
Eis aqui mais um exemplar de uma daquelas bandas que pretendem fazer o bizarro, mal feito e de gosto duvidoso, se transformar em algo “cult”. A partir dessa premissa o quarteto se acha no direito de fazer músicas horríveis – como a nefasta “Ai Que Alegria” – e sem a mínima noção concatenada daquilo que é uma música, na acepção da palavra. A tentativa de soar engraçadinho marca também “Pra Que Refrão?”, cujo andamento pretensamente “quebrado” herda o legado fake de Mike Patton. Lamentável
Quando “sério”, o grupo se envereda por uma linha mpb melodramática à Hermanos ruim de doer, como se vê na “romântica” “Sem Viver”. Isse seria até um elogio, se compararmos com a absoluta falta de inspiração e noção encontrada em todas as outras músicas. O que dizer, por exemplo, de “Jisustela”, cópia barata (com o perdão do trocadilho) de Inimigos do Rei? A letra é tão programada para soar “divertida” que chega a doer nos ouvidos. Ou seja, estamos diante de uma aberração que, se seguir adiante, corre-se o risco de voltarmos aos temos dos Mamonas Assassinas.
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