Fazendo Historia
09 de maio de 2006
Grave Digger lança novo álbum em festa no “Barco do Metal”
Cobertura da festa de lançamento do álbum “The Grave Digger”, em Colônia, na Alemanha, em agosto de 2001. Publicado na Roadie Crew número 33, de setembro do mesmo ano.

O Rio Reno corta boa parte da Alemanha e tem importância histórica para toda a região germânica. Nada mais significativo para um grupo épico como o Grave Digger (que é alemão) do que lançar seu nono álbum, “The Grave Digger” num passeio de barco sobre as águas do Reno, em Colônia, na Alemanha, após o segundo dia da Popkomm. Além do passeio, o programa incluía um típico banquete local, com quitutes como o fricandole, que é um sanduíche tendo como recheio uma espécie de bolinho de carne apimentado, e o tradicional goulash, aqui na versão sopa. Isso sem falar na surpreendente cerveja gelada.

A festa começou ainda com dia claro, e os passageiros puderam apreciar o por do sol sobre as águas, sendo que o barco subiu o Reno por cerca de 50 minutos. Enquanto fazia a volta, uma enorme salva de fogos de artifícios, já de noite, saudava não só o lançamento de “The Grave Digger”, mas também a estréia do grupo na Nuclear Blast, sua nova gravadora, depois de quase dez anos na Gun Records. Parecia até festa de final de ano na Praia de Copacabana.

Dentro embarcação, entre os componentes do grupo alemão (só faltou o sinistro HP), muitos convidados e figuras carimbadas do heavy metal prestigiavam o evento, dando o ar da graça em meio à imprensa e aos poucos e sortudos fãs: a bela vocalista do Holy Moses, Sabina Classen; o produtor e músico de várias bandas, entre elas Hypocrisy, Pain e Lock Up, Peter Tägtgren; e Andy B. Franck, vocalista do Brainstorm, entre tantas outras. A animada equipe da gravadora, que promovia o evento, era também destaque.

Após os fogos, o presidente da Nuclear Blast, Markus Staiger, fez um breve discurso e lançou oficialmente “The Grave Digger”, ao lado do vocalista Chris Boltendahl. Ambos brindaram com uma bebida engarrafada especialmente para a ocasião, o “Grave Drinfer”, com rótulo próprio e tudo. Depois de vinte anos de estrada, Chris estava radiante, até parecia ser o seu primeiro álbum. Embora o Grave Digger não tenha se apresentado no local (o que, convenhamos seria sensacional), o novo álbum foi tocado durante todo o evento, deixando os convidados ansiosos por uma audição mais apurada.

De volta ao cais da partida, onde a festa deveria ter seu fim, a tripulação não viu ninguém arredar o pé do barco, e ainda por cima alguns retardatários se aproximaram. Resultado: o timoneiro teve que completar outra volta sobre as águas negras do Reno, enquanto a noite pedia por mais heavy metal. Historicamente, o Rio Reno jamais será o mesmo.

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