Fazendo Historia
06 de abril de 2006
Lixo cultural
Texto comentando o filme “Os Embalos de Sábado à Noite”, publicado em 2002 na Tribuna da Imprensa.

Pode um único filme ser responsável por uma mania cultural e ir além das fronteiras de um país? A julgar pelo que aconteceu com “Os embalos de sábado à noite” (Intercine, Globo, 01h30), a resposta é positiva. A história do trabalhador suburbano que arrasou nas pistas de dança trouxe conseqüências sérias para a música pop em todo o mundo. Inclusive (e principalmente) para o Brasil.

A febre das discotecas dominou o mercado americano de tal forma que cegou os olhos da crítica e da mídia como um todo. Enquanto na mesma época, nos subterrâneos de Nova Iorque, explodia o movimento punk, que iria levar a Inglaterra a grandes transformações sociais, os americanos simplesmente dançavam ao som dos Bee Gees.

No Brasil, que na época (mais ainda) recebia forte influência da mídia americana, e dava as costas para o resto do mundo, a onda disco também pegou pra valer. A começar pelo esperto Nelson Motta, que fez das garçonetes de uma discoteca na Gávea um grupo de cantoras e dançarinas que não demoraria muito para fazer a abertura da nova novela das oito. Elas eram as Frenéticas, e a novela se chamava “Dancin’ days”, de Gilberto Braga. Depois que tudo virou disco, até Gilberto Gil embarcou na onda da “quanto mais purpurina melhor”, com a música “Realce”.

Mas e o filme? De produção modesta, “Os embalos de sábado à noite” mostra Tony Manero (John Travolta, em seu segundo filme para o cinema), um jovem suburbano, morador do bairro italiano de Nova Iorque, que trabalhava duro durante a semana, e aos sábados ia se divertir numa discoteca. Ao passo que ele se frustra com a família, se realiza como dançarino, chegando a faturar uma grana alta.

A onda disco, sem dúvida um dos momentos menos criativos da música mundial, onde a repetição de estilos, fórmulas e modelos ultrapassados eram a tônica, durou cerca de quatro anos. Além do cinema, impulsionou, claro, a indústria fonográfica, elevando os Bee Gees às paradas de sucesso. O grupo, que estava enfrentando uma fase ruim, voltou a crescer, sendo que as quatro músicas que foram compostas especialmente para o filme se transformaram em mega hits.

Passada a febre, Hollywood ainda investiu em “Grease – Nos tempos da brilhantina” (1978), no qual Travolta contracenou com Olívia Newton-John, e “Os embalos de sábado continuam” (1983), mas, claro, sem repetir o sucesso. Depois, o próprio Travolta sumiu de cena, e só foi resgatado pelas mãos de Quentin Tarantino, em Pulp Fiction” (1992). Na música, ecos desse passado sombrio pode ser encontrado na música eletrônica contemporânea. Há cinco anos, até o U2, medalhão do rock, lançou “Pop”, disco com visual copiado daquela época, mas viu a besteira que fez e voltou atrás.

em julho 23, 2006 06:48 PM [EWERTON MORAIS]

Nada sobre o Linkin Park nesse site, isso é uma vergonha. Bota alguma coisa de Linkin Park, por favor.



em agosto 15, 2006 09:07 PM [Sidnei dos Santos]

Sou estudante de moda da Univercidade Paranaenses-UNIPAR.
Estou fazendo um trabalho, na Disciplina Psicologia da Moda e o tema proposto para nós é realmente este (Embalos de Sabado a Noite / Discos ), e ao pesquisar encontrei este site a qual relaciona o assunto proposto. Se vocêstiverem alguma mais informação relacionado com este texto proposto por vocês, a qual achei muito interessante e já pode me esclarecer bem, por favor enviem para o meu e-mail citado.

Atenciosamente

Sidnei Santos



em agosto 15, 2006 09:37 PM [Marcos Bragatto]

Sidnei, manda um e-mail pra mim e diz o que você precisa.

Abraço,

Bragatto



ESCREVA UM COMENTÁRIO

Nome
Email
Site
Salvar informações pessoais?
Sim       Não
Comentário (you may use HTML tags for style)















desenvolvido por
Gabriel Lupi / zupa.net

ilustrações por
Flávio Flock


© 2005 - 2006 - Rock em Geral: gardenal.org/rockemgeral
Os textos publicados em Rock é Rock Mesmo podem ser reproduzidos total ou parcialmente, desde que sejam citados fonte, autoria e endreço do site. O sistema de comentários disponibilizado aos leitores do Rock em Geral é exclusivamente para a publicação de opiniões e comentários relacionados ao conteúdo deste site. Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema, assim como os links oferecidos, não refletem, necessariamente, a opinião de seu autor. Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso, e podem ser excluídos, a critério do autor do site.