No Mundo do Rock
24 de abril de 2006
Plumas pra que te quero
Cansados da seriedade do underground brasileiro, bandas de hard rock abusam dos cabelos esvoaçantes e das caras e bocas para lotar as noites “poser” do Garage. Publicado na Bizz número 197, de janeiro de 2006. Foto: Daryan Dornelles.

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Toda a pose e o glamour do Lion Heart, destaque da nova cena hard rock do Rio de Janeiro

Há quase um ano Fábio Figueiredo produziu a primeira edição do Glam Fest no local, com duas de suas bandas, Hostil 17 e Flaming Youth. “As pessoas se reuniam no Heavy Duty (bar de motoqueiros ao lado do Garage) para escutar hard rock”, lembra Fábio. Como ele, boa parte dos integrantes deste novo cenário tem o passado ligado a outros subgêneros da música pesada, e só agora decidiu soltar a franga. Maila-Kaarina, que cuida da Snakehits Producers, tocou no Dust From Misery, e agora brilha a frente da Heartbreak Boulevard. “Fico impressionada com a quantidade de gente que apareceu”, se empolga a vocalista. Logo bandas com trabalho próprio ganharam espaço. A mais famosa delas é o Lion Heart, que tem um disco lançado, “Coração de Leão” (sim, as letras são em português), e volta e meia tem destaque na mídia. “Somos a banda que mais participou de eventos de hard rock no Rio”, diz o vocalista Thiê.

Vivendo basicamente da figura do vocalista Danny Poser, o Jack Laser nasceu há dez anos, mas só em 2005 adotou o tempero glam/hard. O show da banda é marcado pela participação de dançarinas em trajes ínfimos. Como o fotolog é o principal meio de divulgação, Danny credita o sucesso de público à globalização: “Hoje, bandas de metal, punk, hard rock dividem espaço. São os reflexos da velocidade da informação”. Caçula no meio, Rodrigo Rossi, 18, vocalista do Snakeyes, aposta no crescimento da “cena”. “Potencial nós temos, precisamos de oportunidade e de exposição na mídia”, garante.

O público que lota o Garage pouco quer saber. Em meio a mulheres – fato raro no local – com roupas extravagantes, purpurina, maquiagem, couro e estampas de gosto duvidoso, as bandas fazem a festa. “Você vê caras loucos no palco, com instrumentos e roupas coloridas; coloca uma roupa que não teria coragem de vestir no trabalho, capricha na ‘make up’, toma umas e vai pra lá se divertir”, resume Thiê, captando bem o espírito da coisa.

em outubro 16, 2006 04:57 PM [Fabio Figueiredo]

Valeu por dar apoio e divulgar o nome da Glam Fest.



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