Imagem e Tudo
28 de maio de 2006
Killing Joke – XXV Gathering: The Band That Preys Together… Stays Together!
ST2

kilingjokethegathering.jpg
O contraste entre o sujeito de meia idade que dá a entrevista nos Extras desse DVD em meio a gargalhadas e aquele que passa uma hora e meia no palco com os olhos arregalados e a cara pintada para a guerra é abissal. No palco, Jaz Coleman, apesar das expressões paranóicas de seu personagem, que já dura 25 anos, está muito feliz. É o show de aniversário do Killing Joke, e a banda está ali com três integrantes da formação clássica – o guitarrista Geordie Walker e o baixista Paul Heaven, além de Coleman – para comemorar com os fãs que lotaram o Shepherds Bush Empire, em Londres. Só cabem duas mil pessoas lá, mas isso deixa tudo mais íntimo para uma data dessas.

Coleman é o centro das atenções e vocifera suas profecias como um pregador (ele é sacerdote de uma igreja da Nova Zelândia) com a expressão praticamente inalterada – só ri no início de “Requiem”, a sétima música - enquanto a bateria tribal e os acordes pesados de Geordie levam o público a um transe coletivo. A música do Killing Joke, embora associada ao pós punk inglês, foi o alicerce para o metal de vanguarda dos anos 90, antes mesmo de o Red Hot Chili Peppers ter difundido o tal do funk o metal, que virou alterna metal, depois nu-metal. Vendo esse show com cuidado, dá pra identificar a fonte onde muita gente bebeu, na maioria das vezes sem dar o crédito. Prova disso são os fãs mais jovens da banda, flagrados no meio do público com camisetas de bandas como o Sepultura. Para eles o Killing Joke é metal.

Outra parte do público, de pessoas com mais estrada, se delicia com nada menos que seis músicas das oito do primeiro disco tocadas no set. Numa delas, “Bloodsport”, quando o público mais agita, Coleman ergue um cajado com uma cruz no topo, e a festa fica mais intensa. Outra que agrada muito dessa fase é “The Wait”, ecoando por todo o local. Já do clássico deles, “Night Time”, só o hit “Love Like Blood” marca presença, no bis, entre “Are You Receiving” e “Pandemonium”, faixa título do ótimo disco de 1994. O show é curto, no fim das contas, mas intenso e com um alto grau de interação entre público e banda. E que reafirma um dos grupos mais criativos e seminais de sua geração.

Em quase quarenta minutos de entrevista, nos Extras Jaz Coleman fala de tudo um pouco, sempre deixando escapar um certo grau de loucura. A morte da Princesa Diana, suas experiências como regente de orquestra, vida, morte e religião. E tudo com um bom humor atípico para quem nasceu na Inglaterra. Livre do personagem do Killing Joke, ele próprio pode se exercer como tal.

Nota: os “easter eggs” apontados no encarte não funcionaram.

em junho 2, 2006 10:33 PM [Vinicius Labres]

Para visualizar a opção de "easter eggs" vá até a página 3 de seleção de músicas. Ao lado esquerdo aparecerão "círculos" com símbolos dentro. Clique em qualquer um deles e tu será direcionado p/ "Hidden Feature" (Inside the Circus Tent).
Espero que tenha ajudado



ESCREVA UM COMENTÁRIO

Nome
Email
Site
Salvar informações pessoais?
Sim       Não
Comentário (you may use HTML tags for style)















desenvolvido por
Gabriel Lupi / zupa.net

ilustrações por
Flávio Flock


© 2005 - 2006 - Rock em Geral: gardenal.org/rockemgeral
Os textos publicados em Rock é Rock Mesmo podem ser reproduzidos total ou parcialmente, desde que sejam citados fonte, autoria e endreço do site. O sistema de comentários disponibilizado aos leitores do Rock em Geral é exclusivamente para a publicação de opiniões e comentários relacionados ao conteúdo deste site. Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema, assim como os links oferecidos, não refletem, necessariamente, a opinião de seu autor. Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso, e podem ser excluídos, a critério do autor do site.