
Parece mentira, mas essa banda de rock nasceu de um projeto eletrônico, e as músicas criadas inicialmente naquele formato se transformaram em músicas de verdade, com instrumentos e tudo. Como resquício do período inicial, ficou uma espécie de bateria eletrônica programada num laptop, mas isso é o de menos, já que nem dá pra perceber o artifício.
O trabalho é por natureza dançante, mas agrada mesmo é por uma certa pegada rock e pelo jeito que as duas coisas se misturam com uma medida bem calculada. O som todo, e de uma forma geral, lembra muito o pós punk oitentista, não só pelas músicas dançantes, mas também pelo formato que elas assumem. “Indolescência”, que abre o CD demo, é das melhores e mais dançantes, enquanto que “Rockstar” é a mais porrada. A música conta a história típica de quem tem um emprego do tipo “respeitável”, mas quer mesmo é montar uma banda de rock. Já “O Seu Novo Amor” é o hino loser em forma de música. O verso “Eu não sou maneiro, não tenho dinheiro (...) eu sou um derrotado, meu amor é precário” é mal cantado por uma voz de quem habita o fundo do poço por opção, numa estética tipicamente indie. E esse é talvez o maior dos problemas, o vocalista ainda tem que treinar muito para afinar a voz e encontrar um formato em que ela funcione melhor, seja com efeitos ou gritando aqui, forçando acolá, e assim por diante. Coisa que só os shows podem ajudar a resolver, mesmo porque o Superb (que nome, hein?), ainda que guarde certo potencial, parece não ter muita experiência mesmo. Mas vamos lá!
Contatos: www.sibilina.com/superb ou pedromoura@gmail.com