O Homem Baile
23 de abril de 2006
Destruction revive grandes momentos do thrash
Tocando pela primeira vez no Rio, grupo alemão fez um show arrebatador para um reduzido público no Circo Voador. Fotos: Flavio Hopp (do show de São Paulo).

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Schmier não se cansou de elogiar
o pequeno público que foi ao Circo
Voador
“Vocês esperaram muito tempo... Nós esperamos muito tempo”, disse o baixista e vocalista Schmier na primeira vez em que se dirigiu platéia. Realmente, um dos maiores ícones do thrash metal alemão demorou mais de 20 anos pra tocar no Rio, sendo que nos últimos anos o Destruction tem vindo bastante ao Brasil, e já tocou até em Recife, numa das edições do Abril Pro Rock. Por isso talvez ele não cansava de dez que o público carioca era menor que o de São Paulo, mas agitava muito mais. Ganhou o pessoal de vez.

O show começou meio inseguro, com a guitarra de Mike um pouco baixa, e só se ouvia o estremecer causado pela bateria, ajudada por um efeito estroboscópico a ela acoplado. Assim, nas primeiras músicas – entre elas “Tormentor” e excelente “The Defiance Will Remain” - ficou ainda mais latente a ausência de uma guitarra base para manter toda a fúria que a banda consegue nos álbuns. Resolvido o problema com o desenrolar do set, o Destruction aplicou uma verdadeira aula de thrash metal, aproveitando a potência sonora do Circo Voador e o lançamento do álbum “Inventor Of Evil”, de longe o melhor deles desde a volta, em 2000. Hoje o Destruction faz um thrash moderno e contemporâneo, não que o grupo tenha enveredado por novidades dentro do gênero, a ponto de descaracterizar suas raízes. Mas pela evolução tecnológica e criativa, que faz com que o trio produza o mesmo thrash de sempre, só que muito mais denso, pesado e cheio de variações, num verdadeiro e furioso “up grade” do gênero.

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Mike teve problemas no início, mas logo
detonou solos bem agressivos
A segunda parte veio com “Thrash Till Death”, do álbum “The Antichrist”, com uma excelente evolução de guitarra, quando Mike começou a roubar a cena. “The Alliance Of Hellhoudz”, outra do disco novo, colocou o público para pular e ensaiar o bater de cabeças típico do thrash. Clássicos como “Life Without Sense”, umas das melhores do set, com toda a cadência thrash, e “Metal Discharge”, faixa título do álbum de 2003, também se sobressaíram. Entre elas, um espetacular solo do baterista Marc, que abusou da velocidade a ponto de deixar o público em dúvida se era ele mesmo que estava tocando ou uma máquina escondida atrás dos panos do palco. Panos que trazem o mesmo crânio explodindo que o Destruction usa desde 2001, aliás.

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O solo de Marc foi um dos mais velozes em
todos os tempos
Quando a terceira parte do show começou, com “Curse The Gods”, o público já abria rodas e pogo gigantes, em meio a alguns tímidos moshes. Se de um lado a banda tocava um clássico após o outro, até por nunca ter se apresentado no Rio antes, de outro deixou de fora petardos do último disco, a bem da verdade pouco representado no set. Num desses momentos, o Circo quase veio abaixo com a matadora “Soul Collector”, que nem tantos conheciam, mas que agradou geral pela urgência, ainda mais no altíssimo volume do som àquela altura. Depois de cerca de uma hora e quarenta minutos, o bis finalizou o show com “The Butcher Strikes Back” – “Mad Butcher” passou até batida – e o trio parecia realmente satisfeito, ao ver os fãs igualmente destroçados. Havia, enfim, acabado a espera.

Na abertura o Hicsos teve ainda mais problemas com o som, e encarou um público bem pequeno. Em pouco mais de meia hora tocaram músicas do disco de estréia deles, uma nova, “Mea Culpa”, e dois covers: um para “Vida Animal”, do Ratos de Porão, e outro para “South Of Heaven”, do Slayer, que encerrou a abertura. O problema do Hicsos é que, diferentemente do Destruction, parece ter parado no tempo, e continua a fazer o mesmo som de dez anos atrás. Os caras precisam dar uma atualizada para a coisa não desandar.

Veja também: resenha do disco "Inventor Of Evil", do Destruction

em maio 10, 2006 04:06 PM [Jorge Luís]

Eu fui no Destrution e foi muito foda, eu trepei no palco e o caralho. Eu estava com a camisa do Venon, muito doido...



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