
“Odeio o termo heavy metal, porque qual é a conotação musical que ele tem? Metal pesado? É chumbo? Onde é que a música entra no lance?” questiona Ozzy Osbourne, entre uma entrevista e outra. O heavy metal enquanto música começou a existir quando dois guitarristas, Link Wray e Dick Dale, começaram, na década de 50, a exigir cada vez mais de suas guitarras e amplificadores. Dick Dale trabalhava em parceria com Leo Fender, e estourava cada novo modelo de amplificador que o amigo fabricava. Sem esses dois guitarristas o heavy metal seria tecnicamente inviável.
Na década de 60, bandas como The Who, Kinks, e um pouco mais tarde, Cream, já faziam um som mais pesado e distorcido. Foi na década de 70, no entanto, que bandas como o Led Zeppelin (com raízes acústicas no blues), Deep Purple (com uma certa influência sinfônica) e Black Sabbath (com um pé no inferno), desenvolveram o que levou definitivamente o nome de heavy metal.
É impossível negar a influência de todas essas bandas, e de outras não citadas. Mas é óbvio que quem começou essa história toda de música pesada, de camisetas pretas e jeans rasgados, de anéis, colares e correntes, foi o Black Sabbath, sobretudo na sua fase mais profícua. E foi Ozzy Osbourne quem perpetuou esse verdadeiro culto, enquanto a banda esteve praticamente fora de cena. É preciso dar a César o que é de César. E a Sabbath o que é de Sabbath.