
A partir de então estava combinado que as novas bandas que apareciam com esse perfil teriam como ser chamadas. O termo, por incluir a palavra metal, revoltou inúmeros fãs do gênero e até algumas publicações especializadas, inclusive no Brasil, que passaram a boicotar tudo que fosse chamado de alterna metal, já que “não era metal”.
Acontece que muitas dessas bandas foram perdendo força, ao passo que outras, influenciadas justamente por elas, nasciam aos borbotões, sobretudo no mercado americano, atraindo a atenção da grande mídia. Misturando novos elementos como o hip hop, as inovadoras marcações de baixo e guitarras com afinação diferenciada e até com uma corda a mais (no caso do Korn), a presença de DJs e uma forte identificação com a cena techno e eletrônica, também em evidência, essas bandas cresceram muito, e eram tantas, que um novo termo foi criado para agrupá-las, o “new metal”, logo convertido para nu-metal, já que “novo metal” poderia ser usado para qualquer outra nova tendência dentro do gênero. Entre essas bandas estão o já citado Korn, Deftones, Limp Bizkit, Linkin Park, Papa Roach, Anyone, Skinlab, Sevendust e muitas outras. Tantas que causou um grande racha no metal mundial. Nos Estados Unidos há o predomino mainstream para o nu-metal, enquanto na Europa as demais tendências do que muitos consideram ser o “verdadeiro heavy metal”, também crescem e se fortalecem, num constante processo de evolução.
Sendo o metal o gênero que mais sobrevive de suas eternas ramificações, e ao mesmo tempo pouco explorado pela grande mídia, fica cada dia mais difícil situar todas essas tendências, em que pese o preconceito de alguns que se recusam a admitir a importância de determinado gênero. O que é metal ou não, tem ou não importância, isso é o futuro que vai dizer.