
A festa começou ainda com dia claro, e os passageiros puderam apreciar o por do sol sobre as águas, sendo que o barco subiu o Reno por cerca de 50 minutos. Enquanto fazia a volta, uma enorme salva de fogos de artifícios, já de noite, saudava não só o lançamento de “The Grave Digger”, mas também a estréia do grupo na Nuclear Blast, sua nova gravadora, depois de quase dez anos na Gun Records. Parecia até festa de final de ano na Praia de Copacabana.
Dentro embarcação, entre os componentes do grupo alemão (só faltou o sinistro HP), muitos convidados e figuras carimbadas do heavy metal prestigiavam o evento, dando o ar da graça em meio à imprensa e aos poucos e sortudos fãs: a bela vocalista do Holy Moses, Sabina Classen; o produtor e músico de várias bandas, entre elas Hypocrisy, Pain e Lock Up, Peter Tägtgren; e Andy B. Franck, vocalista do Brainstorm, entre tantas outras. A animada equipe da gravadora, que promovia o evento, era também destaque.
Após os fogos, o presidente da Nuclear Blast, Markus Staiger, fez um breve discurso e lançou oficialmente “The Grave Digger”, ao lado do vocalista Chris Boltendahl. Ambos brindaram com uma bebida engarrafada especialmente para a ocasião, o “Grave Drinfer”, com rótulo próprio e tudo. Depois de vinte anos de estrada, Chris estava radiante, até parecia ser o seu primeiro álbum. Embora o Grave Digger não tenha se apresentado no local (o que, convenhamos seria sensacional), o novo álbum foi tocado durante todo o evento, deixando os convidados ansiosos por uma audição mais apurada.
De volta ao cais da partida, onde a festa deveria ter seu fim, a tripulação não viu ninguém arredar o pé do barco, e ainda por cima alguns retardatários se aproximaram. Resultado: o timoneiro teve que completar outra volta sobre as águas negras do Reno, enquanto a noite pedia por mais heavy metal. Historicamente, o Rio Reno jamais será o mesmo.