
O Palmeiras, quem em dez jogos perdeu nada menos que oito, usou a boa e velha fórmula de contratar ex-jogadores em atividade, como diria o alemão PC Vasconcellos. Edmundo, Gamarra, Juninho, Paulo (ex-César) Baier e assim por diante. Acha que com esses veteranos que vivem só de nome vai conseguir algo. Tem uma categoria de base até razoável, segundo consta, mas não a aproveita de jeito nenhum. E quando aparece um garoto bom lá, tratam logo de vender para os rivais. Espera-se que, a essa altura, os dirigentes do verdão estejam fazendo uma vaquinha com investidores para comprar jogador que jogue de verdade.
E o Corinthians, hein? Tomou um passeio do Flamengo em pleno Morumbi. E quando falo de Flamengo, não é aquele Flamengo da era Zico (aliás, o único Mengão que existiu de verdade), mas aquele clube que virou motivo de chacota até por profissionais do esporte. Reparem que mal o time da Gávea entra no gramado e locutores e comentaristas já começam a falar da barriga do centro-avante, do nome do ponta de lança, do chinelo do lateral, de salários não pagos... Menos do time em si. E foi para esse Flamengo que o Timão, que sequer faz gol há quatro partidas, perdeu praticamente sem esboçar reação. E olha que estamos falando do poderoso Campeão Brasileiro, bancado por investidores estrangeiros. Será que Geninho, aquele do “dá no tornozelo dele”, vai arrumar a parada? Sei não...
Já o São Paulo é um mistério. Dizem os comentaristas que há, no Morumbi, um grande elenco. Eu discordo. Olhem para o time. Até hoje não tem um lateral direito, e improvisou Souza (quem?) pra substituir Cicinho. Não tem meias, joga com dois cabeças de área, um quarto homem do meio campo (Danilo) e um lateral que faz às vezes de meia (Júnior). Tem um bom ataque, e uma defesa reforçada pelo meio campo, porque só isso explica a presença do Fabão no time, um sujeito que mal sabe jogar. O mistério é que esse time ganha e é campeão. E olha que muda de técnico a toda hora. E pensar que timaços como o de 2002 ficaram no caminho.
Cortando para a Copa, que patacoada essa das bolhas nos calcanhares do Ronaldo, hein? Todo mundo já falou isso, mas vou falar também. Será que Ronaldo, que já foi pobre, não aprendeu que sapato de festa tem que amaciar antes? Ok, com todos os recursos quem envolvem uma seleção como a do Brasil, e um craque como Ronaldo, que tem n contratos de patrocínio, inclusive para as chuteiras, isso não era nem para acontecer. Mas perguntem ao Pelé – e ele também tinha um patrocinador - se ele usou uma chuteira novinha na Copa de 70. Duvido. Mas é melhor não perguntar, não, porque o rei do Futebol, assim como a Ofelha, só abre a boca quando tem certeza.
A seleção, por sua vez, vai muito bem, obrigado. Se Ronaldo não jogar, problema dele. Entra Robinho e pronto. E temos Kaká em campo. Viram a partidaça que o mauricinho crente fez conta a Nova Zelândia? Ok, era a Nova Zelândia, mas e os outros craques da seleção? Ninguém jogou mal, mas Kaká foi, de longe, o melhor. O mesmo Kaká que saiu do Morumbi sob vaias. Pobre torcedor brasileiro.
Quem dá show na Alemanha são os brasileiros. O Brasil é moda na Europa, e em tempos de Copa o futebol faz do país um orgulho nacional. Estamos praticamente, inclusive no tal “ambiente de seleção”, vivendo um desfile sambístico/carnavalesco de campeão. E a medida que a Copa se aproxima, a vontade de que ela acabe logo para a comemoração se consolidar é enorme. Como acredito que a seleção não vai vencer, fico pensando na desilusão que vai pairar sobre o Brasil quando todo mundo cair na real. Com a mídia de todas as espécies em cima não será surpresa para este colunista se a decepção for maior que a de1950.
Mas, porém, entretanto, contudo, todavia, disse que não ia ficar secando, mesmo porque torço, evidentemente, pelo Brasil. Tanto que, repito, mesmo com a certeza da derrota, acredito na vitória. Senão o futebol não seria uma caixinha de surpresas, como dizem por aí há tanto tempo.
Até a próxima, que eu vou passar parafina no meu tênis!!!