
Se você viu o termo “indie” ali em cima e pensou na sonoridade de bandas como Flaming Lips, Teenage Fanclube a afins, além de um certo clima do pós punk lá dos anos 80, acertou em cheio. Com as letras todas em inglês a impressão que se tem é que a banda está sempre vivendo o limiar entre tristeza e felicidade, reflexo de melodias tão doces que até enjoam. Assim é “Human Qualities”, uma bela canção, mas que carece de um pouco mais de peso (ou “pegada”) para mostrar todo o potencial – quem sabe ao vivo – e sair do lugar comum do lá-lá-lá.
O tanto de tristeza que a banda exala parece vir do jeito como o vocalista Wagner Dutra imposta sua voz, de uma forma bem linear em todo o CD, o que às vezes dá a impressão de que as cinco músicas são mera variação de um único tema. Talvez ele precise se soltar mais, coisa que realmente deve (tem que) acontecer nos shows. De resto, um pouco mais de atenção com os arranjos, que são já bons, mas precisam de mais consistência sonora pra grudar nos ouvidos de verdade.
O detalhe é que o nome da banda vem do título de um livro do escritor americano Nathanael West, “A Vida Alucinada de Balso Snell", de 1931. Alguém aí conhece?
Contatos:
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balso_snell@yahoo.com.br
(85) 8804 4482
Adoro Balso Snell, mas acho as últimas canções melhores, mais maduras.