
Todos já tocaram em muitas bandas no underground sueco, mas foi a partir do Swordmaster que nasceu o Deathstars, por volta de 2000. O primeiro disco, “Synthetic Generation”, foi gravado em 2002, mas demorou um ano para que eles conseguissem lançá-lo. O disco, repleto de referências ao som gótico (oitentista e atual) e ao rock industrial, acertou em cheio no paladar de fã de bandas como Nine Inch Nails, The Kovenant e adjacências, ao mesmo tempo em que desapontou os eternos fãs das antigas, sempre dispostos a cobrar uma certa fidelidade ao “verdadeiro metal”.
Dois singles desse álbum – a faixa título e “Syndrome” – ultrapassaram os limites do metal e tocaram em várias rádios e pistas européias. A passagem obrigatória pelos festivais de verão rendeu mais exposição, e 2006 viu o lançamento do segundo álbum, “Termination Bliss”. Para saber mais sobre este disco, batemos um papo, por telefone, com Whiplasher Bernadotte. Ele nos contou como outras bandas ajudaram a consolidar a música do Deathstars, detalhes do conceito que envolve o grupo, e como foi deixar de lado uma música extrema para apostar em algo, digamos, mais acessível. Confira:
Rock em Geral: Por que vocês decidiram usar pseudônimos? O que cada um deles significa?
Whiplasher Bernadotte: Costumávamos usar estes nomes no passado quando ainda tocávamos death metal, no início dos anos 90. Eles sempre estiveram conosco. Quando começamos o Deathstars nós apenas os mantivemos, não nos víamos com outros nomes. Éramos parte daquele cenário e não queríamos quebrar o contato. Não é nada mais que isso, não há nenhum significado ou conceito por trás desses nomes.
RG: Vocês levaram três anos para lançar o segundo álbum. Foi bastante tempo, né?
Whiplasher: Na verdade levamos quatro anos, porque o “Synthetic Generation” foi lançado um ano depois de ter sido concluído. Por causa de problemas práticos e pessoais, entre outros, nós demoramos tanto, mas foi o tempo necessário para as coisas acontecerem.
RG: Como vocês decidiram trabalhar com Stefan Glaumann, que também mixou discos para o Rammstein?
Whiplasher: Nós produzimos o álbum e o Stefan fez a mixagem. Ele é excepcional em mixagens. Ficamos sabendo que ele trabalhava com o Rammstein, e, como fez um trabalho bem bacana, poderia fazer o mesmo para nós. Foi perfeito trabalharmos com ele.
RG: Vocês pensaram assim, “vamos fazer um som que fique como o do Rammstein”?
Whiplasher: Acho que nesse ponto, quando começamos, nós não tínhamos ouvido Rammstein tanto assim, sobretudo quando fizemos o “Synthetic Generation”. Pegamos vários álbuns diferentes da gravadora Universal naquela época, como sugestões de pessoas que fizessem a mixagem do álbum, e aí ouvimos o “Mutter” (terceiro disco do Rammstein). Antes disso não conhecíamos o Rammstein muito bem, e nos soou incrível, a imagem de alguma coisa que nós achamos atrativa.
RG: Duas músicas neste disco, “Tongues” e “Play God” são bem parecidas com outras do Rammstein...
Whiplasher: Na verdade eu não ouço tanto Rammstein, então eu não sei. Mas, claro, você pode estar correto. Eu é que não estou muito familiarizado com a música deles.
RG: Como vocês escolheram “Cyanite” como o primeiro single?
Whiplasher: Não foi difícil. Nós tínhamos motivos para escolher várias músicas, mas eu acho que “Cyanite” é talvez uma faixa que simboliza bem o som que o Deathstars faz.
RG: Falando de símbolos, “Death In Vogue”, além de ser o título de uma música, é também uma espécie de slogan para o Deathstars?
Whiplasher: Sim, nós glamourizamos a morte e a escuridão para o nicho do mercado que nós encontramos para crescer. É um jogo que nós usamos baseados nesse paradoxo de modernidade e decadência. Então usamos “morte como moda” e “escuridão como estilo”. Glamourizamos, fazemos a escuridão e a modernidade serem uma coisa trivial.
RG: Você acha essa música será o próximo single?
Whiplasher: Eu nem estou certo se teremos um outro single. Mas se resolvermos fazer teremos trabalho para escolher, pois há várias músicas legais no disco.
RG: Como rolou do Mortiis fazer o remix para a música “Blitzkrieg”?
Whiplasher: No início não tínhamos certeza se esta versão iria ou não entrar no disco, era algo que a Nuclear Blast fez sem nós sabermos, na verdade. Talvez nós não a incluiríamos no disco, mas em um lançamento especial, porque vemos essa música bastante diferente do resto do álbum. Eu encontrei o Mortiis algumas vezes, ele e o Nightmare já se conheciam, acho que Nightmare remixou uma de suas músicas, e ele fez isso numa nossa.
Arte como moda e escuridão como estilo
RG: Você disse que não sabia se essa música entraria no disco. Existem outras que ficaram de fora?
Whiplasher: Não, todas as músicas que tínhamos finalizado estão no álbum. No “Synthetic Generation” nós usamos tudo aquilo que tínhamos composto. Agora nós descartamos muitas coisas, mas não guardamos sobras. Eu certamente posso te dizer que noventa por cento daquilo que compusemos está no disco. Passamos a ser bem mais seletivos, é por isso que “Termination Bliss” é bem mais o estilo do Deathstars.
RG: De quem é a voz feminina de “Greatest Fight On Earth”?
Whiplasher: É só uma garota que eu conhecia, cantora de ópera da Suécia (Ann Ekberg).
RG: Você acha que uma tendência usar vocais femininos no heavy metal hoje em dia?
Whiplasher: Não uma boa tendência eu diria, porque eu realmente tentei evitar isso. Eu pensava, “eu não gosto de vocais femininos”, mas quando estava trabalhando nessa música, me pareceu bem natural e efetivo ter algo parecido, nessa e em “Tongues” também. Mas eu acho que não faz sentido ter vocais femininos em tudo, tentei ser bem discreto nisso. Gosto de ser realmente obscuro e brutal, o que não tem a ver com esse tipo de coisa.
RG: As letras do Deathstars em geral falam de um futuro catastrófico. É só ficção, ou de certa forma prevê o que vai acontecer com a humanidade?
Whiplasher: As letras não são sobre o futuro, são sobre as nossas vidas, aqui e agora. É tudo que passamos, não há nenhuma fantasia, é o dia a dia das nossas vidas em diferentes aspectos. Sempre vêm à tona temas obscuros, é sobre encarar os seus medos, sobre crescer como pessoa, e é, também, claro, um música muito autodestrutiva, procurando por emoções o tempo todo, porque nós tocamos música obscura. Eu acho que nem conseguiríamos cantar sobre coisas que nós não podemos ter contato, como o futuro ou fantasias. Deixamos isso para os cineastas.
RG: Você não acha que as letras são um pouco exageradas em relação ao que acontece na vida real?
Whiplasher: Claro que sim, pois estamos falando de música obscura, que propõe esse conflito, essa dinâmica. É por isso que temos esse progresso na música, porque trabalhamos com o claro e o escuro, com os extremos de cada coisa. E claro que apresentamos os aspectos mais obscuros de áreas diferentes. É uma coisa muito subjetiva, como uma crônica, você não tem que ser objetivo.
RG: O Deathstars veio de uma banda de black metal chamada Swordmaster. Como decidiram mudar de um tipo de som para o outro?
Whiplasher: Foi muito uma reação ao que nós fazíamos, porque já tocávamos death metal, thrash metal, black metal por mais de dez anos... Eu ainda gosto desse tipo de música, ainda estou envolvido num projeto de death metal, mas quando montamos o Deathstars queríamos fazer algo diferente, menos simples que antes. É muito mais difícil fazer boas músicas para o Deathstars do que era quando fazíamos death metal, é uma forma de se expressar muito mais rica. Como eu disse, isso não é sobre fantasia, religião ou outro tipo de coisa. Bandas de metal tem uma tendência a escrever sobre... Ou melhor, a imagem do metal é baseada no poder, e a imagem daquilo que nós usamos na banda é totalmente diferente, é uma forma de se expressar bastante diferente. E também usamos muito mais nossa imagem do que usávamos antes. Agora nos vestimos como Marilyn Manson no palco, e antes usávamos camisetas e jeans. Temos uma boa produção visual de palco também.
RG: Falando das roupas, elas são inspiradas em algo em particular?
Whiplasher: Não, nada de especial. No álbum anterior tivemos mais produção, mas dessa vez pegamos leve, é bom renovar a face do Deathstars. Gostamos que a nossa imagem mostre aquilo que somos. Quem sabe um dia não usamos algo mais extravagante no palco? Não colocamos limites em nós mesmos.
RG: Como vocalista, o que mudou para você, de um estilo para o outro?
Whiplasher: Na verdade quando começamos a gravar o “Synthetic Generation” eu não tentei cantar de uma forma diferente. Foi assim: ”agora vou começar a fazer os vocais”, aí eu fiz. Mas eu acho que encontrei uma forma de me expressar muito boa, me sinto bastante à vontade cantando desse jeito.
RG: Às vezes é difícil misturar música eletrônica com metal extremo, porque em geral os fãs não consideram esta possibilidade. Como isso aconteceu com vocês?
Whiplasher: Eu acho que quanto mais mudamos, mais gostamos e mais as pessoas reagem a essas mudanças. Mas eu não fico frustrado. Fizemos esse tipo de som por muito tempo, e eu não me sinto na obrigação de me manter assim só para ser rude. Eu encontrei muitas pessoas nesses anos todos que se mantêm nesse cenário, se subordinando às músicas que eles faziam. Eles nem gostam tanto de metal mais assim, mas tentam passar uma imagem de “cool” para a mídia, e isso é muito ruim. Eu também não quero tocar só eletrônico ou death metal, por isso o Deathstars mistura tudo junto.
RG: Vocês têm mais fãs hoje, do que quando tocavam death metal?
Whiplasher: Acho que sim, porque a banda é maior, não por causa da mudança do som. Mas essas bandas em que tocávamos têm um grupo de fãs muito dedicados e fanáticos. Acho que o Deathstars está crescendo bem rápido, e agora, como está tudo indo muito bem para a banda, vamos fazer uma grande turnê pela Europa. Claro que é maior também porque com esse som alcançamos um público bem maior que antes.
RG: Sempre citam Marilyn Manson, Nine Inch Nails e outras bandas como influências no som de vocês, mas no primeiro disco vocês gravaram uma cover para “White Wedding”, do Billy Idol. Como isso aconteceu? Por que não Sisters Of Mercy, por exemplo?
Whiplasher: Eu nem sei, acho mais interessante pegarmos uma música que não tenha nada a ver. Se fizéssemos uma do Sisters, seria algo típico, porque todos dizem que os meus vocais são muito parecidos com os dele, aí não seria uma coisa legal. Ninguém na banda é fã de Billy Idol, mas ele é um cara legal. Eu e Nightmare estávamos juntos, tocando guitarra, ouvimos essa música e decidimos gravar. Na verdade eu só fui saber que ela entraria no disco quando peguei o CD. Pensei que ia sair só como um single na Suécia. Talvez no futuro façamos algo do Milli Vanilli, que deve ser mais engraçado...
RG: Mas nem eles cantavam nas músicas deles...
Whiplasher: E aí não teria que cantar também, essa é a idéia...
Não colocamos limites em nós mesmos
AMO MUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIITO ESSA BANDA!!!!!! ADOREI A MATERIA E A ENTREVISTA !!!!!!!!
Eu via sempre o clipe "synthetic generation" e o adoro até hoje. Mas até então nem sabia de quem era...quando descobri que era da banda Deathstars e na sequência, soube das outras músicas...foi paixao na certa. Uma rave de verdade pra mim tem sempre que tocar Deathstars
A entrevista foi muito boa, descobri que apesar de tudo, da imagem que eles passam, pelo que foi descrito acima, me pareceram bem simpáticos, o que acabou fazendo com que me simpatizasse ainda mais com a banda ^^
tenho MeDO!!!
VEJA MINHA PAGE DEDICADA AO DEATHSTARS....VÁRIAS INFORMAÇÕES E CONTATO DIRETO COM OS MÚSICOS DO DEATHSTARS...
SANDRA SIXXX' SUPPORT DEATHSTARS IN BRAZIL
Não disse nada de tão relevante, mas de fato o Deathstars é muitoo foda. Essa banda meio que me salvou de uma verdadeira apatia músical... Bandas que me indicavam dizendo ser industrial, quando na verdade era música dançante, como Funker Vog, VNV Nation e tal. Já tava na hora de alguém pegar o conceito do Rammstein e do NIN e levar a níveis maispesados...
A única coisa que eu achei escroto foi a opinião sobre vocal feminino, ficou perfeito e seria legal se continuasse com essa nuance...
Gostei da entrevista, mas eu acho que nunca uma banda toma lugar de outra, certo?
Rammstein e Deathstars são bem parecidos, mas nunca um vai tomar lugar do outro ;)
Espero que não, PePeRoNy (é isso mesmo?), eu por exemplo gosto muito mais do Rammstein.
Eu gostei da entrevista, mas sobre o ponto dele não gostar de vocais femininos não é bem assim, li outras entrevistas dele e ele diz que gosta, sim, até acha a voz da Ann belissima. Ele não curte por muito isso nos sons deles, apesar de que vai continuar colocando porque nos dois álbuns tem, rs.
E adoro tanto eles quanto Rammstein, são ambas maravilhosas, a maioria das musicas do Deathstas soa mais góticas que as do Rammstein, além de que o assunto das letras não tem nada haver uma com a outra, são segmentos completamente diferentes.
Lindos!!!!
Os amo muito! I love Deathstars
É realmente uma pena o que estão passando porque pelo que conheci da banda (o primeiro CD) são muito competentes). Pois é claramente visível que a banda não é uma simples réplica de bandas mais populares, pelo contrário, é bem óbvio que Deathstars vai progredir muito!
Tudo no começo tem suas dificuldades.
Seus enganos.
E essa onda de um tomar o lugar do outro não existe.
Cada um é o que é.
Sabemos que o Deathstars tem um futuro promissor e que esse é somente um passo para a grande trílha que essa banda vai fazer!
Apesar de tudo, não acho correto essa pressão sobre a banda, pois como disse, é apenas ocomeço; estamos no momento em que devemos esperar o que o Deathstars tem a nos oferecer. Nada é perfeito, e se tem algo de errado com a banda em relação ao público, eles vão perceber, e com o tempo vão decidir se querem ou não mudar seu conceito.
Adorei a entrevista.
Aos poucos nós estamos conhecendo um pouco mais sobre a banda.
Nossa, essa banda é muito foda, boa mesmo, o som e muito foda. Na hora que eu ouvi amei, é muito parecido com Rammstein, mas são dois tipos de som totalmente diferentes, e além disso tem o visual puxado a Marilyn Manson, que é muito foda também. Apesar de ouvie só black e death, essa banda e foda, podem ouvi isso e som industrial também.
Melhor banda que apareceu nesses últimos anos na cena EXTREMA!
Deathstars:
[-Whiplasher Bernadotte-]
[-Nightmare Industries-]
[-Skinny-]
[- Bone W Machine-]
Pela historia da banda acho que é uma banda legal. Irei baixar musicas pelo kazaa e irei voltar a esse site e confirmar se eu gostei ou não.
Valeu, matéria muito boa.
Irado. muito massa! Adorei. Beijos
Essa banda é muito foda, e como eu digo o resto é moda
Eles vem para o Brasil?
Hail hordas extremas da escuridão
Aprecio seu site e suas fotos revelam o que o mundo é realmente.
Hail filhos de Satan
Ave Satan
Bueno, no entiendo st idioma, pero mas o menos le doy pero lo uniko que digo s q sta banda es lo mejor q el industrial ha tenido tenemos q brindarles apoyo para q sigan adelante arriba DEATHSTARS
Es muy bueno. Amo a Deathstars son un buen grupo tienen q sakar mas videos y mas albunes para que tieren para arriba te quiro whiplasher y amo al grupo soy super fanatica de ustedes ""love deathstars y whiplasher"""
Bom eu acho o rock muito interessante.
Ele é um estilo de música muito legal e de alto astral, o rock é muito bom.
Eu gosto muito de ouvir Marilyn Mason, Massacration, Evanescence, etc...
Bom eu acho o rock d+
PRA QUE DEUS SE EXISTE MARILYN MASON?
Eu ouço rock há pouco tempo, apenas 2 anos... E demorei um pouco pra descobrir que estilo mais combina comigo. Finlamente encontrei!
Estou começando a ouvir gótico. SE VOCÊ TIVER SUGESTOES DE BANDAS GOTICAS POR FAVOR ME ENVIE POR EMAIL (THAY_DARKANGEL@HOTMAIL.COM).
Mui crazy froog .........
Essa banda é uma das melhores do industrial.
Boa noite! Estou começando a ouvir gótico... Você pode enviar relação de bandas góticas?
Grato,
charlievargasneri@hotmail.com
Deathstars é a melhor banda industrial que eu ja escutei. Eu estou muinto viciado neles, agora descobri que eles tinham uma banda death metal, e eu curto só que meus amigos tiram sarro de mim por curti industrial e gótico. Mas nao pega nada eu curto mais esse estilo de show mesmo e Deathstars logo logo vai vira um icone como Ozzy, Metallica, Slayer e outros.
Muito massa, adorei a banda, sem palavras...
Eu ainda estou começando a conheçer o som industrial, e umas das minhas grandes influências é o DEATHSTARS, mas eu queria saber se tem mas bandas industriais, se ouver me mande por favor!
Mil abraços, de um new tentando virar gótico!
Todos loucos por industrial e gothic metal... Somos loucos!
Lixo, uma cópia barata e mal feita do verdadeiro monstro do rock: Marilyn Manson.'
Não é lixo não, Marilyn Manson é mais velho do que Deathstars, por isso tem mais fãs. Mas os Deathstars são únicos, diga-me porque fazer comparação de Marilyn Manson que é uma pessoa só com um Grupo. Nem chega perto.
Essa banda eu amo!
Deathstars para mim é a melhor banda de industrial até. Hoje, curto bastante os caras, o estilo e a forma de se expressarem, acho o som deles muito empolgante, curto Deathstars até na academia. Abraço!
Essa banda é do caralho, muito foda mesmo!