson]

O Lobão não é um traidor, é um farsante. O cara foi totalmente contra o que ele pregou e conseguiu trabalhando de forma independente. Quem se baseou no cara deve estar muito frustrado e diretamente chamou os caras de hipongas de bosta. Ele se sentia um hiponga de bosta quando trabalhava independentemente. Metia o pau nos Paralamas do Sucesso por gravarem música para comercial de iogurte e aí o que você vê? O cara trabalhando naquela merda de MTV e contratado da Sony Music. O rock independente existe, quem sabe faz ao vivo e foda-se toda essa tralha comercial de Lobão, etc. O punk foi uma resposta a isso tudo. Que continuem os independentes, nada mais. Quem tem memória lembra-se da cortesia Heavy Metal que ele (Lobão) teve no Rock N´Rio II. Pois bem, Punk e Heavy dão a veia ao verdadeiro rock n´roll e não um Lobão com aquela música VOOU TII LEVÁÁÁ... desafinado, medonho, MTV, fuck.



em setembro 1, 2007 04:18 PM [Miguel Villem]

O Lobão agora é da MTV, da Globo, da Band... O Lobão é a bola da vez. Também, é um dos antigões dos anos 80, Lobão fez história, hoje é ícone do rock nacional como Renato Russo e Paulo Ricardo. É isso ai, Lobone és vendido. Até sua rebeldia contra as gravadoras era comercial. Tudo vende, é tudo pose é tudo pose...



em setembro 5, 2007 11:31 AM [Silvio Laércio]

Lobão, quem diria... Como acreditar num cara que abriu um caminho para o rock independente e depois me dá uma dessa. O cara se sentia um inútil quando trabalhava sem gravadora. Tudo era em favor de seu medo de ficar a deriva na música. O Lobão é um cara que nunca acreditou nele. E viva o Ozzy e o Iggy.



em setembro 6, 2007 06:24 PM [José Geraldo Pereira]

Ozzy Osbourne, Iggy Pop e Lobão. Lendo aqui vejo como o rock independente queira ou não cruza o comercial shit da indústria fonográfica. Iggy na Virgin, Ozzy não sei onde e Lobão na Sony Music. Acho que Iggy e Ozzy merecidamente merecem a recompensa de estarem em grandes gravadoras, pois foram os criadores das duas principais vertentes do rock: Heavy Metal e Punk. Já o Lobão se queimou pô, o cara detonou todo mundo e ai?



em setembro 10, 2007 05:13 PM [Carlos Fragozo]

Olha só o que é o rock comercial. Vejam o exemplo do metal farofa do Mötley Crüe por exemplo: Tommy Lee e Kid Rock, ambos roqueiros com mentalidade de pagodeiro brigando por causa de Pamela Anderson. Só podia rolar essa baixaria mesmo com esses caras...



em fevereiro 12, 2008 07:26 PM [Ricardo Santos]

Mesmo depois do último post ser do mês de agosto ou coisa assim, fico abismado com a prepotência e arrogância de pessoas ditas "intelectualizadas" por aqui. Digamos, Ozzy é superficial, né? Por qual razão? Por qual razão dizer que o Heavy Metal não traz nada de útil culturalmente? Sugestão: ouçam alguma coisa do Nile, Nevermore, Queensrÿche, Mercyful Fate, que tratam de coisas muito mais legais do que dizer que se drogar é legal, saca? Muito melhor do que esses hypes ridículos ao estilo do Klaxons e Arcade Fire e também muito melhor que esses emos idiotas. Todo mundo malha quem fala de demônios mas exalta um viciado suicida (Cobain) e um viciado em heróina (Vicious) que não sabia da própria existência. Vocês dirão para mim: "o Sid Vicious era Cool, muito mais legal que você e suas mensgagens de metaleiro da calça de couro atolada na bunda, seu defasado intelectual, chifrudinho proletário". É incrível, é tanto desinformação. O Dio é ridículo mas canta muito e gravou ótimos álbuns como artista solo e com o Sabbath. Também, olha só onde o cara viu isto, na MTV. É muito mais fácil fazer o que estes ditadores do bom gosto que dizem que um estilo de música tão amplo e rico é feito para música para pessoas chucras. Cambada de burro... Ah, o Behemoth, banda de Death Metal polonesa também regravou David Bowie, Hello Spaceboy. Não é exclusividade do Bruce Dickinson. Heavy Metal pop, ledo engano. Comprem uma Bizz, Rolling Stone ou NME da vida e vejam se existe algum disco de Heavy Metal nas listas bandas hypadas que aparecem e somem de ano em ano. Isso não por falta de qualidade. Vocês, caros amigos intelectuais, nunca souberam do valor do Iggy Pop para o desenvolvimento do heavy metal também. O punk e hardcore influenciaram muitas bandas de thrash metal como o Exodus, Metallica e Slayer, que gravou um disco de covers que continha músicas do Minor Threat. O Crossover e Grindcore é uma prova da união entre o punk e o metal. Bandas como o Napalm Death e os brasileiros do Subtera, mesmo tendo bastante diferenças entre si, são exemplos disso. Mas a atitude de vocês é típica de indies modernosos pseudo-irônicos decadentes que andam em Curitiba achando que estão em Glasgow e de punks superficiais de shopping com uma camiseta com o símbolo da anarquia que nem sabem quem foi Pierre-Joseph Proudhon. E onde Kiss é Heavy Metal, meu filho bastardo? Aquilo é puro comércio, e o Gene Simmons é um idiota, assim como vocês que postaram um monte de asneiras. Rockeirinhos que nunca ouviram mais de um disco do Stooges na vida, nunca ouviram o "The Idiot", vocês são a decepção, são tão patéticos quanto o Dinho Ouro-Preto. Ah, e Cock Sparrer é muito bom. Ouçam Punk de qualidade, ouçam Rock And Roll de qualidade, ouçam o Heavy Metal de qualidade. É tudo muito amplo e abrangente. Quem se limita é um tolo, logo, não deixem sua mente estacionada em parâmetro algum. E o Lobão tem o direito de fazer o que quiser. Ele não traiu a si mesmo. E quem quer saber disso? Vão pro inferno.



em fevereiro 22, 2008 04:39 PM [Vanderlei Brandão]

É isso aí cara, e sabe o que é o pior de tudo? O pior é que esses caras mal sabem que Iggy Pop gosta pra caralho de Black Sabbath e donominou o som da banda como trance. E o Ozzy também gosta de Iggy Pop.



em fevereiro 26, 2008 07:12 PM [George Rubens Falco]

Black Sabbath é classic rock, The Stooges é classic rock, MC5 é classic rock, Deep Purple é classic rock, Led Zeppelin é classic rock, New York Dolls é classic rock. Sabemos muito bem que The Stooges e Black Sabbath são as influências MOR, tanto do punk como do heavy metal.



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